Embrapa Arroz e Feijão
Sistemas de Produção, No. 7
ISSN 1679-8869 Versão eletrônica
Setembro/2006
Cultivo do Arroz de Terras Altas no Estado de Mato Grosso

José Geraldo da Silva
Jaime Roberto da Fonseca

Importância econômica
Clima
Solos
Preparo do solo e semeadura
Correção da acidez e fertilização do solo
Cultivares
Produção de sementes
Irrigação
Manejo de plantas daninhas
Doenças e métodos de controle
Pragas e métodos de controle
Normas gerais sobre o uso de agrotóxicos
Colheita
Pós-colheita
Mercado e comercialização
Coeficientes técnicos, custos de produção e rendimentos
Referências
Glossário
Autores

Expediente

 

Colheita

A colheita é uma das etapas mais importantes do processo de produção e, quando malconduzida, acarreta perda de grãos, comprometendo os esforços e os investimentos dedicados à cultura. Dentre outros, o teor adequado de umidade dos grãos por ocasião da colheita constitui fator que leva à obtenção de melhor rendimento de grãos inteiros no beneficiamento e à redução de perdas. Nesse capítulo são abordadas algumas indicações práticas e estratégias que contribuem para reduzir, tanto quanto possível, a ocorrência de perdas desnecessárias na produção de grãos e para obter produtos de melhor valor e aceitação comercial.

Fatores que influenciam a colheita
Métodos de colheita
Colhedoras
Ponto de colheita
Perdas de grãos na lavoura
Procedimentos para determinar as perdas de grãos
Determinação da perda total
Determinação parcelada das perdas
Recomendações técnicas
Horário de colheita
Teor de umidade dos grãos
Regulagem e manutençao da colheita

Fatores que infuenciam a colheita
Uma colheita eficiente, farta e com produto de boa qualidade, somente pode ser obtida quando são tomados alguns cuidados, desde o preparo do solo até o momento do corte do arroz. O preparo do solo deve favorecer o estabelecimento e o desenvolvimento da cultura, além de ser de grande importância para os aspectos físico, químico e biológico do solo. Esses aspectos determinam a intensidade da erosão, da fertilidade, da infiltração e armazenamento de água, assim como do desenvolvimento e proliferação das plantas daninhas.
A época de semeadura influencia o desenvolvimento das plantas e reflete-se no processo de colheita, que pode ser prejudicado se coincidir com períodos chuvosos, acarretando aumento de perdas por acamamento, degrana e depreciação do produto. A semeadura feita em época adequada, conforme recomendação da pesquisa para a cultivar e para a região, propicia bons rendimentos e colheita eficiente. Em áreas extensas, o plantio deve ser planejado no sentido de evitar que a colheita se concentre em um só período e ocorram perdas por falta de colhedoras e secadores.
A ocorrência de plantas daninhas prejudica a produtividade da lavoura, não só pela competição por água, luz e nutrientes, como também por interferir na colheita, principalmente na mecânica, pelas freqüentes obstruções que dificultam o trilhamento e acarretam depreciação da qualidade do produto. A lavoura deve ser mantida limpa.
Outro fator importante, que afeta a produtividade e a qualidade do produto na colheita, refere-se aos danos causados por doenças e pragas. A utilização de métodos de controle adequados é importante para a obtenção de uma boa colheita.

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Métodos de colheita
Os métodos de colheita do arroz são: o manual, o semimecanizado e o mecanizado.
A colheita manual do arroz requer em torno de dez dias de trabalho de um homem para cortar 1 ha, sendo mais difundida em pequenas lavouras. Além do corte, que normalmente é feito com auxílio de um cutelo, outras operações, como o recolhimento e o trilhamento, são realizadas manualmente.
No método semimecanizado, pelo menos uma das etapas do processo é feita manualmente. Na maioria das vezes, o corte e o recolhimento das plantas são manuais enquanto o trilhamento é feito mecanicamente, utilizando-se trilhadoras estacionárias.
No método mecanizado empregam-se diversos modelos e tipos de máquinas, desde as de pequeno porte, tracionadas por trator, até as colhedoras automotrizes, de uso mais freqüente nas grandes lavouras. No Estado de Mato Grosso, o método mecanizado é o mais utilizado no cultivo do arroz em grandes lavouras.
 
