Embrapa Semiárido
Sistemas de Produção,4
ISSN 1807-0027 Versão Eletrônica
Jul/2009
Sistema de Produção da Bananeira Irrigada
Autores

Sumário

Apresentação
Socioeconomia
Clima e solos
Nutrição, calagem e adubação
Cultivares
Plantio
Tratos culturais
Irrigação
Doenças
Pragas
Agrotóxicos
Colheita e pós-colheita
Mercado
Referências
Glossário

Expediente

Nutrição, calagem e adubação

Exigências nutricionais

Avaliação do estado nutricional – Sintomas de deficiência

Calagem e adubação

Calagem

Necessidade nutricionais e adubação da bananeira

Adubação fosfatada

Adubação nitrogenada

Adubação potássica

Adubação com enxofre

Adubação com micronutrientes

Adubação orgânica

Parcelamento das adubações

Localização dos fertilizantes

Fertirrigação

Exigências nutricionais
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A bananeira demanda grandes quantidades de nutrientes para manter um bom desenvolvimento e obtenção de altos rendimentos, pois produz massa vegetativa abundante, como, também, absorve e exporta elevada quantidade de nutrientes. O potássio (K) e o nitrogênio (N) são os nutrientes mais absorvidos e necessários para o crescimento e produção da bananeira. Em ordem decrescente, a bananeira absorve os seguintes: macronutrientes: K > N > Ca > Mg > S > P; micronutrientes: Cl > Mn > Fe > Zn > B > Cu. Em média, um bananal retira, por tonelada de frutos, 1,9 kg de N; 0,23 kg de P; 5,2 kg de K; 0,22 kg de Ca e 0,30 kg de Mg.

As quantidades de nutrientes que retornam ao solo (pseudocaules, folhas e rizomas) após a colheita, em um plantio de banana, são consideráveis, podendo chegar a valores de 170 kg de N/ha/ciclo, 9,6 kg de P/ha/ciclo, 311 kg de K/ha/ciclo, 126 kg de Ca/ha/ciclo, 187 kg de Mg/ha/ciclo e 21 kg de S/ha/ciclo, na época da colheita.

Avaliação do estado nutricional – Sintomas de deficiência
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Quando um nutriente está em deficiência, a planta expressa este desequilíbrio por sintomas visuais que se manifestam, principalmente, por meio de alterações nas folhas, como coloração e tamanho, vez que estes são órgãos da planta em plena atividade fisiológica e química (Tabela 1). Além das folhas, alguns sintomas podem ocorrer, também, nos cachos e frutos (Tabela 2). Assim, pode-se avaliar o estado nutricional da bananeira observando os sintomas apresentados pela planta.

Tabela 1. Sintomas visuais de deficiências de nutrientes em folhas da bananeira.
Nutriente Idade da folha Sintomas no limbo Sintomas adicionais
N (nitrogênio) Todas as idades Verde-claro uniforme. Pecíolos róseos.
Cu (cobre) Todas as idades - Nervura principal se dobra.
Fe (ferro) Jovens Folhas amarelas, quase brancas. -
S (enxofre) Jovens Folhas, inclusive nervuras, tornam-se verde-pálidas a amarelas. Engrossamento das nervuras secundárias.
B (boro) Jovens Listras perpendiculares às nervuras secundárias. Folhas deformadas (limbos incompletos).
Zn (zinco) Jovens Faixas amareladas ao longo das nervuras secundárias. Pigmentação avermelhada na face inferior das folhas jovens.
Ca (cálcio) Jovens Clorose nos bordos. Engrossamento das nervuras secundárias; clorose marginal descontínua e em forma de “dentes de serra”; diminuição do tamanho da folha.
Mn (manganês) Medianas Limbo com clorose em forma de pente nos bordos. Ocorrência do fungo Deightoniella torulosa, que pode contaminar os frutos.
P (fósforo) Velhas Clorose marginal em forma de “dentes de serra”. Pecíolo se quebra; folhas jovens com coloração verde-escura tendendo a azulada.
Mg (magnésio) Velhas Clorose da parte interna do limbo; nervura central e bordos permanecem verdes. Descolamento das bainhas.
K (potássio)_ Velhas Clorose amarelo-alaranjada e necroses nos bordos. Limbo se dobra na ponta da folha, com aspecto encarquilhado e seco.
Fonte: Borges & Oliveira (2006).
 
