Embrapa Mandioca e Fruticultura
Sistema de Produção, 3
ISSN 1678-8796 Versão eletrônica
Jan/2003

Cultivo da Banana para o Projeto Formoso

Zilton José Maciel Cordeiro

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Glossário


Expediente

.Irrigação

Métodos

Para regiões onde a água é farta, tal como no Norte do país, para solos planos e argilosos os métodos por superfície como os de sulcos e bacias em nível são viáveis.

Para regiões onde a água é escassa, os métodos pressurizados (aspersão, microaspersão, miniaspersão e gotejamento) são recomendados.

O método da aspersão é o que molha completamente todo o solo (área molhada de 100%) e quando usado, os aspersores devem ficar a 1 m do solo, com ângulo de inclinação no máximo de 7 graus.

No caso da microaspersão, usar um microaspersor de vazão superior a 45 L/h, para quatro plantas, preferencialmente dispostas em fileiras duplas.

No caso do gotejamento, deve-se usar pelo menos dois gotejadores por planta, preferencialmente em faixa continua. É o sistema de menor área molhada, podendo portanto não ter o resultado dos anteriores.

Embora o projeto utilize principalmente o método de aspersão convencional, recomenda-se que haja uma substituição gradativa para o sistema de microaspersão, que facilitará a introdução do sistema de produção integrada no projeto, que exige a racionalização do uso dos recursos água e solo e dos insumos. Além da economia de água, o método possibilita a utilização da fertirrigação e possibilita a economia de energia, permitindo a irrigação nos horários em que a energia é mais barata.


Quantidade de água necessária

Em percentagens da evapotranspiração potencial, para regiões úmidas a subúmidas, a demanda de água pela bananeira, em seu primeiro ciclo, inicia-se com 28% da evapotranspiração potencial nos primeiros 70 dias, elevando-se para 70% da evapotranspiração potencial aos 245 dias (fase de formação dos frutos) e atingindo um máximo de 77% da evapotranspiração potencial aos 310 dias.

No caso de regiões semi-áridas, a demanda de água pela bananeira em seu primeiro ciclo inicia-se com 45% da evapotranspiração potencial nos primeiros 70 dias, elevando-se para 85% da evapotranspiração potencial aos 210 dias (fase de formação dos frutos) e atingindo um máximo de 110% da evapotranspiração potencial aos 300 dias.


Manejo da irrigação

Os níveis de tensão de água do solo recomendados para a bananeira situam-se entre 0,25 atm a 0,45 atm, para camadas superficiais do solo (até 0,25 m) e entre 0,35 atm até 0,50 atm, para profundidade próxima de 0,40 m. Se optar pelo uso de tensiômetros para monitorar a disponibilidade de água no solo, recomenda-se instalá-los em quatro baterias por hectare, sendo cada bateria composta por dois tensiômetros à profundidades entre 0,20 m e 0,40 m e distância de 0,30 a 0,40 m da planta em direção ao microaspersor.

Em se utilizando a evaporação do tanque classe A, para estimar a demanda de água pela bananeira, deve-se multiplicar a leitura do tanque por 0,6, para regiões úmidas e por 0,85 a 1,0, para regiões semi-áridas.


Freqüência de irrigação

A irrigação por superfície ou aspersão para solos siltosos ou argilosos pode ser feita em intervalos máximos de 12 dias para regiões semi-áridas e 18 dias para regiões úmidas. A irrigação por aspersão em solos franco-arenosos e arenosos pode ser feita em intervalos máximos de 7 dias em regiões semi-áridas a 10 dias em regiões úmidas.

A irrigação localizada, seja por gotejamento, microaspersão ou equivalente deve ser feita em intervalos máximos de três dias para regiões úmidas e solos com teores de argila acima de 30%, e pelo menos duas vezes por dia em solos arenosos (areia franca e areia).


Quantidade de água a ser aplicada

Estima-se que uma planta com área foliar total em torno de 14 m2 consome 30 litros de água/dia, em dias ensolarados e de baixa umidade relativa do ar; 20 litros/dia em dias semi-cobertos e 15 litros em dias completamente nublados.

Quando chover acima de 20 mm/dia, deve-se interromper a irrigação por dois a cinco dias, em caso de solos arenosos e argilosos, respectivamente, em condições semi-áridas. Em condições úmidas esses intervalos podem ser de quatro a dez dias.

 

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