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Cultivo da Banana para o Projeto
Formoso
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Importância econômica |
Adubação | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Nutrição, calagem e adubação Exigências nutricionais |
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| Exigências nutricionais | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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As quantidades de nutrientes que retornam ao solo (pseudocaules, folhas e rizomas) após a colheita, em um plantio de banana são consideráveis, podendo chegar a valores máximos aproximados de 170 kg de N/ha/ciclo, 9,6 kg de P/ha/ciclo, 311 kg de K/ha/ciclo, 126 kg de Ca/ha/ciclo, 187 kg de Mg/ha/ciclo e 21 kg de S/ha/ciclo, na época da colheita. |
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| Sintomas de deficiências | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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No entanto, a diagnose
visual é apenas uma das ferramentas para estabelecer as deficiências
nutricionais em bananeira, devendo ser complementada pelas análises
químicas de solos e folhas, que confirmarão ou não a deficiência nutricional.
Segundo a norma internacional, a folha amostrada para análise química
é a terceira a contar do ápice, com a inflorescência no estádio de
todas as pencas femininas descobertas (sem brácteas) e não mais de
três pencas de flores masculinas. Coleta-se 10 a 25 cm da parte interna
mediana do limbo, eliminando-se a nervura central. Este material deve
ser acondicionado em saco de papel e encaminhado para análise o mais
rápido possível. Para interpretação dos resultados da análise foliar podem ser utilizados os teores padrões de nutrientes estabelecidos para "Prata Anã", em g/kg para os macronutrientes: N=26-30; P=1,7-2,2; K=28-33; Ca=3,5-7,0; Mg=3,0-4,0; S=1,8-2,0 e em mg/kg para o micronutrientes: B=29-34; Cu=5-10; Fe=90-125; Mn=250-500 e Zn=15-25. O sistema integrado de diagnose e recomendação (DRIS) é outra maneira de interpretar o resultado da análise foliar. Este sistema tem a vantagem de identificar aqueles nutrientes que estão limitando o crescimento e a produção, mediante a relação entre eles, usando como padrão aquelas relações obtidas em plantios bem nutridos e com alta produtividade. Por estas razões, recomenda-se que assim que as normas estiverem estabelecidas, o sistema passa a ser utilizado para as recomendações de adubação. |
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| Recomendações de calagem e adubação | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Pela análise química do solo é possível determinar os teores de nutrientes nele existentes e assim recomendar as quantidades de calcário e de adubo que devem ser aplicadas. Com a aplicação adequada de fertilizantes, espera-se aumento mínimo de 50% na produtividade. Calagem Caso o laboratório não envie a recomendação de calagem, esta pode ser calculada baseando-se na elevação da saturação por bases para 70%, quando esta for inferior a 60%, segundo a fórmula:
onde: V1 = saturação por bases atual do solo CTC = capacidade de troca catiônica do solo (cmolc/dm3) PRNT = poder relativo de neutralização total do calcário. A aplicação de calcário, quando recomendada, deve ser a primeira prática a ser realizada, com antecedência mínima de 30 dias do plantio. O calcário deve ser aplicado a lanço em toda a área, após a aração e incorporado por meio da gradagem. Caso não seja possível o uso da máquina, a incorporação pode ser efetuada na época da capina. Recomenda-se o uso do calcário dolomítico, que contém cálcio (Ca) e magnésio (Mg), evitando assim, o desequilíbrio entre potássio (K) e Mg e, consequentemente, o surgimento do distúrbio fisiológico "azul da bananeira" (deficiência de Mg induzida pelo excesso de K). Considera-se equilibrada a relação K:Ca:Mg nas proporções de 0,5:3,5:1 a 0,3:2:1. A presença de camadas subsuperficiais com baixos teores de Ca e/ou elevados teores de Al trocáveis leva ao menor aprofundamento do sistema radicular, refletindo em menor volume de solo explorado, ou seja, menos nutrientes e água disponíveis para a bananeira. O gesso agrícola (CaSO4.2H2O) pode ser recomendado para correção de camadas subsuperficiais, sugerindo-se aplicar a dose de 25% da necessidade de calagem (NC), para a melhoria do ambiente radicular das camadas abaixo da arável.
