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Embrapa Algodão |
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Cultura do Algodão Herbáceo na Agricultura Familiar |
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Importância econômica |
Doenças |
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Murcha de Fusarium. ·
Ramulose. ·
Mancha de Alternaria. ·
Falso oildio,
Míldio areolado ou Mancha de ramularia.
Murcha de FusariumO primeiro relato da Murcha de Fusarium em algodoeiro no Brasil, foi em 1935, na região Nordeste, no município de Alagoinha, PB (Grillo, 1935) tendo sido propagada para as demais regiões produtoras, além de responsável por uma fase de decadência da cotonicultura paulista, sobretudo na Segunda metade da década de 50. Este fato determinou a necessidade de obtenção de cultivares melhoradas com resistência à doença, visando substituir aquelas suscetíveis até então plantadas (Cavaleri, 1964) uma vez que este é o único método viável de controle da doença.
Agente causal, sintomas e epidemiologiaO agente causal
da doença é o fungo Fusarium oxysporum f. sp. Vasinfectum
(Atk.) Snyder &
Hansen.
Os primeiros
sintomas caracterizam-se pela murcha
de algumas folhas e ramos. Muitas plantas
jovens podem morrer em poucos dias após os primeiros sintomas externos
serem observados, comuns quando as plantas se encontram com aproximadamente
seis semanas de idade. Algumas plantas afetadas podem
sobreviver à doença, emitindo novas brotações próximas ao solo mas, em
geral, os ramos originados a partir desses novos brotos não são produtivos.
No transcorrer do processo infeccioso, as planas mortas perdem todas as
suas folhas e as pequenas brotações caem, permanecendo apenas o caule enegrecido. A maioria das plantas que não morrem, fica enfezada
e sofre severa redução de crescimento.
Os sintomas
internos caracterizam-se pela descoloração
dos feixes vasculares. O lume dos vasos
é obstruído pela formação de tiloses, presença intensa de micélio e esporos
do fungo, géis vasculares, entre outros fatores, induzindo à resistência
ao ar livre, fluxo da seiva ascendente, decorrendo
os sintomas de murcha (Kimati, 1980).
O patógeno
pode sobreviver por longos períodos no solo, na forma de estruturas de
sobrevivência (clamidósporos). O movimento de partículas de solo contribui
para a sua disseminação no campo aumentando, de
maneira gradual, as reboleiras características com plantas doentes. As sementes infectadas são responsáveis pela disseminação do patógeno a longas distâncias. A infecção inicial ocorre quando da penetração do patógeno
em raízes secundárias. Em seguida, o xilema é
colonizado e obstruído, ocorrendo os sintomas de clorose e necrose foliar, a partir do terço inferior da planta, queda
de folhas e capulhos, murcha e redução no porte da planta.
Condições favoráveis ao desenvolvimento da doençaO desenvolvimento
da murcha de Fusarium é favorecido em solos arenosos, úmidos, com baixos
pH e fertilidade e baixo teor de potássio (Cia & Salgado, 1997). A murcha também é favorecida quando em associação com
nematóides, sobretudo dos gêneros Meloidogyne, Pratylenchus e
Rotylenchulus sendo a severidade incrementada,
em função de ferimentos nas raízes e da debilitação da planta.
ControleO controle da murcha de Fusarium
é feito através da rotação de culturas, uso de
sementes sadias e do plantio de cultivares resistentes.
Ramulose
Sintomas
e agente causal
Condições
favoráveis ao desenvolvimento da doença
Controle
a.
Rotação de culturas em ciclos
de 3 a 5 anos. b.
Queima de restos culturais
em áreas afetadas. c.
Utilização de sementes sadias. d.
Inspeção permanente do plantio,
visando localizar focos e promover sua erradicação.
