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Embrapa Amazônia Oriental
Sistemas de Produção, 3
ISSN 1809-4325 Versão Eletrônica
Dez./2006
Criação de Bovinos de Corte no Estado do Pará
Sumário
Início
Apresentação
Análise retrospectiva, situação anual e visão prospectiva
Alimentação e nutrição do rebanho
Manejo de plantas daninhas de áreas de pastagens cultivadas
Estratégias de recupação de pastagens no estado do Pará
Reprodução animal
Manejo reprodutivo de bovinos de corte
Melhoramento animal
Manejo sanitário
Instalações zootécnicas
Coeficientes técnicos, custos, rendimentos e rentabilidade
Mercado e comercialização
Cadeia produtiva da pecuária de corte no estado do Pará
Referências

Glossário

Autores
Expediente

  Manejo reprodutivo de bovinos de corte
 

Introdução

O manejo reprodutivo é o arranjo de um conjunto de práticas relacionadas com
a reprodução animal, que visam otimizar a eficiência reprodutiva (ER) de um
rebanho. Esta, por sua vez, é um índice que expressa o desempenho do manejo
reprodutivo de um rebanho e abrange todas as características ligadas à
reprodução da fêmea, envolvendo as principais fases da criação, ou seja, desde a desmama até o último parto. Tem como base a alimentação/nutrição e
sanidade que sustentam a atividade como um todo. Os maiores índices de ER
são obtidos quando se controlam fatores importantes da vida dos animais,
principalmente das fêmeas que, pela procriação, regulam toda a produtividade
animal. O primeiro passo é desmamar animais saudáveis e precoces. Isso está
muito relacionado com a capacidade das fêmeas em criarem bem, ou seja,
possuírem boa habilidade materna. Após o desmame, vem a puberdade, que
compreende um conjunto de características que sofrem muita influência
ambiental e que têm altíssima correlação com idade à primeira cria. Depois,
ocorrem os cuidados, principalmente com o manejo antes e depois do parto,
onde o período de serviço assume papel fundamental, pois da sua extensão
dependerá o intervalo de partos que, por sua vez, é responsável por uma
considerável parcela da eficiência reprodutiva de um rebanho.


Manejo reprodutivo

A vida útil produtiva de uma fêmea é mostrada no esquema da Fig. 1, na qual
cada passo representa o conjunto de decisões importantes a serem tomadas,
visando à lucratividade final.

Observa-se a vida útil produtiva de uma fêmea como se fosse uma grande reta,
na qual são mostrados os eventos que ocorrem durante a vida do animal,
representados por vários momentos. O primeiro é o nascimento (N), depois a
desmama (D), a puberdade, o primeiro e os sucessivos parto (P1...n), até o
descarte ou saída do rebanho.

Seguindo a linha da vida do animal, o primeiro momento é o que acontece
antes do primeiro parto (P1) e o primeiro evento importante é o desmame (D) da cria, pois bezerros bem desmamados mostram a capacidade da mãe em criá-los.

Devem ser pesados e sadios. As diferenças esperadas na progênie (DEPs), para peso à desmama, quanto mais altas, mostram que a fêmea é boa criadeira. É um dos parâmetros mais importantes da pecuária, pois reflete a habilidade materna (HM). Em gado de corte a desmama não deve ultrapassar os 8 meses de idade.

