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Embrapa Algodão |
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Cultivo do Algodão Irrigado |
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Importância econômica |
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No Brasil, a cotonicultura
irrigada começa a ganhar espaço, porque além de garantir a estabilidade
da produção, ainda possibilita ganhos excepcionais de produtividade, se
comparados com os da agricultura de sequeiro.
Os principais métodos de irrigação utilizados na irrigação do algodoeiro são o
de irrigação por superfície e o de irrigação por
aspersão; a irrigação localizada está em fase de crescimento.
Em média, a quantidade de água necessária
para atender às necessidades hídricas
do algodoeiro é de 700 a 1300mm, dependendo do clima e da duração do período
total de crescimento. No semi-árido do Nordeste brasileiro, o consumo de água pelas plantas para cultivares desenvolvidas
pela Embrapa Algodão
de ciclo curto (100-120dias) e médio (130-150dias) varia de cerca de
450mm a 700mm. As necessidades hídricas da cultura variam com os estádios
fenológicos, em função da fitomassa, apresentando um mínimo, no estádio
inicial, após a emergência e um máximo no período
compreendido entre a floração e a frutificação;
se houver déficit hídrico neste estádio de desenvolvimento, poderá ocorrer redução de produtividade
de até 50%.
Um amplo suprimento hídrico pode resultar num crescimento vegetativo rápido, enquanto a insuficiência
de água retardará ou deterá o
crescimento; um suprimento adequado de água, em equilíbrio com os demais
fatores de produção, estimula tanto o crescimento dos ramos vegetativos
como o dos ramos frutíferos, resultando em elevadas produtividades. O potencial
de rendimento do algodoeiro submetido a um manejo de irrigação racional é superior a 3000 kg de algodão em caroço/ha.
A irrigação do algodoeiro, principalmente a mecanizada, pode, em alguns casos triplicar a produção, quando comparada à de sequeiro, o que mostra a necessidade desta prática agrícola na exploração dessa cultura. Um fator determinante na economia de trabalho, água e energia em áreas irrigadas, é a determinação da época de supressão das irrigações de forma a não comprometer o rendimento nem a qualidade da fibra do algodoeiro. Isto, promove o amadurecimento fisiológico precoce das plantas e antecipa a queda das folhas, o que, no caso da colheita mecânica, pode dispensar o uso de desfolhantes. |
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