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Colhedoras
As colhedoras de arroz colhem e trilham as plantas numa única operação. As máquinas especiais para colheita em terrenos de baixa sustentação, como os de lavouras irrigadas, são equipadas com pneus arrozeiros ou com pneus duplados, de maior superfície de contato com o solo, ou com esteiras. As colhedoras empregadas no arroz de terras altas dispensam esses rodados especiais. Elas podem ser automotrizes (Figura 1) ou montadas e acionadas pelo trator. São caracterizadas por possuírem mecanismos de corte e alimentação de plantas; de trilhamento; de separação; de limpeza; e de transporte e armazenamento de grãos.
O mecanismo convencional que corta e recolhe as plantas é denominado de plataforma de corte. Pelo fato de cortar os colmos abaixo das panículas e distante do solo, a plataforma indicada para o arroz é a do tipo rígida, sem movimento de flexão na barra de corte. A plataforma possui: separadores de fileiras de plantas, que divide longitudinalmente a área de colheita dos restos da lavoura; molinete, que recolhe as plantas puxando-as contra a barra ceifadora formada de navalhas serrilhadas; e condutor helicoidal ou caracol, que transporta as plantas para o canal alimentador do sistema de trilha. A relação entre as velocidades do molinete e de deslocamento da máquina deve ser inferior a 1,25 para minimizar a ocorrência de perda de grãos na plataforma. Na colheita do arroz, cerca de 70% das perdas são devidas à plataforma de corte.
Uma alternativa à plataforma de corte, que produz menos palha na saída do saca-palhas, é a plataforma recolhedora de grãos, cujo componente principal é um cilindro recolhedor com dedos degranadores feitos em polipropileno. Esse cilindro atua nas plantas raspando as panículas da base para o ápice. Com o giro, os grãos são arrancados e lançados para trás, em direção ao caracol, que os conduz ao canal alimentador do sistema de trilha da colhedora. A velocidade de deslocamento e, consequentemente, a taxa de alimentação da máquina, com o uso da plataforma recolhedora, pode ser aumentada sem que haja sobrecarga dos mecanismos da máquina. Pesquisas da Embrapa, desenvolvidas no Rio Grande do Sul, mostraram que a perda total de grãos de arroz com colhedora provida de plataforma de corte é semelhante à com plataforma recolhedora.
Uma alternativa à plataforma de corte, que produz menos palha na saída do saca-palhas, é a plataforma recolhedora de grãos, cujo componente principal é um cilindro recolhedor com dedos degranadores feitos em polipropileno. Esse cilindro atua nas plantas raspando as panículas da base para o ápice. Com o giro, os grãos são arrancados e lançados para trás, em direção ao caracol, que os conduz ao canal alimentador do sistema de trilha da colhedora. A velocidade de deslocamento e, consequentemente, a taxa de alimentação da máquina, com o uso da plataforma recolhedora, pode ser aumentada sem que haja sobrecarga dos mecanismos da máquina. Pesquisas da Embrapa, desenvolvidas no Rio Grande do Sul, mostraram que a perda total de grãos de arroz com colhedora provida de plataforma de corte é semelhante à com plataforma recolhedora.
O mecanismo de trilhamento recebe as plantas da plataforma de corte e realiza a degranação e a separação primária dos grãos. Mais de 90% dos grãos são separados das panículas e dos colmos no ato do trilhamento. Os componentes responsáveis pela trilha são o cilindro degranador e o côncavo, que, para o arroz, devem ser de dentes. A velocidade periférica do cilindro, que varia conforme o teor de umidade dos grãos, geralmente é de 20 m a 25 m s-1, com uma velocidade de giro em torno de 600 rpm.
Após o trilhamento, os colmos e parte dos grãos são conduzidos ao mecanismo de separação, o qual é composto pelo batedor traseiro, extensão do côncavo, saca-palhas e cortinas. O batedor é um defletor rotativo que realiza uma segunda degranação das plantas contra a extensão do côncavo, conduzindo-as para o saca-palhas para a separação final. As cortinas auxiliam na uniformização do material sobre o saca-palhas; este, por sua vez, descarrega a palhada no solo e conduz os grãos remanescentes para o mecanismo de limpeza.
Para facilitar a semeadura do próximo cultivo, as colhedoras de arroz devem ser operadas com picador e espalhador de palhas. Isso também contribui para a adequada cobertura do solo.
Os grãos separados pelo côncavo e saca-palhas e as impurezas são levadas pela bandeja coletora para a unidade de limpeza, composta, ainda, de peneira superior, extensão da retrilha, peneira inferior e ventilador. A peneira superior realiza uma pré-limpeza dos grãos que caem na peneira inferior. A extensão da retrilha, posicionada na extremidade da peneira superior, tem a função de segurar os grãos não trilhados, enquanto a peneira inferior faz a limpeza final dos grãos. O ventilador joga o vento nas peneiras, auxiliando na eliminação, por diferença de densidade, das impurezas dos grãos.
Os grãos limpos são transportados por condutores helicoidais e por correntes elevadoras para o tanque graneleiro ou para a plataforma de ensacamento de grãos. Já os grãos não trilhados são recolhidos pela extensão da retrilha para a unidade de trilhamento da colhedora.

