Embrapa Mandioca e Fruticultura
Sistema de Produção, 6
ISSN 1678-8796 Versão eletrônica
Jan/2003
Cultivo da Banana para o Estado do Amazonas
Marilene Fancelli

Início

Importância econômica
Clima
Solos
Adubação
Cultivares
Mudas e sementes
Plantio
Irrigação
Tratos culturais
Plantas daninhas
Doenças
Pragas
Uso de agrotóxicos
Colheita e pós-colheita
Mercado e comercialização
Coeficientes técnicos
Referências bibliográficas
Glossário


Expediente

Plantio

Planejamento do Bananal

Nesta etapa, o produtor deve prever e analisar alguns aspectos relevantes à sua atividade como, o acesso à propriedade durante o ano todo, o rápido escoamento da produção, a topografia da área de produção, a eficiência dos sistemas de irrigação e/ou drenagem, a qualidade da água e, a escolha de cultivares demandadas pelo mercado.

A construção de estradas e carreadores interligando as sub-áreas de produção possibilita o tráfego de veículos, máquinas e implementos agrícolas que facilitam operações rotineiras como o escoamento da produção, a aplicação de defensivos, a distribuição de fertilizantes e a colheita.

Época de plantio

O plantio pode ser realizado em qualquer época do ano, desde que as chuvas sejam bem distribuídas ou que a área cultivada seja irrigada. Em condições de sequeiro, o plantio deve ocorrer após o período de maior concentração de chuvas, uma vez que as necessidades de água para o cultivo da bananeira são menores nos três primeiros meses após o plantio. O plantio deve ser escalonado para que haja produção durante todo o ano.

Espaçamento e densidade de plantio

Os espaçamentos utilizados para o cultivo da banana estão relacionados com o clima, o porte da cultivar, as condições de luminosidade, a fertilidade do solo, a topografia do terreno e o nível tecnológico dos cultivos. Nas regiões produtoras de banana do Brasil, os espaçamentos mais praticados estão descritos na Tabela 2.

Tabela 2. Espaçamentos para diferentes cultivares, em função do porte.

Porte

Cultivares

Espaçamento (m)

Baixo a médio

FHIA 18

2,0 x 2,0; 2,5 x 2,0; 2,5 x 2,5; 3,0 x 3,0; 3,0 x 2,0 x 2,0 e 4,0 x 2,0 x 2,0.

Médio a alto

Thap Maeo, FHIA 1, FHIA 02 AM e Caipira.

3,0 x 2,0; 3,0 x 2,5; 3,0 x 3,0 e  4,0 x 2,0 x 2,5.

Alto

Prata Ken, Prata Zulu

3,0 x 3,0; 4,0 x 2,0; 4,0 x 3,0 e 4,0 x 2,0 x 3,0.

Coveamento

Em áreas não mecanizáveis, as covas são abertas manualmente, com cavador e/ou enxadas, nas dimensões mínimas de 40 cm x 40 cm x 40 cm.

Plantio e replantio

A muda deve ser posicionada no centro da cova adubada, colocando-se em seguida a terra removida, pressionando-a bem para evitar que a água de chuva ou irrigação acumulada possa, depois do plantio, ocasionar o apodrecimento da muda.

As mudas micropropagadas, após climatizadas por um período de 45 a 60 dias, são levadas para o local de plantio, em época de alta umidade, a fim de facilitar o seu estabelecimento. Devem ser retiradas cuidadosamente do recipiente que as contém, para não danificar as raízes, e distribuídas no centro das covas, sobre a terra misturada, com adubo orgânico e fertilizante fosfatado, fechando-se a cova.

O plantio de mudas procedentes de viveiros ou de bananal sadio (mudas convencionais) é feito de acordo com os tipos (chifrinho, chifre e chifrão), os quais devem ser plantados nesta ordem, colocando numa mesma área, mudas do mesmo tamanho. Após o plantio, coloca-se 5 a 10 cm de terra solta sobre o pseudocaule, evitando-se que os tecidos sejam danificados pela exposição direta da luz solar.

 

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