Embrapa Arroz e Feijão
Sistemas de Produção, No. 7
ISSN 1679-8869 Versão eletrônica
Setembro/2006
Cultivo do Arroz de Terras Altas no Estado de Mato Grosso

José Alexandre Freitas Barrigossi
José Francisco da Silva Martins

Importância econômica
Clima
Solos
Preparo do solo e semeadura
Correção da acidez e fertilização do solo
Cultivares
Produção de sementes
Irrigação
Manejo de plantas daninhas
Doenças e métodos de controle
Pragas e métodos de controle
Normas gerais sobre o uso de agrotóxicos
Colheita
Pós-colheita
Mercado e comercialização
Coeficientes técnicos, custos de produção e rendimentos
Referências
Glossário
Autores

Expediente

 

Pragas e Métodos de Controle

O conhecimento do impacto dos insetos sobre o crescimento e produção do arroz e as condições que favorecem o crescimento de suas populações são fundamentais para que se possa realizar o manejo adequado das pragas na lavoura. Os procedimentos devem iniciar com a escolha do sistema de manejo de solo, rotação, localização da lavoura em relação a outras culturas e variedade. Após o plantio, o manejo começa com a identificação das pragas e uma diagnose precisa de sua injúria, cuja gravidade está diretamente relacionada ao estádio fenológico da planta. Na Figura 1 apresentam-se as espécies de pragas mais comuns que atacam o arroz de terras altas nas fases da cultura em que há maior probabilidade de causarem dano econômico.
A seguir, são detalhadas informações sobre as pragas de ocorrência mais comum no Estado de Mato Grosso, bem como os benefícios e limitações do tratamento químico das sementes.

 
Fig. 1. Relação entre espécie praga e fases de desenvolvimento do arroz.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

Pragas iniciais
Broca-do-colo
Cupins
Cigarrinha-das-pastagens
Manejo
Cascudo-preto
Pulgão-da-raiz
Lagartas desfolhadoras
Manejo
Broca-do-colmo
Manejo
Percevejo-do-colmo
Manejo
Percevejos-do-grão
Manejo
Tratamento químico das sementes
Benefícios
Limitações

Pragas iniciais
A fase inicial da cultura do arroz de terras altas corresponde ao período que vai da emergência das plantas até o início do perfilhamento. Nesse intervalo, a cultura está sujeita ao ataque de vários artrópodes, dentre os quais destacam-se a broca-do-colo, os cupins e a cigarrinha-das-pastagens.

Broca-do-colo - Também conhecida como lagarta-elasmo, Elasmopalpus lignosellus Zeller, é uma das principais espécies que ataca o arroz de terras altas na fase inicial das plantas (Figura 2). Os adultos são pequenas mariposas que medem de 8-10 mm de comprimento (Figura 3). As fêmeas depositam ovos no solo ou diretamente nas plantas de arroz. Uma fêmea produz mais de 100 ovos que eclodem em quatro dias. As larvas broqueiam o colmo na sua base, próxima da superfície do solo. Cinco a sete dias após, as plantas de arroz já exibem sintomas de “coração morto” (Figura 4). Uma única lagarta pode matar vários colmos de arroz. A fase de pupa ocorre no interior de um casulo que permanece ligado à planta. Seu ciclo biológico dura de 22 a 27 dias. Surtos da praga são mais freqüentes em solos arenosos, quando predominam precipitação baixa e temperatura elevada. Ataques da praga podem ser esporádicos e localizados ou devastar grandes áreas da lavoura.

