Embrapa Algodão
Sistemas de Produção, 3
ISSN 1678-8710 Versão Eletrônica
Jan/2003

Cultivo do Algodão Irrigado

Autores

Importância econômica
Clima
Solos
Adubação e correção
Armazenamento
Cultivares
Irrigação
Praticas culturais
Plantas daninhas
Doenças
Pragas
Colheita
Mercado e comercialização
Coeficientes técnicos
Referências bibliográficas
Glossário


Expediente

Introdução


Mais de 60% do cultivo do algodoeiro no mundo é em regime de irrigação. Isto porque, embora o algodoeiro seja considerado uma planta resistente à seca, às vezes, sua exploração só sob regime de sequeiro, não tem se mostrado compensadora, haja vista a ocorrência de veranicos durante  o seu ciclo fenológico,  quando a umidade no solo não é suficiente para atender às necessidades hídricas da planta, refletindo-se em baixa produtividade.

No Brasil, a cotonicultura irrigada começa a ganhar espaço, porque além de garantir a estabilidade da produção, ainda possibilita ganhos excepcionais de produtividade, se comparados com os da agricultura de sequeiro.

Os principais métodos de irrigação utilizados na irrigação do algodoeiro são o de irrigação por superfície e o de  irrigação por aspersão; a irrigação localizada está em fase de crescimento.

Em média,  a quantidade  de água necessária para atender às necessidades hídricas do algodoeiro é de 700 a 1300mm, dependendo do clima e da duração do período total de crescimento. No semi-árido do Nordeste brasileiro,  o consumo de água pelas plantas para cultivares desenvolvidas pela Embrapa Algodão de ciclo curto (100-120dias) e médio (130-150dias) varia de cerca de 450mm a 700mm. As necessidades hídricas da cultura variam com os estádios fenológicos, em função da fitomassa, apresentando um mínimo, no estádio inicial, após a emergência e  um máximo no período compreendido entre  a floração e a frutificação; se houver déficit hídrico neste estádio de desenvolvimento,  poderá ocorrer  redução de produtividade de até 50%.

Um  amplo suprimento hídrico pode resultar  num crescimento vegetativo rápido, enquanto a insuficiência de água  retardará ou deterá  o crescimento; um suprimento adequado de água, em equilíbrio com os demais fatores de produção, estimula tanto o crescimento dos ramos vegetativos como o dos ramos frutíferos, resultando em elevadas produtividades. O potencial de rendimento do algodoeiro submetido a um manejo de irrigação  racional é superior a 3000 kg de algodão em caroço/ha.

A irrigação do algodoeiro, principalmente a mecanizada, pode, em alguns casos triplicar a produção, quando comparada à de sequeiro, o que mostra a necessidade desta prática agrícola na exploração dessa cultura. Um fator determinante na economia de trabalho, água e energia em áreas irrigadas, é a determinação da época de supressão das irrigações de forma a não comprometer  o rendimento nem a qualidade da fibra do algodoeiro. Isto, promove o amadurecimento fisiológico precoce  das plantas e antecipa a queda das folhas, o que,  no caso da colheita mecânica, pode  dispensar o uso de desfolhantes.


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