Tabela 2. Características observadas nos cachos e frutos de bananeira deficientes em alguns nutrientes.
Nutriente Sintomas
N (nitrogênio) Cachos raquíticos, menor número de pencas.
P (fósforo) Frutos com menor teor de açúcar.
K(potássio) Cachos raquíticos, frutos pequenos e finos, maturação irregular, polpa pouco saborosa.
Ca (cálcio) Maturação irregular, frutos verdes junto com maduros, podridão dos frutos, pouco aroma e pouco açúcar. A sua falta pode ser uma das causas do empedramento da banana ‘Maçã’.
Mg (magnésio) Cacho raquítico e deformado, maturação irregular, polpa mole, viscosa e de sabor desagradável, apodrecimento rápido do fruto.
S (enxofre) Cachos pequenos.
B (boro) Deformações do cacho, poucos frutos e atrofiados. A sua falta pode levar ao empedramento da banana ‘Maçã’.
Fe (ferro) Pencas anormais, frutos curtos.
Zn (zinco) Frutos tortos e pequenos, com ponta em forma de mamilo (Cavendish) e de cor verde-pálida.
Fonte: Borges & Oliveira (2006).

No entanto, a diagnose visual é apenas uma das ferramentas para estabelecer as deficiências nutricionais em bananeira, devendo ser complementada pelas análises químicas de solos e folhas. Segundo a norma internacional, a folha amostrada para análise química é a terceira a contar do ápice, com a inflorescência no estádio de todas as pencas femininas descobertas (sem brácteas) e não mais de três pencas de flores masculinas. Coleta-se 10 a 25 cm da parte interna mediana do limbo, eliminando-se a nervura central. Recomenda-se retirar 10 a 20 plantas para cada área de 1 a 4 ha, quando 70% das plantas já estiverem floradas (Fig. 1). Este material deve ser acondicionado em saco de papel e encaminhado para análise o mais rápido possível.

Fonte: Borges, A. L. (1999).
Fig. 1. Amostragem foliar em bananeira, para análise química.

Nesse estádio de desenvolvimento, existem teores padrões de nutrientes já definidos, que podem ser utilizados como referência (Tabela 3).

Tabela 3. Faixas de teores de macro e micronutrientes consideradas adequadas para a bananeira, para diferentes cultivares.

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

----------------- g/kg ----------------

 -------------- mg/kg ------------

Cultivares: Nanica, Nanicão e Grande Naine

27-36

1,6-2,7

32-54

6,6-12

2,7-6,0

1,6-3,0

10-25

6-30

80-360

200-1800

20-50

Cultivar: Prata Anã

25-29

1,5-1,9

27-35

4,5-7,5

2,4-4,0

1,7-2,0

12-25

2,6-8,8

72-157

173-630

14-25

Cultivar: Pacovan

22-24

1,7-1,9

25-28

6,3-7,3

3,1-3,5

1,7-1,9

13-16

6-7

71-86

315-398

12-14

Fonte: Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical.


Calagem e adubação
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O ponto de partida para suprir as necessidades nutricionais da bananeira começa com a realização da análise química e de fertilidade do solo e, quando possível, da análise química das folhas da planta. A amostragem do solo deve ser representativa de uma área uniforme quanto à cor e textura do solo, topografia, vegetação, produtividade, relevo e histórico da aplicação de corretivos e de fertilizantes. Recomenda-se retirar de 15 a 20 subamostras por área homogênea, na profundida de 0-20 cm e, se possível também, na profundidade de 20-40 cm, para formar uma amostra composta de cada profundidade e encaminhar ao laboratório. As amostras devem ser retiradas com antecedência mínima de 60 dias antes do plantio, para dar tempo de realizar a calagem, caso seja necessária. Após retirar as subamostras, misturá-las bem e enviar ao laboratório uma quantidade aproximada de 500 gramas em caixinha própria ou em saquinhos plásticos sem resíduos (limpos). Caso o solo esteja muito molhado, recomenda-se secá-lo ao ar, antes de colocá-lo na embalagem. Recomenda-se que a análise química do solo seja feita anualmente, a fim de permitir o acompanhamento e a manutenção dos níveis adequados de nutrientes durante o ciclo da planta. Nesse caso, a coleta das amostras deve ser feita na região de aplicação do fertilizante, onde as raízes da bananeira se desenvolvem, ou na faixa úmida da área, quando a adubação for via água de irrigação.