No momento que vai desde o nascimento até o primeiro parto, a principal
ocorrência é a puberdade, fase em que o sistema reprodutor se encontra em
formação, culminando com o surgimento do primeiro cio. Após puberdade, vem
a primeira monta ou inseminação, seguindo-se a primeira fecundação,
culminando com a primeira gestação da fêmea. É um conjunto de
acontecimentos novos e vitais na vida do animal que devem ser observados,
levando-se em conta, principalmente, a nutrição e a sanidade. Um bom manejo
nessa fase prepara a fêmea para uma vida reprodutiva normal e aspectos de
manejo importantes devem ser observados, destacando-se o peso e idade à
primeira cobrição. Novilhas com baixo peso e sem desenvolvimento de
ossatura, compatível com a idade, não devem ser cobertas. A faixa de peso
ideal para a primeira cobrição em bovinos de corte é de 300 – 350 kg. Esse
peso deve ocorrer, em condições de boa alimentação, por volta dos 18 meses
de idade da fêmea. Após essa fase, vem o pré-parto, ou seja, os dois meses
que antecedem o parto, devendo-se tomar algumas decisões importantes de
manejo, como: pôr as fêmeas em piquetes separados, com bom pasto, sombra, água à vontade e tranqüilidade que requer toda fêmea gestante.

Observar, ainda, que os animais devem apresentar bom estado de carne antes do parto, a fim de parirem sem problemas e terem boa performance reprodutiva no pósparto.

Fig 1. Esquema de fêmeas bovinas parta corte, visando maior eficiencia produtiva.

O fecho desse primeiro momento para as fêmeas primíparas, ou seja, que estão parindo pela primeira vez, é a idade à primeira cria (IPC), a qual depende de tudo o que aconteceu nas fases de aleitamento, desmama e puberdade.

Tem alta correlação com a vida útil produtiva da fêmea, significando que fêmeas que apresentam o primeiro parto mais cedo, podem ser mais férteis e produzir mais durante a vida útil reprodutiva. Significa precocidade reprodutiva e as novilhas devem ser manejadas com muita atenção, de modo a parirem pela primeira vez até os 27-28 meses.

O segundo momento ocorre ao primeiro parto que, no esquema está
representado pelo ponto P1, todavia, todos os cuidados devem se estender aos outros partos que, no esquema, estão representados pelos pontos P até Pn. É a fase em que a fêmea deve ter assistência, ostensiva, se for o caso, quando necessitar de ajuda, durante ou após o parto, principalmente na assepsia da área genital da mãe e nos cuidados que se deve ter com a cria.

Um problema de parto pode inutilizar a fêmea para reprodução, do mesmo modo que um corte de umbigo mal feito ou uma secreção que entope as vias respiratórias de um recém-nascido podem causar graves conseqüências, com prejuízos para o criador. Nas áreas de várzea, isso é muito complicado, em virtude das condições naturais em que os animais vivem: alagados, pântanos, lamaçais, grandes distâncias, seca forte, enchentes, etc. É importante que a fêmea tenha todas as condições no pós-parto, principalmente nutricionais. Isso, logo adiante, irá compensar a presença do bezerro, bem como a lactação, pois são fatores que podem interferir no cio e na próxima cobrição, ocasionando um
período de serviço e um intervalo de partos mais dilatados.

O terceiro momento é o período que antecede a próxima fecundação (F), o
período de serviço - PS, ou seja, é o período que vai do parto à próxima
fecundação, dividindo-se em período puerperal (PP), quando ocorre a involução
uterina, isto é, a recomposição do sistema genital, principalmente o útero e o
restabelecimento da atividade ovariana. As fêmeas que apresentam infecção,
retardam a involução uterina e aumentam um período de anestro (ausência de
cio), dilatando o período de serviço. O serviço (S) propriamente dito, é o
período no qual o touro está cobrindo a fêmea, isto é, está em serviço. No caso de ser usada inseminação artificial (IA) o controle desse período é muito mais
seguro e o manejo reprodutivo fica mais simples. Na inseminação artificial não
se usa fêmea com infecção, enquanto que na monta natural o touro pode
disseminar uma doença para as outras fêmeas do rebanho. Um problema
ocorrido durante o parto, associado ou não a uma deficiência nutricional, pode
alterar totalmente essa fase da criação. A sua importância é fundamental para a
lucratividade da fazenda, pois quanto maior for o PS, maior será, também, o
intervalo de partos - IDP, e quanto maior for o IDP, menor será a produtividade
do rebanho, acarretando sérios prejuízos.

