Embrapa Rondônia
Sistemas de Produção, 3
ISSN 1807-1805 Versão Eletrônica
Dez./2005
Cultivo do Abacaxi em Rondônia
Autores

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Apresentação
Aspectos Climáticos
Aspectos Edáficos
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Solos
Cultivares
Produção de Mudas
Plantio
Espaçamento                

Adubação   

Consorciação

Floração 

Pragas e Doenças

Irrigação

Colheita e pós-colheita

Manejo da Soca

Comercialização

Referências

Expediente

Produção de Mudas

Para aumentar as chances de êxito na exploração comercial de abacaxi é fundamental o uso de material propagativo de alta qualidade. Para se obter mudas de boa qualidade, estas devem ser retiradas de plantas sadias, livres de ataques de pragas e doenças, vigorosas, devendo-se descartar rigorosamente, aquelas que apresentarem sinais de goma ou resina. Para implantação da cultura pode-se utilizar vários tipos de mudas (figura 1).

Figura 1 – Tipos de mudas convencionais do abacaxizeiro.

 

A – Coroa. Muda pouco utilizada, pois, permanece no fruto, quando vendido nos mercados de frutas frescas. É menos vigorosa, apresenta ciclo mais longo (em comparação às mudas do tipo rebentão e filhote). Plantios com este tipo de muda, originam plantas de porte e desenvolvimento mais uniformes.

B – Filhote. Muda de vigor e ciclo intermediários, menos uniformes que as coroas e mais que os rebentões, de fácil colheita e abundante na variedade Pérola.

C – Rebentão. Muda de maior vigor, ciclo mais curto, de colheita mais difícil, origina lavouras com menor uniformidade em tamanho e peso. Tem baixa disponibilidade na variedade Pérola e grande na variedade Smooth Cayenne.

D – Filhote-rebentão. Muda muito pouco utilizada, pois, é de difícil produção. Apresenta características intermediárias entre filhote e rebentão.

Além destes tipos citados existem outras formas de se produzir mudas de abacaxi, como as mudas produzidas por seccionamento do caule e as produzidas in vitro. Porém estes tipos são geralmente mais caros e dependem da existência de produtores de mudas especializados na região, sendo portanto recomendados em plantios com alto nível tecnológico. No Brasil os tipos mais utilizados são filhotes e rebentões. Em Rondônia o tipo de muda mais utilizado é o filhote.

 

MANEJO CONVENCIONAL DAS MUDAS

Compreende as etapas de ceva, colheita, cura, seleção e tratamento fitossanitário.

A – Ceva. Após a colheita dos frutos deve-se manter as mudas ligadas à planta mãe até que estas alcancem o tamanho adequado para o plantio, ou seja de 30 a 45 cm. Este período varia de 1 a 6 meses, sendo menor nos filhotes e maior nos rebentões. Neste período, visando melhorar o vigor e o estado fitossanitário das mudas, pode-se continuar usando a irrigação, pulverização para controle de ácaros e cochonilhas e adubação suplementar, via pulverização foliar, com uréia a 3% e cloreto de potássio a 2%.

B – Colheita. É feita quando a maioria das mudas atingirem o porte satisfatório. Nesta operação é recomendado se descartar as mudas com sintomas de ataque de pragas e doenças e eliminar o fruto pequeno, frequente na base dos filhotes.

C – Cura. Consiste na exposição das mudas ao sol, com a base virada para cima, sobre as próprias plantas-mãe ou espalhando-as sobre o solo em local próximo ao do plantio, entretanto as mudas nunca devem ser amontoadas. Esta prática é recomendada visando acelerar a cicatrização da lesão oriunda da colheita, reduzir a população de cochonilhas e eliminar o excesso de umidade da muda.

D – Seleção. Nesta fase deve-se eliminar todas as mudas com sintomas de doenças, danos mecânicos e ataque de pragas. Deve-se ainda padronizar as mudas em função do tipo (filhotes e rebentões) e tamanho (30 a 40cm, 40 a 50 cm e maiores que 50cm).

E – Tratamento fitossanitário. Caso as mudas tenham alta infestação de cochonilhas estas devem ser mergulhadas em uma solução acaricida-inseticida (Paration metílico ou Etion) por 3 a 6 minutos. Após este período as mudas são esplalhadas e mantidas à sombra por 10 dias, quando é feita outra seleção às vésperas do plantio.

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