Calagem
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A quantidade de calcário a ser aplicado deve ser determinada pelo método da saturação por bases, procurando atingir o valor de 70%, segundo a fórmula:


NC = Necessidade de calagem (t/ha), considerando a profundidade de 0 – 20 cm.
V1 = Saturação por bases atual do solo (%).
CTC = Capacidade de troca catiônica do solo (cmolc/dm3).
PRNT = Poder relativo de neutralização total do calcário.

A aplicação de calcário, quando recomendada, deve ser a primeira prática a ser realizada, com antecedência mínima de 30 dias do plantio. O calcário deve ser aplicado a lanço em toda a área, após a aração, e incorporado por meio da gradagem após a aplicação. Caso não seja possível o uso de máquina (solos com declividade superior a 8%), a incorporação pode ser efetuada na época da capina. Recomenda-se o uso do calcário dolomítico ou magnesiano, que contém, além do cálcio, teores de óxido de magnésio (MgO) acima de 6%, evitando, assim, o desequilíbrio entre potássio e magnésio e, conseqüentemente, o surgimento do distúrbio fisiológico conhecido como “azul da bananeira” (deficiência de Mg induzida pelo excesso de K). Considera-se equilibrada a relação K:Ca:Mg nas proporções de 0,5:3:1 a 0,3:4:1. Recomenda-se, também, adicionar 300 g de calcário na cova de plantio em solos ácidos (pH em água inferior a 6,0) mesmo que tenha sido realizada a calagem em toda área a profundidade de 0 – 20 cm.

A calagem poderá ser realizada em pomares já implantados e que necessitam de correção de pH do solo. Neste caso, a metade da dosagem recomendada deve ser aplicada inicialmente em toda a superfície do solo, fazendo a aplicação da outra metade com um intervalo de seis meses. A aplicação do calcário sem incorporação é apenas recomendada para solos de textura arenosa e média. No caso de solos argilosos (teor de argila superior a 40%), deve-se fazer a incorporação do calcário nos primeiros 10 cm de profundidade na entrelinha das plantas.

Baixos teores de cálcio e/ou elevados teores de alumínio trocável, nas camadas de solo entre 20 e 60 cm de profundidade impedem o aprofundamento do sistema radicular, refletindo em menor volume de solo explorado pelas raízes, ou seja, menos nutrientes e água estarão disponíveis para a bananeira. O gesso agrícola (CaSO4.2H2O) poderá ser utilizado para aumentar o teor de cálcio e neutralizar o alumínio nas camadas mais profundas. Recomenda-se aplicar a dose de 25% da necessidade de calagem para a melhoria do ambiente radicular do solo abaixo da camada arável.

Nos casos em que o solo apresentar saturação de bases maior que 70% e níveis baixos de cálcio e magnésio, deve-se procurar um técnico para analisar a necessidade de adotar práticas específicas para resolver o problema. Normalmente, essa condição está associada à má drenagem do solo. Os teores baixos de cálcio e magnésio poderão ser aumentados com fontes que não alteram o pH do solo.

Necessidade nutricionais e adubação da bananeira
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Os principais solos aptos ao cultivo da bananeira encontrados no Submédio do Vale do Rio São Francisco são pobres em fósforo e materia orgânica. Os Vertissolos, encontrados no município de Juazeiro-BA, apresentam baixa acidez e baixa disponibilidade de micronutrientes. Os Latossolos, Planossolos e Argissolos, normalmente, apresentam acidez leve ou moderada, exigindo que seja realizada a calagem.