Assim, o período de recuperação do parto deve ser observado rigorosamente,
bem como a alimentação antes e depois do parto, e a utilização de reprodutores saudáveis, etc., pois são alguns dos fatores que podem alterar o PS. Para a fêmea conseguir reduzir o IDP próximo ao ideal, terá que parir com boa condição corporal (CC). A CC é o estado de nutrição, ou seja, a reserva de
gordura subcutânea que pode ser medida por escores estimados de 1 a 5,
sendo CC=1 fêmea caquética e CC=5 obesa. Dessa forma uma boa CC, ao
parto, situa-se entre 3,0 a 4,5, sendo que tal intervalo reflete o bom manejo a
que os animais estão sendo submetidos, no período pré-parto.

O PS depende do número de serviços por fecundação, é uma característica
indicadora do desempenho reprodutivo de um rebanho. O número de serviços
por fecundação constitui um parâmetro seguro das condições sanitárias do
rebanho, do manejo alimentar, do manejo reprodutivo e da eficiência
reprodutiva. Em rebanhos com boas condições, pode-se atingir de 1,3 a 1,7
serviços por prenhês. Entretanto, um rebanho de manejo deficiente sempre
ficará acima de 2,0 serviços/prenhês.

O quarto momento é, também, um dos mais importantes para a produção
animal, pois envolve o IDP - Intervalo de Partos, que depende de outros
artifícios de manejo, seja nutricional, reprodutivo e/ou sanitário. O raciocínio
sobre o IDP é bastante simples: toda fêmea deve parir todos os anos, ou seja,
dar uma cria a cada ano. O IDP é o termômetro fisiológico para todo o manejo
reprodutivo, pois um problema ocorrido nessa fase da criação refletirá na
relação custo-benefício do negócio pecuária. Basta ver no esquema que o IDP
está situado entre P1 e P2 , isto é, entre dois partos. Observar, ainda, que fazem parte do IDP quase todos as outras fases: o PS, que é totalmente dependente de manejo, estando na mesma situação o PP, S, F; o período de gestação (PG), que varia muito pouco, e o período seco - PSE que depende também do manejo.

O quinto momento é o PSE, ou seja, quando as fêmeas iniciam preparação,
visando o próximo parto e devem ser secas, ou seja, apartar os bezerros que
ainda estiverem mamando.

Após isso vem o reinício de tudo, ou seja, os cuidados com as fêmeas
gestantes e assim por diante (voltar para o primeiro momento).

Os cuidados com as fêmeas gestantes, obrigatoriamente passam pela
confirmação da gestação, aos 60 dias após a monta ou a inseminação artificial,
para que sejam providenciadas as devidas ações preventivas sanitárias,
nutricionais e de controle reprodutivo com o final da gestação e início do parto.
O manejo sanitário deve ser seguido e o controle de ecto e endo-parasitas,
principalmente, com as crias, deve ser bastante rigoroso.

Conclui-se, assim, que o sucesso na criação depende de manejo e, este, é o
homem quem faz, significando que grande parte do sucesso da criação depende dele.

Para se realizar uma boa administração, visando à obtenção desses resultados, deve-se levar em consideração o seguinte:

• Realizar anotações de todas as entradas e saídas da propriedade, ou seja,
fazer um livro-caixa.

• Registrar todos os dados de produção.

• Observar as alterações climáticas que sempre ocorrem de ano para ano e
outros aspectos ambientais, pois podem ser grandes aliados no manejo dos
animais;

• No gado leiteiro, é fundamental o tratamento dispensado aos animais; então,
observar o trato dos vaqueiros no manejo diário, principalmente na ordenha.

• Tratar a fazenda como um negócio, onde a relação custo X benefício deve
ser sempre considerada.

