Embrapa Algodão
Sistemas de Produção, 3
ISSN 1678-8710 Versão Eletrônica
Jan/2003

Cultivo do Algodão Irrigado

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Tombamento


É uma doença bastante comum em áreas produtoras de algodão irrigado, podendo ocasionar sérios prejuízos ao estabelecimento da cultura, em função, principalmente, dos efeitos sobre a redução do estande.

Os sintomas de tombamento podem ser observados logo após a emergência das plântulas, nas folhas cotiledonares e primárias, as quais apresentam lesões irregulares de coloração pardo-escura. Estas lesões também podem ser observadas no caule da plântula, na mesma face de inserção da folha e imediatamente abaixo do coleto. Essas lesões, ao circundarem todo o caule, induzem o tombamento e morte da plântula. Entre os patógenos causadores de tombamento, podem-se destacar os fungos dos gêneros Colletotrichum, Fusarium, Pythium e Rhizoctonia, sendo este último o mais importante. O controle da doença é feito por meio do tratamento de sementes conforme a Tabela 1. O tratamento de sementes é fundamental para a manutenção de baixos índices de tombamento em áreas irrigadas.

Mancha branca ou mancha de ramulária


Causada pelo fungo Ramularia areola, caracteriza-se por apresentar manchas esbranquiçadas, de formato anguloso em ambas as superfícies foliares; sob condições de alta umidade e ambientes sombreados, sobretudo no terço inferior da planta, pode afetar o algodoeiro ainda tenro e ocasionar queda de folhas (Figura 1). Lesões com as mesmas características daquelas ocasionadas nas folhas, podem ocorrer nas brácteas; não é comum sobre plântulas, em especial nos cotilédones, porém quando ocorrem, os cotilédones se tornam cloróticos e avermelhados e há queda de folhas. Não existem cultivares resistentes, porém existem algumas tolerantes tais como as BRS Sucupira, BRS Ipê e BRS Aroeira. A Cultivar BRS Antares é altamente suscetível. O controle químico em cultivares suscetíveis deve se iniciar a partir dos 40 dias após a emergência.

Mofo branco


Doença causada pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum comum em áreas plantadas sob pivô central, onde previamente tenha sido cultivado feijoeiro. Esta doença foi relatada pela primeira vez em 1996, em área sob pivô central no município de Paracatu-MG, entretanto sua ocorrência tem sido verificada mais recentemente, também em áreas de sequeiro onde não havia histórico de plantio de feijoeiro. Relatos a respeito foram feitos no município de Patos de Minas-MG. É possível que o inóculo tenha sido levado para essas áreas através de máquinas e implementos agrícolas empregados nas áreas irrigadas. A doença se caracteriza por apresentar murcha, necrose e podridão úmida da haste, do pecíolo, da folha e da maçã. No interior do capulho é possível encontrar micélio branco, de aspecto cotonoso e escleródios escuros e irregulares do patógeno no interior do capulho. Nas áreas onde a doença tem ocorrido, duas aplicações de Tiofanato Metílico 700 PM, 1,2 kg/ha do produto comercial via pivô, associadas com a suspensão da irrigação por três dias, tem apresentado resultados satisfatórios.
Também tem sido eficaz no controle da doença,  três aplicações de Procimidone 500 PM, 2kg/ha do produto comercial, via pivô central.

Tabela 1. Fungicidas empregados no tratamento de sementes de algodoeiro.

Nome técnico 

Produto Comercial

Dose para 100 kg de semente

Ingrediente ativo

Produto comercial

Captan

Captan 750 TS

120g

160g

Thiran

Rhodiaurum 500 SC

280ml

560ml

Difenoconazole 

Spectro

5ml

33,4ml

Tolylfluanid

Euparen 50WS

75g

150g

Pencycuron

Monceren 50PM

150g

300g

Quintozene (PCNB)

Kobuto/Brassicol

300g

400g

Carboxin + Thiran

Vitavax-Thiran 200 SC

100 + 100ml

500ml

Benomyl

Benlate 500

100g

200g

Thiadimenol

Baytan FS

30ml

200ml

Carbendazin 

Derosal 500 SC

40ml

80ml

Fonte: Goulart (1998). 

 

 

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