É a melhor forma de fornecer nitrogênio no plantio, principalmente quando se utiliza mudas convencionais, pois as perdas são mínimas; além disso, estimula o desenvolvimento das raízes. Assim, deve ser usada na cova, na forma de esterco bovino de curral (10 a 15 litros/cova) ou esterco de galinha (3 a 5 litros/cova) ou torta de mamona (2 a 3 litros/cova) ou outros compostos disponíveis. Vale lembrar que o esterco deve estar bem curtido para ser utilizado. A cobertura do solo com resíduos vegetais de bananeiras (folhas e pseudocaules) pode ser uma alternativa viável para os pequenos produtores sem condições de adubar quimicamente seus plantios, pois aumenta os teores de nutrientes do solo, principalmente potássio (K) e cálcio (Ca), além de melhorar suas características físicas, químicas e biológicas. Adubação fosfatada A bananeira necessita de pequenas quantidades de fósforo (P), mas se não aplicado, prejudica o desenvolvimento do sistema radicular da planta e, consequentemente, afeta a produção. A quantidade total recomendada após análise do solo (40 a 120 kg de P2O5/ha) deve ser colocada na cova, no plantio. Pode ser aplicado sob as formas de superfosfato simples (18% P2O5), superfosfato triplo (45% P2O5), fosfato diamônico (DAP) (45% P2O5) e fosfato monoamônico (MAP) (48% P2O5). Anualmente deve ser repetida a aplicação, após nova análise química do solo. Solos com teores de P acima de 30 mg/dm3 (extrator de Mehlich) dispensam a adubação fosfatada. O nitrogênio (N) é um nutriente muito importante para o crescimento vegetativo da planta, recomendando-se de 160 a 400 kg de N mineral/ha/ano, dependendo da produtividade esperada. A primeira aplicação deve ser feita em cobertura, em torno de 30 a 45 dias após o plantio. Recomendam-se como adubos nitrogenados: uréia (45%N), sulfato de amônio (20% N), nitrato de cálcio (14% N) e nitrato de amônio (34%). O potássio (K) é considerado o nutriente mais importante para a produção de frutos de qualidade superior. A quantidade recomendada varia de 100 a 750 kg de K2O/ha dependendo do teor no solo. A primeira aplicação deve ser feita em cobertura, no 3º ou 4º mês após o plantio. Caso o teor de K no solo seja inferior a 59 mg/dm3, iniciar a aplicação aos 30 dias, juntamente com a primeira aplicação de N. Pode ser aplicado sob as formas de cloreto de potássio (60% K2O), sulfato de potássio (50% K2O) e nitrato de potássio (48% K2O). Solos com teores de K acima de 234 mg/dm3 dispensam a adubação potássica. O boro (B) e o zinco (Zn) são os micronutrientes com maior freqüência de deficiência nas bananeiras. Como fonte, aplicar no plantio 50 g de FTE BR12 por cova. Para teores de B no solo inferiores a 0,2 mg/dm3 (extrator de água quente), deve-se aplicar 3,5 kg de B/ha e para teores de Zn no solo inferiores a 0,5 mg/dm3 (extrator de DTPA), recomenda-se 15 kg de Zn/ha. Parcelamento das adubações O parcelamento vai depender da textura e da CTC (capacidade de troca catiônica) do solo, bem como do regime de chuvas e do manejo adotado. Em solos arenosos e com baixa CTC deve-se parcelar semanalmente ou quinzenalmente. Em solos mais argilosos as adubações podem ser feitas mensalmente ou a cada dois meses, principalmente nas aplicações via solo. As adubações em cobertura devem ser feitas em círculo, numa faixa de 10 a 20 cm de largura e 20 a 40 cm distante da muda, aumentando-se a distância com a idade da planta. No bananal adulto os adubos são distribuídos em meia-lua em frente à planta filha e neta. Em terrenos inclinados, a adubação deve ser feita em meia-lua, do lado de cima da cova e ligeiramente incorporada ao solo. Em casos de plantios muito adensados e em terrenos planos, a adubação pode ser feita a lanço, nas ruas. Em plantios irrigados os fertilizantes podem ser aplicados via água de irrigação. |
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