Embrapa Agrobiologia
Sistemas de Produção, 2 - 2ª Edição
ISSN 1806-2830 Versão Eletrônica
Dez./2006
Cultivo do Café Orgânico
Autores

Início

Introdução
O mercado do café orgânico
Fundamentos da
agricultura orgânica

Conversão
O café orgânico
e seu cultivo

Clima
Fluxograma do processo
de produção do café
orgânico

Solos e preparo da área
Mudas
Plantio
Adubação
Correção da acidez
do solo

Cultivo
Controle alternativo
de pragas e doenças

Colheita
Pós-colheita
Aspectos ecológicos no
processamento do café

Armazenamento e transporte
Certificação e
comercialização
de café orgânico

Referências
Anexos
Glossário



Expediente

Certificação e comercialização de café orgânico

A certificação é o processo de verificação da conformidade da produção com normas e padrões técnicos pré-estabelecidos, sejam eles privados ou baseados nas legislações dos países (Neves, 2004). No Brasil, a Lei 10.831/2003 estabelece que o processo pode ser efetivado através de certificações por auditoria (inspeções de um técnico capacitado que verifica se a unidade de produção pode ou não ser considerada orgânica), ou através da certificação participativa, em que essa avaliação é feita pelos atores da cadeia. Na certificação do café, não só as lavouras são inspecionadas, mas também todo o processo de beneficiamento (torrefadoras, embaladoras, etc).

A certificação do produto orgânico garante sua origem e qualidade. Para o agricultor, a certificação enquadra o produto num segmento diferenciado, através da rotulagem, que o valoriza e o protege de eventual fraude que possa vir a ser praticada no mercado. O mesmo se aplica aos processadores e distribuidores. Finalmente, a certificação dá suporte à rastreabilidade do produto, possibilitando que qualquer tentativa de burla ao processo seja identificada e que providências sejam tomadas a tempo de proteger o consumidor final e o próprio sistema.

Um outro modelo de certificação que vem surgindo com bastante força é o do fair trade (comércio justo), que trata de aspectos éticos ligados à comercialização. Tem como característica a preocupação por parte dos consumidores, não só com a qualidade e o valor biológico dos produtos, mas também quanto às questões de cunho social e ecológico. Em diversos países, organizações não-governamentais emitem selos de certificação para o comércio justo, o que estabelece um caráter fiscalizador, garantindo a distribuição igualitária de lucros, a transparência nos processos comerciais e o monitoramento social das cadeias produtivas. As normas de produção de café fair trade podem ser obtidas na FLO (Fair Trade Label Organization, ) que é uma das certificadoras mais importantes do segmento.

O café orgânico é um produto diferenciado, de maior valor agregado, cujo mercado tem crescido e se fortalecido ao longo dos anos (Caixeta, 2000).





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