Embrapa Arroz e Feijão
Sistemas de Produção, No. 3
ISSN 1679-8869 Versão eletrônica
Nov/2004
Cultivo do Arroz Irrigado no Estado do Tocantins

Luís Fernando Stone

Introdução e importância econômica
Clima
Solos
Sistematização e preparo do solo
Adubação e calagem
Cultivares
Produção de sementes
Sistema de plantio
Irrigação e drenagem
Manejo de plantas daninhas
Doenças e métodos de controle
Manejo dos principais insetos fitófagos
Uso de agrotóxicos
Colheita
Cultivo da Soca
Secagem, armazenamento e beneficiamento
Mercado e comercialização
Coeficientes técnicos, custos, rendimentos e rentabilidade
Referências bibliográficas
Autores
Glossário

Expediente

Irrigação e drenagem

Método de irrigação
Consumo de água
Manejo
Época de paralisação



Método de irrigação


A irrigação por inundação contínua, com lâmina de água estática, é o método de irrigação mais utilizado na cultura do arroz no Estado do Tocantins, tanto nos terrenos regularizados/sistematizados como nas áreas de várzeas úmidas, em que não há controle da água. Poucas propriedades utilizam lâmina de água corrente.
A inundação intermitente também é pouco utilizada no Estado. A utilização de lâmina de água estática dificulta a solução do problema relacionado à elevada temperatura da água de irrigação, acima de 35ºC, fato muito comum no Tocantins. Isto pode prejudicar a cultura, dependendo da suscetibilidade da cultivar usada. Tanto a utilização de lâmina de água corrente como a inundação intermitente contribuem para minimizar esse problema.
Cabe destacar que a inundação intermitente não deve ser utilizada a partir do início da floração do arroz, pois a ausência de lâmina de água neste estádio da cultura favorece a ocorrência de brusone nas panículas.

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Consumo de água

O consumo de água pelas lavouras tocantinenses depende, principalmente, da altura do lençol freático que, por sua vez, depende do nível de água dos rios, o qual é afetado pelo regime de chuvas. Assim, na época em que ocorre menos precipitações pluviais, normalmente a partir de janeiro, a dotação de rega requerida é da ordem de 4,0 a 4,5 L s-1 ha-1. Vale lembrar que 4,0 L s-1 ha-1 eqüivalem, aproximadamente, a uma chuva de 35 mm. É necessário, portanto, ajustar o tamanho da área cultivada à possibilidade de fornecimento da dotação de rega requerida no período mais crítico.
Em anos em que ocorrem veranicos ou a distribuição das chuvas é muito irregular, em muitas propriedades não é possível o fornecimento dessa quantidade de água. Nessas propriedades, especialmente quando esse período coincide com a fase reprodutiva, essa condição favorece a ocorrência de brusone nas panículas.
Por outro lado, o excesso de água na lavoura nas fases iniciais de desenvolvimento do arroz prejudica a germinação, afoga as plântulas e inibe o perfilhamento. O excesso de água deve ser retirado da área, no máximo, em 48 horas. Para tanto, deve-se dimensionar o tamanho dos tabuleiros, especialmente em situação de nivelamento total, em que o escoamento horizontal é mais lento.

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Manejo

Se não houver umidade suficiente no solo para germinação, a área deve ser irrigada logo após a semeadura, por um período que não exceda 24 horas, sob o perigo de acarretar o apodrecimento da semente.
O início da irrigação propriamente dita ocorre de 15 a 20 dias após a emergência das plântulas. Atraso no início da irrigação favorece a ocorrência de brusone nas folhas.
A altura da lâmina de água afeta a produtividade do arroz, sendo ideal, sempre que possível, mantê-la ao redor de 10 cm. Lâminas de água mais profundas reduzem o perfilhamento, predispõem as plantas ao acamamento, aumentam as perdas por evaporação e percolação, embora sejam mais eficientes no controle de plantas daninhas.

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Época de paralisação

A irrigação é necessária, no mínimo, até 20 dias após a emergência da panícula.
Logo após este período, deve-se paralisar a irrigação, o que deve ocorrer de 10 a 15 dias antes da colheita.

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