Fig. 1. Colhedora automotriz.
Fonte: Embrapa Arroz e Feijão

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Ponto de colheita
O ponto ideal de colheita corresponde à fase da maturação do arroz em que se obtém maior rendimento de grãos inteiros no beneficiamento e menor perda de grãos no campo.
O rendimento industrial de grãos inteiros é uma característica relacionada à qualidade do produto e à cultivar. Entretanto, mesmo uma cultivar de alto potencial de rendimento de grãos inteiros pode não manifestar essa característica em razão do ambiente, dos procedimentos de colheita e do manejo pós-colheita. Quando permanece no campo, o arroz fica sujeito à reumidificação de seu grão e, quando isso ocorre, com a sua umidade abaixo de um limite crítico, em torno de 15%, criam-se diferenciais internos de tensão no grão, que podem trincá-lo, resultando em aparecimento de grãos quebrados no beneficiamento. Esse fenômeno pode ocorrer pelo orvalho, pela alta umidade relativa do ar e, principalmente, devido à chuva. Assim, na colheita, quanto menor a proporção de grãos abaixo do referido limite crítico, menores freqüências de grãos trincados esperam-se obter.
Relatos de estudos sobre o ponto ideal de colheita do arroz, relacionado a determinados aspectos dos grãos com rendimento de inteiros no beneficiamento, são encontrados na literatura. O arroz atinge o ponto de colheita quando dois terços dos grãos da panícula estão maduros. Morder os grãos ou apertá-los com a unha pode ser um indicativo útil para se estimar o teor de umidade de grãos. Por outro lado, a determinação do teor de umidade dos grãos deve ser feita, preferencialmente, com o uso de equipamentos específicos. De maneira geral, para obtenção de maiores rendimentos de grãos inteiros, recomenda-se colher o arroz com teor de umidade ainda elevado, entre 18% e 22%. Deve-se estar atento, entretanto, para as exigências de cada cultivar, pois algumas podem ser mais exigentes quanto ao ponto de colheita.
Não obstante o fato de as cultivares se diferenciarem quanto à exigência do ponto de colheita, é recomendável evitar colheitas muito precoces, com umidade elevada, acima de 25%, ou muito tardias, com umidade muito reduzida, pois quanto mais tempo o arroz ficar no campo, maior o risco de acamamento, chuva de granizo, ataque de pássaros e insetos e perda de sua qualidade, especialmente quanto ao rendimento de grãos inteiros.

