Embrapa Rondônia
Sistemas de Produção, 2
ISSN 1807-1805 Versão Eletrônica
Dez./2005
Cultivo da Banana em Rondônia
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A bananeira (Musa spp.) pertence à família botânica Musaceae e é originária do Extremo Oriente. A planta se caracteriza por apresentar caule suculento e subterrâneo (rizoma), cujo "falso" tronco é formado pelas bases superpostas das folhas, folhas grandes e flores em cachos que surgem em série à partir do chamado "coração" da bananeira.

É uma planta tipicamente tropical, exige calor constante, precipitações bem distribuídas e elevada umidade para o seu bom desenvolvimento e produção. Sua altura pode variar de 1,8 m a 8,0 m. Dada a característica de emitir sempre novos rebentos o bananal é permanente na área, porém com as plantas se renovando ciclicamente. A banana é a fruta mais consumida no Mundo e no Brasil, sendo um alimento energético, rico em carbohidratos, sais minerais, como sódio, magnésio, fósforo e, especialmente, potássio. Apresenta predominância de vitamina A e C, contendo também as vitaminas B1, B2 e B6. contém pouca proteína e gordura.

A banana, além da série de produtos que podem ser confeccionados com o fruto, tem as folhas que podem servir para cobrir abrigos provisórios, ou como embalagens improvisadas, ser utilizada como ataduras de emergência, ou ainda, resultar em certo tipo de papel. O líquido acumulado entre as folhas e o caule, é utilizado para aliviar dores resultantes do ataque das aranhas, vespas, escorpiões e até de cobra. A fruta pode também auxiliar no tratamento de certas enfermidades, tais como: tuberculose, paralisia, reumatismo, artrites, prisão de ventre, diarréia, desidratação, e, ainda, doenças de estômago, rins, fígado, intestinos e nervos, úlceras da pele, dermatites, queimaduras de sol, diarréia, feridas, fraqueza pulmonar, resfriados, tosse crônica, tosse de fumante, bronquite crônica.

No Brasil, o setor gera mais de 500.000 empregos diretos. Segundo dados do IBGE, no ano de 2001, a cultura foi a segunda mais produzida, ficando atrás somente da laranja. Apresentou uma área colhida de 510.313 ha, com uma produção de 6.177.293 toneladas de frutos, o que correspondeu a um volume de negócios superior a 1 bilhão e oitocentos milhões de reais no mesmo ano (Tabela 1).

Em Rondônia, segundo dados do IBGE, no ano de 2001, a cultura foi a primeira fruta mais produzida no Estado, onde numa área de 6.703 ha produziu 56.037 toneladas, o que correspondeu a R$ 16.172.000,00 em receitas na sua comercialização. Os principais municípios produtores foram Cacaulândia, Cacoal, Machadinho d’Oeste, São Miguel do Guaporé e Ouro Preto d’Oese, respectivamente (Tabela 1).

Tabela 1. Área plantada, produção e receita da cultura da banana, no Brasil, em Rondônia e nos principais municípios do Estado no ano de 2001.

Localidade

Área

(ha)

Produção

(toneladas)

Produtividade

(Kg/ha)

Receita

(R$)

Brasil

510.313

6.177.293

12.105

1.823.104.000,00

Rondônia

6.703

56.037

8.360

16.172.000,00

Cacaulândia

800

5.568

6.960

1.615.000,00

Cacoal

378

3.508

9.280

1.052.000,00

Machadinho d’Oeste

602

3.492

5.801

978.000,00

São Miguel Guaporé

273

2.850

10.439

741.000,00

Ouro Preto d’Oeste

300

2.784

9.280

835.000,00

Fonte: IBGE (2001).

As principais variedades plantadas no Estado são do grupo Prata e Nanicão. Os principais gargalos são: a alta incidência de pragas e doenças (moleque, nematóides, mal do Panamá, sigatoka negra e amarela, com maior destaque para a sigatoka negra), baixo nível de tecnologia utilizado na produção e na pós-colheita, falta de capacitação dos agentes da cadeia produtiva e comercialização. Neste sentido, apesar da bananeira ser a fruta de maior importância para o Estado, verifica-se que ela vem apresentando uma redução drástica na produção, devido principalmente à susceptibilidade das cultivares plantadas. Dados do IBGE, mostram que entre os anos de 1992-2001, houve uma redução de 62% na área colhida com banana em Rondônia. Além disso, a produtividade da bananeira no Estado é uma das mais baixas do Brasil, 8.360 kg/ha, enquanto que, a média nacional é de 12.105 kg/ha. Entretanto, vale destacar que os municípios de São Miguel do Guaporé (10.439 kg/ha), Ouro Preto d’Oeste (9.280 kg/ha) e Cacoal (9.280kg/ha) apresentam produtividade superior à nacional (Tabela 1).

 

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