·Cultivares
resistentes Representa a medida de
controle mais eficiente e econômica e tem sido um dos pressupostos do programa
de melhoramento genético do algodoeiro; entretanto, dadas as condições
desfavoráveis à doença no semi-árido, mesmo cultivares com resistência
ou suscetibilidade moderadas, tais como a BRS 201 e BRS 187 8H, podem ser
recomendadas para o plantio nesta região.
·Químico Os fungicidas Carbendazin
+ Trifenil hidróxido de estanho (0,5 + 0,4kg do produto comercial/ha); Trifenil acetato de estanho + Tiofanato metílico (1,0
+ 0,7 kg); Tebuconazole + Tiofanato metílico (0,5 + 0,75 kg); Azoxystrobin (0,2 kg/ha) Clorotalonil + Tiofanato metílico (1,5 kg do produto comercial/ha) apresentam eficiência no controle da ramulose, sendo
que apenas o Carbendazin tem registro no Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento, para controle de doenças da parte
aérea do algodoeiro.
Mancha
de Alternária
Caracteriza-se por apresentar manchas foliares necróticas de formato circular, coloração parda e em cujo centro
podem ser vistas zonas concêntricas. A doença é
causada por quatro espécies de Alternaria: A tenuis ou A. alternata, A. gossypium, A. gossypina e A.
macrospora. Os sintomas têm início com pequenas manchas circulares que
evoluem para manchas maiores, podendo atingir 1cm de diâmetro; as manchas
maduras apresentam-se necróticas, com centro cinzento, que pode quebrar
e cair, permanecendo uma perfuração no limbo foliar e as manchas mais podem
podem coalescer e provocar áreas necróticas irregulares. Muitas vezes,
é possível observar-se massa de esporos em cadeia, formando zonas concêntricas
nas lesões.
Condições
favoráveis ao desenvolvimento da doença
Controle
As manchas causadas por
Alternaria sp., não têm ocorrido com grande severidade
nas regiões tradicionalmente produtoras de algodão do semi-árido; entretanto,
quando as chuvas ocorrem com maior intensidade e freqüência, é possível
a ocorrência de surto epidêmicos desta doença. Práticas culturais raramente
são empregadas apenas quando podem promover incrementos significativos
na produção (Rotem, 1994). Essas práticas incluem
modificação nos métodos e na freqüência de irrigação, rotação de culturas,
destruição de restos culturais e manejo da adubação.
·Variedades resistentes A obtenção de culturas
resistentes à Alternaria, nunca foi considerada prioridade dentro do programa
de melhoramento genético, visando resistência a doenças do algodoeiro.
Cultivares BRS 201 e BRS 187 8H, apresentam resistência à mancha de alternária.
·Químico Pulverizações com Mancozeb 0,2% i.a. a intervalo
de 10 dias, e Trifenil hidróxido
de estanho 0,2 kg/ha do produto comercial, apresentam
bons resultados no controle da mancha de alternária.
Falso
oídio, míldio areolado ou mancha de ramulária
Agente causal e sintomas
Condições
favoráveis ao desenvolvimento da doença
Controle
Plantios menos adensados
e conduzidos de forma a evitar o sombreamento excessivo entre plantas,
criam condições menos favoráveis à infecção por R. areola.
·
Variedades resistentes Não existem variedades
com boa resistência e a essas doenças; entretanto, algumas
variedades apresentam bons níveis de tolerância, podendo produzir mais
que as cultivares suscetíveis, com o mesmo nível de doença. As cultivares recomendadas para o semi-árido, pela Embrapa,
são a BRS 201 e a BRS 187 8H.
·Químico Os fungicidas Carbendazin 0,7 kg do produto comercial/ha ou Carbendazin + Trifenil hidróxido de estanho 0,5 + 0,4kg do produto comercial/ha e Azoxystrobin 0,2 kg/ha, têm sido empregados no controle da doença, embora apenas o azoxystrobin tenha registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para uso em pulverização. A primeira aplicação deve ser feita antes que os sintomas do terço inferior da planta atinjam 20% de área foliar infectada. |
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