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Perdas de grãos na lavoura
As perdas de grãos acontecem, geralmente, em duas etapas distintas, antes e durante a colheita. Antes da ceifa das plantas, os fatores responsáveis pelas perdas são: degrana natural; acamamento, devido principalmente à cultivar; excesso de adubação nitrogenada; estande densos; ataque de pássaros; excesso de chuvas; ação de ventos; veranico prolongado; e danos causados por doenças e insetos, que, além de diminuírem a massa dos grãos, depreciam o valor comercial do arroz. A degrana natural, que é dependente da constituição genética da cultivar e da ação prejudicial do vento, da chuva ou de veranicos, constitui fator não controlável pelo produtor.
Na colheita mecanizada, as perdas são provocadas pelos mecanismos externos e internos da colhedora. Os mecanismos externos, unidade de apanha, provocam perdas devido à ação mecânica da plataforma de corte e do molinete, e os internos, de trilhamento e de separação, pela ação do cilindro batedor, saca-palhas e peneiras.
Quando o arroz está sendo colhido, o impacto das plantas com a unidade de apanha da máquina provoca perdas variáveis, que dependem da facilidade de degrana da cultivar, da umidade dos grãos, da presença de plantas daninhas e da conservação e operação da colhedora. Imprimir à máquina velocidade excessiva de trabalho - acima de 5 km/h - e incompatível com a rotação do molinete provoca a degrana prematura ou falhas de recolhimento, aumentando consideravelmente as perdas.
As perdas também ocorrem na unidade de trilhamento, sendo mais elevadas quando a abertura do cilindro trilhador e o côncavo da colhedora não estão devidamente ajustados. Regulagens inadequadas desses mecanismos causam trilhamento deficiente, fazendo com que boa parte dos grãos fique presa às panículas, dificultando a operação de separação nas peneiras ou provocando o trincamento dos grãos, o que reduz a porcentagem de grãos inteiros no beneficiamento.
Cabe ressaltar também a ocorrência de perdas nas peneiras devido à má regulagem do fluxo de ar, da abertura e da posição delas. No saca-palhas, as perdas podem ser decorrentes da sua obstrução, da regulagem e da velocidade excessiva da máquina ou das condições da lavoura, como alta ocorrência de plantas daninhas e grãos com elevado teor de umidade ou imaturos.
Num levantamento de perdas de grãos de arroz de terras altas, realizado pela Embrapa Arroz e Feijão, foi constatado que a perda média de grãos com colhedoras totalizou 13% da produtividade, equivalendo a 238 kg/ha. A unidade de apanha foi responsável por 73,2% das perdas, o saca-palhas por 12,9%, as peneiras por 9,9% e a degrana natural por 4%.

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Procedimentos para determinar as perdas de grãos

Determinação da perda total - Refere-se à determinação da perda de grãos numa só etapa, após a operação da colhedora, conforme o seguinte procedimento:
(a) após a colheita das plantas, escolha, ao acaso, uma área de 1m2 e demarque-a de tal forma que o seu lado maior abranja uma das passadas da colhedora;
(b) recolha os grãos na área demarcada, inclusive aqueles presos nas ramificações da panícula;
(c) determine a massa dos grãos e transforme as perdas em kg/ha, utilizando-se da equação
1: Perda (kg/ha) = massa dos grãos (g) x 10/ área demarcada (m²)

(1) ou quantificando as perdas conforme a Tabela 1. Uma outra alternativa é fazer uso do copo medidor volumétrico de plástico (Figura 2), o qual possui graduação específica para o arroz e representa um método simples, prático e preciso de medir as perdas, além de dispensar os trabalhos de contagem ou de pesagem dos grãos;
(d) as perdas devem ser avaliadas em pelo menos quatro áreas da lavoura.

Determinação parcelada das perdas – A determinação parcelada permite identificar as perdas provenientes da plataforma de corte ou do saca-palhas ou das peneiras da colhedora.

Perda na plataforma de corte
(a) Durante a operação de colheita do arroz, deve-se parar a colhedora, casualmente em um local da lavoura, e desligar os mecanismos da plataforma de corte.
(b) Levantar a plataforma e recuar a máquina a uma distância equivalente ao seu comprimento, de 4 m a 5 m.
(c) Demarcar uma área de 1 m2, à frente dos rastros deixados pelos pneus.
(d) Recolher os grãos caídos na área demarcada.
(e) Determinar a massa dos grãos e calcular a perda em kg/ha, usando a equação 1.
(f) Repetir esse procedimento em quatro locais da lavoura.

