Embrapa Clima Temperado
Sistemas de Produção, 6
ISSN 1806-9207 Versão Eletrônica
Nov./2005

Produção de mudas de amora-preta por meio de cultura de tecidos

Autores

Sumário
Início
 
Introdução
Situação da produção de mudas
Mudas certificadas
Cultivares
Produção de mudas por cultura de tecidos
Considerações finais
Referências
Autores
 
Expediente 
 
Introdução

A cultura da amora-preta (Rubus spp.) é uma promissora alternativa de renda principalmente para as pequenas propriedades familiares, em razão dos custos de implantação e de manutenção do pomar serem relativamente baixos quando comparados aos de outras fruteiras; por tratar-se de uma cultura rústica, com menor incidência de pragas e maior adaptação aos diferentes tipos de solo e condições climáticas; e pela produção poder ser destinada ao mercado de frutas frescas e/ou ao processamento industrial. O sabor diferenciado e as propriedades nutracêuticas são os principais atrativos da amora-preta, havendo mercado no Brasil e no exterior, tanto para consumo in natura como da fruta industrializada, nas formas de geléias, sucos, doces em pasta, sorvetes, iogurtes e tortas.

Atualmente, estima-se que a área cultivada com amora-preta no Brasil esteja ao redor de 250 hectares (Raseira, 2004). Segundo informações de viveiristas, esta área deve aumentar consideravelmente neste ano, em função das perspectivas de mercado existentes.

A amora-preta pertence à família Rosaceae, gênero Rubus, sendo conhecidas mais de trezentas espécies (Santos et al., 1997). As espécies de amora-preta apresentam grande variabilidade quanto às características morfológicas e organolépticas dos frutos, hábito de crescimento das plantas, adaptação aos agroecossistemas e exigências climáticas. Estas

Produção de mudas de amora-preta por meio de cultura de tecidos características devem ser cuidadosamente analisadas quando da escolha da cultivar a ser utilizada na implantação do pomar.

A temperatura é um dos principais fatores limitantes à produção de amora-preta. A cultura requer uma combinação de horas de frio (abaixo de 7,2oC), nas estações mais frias, variando de 100 a até 1.000 horas, em função da espécie/cultivar, e calor abundante, nas estações mais quentes, para que ocorram adequadas brotação, floração e produtividade. Por essas razões, a cultura da amora-preta é recomendada, principalmente, para o Estado do Rio Grande do Sul e para as regiões de microclima de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

A implantação do pomar com mudas de qualidade é uma etapa essencial para o sucesso da produção de amora-preta. A muda com fidelidade genética, padrão fitotécnico adequado e isenta de patógenos potencializa o nível de resposta a toda tecnologia empregada no processo produtivo. Embora esse tipo de muda geralmente apresente um custo maior, trata-se de um investimento com retorno garantido em termos de produtividade e de qualidade da fruta. Mais do que isso, trata-se de um componente decisivo para o sucesso do agricultor, por proporcionar redução de custos, principalmente com defensivos químicos, e maior competitividade no mercado, o qual tem apresentado aumento constante do nível de exigência dos consumidores.

 

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