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Fig. 2. Larva de Elasmopalpus lignosellus.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
Fig. 3. Adulto de Elasmopalpus lignosellus.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão


Fig. 4. Colmo com sintoma de coração morto.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão


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Cupins - São insetos que vivem em colônias localizadas abaixo da superfície do solo e atacam as raízes da planta. Dentre as espécies mais importantes para a cultura do arroz, destacam-se Procornitermes triacifer (Silvestri) e Syntermes molestus (Burmeister. Os adultos operários são de coloração branca, medem de 5-10 mm de comprimento, possuem mandíbulas desenvolvidas e são os responsáveis pela injúria às plantas. Os danos caracterizam-se pela redução na emergência das plantas e destruição parcial ou total das raízes das plantas ou o enfraquecimento das plantas atacadas, o que favorece o desenvolvimento da população de plantas daninhas e a desuniformidade da lavoura (Figura 5).

Fig. 5. Lavoura de arroz atacada por cupins.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

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Cigarrinha-das-pastagens - Dentre as espécies que atacam o arroz, a mais comum é a Deois flavopicta. Os adultos medem 10 mm, são de cor preta com três manchas amarelas nas asas (Figura 6). Ao se alimentarem, introduzem toxinas que resultam no aparecimento de folhas amarelas com faixas brancas e pontas murchas. Infestações severas resultam na seca das folhas, seguida pela morte da planta (Figura 7).

Fig. 6. Adulto da cigarrinha das pastagens (Deois flavopicta).
Foto: Embrapa Arroz e Feijão


Fig. 7. Plantas de arroz atacadas por cigarrinha das pastagens.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

Manejo - O monitoramento e o manejo das pragas na fase inicial da cultura são fundamentais para a obtenção de um estande adequado, principalmente nas variedades de ciclo curto e pouco perfilhadoras. Perda de colmos primários contribui para a obtenção de lavouras com estande reduzido, desuniformes e de baixa produtividade. Em áreas onde, no início da estação, pragas como cupins, lagarta-elasmo e cigarrinha-das-pastagens, freqüentemente danificam as plantas jovens de arroz, o tratamento químico preventivo com inseticidas, via sementes, pode ser usado, em vez de aplicações em pós-emergência. Contudo, antes de decidir sobre qual método usar no controle dessas pragas, alguns fatores devem ser considerados, incluindo, dentre outros: a área a ser cultivada com arroz; a disponibilidade de equipamentos e mão-de-obra; o conhecimento das pragas do arroz, seus inimigos naturais e o histórico da ocorrência dessas pragas nos anos anteriores; e a tendência de veranico. Antes de optar pelo método de controle via tratamento de sementes, em substituição às aplicações em pós-emergência, deve-se analisar cuidadosamente suas vantagens e desvantagens.

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Cascudo-preto
Várias espécies atacam o arroz, sendo Euetheola humilis a mais comum nos arrozais de terras altas. As larvas, quando eclodem, medem 3 mm de comprimento e, ao final de seu desenvolvimento, podem atingir até 50 mm (Figura 8), quando se transformam em pupa no solo. Tantos os adultos como as larvas reduzem a população de plantas de arroz na fase inicial. As lavas se desenvolvem com a cultura e, em estágios mais avançados, reduzem o sistema radicular das plantas provocando murchamento das mesmas, mesmo quando o solo apresenta boa disponibilidade de água. Em áreas onde o plantio direto predomina, sua infestação tende a ser mais intensa. Em áreas em que a população dessa praga é alta, a aração do solo é uma alternativa para expor as larvas aos inimigos naturais e à ação direta dos componentes climáticos, como, por exemplo, a ação direta da luz solar que provoca dessecação das larvas. Há que se considerar, contudo, que essa prática contraria os princípios do plantio direto. O uso de armadilha luminosa como forma de atrair os adultos, concentrando-os em um ponto, pode facilitar o controle da praga. O monitoramento deve ser feito por meio de amostragem no campo antes do plantio. O tratamento químico é recomendado quando for encontrado 2 adultos/m2.

Fig. 8. Larva do bicho bolo (Eutheola humilis).
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

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Pulgão-da-raiz
É uma praga de ocorrência esporádica que vem ganhando importância, principalmente em áreas de plantio direto. São pequenos insetos sugadores, de corpo mole, que não exalam odor. A principal espécie é Rhopalosiphum rufiabdominale Sasaki (Figura 9). Alta infestação afeta o desenvolvimento das raízes e causa o amarelecimento das folhas e a paralisação do crescimento das plantas (Figura 10).