Adubação fosfatada
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A bananeira necessita de pequenas quantidades de fósforo, mas, se não aplicado, prejudica o desenvolvimento do sistema radicular da planta e, conseqüentemente, afeta a produção. A quantidade total recomendada deve ser colocada na cova, no plantio, em razão de sua baixa mobilidade no solo. Pode ser aplicado sob as formas de superfosfato simples (18% de P2O5) e superfosfato triplo (45% de P2O5). Em solos com altos teores em cálcio (> 7 cmolc/dm3) ou quando se utilizam mudas micropropagadas, as fontes mais recomendadas são o fosfato diamônico (DAP) (45% de P2O5) e fosfato monoamônico (MAP) (48% de P2O5). Anualmente, deve ser repetida a aplicação, após nova análise química do solo. Solos com teores de P acima de 30 mg/dm3 (extrator de Mehlich-1) dispensam a adubação fosfatada.

Adubação nitrogenada
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O nitrogênio é um nutriente muito importante para o crescimento vegetativo da planta, recomendando-se de 160 a 400 kg de N mineral/ha/ano, dependendo da produtividade esperada. A primeira aplicação deve ser feita em cobertura, em torno de 30 a 45 dias após o plantio. Recomendam-se como adubos nitrogenados: uréia (45% de N), sulfato de amônio (20% de N), nitrato de cálcio (14% de N) e nitrato de amônio (34% de N). Para solos com altos teores em cálcio, as fontes fosfatadas recomendadas contêm nitrogênio na forma solúvel - MAP (9% de N) e DAP (16% de N). Para melhorar o aproveitamento dos adubos nitrogenados em cobertura, é recomendável a incorporação dos mesmos no solo a profundidade de 5 a 10 cm. Na cultura irrigada e cultivada em solos de textura areno-argilosa, a incorporação pode ser realizada com a irrigação. Outro cuidado que se deve ter para melhorar o aproveitamento dos adubos nitrogenados é evitar tanto o encharcamento como a falta de umidade do solo,  pois haverá perdas de N por desnitrificação e volatilização, respectivamente.

Vale lembrar que fertilizantes nitrogenados na forma amoniacal, quando aplicados na superfície de solos, levam a perdas de nitrogênio na forma de NH3. As perdas por volatilização podem ser maiores sob pH alto e temperaturas elevadas. A uréia (forma amídica), por apresentar menor custo por unidade de nutriente, é a fonte nitrogenada mais utilizada, além de apresentar baixa corrosividade, alta solubilidade e menor capacidade de acidificação do solo; porém, quando aplicada no solo é hidrolisada a amônio, podendo também ocorrer a volatilização de NH3.

Adubação potássica
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O potássio é considerado o nutriente mais importante para a produção de frutos de qualidade superior. A quantidade recomendada varia de 100 a 750 kg de K2O/ha, dependendo do teor no solo e da produtividade esperada (Tabela 4). Recomenda-se, em solos com teores de potássio inferiores a 0,15 cmolc/dm³ (60 mg/dm³), fazer a primeira aplicação por ocasião do plantio. Contudo, nos demais solos, a primeira aplicação pode ser feita em cobertura, no 3o ou 4o mês após o plantio. Solos com teores acima de 0,60 cmolc/dm³ (234 mg/dm³) dispensam a adubação potássica. O nutriente pode ser aplicado sob as formas de cloreto de potássio (60% de K2O), sulfato de potássio (50% de K2O) e nitrato de potássio (48% de K2O).

Adubação com enxofre
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O suprimento de enxofre normalmente é feito mediante as adubações nitrogenadas, com sulfato de amônio (23% de S), fosfatada, com superfosfato simples (11% de S), potássica, com sulfato de potássio (16% de S) ou sulfato de cálcio (13% de S) e sulfato de magnésio (13% de S).

Recomendação de adubação da bananeira irrigada
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De acordo com as condições de fertilidade do solo, produtividade esperada e época de aplicação, recomenda-se a adubação da bananeira de acordo com a Tabela 4.

Tabela 4. Recomendação de adubação (NPK) nas fases de plantio, formação e produção da bananeira irrigada.
     