Para que se possa gerenciar com qualidade, há vários tipos de registros, do mais simples (fichas individuais) aos mais sofisticados (computadores). É muito importante que o registro seja confiável e permita que os dados sejam analisados muito tempo depois, além de um bom sistema de identificação do rebanho. Um conjunto de fichas, para um acompanhamento simples, dos principais eventos de uma fazenda de corte, encontra-se nos Anexos (I, II, III e IV).

É importante adotar-se um caderno de campo, que ficará com o vaqueiro ou
inseminador para a identificação da fêmea, cios, serviços e coberturas e suas
respectivas datas e observações (touro, retenção de placenta, sexo da cria, etc.).

Deve-se controlar rigorosamente as inseminações com objetivo de controlar e
tratar as fêmeas que, cobertas ou inseminadas, retornaram o cio após 30 a 45
dias. Um veterinário deverá proceder ao diagnóstico de gestação e indicar a
data provável do parto; se negativo, tentar de forma precoce determinar o
problema. Após o toque, se providenciará uma lista de fêmeas que devem ser
secas e aquelas que irão parir nos próximos 15 a 30 dias.

Todas as fêmeas com mais de 30 dias pós-parto deverão ser examinadas,
assim como aquelas servidas por 3 vezes e que continuam retornando o cio.
As fêmeas com retenção de placenta, com abortamentos ou com descargas
fétidas ou purulentas, deverão passar pelo exame de brucelose e, caso positivo
numa prova e contraprova, devem ser eliminadas.

Todas as fêmeas com mais de 60 dias pós-parto, que ainda não apresentaram
cios ou com ninfomania ou manina, e também que apresentem descarga
anormal (catarro pela vulva), durante o cio, devem ser examinadas, para que
seja providenciado o respectivo tratamento ou a sua eliminação do rebanho.
Ocorrências reprodutivas anormais, como: retenção de placenta, parto gemelar
ou outros problemas, doenças debilitantes e gestação com cios, não podem
ficar muito tempo sem ser examinadas, pois casos assim podem aumentar os
custos em relação aos benefícios.

A assistência veterinária a cada visita elimina as causas da infertilidade e ainda
recomenda medidas necessárias para obter a máxima performance reprodutiva
disponível.

A cada visita realizada, os registros da fazenda serão atualizados pelo técnico,
acrescentado-se os achados clínicos e tratamentos de ocasião.


Outros aspectos ligados ao manejo reprodutivo

O sistema de monta praticado pela maioria dos produtores é o da monta natural
ou livre, onde praticamente não há interferência do homem no processo,
mantendo-se uma relação touro/vaca, na ordem de 1:25.

Os bezerros nascem durante o ano inteiro, resultando em lotes desuniformes,
em termos de peso, sujeitos a alterações climáticas, maior ou menor
disponibilidade de forragem com bom valor nutritivo.

Quando a monta é controlada, os touros são colocados com as vacas por um
período limitado de 4 a 6 meses, na mesma relação touro/vaca e têm como
principais objetivos aproveitar as melhores épocas para cobertura, nascimentos
e a desmama. Esse manejo mostra-se mais eficiente e há grande tendência de
tornar-se majoritário, pois evita, principalmente, a mortalidade e o baixo
desempenho dos bezerros nascidos ou desmamados nas épocas desfavoráveis.

Essas práticas mostam-se mais eficazes quando adotadas nas regiões mais
prejudicadas pelas adversidades climáticas.

Apesar de tudo isso,o uso da inseminação artificial é o mais recomendado,
todavia a maioria dos criadores não a adotam por limitações que vão desde o
desconhecimento sobre a técnica até a falta de estrutura da propriedade, seja de materiais, instalações e equipamentos, até a falta de mão-de-obra qualificada.

