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Nas últimas três décadas, a desestruturação do setor extrativista, o
estabelecimento de políticas de incentivo a agropecuária e a implantação
de projetos de colonização resultaram na expansão da bovinocultura e
transformaram a economia do Acre. Como resultado, a participação do
setor primário no produto interno bruto (PIB) do Estado caiu de 40,8%
na década de setenta, para 16,7% na década de 80 (Campos & Costa,
1993).
Entre 1975 e 1995, a participação da pecuária no valor
bruto da produção do setor primário aumentou de 20% para 31% (Amaral
et al., 2000a). Em 2001, a bovinocultura possuía um rebanho aproximado
de 1.540.000 cabeças (Acre, 2001a) e uma área de pastagens de 1.175.775
ha.
As
cadeias produtivas de carne e leite estão entre as principais atividades
econômicas do Estado, e possuem potencial para se diferenciar pela qualidade
de seus produtos, obtidos por meio da alimentação a pasto, complementada
apenas com o fornecimento de sal mineral no cocho (Mercoeste, 2002).
Esta
cadeias geram um produto interno bruto superior a 150 milhões de reais
e mais de 40.000 empregos diretos e indiretos no Acre (Valentim, 2000).
Esta atividade foi responsável por mais de 60% da arrecadação do Imposto
de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do setor primário do
Acre (Acre, 2001b).
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