N
(kg/ha)

 
P Mehlich (mg/dm³)
K solo (cmol_c /dm³)
0-6
7-15
16-30
>30
0-0,15
0,16-0,30
0,31-0,60
>0,60
---------- P2O5 (kg/ha) ---------
--------- K2O (kg/ha) ----------
PLANTIO
 
751
120
80
40
0
0
0
0
0
Dias após o plantio      
FORMAÇÃO
       
30
20
0
0
0
0
20
0
0
0
60
20
0
0
0
0
30
30
0
0
90
30
0
0
0
0
40
30
20
0
120
30
0
0
0
0
60
40
30
0
120-380
100
0
0
0
0
300
250
150
0
Produtividade esperada t/ha      
PRODUÇÃO
       
<20
160
80
60
40
0
300
200
100
0
20-40
240
100
80
50
0
450
300
150
0
40-60
320
120
100
70
0
600
400
200
0
>60
400
180
120
80
0
750
500
250
0

*Na forma do esterco bovino.
Fonte: Borges at al. (2002).


Adubação com micronutrientes
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A aplicação de micronutrientes deverá ser realizada mediante a necessidade indicada por análises químicas de solo e folhas. O boro e o zinco são os micronutrientes que aparecem com maior freqüência de deficiência nas folhas de bananeiras. Para teores de B no solo inferiores a 0,21 mg/dm3 (extrator de água quente), deve-se aplicar 2,0 kg de B/ha e, para teor de Zn no solo inferior a 0,6 mg/dm3 (extrator DTPA), recomenda-se 6,0 kg de Zn/ha.

Adubação orgânica
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É a melhor forma de fornecer nitrogênio no plantio, principalmente quando se utilizam mudas convencionais, pois as perdas são mínimas; além disso, estimula o desenvolvimento das raízes. Assim, deve ser usada, na cova, 10 a 15 litros de esterco bovino, 3 a 5 litros de esterco de galinha curtido (3 a 5 litros/cova) ou torta (2 a 3 litros de mamona) ou ainda outra matéria orgânica disponível e de boa qualidade (10 litros/cova). Os resíduos vegetais de bananeiras (folhas e pseudocaules) devem permanecer na área como cobertura do solo, pois contribuem para o aumento dos teores de nutrientes do solo, principalmente potássio e cálcio, além de melhorar suas características físicas, químicas e biológicas. O uso de matéria orgânica traz, como principal vantagem, o aumento da capacidade de troca catiônica (CTC) do solo, aumentando seu potencial de produtividade.

Parcelamento das adubações
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O parcelamento vai depender da textura e da CTC do solo, bem como do regime de chuvas e do manejo adotado. Em solos arenosos e com baixa CTC, deve-se parcelar semanalmente ou quinzenalmente. Em solos mais argilosos, as adubações podem ser feitas mensalmente ou a cada dois meses, principalmente nas aplicações manuais, em forma sólida.

Localização dos fertilizantes
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As adubações em cobertura devem ser feitas em círculo, numa faixa de 10 a 20 cm de largura e 20 a 40 cm distante da muda, aumentando-se a distância com a idade da planta. No bananal adulto, os adubos são distribuídos em meia-lua em frente à planta filha e neta (Fig.2), devendo ser incorporados ao solo com ferramentas ou por uma lâmina de irrigação. Em terrenos inclinados, a adubação deve ser feita em meia-lua, do lado de cima da cova e ligeiramente incorporada ao solo. Em casos de plantios muito adensados e em terrenos planos, a adubação pode ser feita a lanço nas ruas, seguida de irrigação.


Fotos: Borges, A. L. (2000).

Fig. 2. Localização de fertilizantes na bananeira.

Fertirrigação
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Em áreas irrigadas, recomenda-se a aplicação dos fertilizantes via água de irrigação, denominada de fertirrigação. É um meio eficiente de nutrição, pois combina dois fatores essenciais para o crescimento, desenvolvimento e produção: água e nutrientes. Essa prática é indicada para os sistemas localizados (microaspersão e gotejamento), vez que aproveita as características próprias do método, tais como baixa pressão, alta freqüência de irrigação e possibilidade de aplicação da solução na zona radicular, tornando mais eficiente o uso do fertilizante. Além disso, a fertirrigação é uma forma de reduzir as perdas de N por volatilização. A freqüência de fertirrigação pode ser a cada 15 dias em solos com maior teor de argila; em solos mais arenosos, recomenda-se a freqüência de fertirrigação semanal. Para o monitoramento da fertirrigação, recomenda-se a análise química do solo, incluindo a condutividade elétrica, verificando se estão de acordo com os valores esperados ou permitidos.

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