Outra tecnologia, a transferência de embrião, que requer um manejo mais
tecnificado, é possível apenas para uma minoria de produtores que possuem
infra-estrutura adequada. Apresenta a grande vantagem de poder maximizar o
desempenho das fêmeas de alto valor zootécnico, permitindo que apenas uma
matriz produza vários bezerros ao ano, pelas receptoras. O sucesso dessa
operação tem aumentado as chances dos produtores obterem grandes lucros na comercialização de produtos de alto valor genético.

Num programa de melhoramento genético bem elaborado, é imprescindível a
adoção dessa pratica, pois permite ao produtor avaliar a eficiência dos touros e
das matrizes na economia da fazenda.

Todas as variáveis mencionadas são extremamente importantes para
obtenção de sistemas de produção com maior lucratividade e mais estáveis
tecnicamente. Os resultados referentes ao percentual de bezerros nascidos
e intervalos entre partos, nos rebanhos criados em sistemas de pastejo
rotacionado intensivo, com adubação, variaram de aproximadamente 90%
a 93%, e 13 a 14 meses, respectivamente. Além da boa nutrição, a
estreita aproximação dos reprodutores e matrizes estimulam o
aparecimento de cios férteis e a cobrição ocorre no momento certo.

Portanto, sempre o modelo mais tecnificado mostra-se melhor em termos
de eficiência reprodutiva e, consequentemente, apresenta maior
rentabilidade.

Outra variável fundamental para o sucesso da reprodução do rebanho é a
seleção criteriosa das características de precocidade sexual e habilidade
materna. Essas observações passam desapercebidas pela maioria dos
criadores, no entanto estão altamente correlacionadas com maior
eficiência reprodutiva dos rebanhos. Muitos trabalhos têm mostrado uma
correlação positiva do peso ao desmame do bezerro com as pesagens
seguintes.

Com relação à precocidade sexual, leva-se em consideração a escolha dos
touros e seleção das matrizes. Uma bezerra pode conceber com 12 a 18
meses e parir entre 21 e 27 meses de idade, desde que seja desmamada
com mais de 200 kg de peso vivo, por volta dos 8 meses de idade. As
bezerras desmamadas mais pesadas seguramente começam a ser coberta
mais cedo.

Após todos os esforços para melhorar o manejo reprodutivo, a fazenda já tem
condições de partir para o melhoramento do rebanho, pois a qualidade genética é de fundamental importância para o sucesso da criação e melhoria dos índices de eficiência produtiva dos rebanhos (Tabela 1).

Tabela 1. Índices da eficiencia produtiva/gerais para bovinos de corte.
Características
Unidades
Valor/média*
Peso ao nascer (PN) kg 33
Peso à desmama " 210
Puberdade / 10. Cio fértil meses 15 - 17
Idade à primeira cria (IPC) meses 24 - 26
Período de serviço (PS) dias 40 - 65
Intervalo de Parto (IDP) dias 365
Peso à primeira cobrição (PPC) kg 300 - 350
Taxa de desfrute (TD) % 20
Taxa de natalidade (TN) - Monta natural % 80
Relação serviço x prenhês - IA un. 1:1.5
Peso adulto (PA) kg > 450
Circunferência escrotal (CE) cm > 30
* / Estes valores são apenas indicadores gerais e o criador deve levar em consideração os dados específicos de cada raça.

Conclusão

O manejo reprodutivo é importante para se obter maior índice de eficiência
reprodutiva. Ha um conjunto de artifícios que fazem com que haja maior
aproveitamento das habilidades individuais das fêmeas com relação à
reprodutividade. Nesse contexto, o desmame de cada animal é importante, bem como um bom manejo nutricional, principalmente na fase da puberdade, o que permitirá maior precocidade ao primeiro parto e, consequentemente, maior vida útil produtiva. Assim, quanto maior for a eficiência reprodutiva de um rebanho, maior retorno econômico financeiro terá a atividade.

Anexo I
Anexo II
Anexo III
Anexo IV

 

 
Todos os direitos reservados, conforme Lei n° 9.610.

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