Perda no saca-palhas
(a) Deve-se usar uma armação de madeira e pano, tipo maca, com dimensões de 0,5 m de largura e 1,2 m de comprimento.
(b) Posicionar a armação em um local representativo da lavoura e esperar a passagem da colhedora.
(c) Manter a armação fixa, quando da passagem da máquina, para coletar a descarga do saca-palhas.
(d) Separar os grãos da palha e determinar sua massa.
(e) Calcular a perda em kg/ha, utilizando a equação 2:
Perda (kg/ha) = massa dos grãos (g) x 20/Largura da barra de corte (m) (2)

Perda nas peneiras A perda nas peneiras é determinada adotando-se o mesmo procedimento descrito para a perda no saca-palhas. Com a mesma armação, faz-se, ao mesmo tempo, a coleta dos grãos provenientes das descargas das peneiras e do saca-palhas. Uma vez determinado a massa dos grãos perdidos no saca-palhas, obtém-se, por diferença, a massa dos grãos perdidos pelas peneiras.
A perda devida aos mecanismos internos pode também ser quantificada subtraindo-se, da perda total, as perdas encontradas na plataforma de corte da colhedora.
Os levantamentos de perdas no saca-palhas e nas peneiras devem ser realizados em pelo menos quatro locais da lavoura.

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Tabela 1. Perdas mínima e máxima de arroz, conforme o número de grãos por m ² encontrados na lavoura após a colheita.

Grãos
(no m-2)
Perda de arroz (kg/ha)
Grãos
(no m-2)
Perda de arroz (kg/ha)
Mínima*
Máxima*
Mínima*
Máxima*
50
12,9
17,8
550
141,9
195,8
100
25,8
35,6
600
154,8
213,6
150
38,7
53,4
650
167,7
231,4
200
51,6
71,2
700
180,6
249,2
250
64,5
89,0
750
193,5
267,0
300
77,4
106,8
800
206,4
284,8
350
90,3
124,6
850
219,3
302,6
400
103,2
142,4
900
232,2
320,4
450
116,1
160,2
950
245,1
338,2
500
129,0
178,0
1.000
258,0
356,0
* Para 100 sementes de arroz, consideraram-se como massas mínima e máxima, respectivamente, 2,58 g e 3,56 g.
Fonte: Fonseca & Silva (1990).

 

Fig. 2. Medidor de perdas de arroz na colheita.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

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Recomendações técnicas
Para evitar perdas desnecessárias, antes de proceder à colheita, deve-se atentar para o horário de colheita, o teor de umidade dos grãos e para a regulagem e manutenção da colhedora.

Horário de colheita - Evitar que a colheita se realize pela manhã, quando os grãos ainda se encontram umedecidos pelo orvalho. Caso ocorra chuva, deve-se esperar que o arroz seque completamente, caso contrário, pode haver obstrução na colhedora.

Teor de umidade dos grãos - Para a maioria das cultivares de arroz, o teor de umidade ideal dos grãos deve situar-se entre 18% e 23% no momento da colheita.

Regulagem e manutenção da colhedora - É possível obter maior rendimento com custo reduzido, se forem seguidas as instruções contidas no manual do operador, que acompanha a colhedora, efetuando a regulagem adequada dos mecanismos externos e internos da máquina. Deve-se atentar, principalmente, para o seu estado de conservação e sua manutenção, verificando se há navalhas defeituosas, falta de peças integrantes do molinete e outras irregularidades nos mecanismos de trilhamento e abanação. A velocidade do molinete deve ser suficiente para puxar as plantas para o interior da máquina, devendo ser até 25% superior à velocidade de deslocamento da colhedora. Operar a colhedora com velocidade excessiva de trabalho predispõe a máquina a desgastes prematuros e a inúmeros riscos de acidentes.
Quando o arroz estiver acamado, a velocidade de deslocamento da colhedora deve ser reduzida, e o molinete, regulado com menor altura e mais avançado que nas lavouras normais, sempre com alinhamento paralelo às navalhas. A colheita realizada no sentido do acamamento é mais eficiente e, por isso, às vezes, torna-se necessário colher em uma só direção, apesar de haver redução do rendimento diário da operação.
Recomenda-se que, após a colheita de cada cultivar, a colhedora, ou o local de trilha, sejam cuidadosamente limpos para evitar o risco de misturas varietais.

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