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Método de irrigação
Consumo de
água
Manejo
Época de
paralisação
Método de irrigação
A irrigação por inundação contínua, com lâmina de água estática, é o método
de irrigação mais utilizado na cultura do arroz no Estado do Tocantins,
tanto nos terrenos regularizados/sistematizados como nas áreas de várzeas
úmidas, em que não há controle da água. Poucas propriedades utilizam lâmina
de água corrente.
A inundação intermitente também é pouco utilizada no Estado. A utilização
de lâmina de água estática dificulta a solução do problema relacionado
à elevada temperatura da água de irrigação, acima de 35ºC, fato muito
comum no Tocantins. Isto pode prejudicar a cultura, dependendo da suscetibilidade
da cultivar usada. Tanto
a utilização de lâmina de água corrente como a inundação intermitente
contribuem para minimizar esse problema.
Cabe destacar que a inundação intermitente não deve ser utilizada a partir
do início da floração do arroz, pois a ausência de lâmina de água neste
estádio da cultura favorece a ocorrência de brusone nas panículas.
Consumo de água
O consumo de água pelas lavouras tocantinenses depende, principalmente,
da altura do lençol freático que, por sua vez, depende do nível de água
dos rios, o qual é afetado pelo regime de chuvas. Assim, na época em que
ocorre menos precipitações pluviais, normalmente a partir de janeiro,
a dotação de rega requerida é da ordem de 4,0 a 4,5 L s-1 ha-1.
Vale lembrar que 4,0 L s-1 ha-1 eqüivalem, aproximadamente,
a uma chuva de 35 mm. É necessário, portanto, ajustar o tamanho da área
cultivada à possibilidade de fornecimento da dotação de rega requerida
no período mais crítico.
Em anos em que ocorrem veranicos ou a distribuição das chuvas é muito
irregular, em muitas propriedades não é possível o fornecimento dessa
quantidade de água. Nessas propriedades, especialmente quando esse período
coincide com a fase reprodutiva, essa condição favorece a ocorrência de
brusone nas panículas.
Por outro lado, o excesso de água na lavoura nas fases iniciais de desenvolvimento
do arroz prejudica a germinação, afoga as plântulas
e inibe o perfilhamento.
O excesso de água deve ser retirado da área, no máximo, em 48 horas. Para
tanto, deve-se dimensionar o tamanho dos tabuleiros, especialmente em
situação de nivelamento total, em que o escoamento horizontal é mais lento.
Manejo
Se não houver umidade suficiente no solo
para germinação, a área deve ser irrigada logo após a semeadura,
por um período que não exceda 24 horas, sob o perigo de acarretar o apodrecimento
da semente.
O início da irrigação propriamente dita ocorre de 15 a 20 dias após a
emergência das plântulas. Atraso no início da irrigação favorece a ocorrência
de brusone nas folhas.
A altura da lâmina de água afeta a produtividade do arroz, sendo ideal,
sempre que possível, mantê-la ao redor de 10 cm. Lâminas de água mais
profundas reduzem o perfilhamento, predispõem as plantas ao acamamento,
aumentam as perdas por evaporação e percolação, embora sejam mais eficientes
no controle de plantas daninhas.
Época de paralisação
A irrigação é necessária, no mínimo, até 20 dias após a emergência da
panícula.
Logo após este período, deve-se paralisar a irrigação, o que deve ocorrer
de 10 a 15 dias antes da colheita.
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