Fig. 9. Fêmea adulta áptera de Rhopalosiphum rufiabdominale.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

Fig. 10. Planta de arroz danificada pelo pulgão da raiz.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

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Lagartas desfolhadoras
A lagarta-das-folhas, Spodoptera frugiperda (Figura 11), e o curuquerê-dos-capinzais, Mocis latipes (Figura 12), são os mais importantes desfolhadores do arroz. Geralmente, a população de lagartas permanece abaixo do nível de controle, embora a ocorrência de surtos dessas pragas não seja rara, principalmente na fase vegetativa da cultura. A lagarta-das-folhas, além de se alimentar das folhas do arroz, também se alimenta dos colmos das plantas jovens, podendo consumi-los até rente ao solo. O período mais crítico para a cultura é o início da fase vegetativa, quando ataques das lagartas podem destruir totalmente a lavoura. Já o curuquerê-dos-capinzais aparece geralmente quando as plantas de arroz se encontram no estádio vegetativo adiantado ou no estádio reprodutivo.

Fig. 11. Lagarta de Spodoptera frugiperda.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

Fig. 12. Lagarta de Mocis latipes.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

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Manejo - O monitoramento do inseto deve ser iniciado logo após a emergência das plantas, em intervalos semanais, usando, para tanto, um quadro de metal, medindo 0,5 m x 0,5m, ao longo das linhas na lavoura. No início da fase vegetativa, uma lagarta de 30 ínstar, com ± 1cm de comprimento, em média/m2, pode causar uma redução em torno de 1% na produção de grãos. Nos estádios mais adiantados da fase vegetativa, as plantas são mais tolerantes ao ataque da praga. Além do monitoramento, recomenda-se: atentar para os plantios próximos de cultivos de milho e sorgo; adequar a fertilidade do solo para promover o rápido crescimento das plantas, reduzindo o período de maior suscetibilidade ao ataque do inseto, e manter as plantas em boas condições para que possam recuperar-se dos danos sofridos; e aplicar inseticidas apenas quando o nível de controle for atingido, para preservar os inimigos naturais da praga.

Broca-do-colmo
A broca-do-colmo, Diatraea saccharalis, possui alto potencial para causar dano econômico em arroz e, em quase todos os anos, tem ocorrido em baixas densidades na maior parte dos arrozais do Brasil (Figura 13). As fêmeas realizam a postura dos ovos na parte superior das folhas das plantas (Figura 14). Logo após o nascimento, as lagartinhas alojam-se na parte interna da bainha das folhas das quais se alimentam. Ao se desenvolverem, perfuram o colmo do arroz e passam para o seu interior (Figura 15), onde permanecem até a fase de pupa. Isso dificulta o seu manejo, pois os sintomas de seu ataque - “coração morto” e panícula branca - só são percebidos quando os danos no interior dos colmos já ocorreram. Há indicativos de que 1% de panículas brancas resulta em uma redução de 1% a 3% na produção de grãos – razão pela qual é necessário monitorar o inseto na lavoura durante os estádios de maior suscetibilidade das plantas, pela presença de adultos e, principalmente, das posturas nas plantas.

Fig. 13. Mariposa de Diatraea saccharalis.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

Fig. 14. Massa de ovos de Diatraea saccharalis em folha de arroz.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

Fig. 15. Lagarta de Diatraea saccharalis em colmo de arroz.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

Manejo - A broca sobrevive na entressafra em hospedeiros alternativos, tais como milho e sorgo. Em lavouras em que a colheita é mecanizada, uma considerável mortalidade de larvas e pupas é provocada pela ação mecânica da automotriz. Contudo, muitos indivíduos sobrevivem, principalmente aqueles alojados na base do colmo, rente ao solo, onde a colhedora não alcança. Em áreas sob plantio direto, em que os restos de cultura não são destruídos, a sobrevivência dos insetos pode ser ainda maior. O plantio de cultivares resistentes à praga é a principal opção para o seu manejo. Em experimentos realizados pela Embrapa Arroz e Feijão, as cultivares menos atacadas por essa praga foram a Primavera, Carisma e Bonança. Como existem muitos inimigos naturais, o controle biológico natural é uma alternativa a ser considerada para manter a população da broca em nível aceitável. Dentre os inimigos naturais citam-se os himenópteros parasitóides de ovos, como Trichogramma spp., cuja ocorrência é generalizada, havendo inclusive registro de parasitação de ovos de Diatraea saccharalis em arrozal no Estado de Mato Grosso. Além desses, existem espécies que parasitam lagartas, como também muitos predadores que atuam em conjunto que são bastante afetados pelos inseticidas utilizados em pulverização na lavoura. O monitoramento da lavoura visando controle da broca-do-colmo deve ser feito nos períodos de maior suscetibilidade do arroz à praga, a partir das fases de alongamento dos colmos e início da emissão de panículas. As amostras devem ser retiradas em pontos ao acaso, percorrendo-se o campo em sentido diagonal, iniciando a partir de 10 m a 15 m das bordas. Recomenda-se examinar, em cada ponto, dez colmos, a uma distância de 1m, aproximadamente. Cada colmo deve ser cuidadosamente examinado, e o número de posturas, anotado. Quando o número de posturas por 100 colmos for igual ou superior a 5 e o nível de parasitismo de ovos estiver abaixo de 50%, recomenda-se aplicar o tratamento. Para avaliar o grau do parasitismo, deve-se observar a coloração das posturas da D. saccharalis. As posturas que apresentarem coloração cinza-escura estão parasitadas; aquelas que apresentarem manchas róseas irão produzir lagartas em dois a três dias; e aquelas que, durante dois a três dias, mantiverem coloração branca podem ser consideradas estéreis.

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Percevejo-do-colmo
O percevejo-do-colmo, Tibraca limbativentris, é praga muito importante dos cultivos irrigados. Sua importância no ambiente de terras altas vem crescendo nos últimos anos, especialmente nos locais mais favorecidos pelas chuvas. Os adultos do percevejo-do-colmo localizam-se próximos à base dos colmos das plantas de arroz, posicionando-se com a cabeça voltada para baixo (Figura 16). A lavoura está sujeita ao ataque do percevejo-do-colmo a partir de 30 dias da emergência das plantas, porque é necessário que a planta apresente o colmo com consistência suficiente para que o inseto possa apoiar as pernas anteriores e forçar a introdução das suas peças bucais nos tecidos do colmo. Os danos têm início a partir do momento em que os insetos injetam sua saliva tóxica (Figura 17), provocando a morte da parte interna da planta – dando origem, na fase vegetativa, ao sintoma de "coração morto" e, na fase reprodutiva, às panículas brancas ou à alta percentagem de espiguetas vazias (Figura 18).

Fig. 16. Adulto do percevejo do colmo (Tibraca limbativentris).
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

Fig. 17. Dano do percevejo-do-colmo (Tibraca limbativentris) em arroz.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

Fig. 18. Panículas de arroz vazias (brancas) devido ao ataque do percevejo-do-colmo.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

Manejo - Para o manejo do percevejo-do-colmo recomenda-se a adoção de medidas que visem reduzir a população em níveis mínimos, tais como: diminuir o número de plantas hopedeiras no interior e ao redor dos campos, bem como os restos culturais e os materiais que sirvam de abrigo ao percevejo na entressafra da cultura. O monitoramento dos campos deve iniciar 40 dias após a semeadura, realizando amostragens semanais. Para a amostragem recomenda-se contar o número de adultos em 1 m2 em, pelo menos, 10 pontos, a partir das bordas da lavoura. O controle é recomendado quando for encontrado 1 percevejo por m2, em média. É importante iniciar as amostragens no período recomendado pois, no caso de ser necessária a intervenção com inseticida, esta deve ser feita antes que os insetos efetuem a postura nas plantas. Como os insetos se alojam na base dos colmos, quando as plantas desenvolvem, é difícil o inseticida atingir os indivíduos alojados na parte baixa do dossel das plantas.

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Percevejos-do-grão
São várias as espécies de percevejos que se alimentam das panículas do arroz de terras altas, sendo Oebalus ypsilongriseus (Figura 19) a mais comum nesse ambiente em todas as regiões produtoras do Brasil. Outras espécies, como O. poecilus (Figura 20) e Mormidea spp. (Figura 21), também podem ser encontradas. As populações de percevejos-do-grão crescem fora da lavoura de arroz e invadem os campos, se movimentando rapidamente. A infestação no campo tem início na floração das plantas, mas os percevejos preferem se alimentar nas espiguetas que se encontram na fase leitosa, provocando perda qualitativa e quantitativa. Ataques severos resultam na formação de sementes com manchas no endosperma, menor massa e reduzido poder germinativo. Os grãos atacados apresentam aparência “gessada”, de tamanho irregular e, geralmente, se quebram durante o beneficiamento. Além dos danos diretos, os percevejos-do-grão, ao se alimentarem nas espiguetas, também podem transmitir fungos causadores de manchas nos grãos.

Fig. 19. Adulto do percevejo-do-grão oebalus ypsilongriseus.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

Fig. 20. Adulto do percevejo-do-grão Oebalus poecilus.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

Fig. 21. Adulto do percevejo-do-grão Mormidia sp.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

 

Manejo - O monitoramento dos percevejos nas lavouras de arroz de terras altas deve ser feito a partir da floração até o amadurecimento das panículas. As amostragens devem ser realizadas no período da manhã, até às 10:00 h., iniciando nas margens da lavoura e nas partes onde as plantas estiverem mais vigorosas. Fazendo uso de uma rede entomológica (Figura 22), deve-se caminhar ao acaso no campo, retirar uma amostra de 10 redadas em cada ponto de amostragem e contar os percevejos capturados na rede. O controle químico é recomendado quando forem encontrados, em média, cinco percevejos adultos, por redada, na fase leitosa, e dez percevejos adultos, a cada dez redadas, na fase de grão pastoso.

Fig. 22. Amostragem dos percevejos-dos-grãos em arroz.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão

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Tratamento químico das sementes

Benefícios
Quando as condições de tempo dificultam a entrada de máquinas com equipamentos no campo, o tratamento de sementes pode ser vantajoso.
Para os produtores que cultivam áreas extensas e não podem inspecionar os campos regularmente para verificar a incidência das pragas, a aplicação de inseticidas em pós-emergência da cultura, considerando-se o nível populacional da praga, é mais difícil de ser realizada.
O tratamento de sementes reduz a necessidade de monitorar a lavoura nas primeiras semanas, permitindo a liberação da mão-de-obra e equipamentos para uso em outras atividades.
A proteção da cultura de artrópodes que atacam as plantas na sua fase inicial ajuda a garantir a sobrevivência das plantas de arroz, proporcionando maior uniformidade na maturação das panículas.
A atividade dos inseticidas usados no tratamento de sementes é pouco afetada pela chuva ou irrigação, durante o período de sua recomendação.

Limitações
A decisão de se investir no tratamento de sementes visando o controle das pragas iniciais da cultura deve ser tomada antes de o problema ser detectado.
O retorno econômico do investimento é incerto.
Se um veranico prejudicar a germinação da cultura, o replantio será necessário e, nesse caso, o tratamento também será perdido, sendo necessário fazer novo tratamento.
Em condições desfavoráveis à emergência das plantas, tais como semente de baixa qualidade ou temperatura excessivamente elevada, o tratamento de sementes pode contribuir para a redução do estande.

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