Embrapa Agroindústria Tropical
Sistemas de Produção, 1
ISSN 1678-8702 Versão eletrônica
Jan/2003

Cultivo do Cajueiro
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Doenças

Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides (Penz) Pez. & Sacc.)

Fig. 4. Sintomas de Antracnose nas Folhas e Frutos.


Sintomas:
lesões necróticas, irregulares, inicialmente de cor parda em folhas jovens e posteriormente de coloração avermelhada em folhas mais velhas. As folhas jovens ficam enegrecidas, retorcidas e posteriormente caem, quando o ataque é muito severo. Também causa queda das flores e frutos jovens, com enormes prejuízos no pomar.

Controle: pulverizações semanais alternadas com benomil, na dosagem de 100 g/ 100L d’água, cujo intervalo de segurança é de 21 dias; e com mancozeb (150 g/ 100L d’água), cujo intervalo de segurança também é de 21 dias. Ambos são enquadrados como pouco tóxicos. O oxicloreto de cobre, em dosagens que variam de 200 a 400 g/ 100L d’água, dependendo do produto comercial, apresenta excelentes resultados quando aplicado preventivamente.

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Mofo-preto (Pilgeriella anacardii von Arx & Miller)

Fig. 5. Sintomas do mofo-preto.

Sintomas: ocorre geralmente no início da floração, atacando preferencialmente as folhas mais velhas, produzindo um bolor negro de aspecto similar ao feltro, que se forma na parte inferior das folhas, daí a denominação de mofo-preto. É encontrado mais comumente no cajueiro anão precoce do que no tipo comum.

Controle: pulverizações quinzenais alternadas com oxicloreto de cobre (3 g/ L de água) e benomil (1 g/ L de água).

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Mancha angular (Septoria anacardii Freire)

Fig. 6. Sintomas da mancha-angular.


Sintomas:
em folhas de plantas adultas as manchas são pretas, circundadas por um halo amarelado. Ataques muitos severos podem provocar a queda de folhas.

Controle: os mesmos produtos utilizados para a antracnose.

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Oídio (Oidio anacardii Noack)

Fig. 7. Sintomas de oídio.


Sintomas:
presença de um revestimento pulverulento, branco-acinzentado, nas folhas. A ocorrência é centralizada nas folhas adultas, ocasião em que não é tão prejudicial como quando ataca as inflorescências. No Brasil é considerada de importância secundária, não necessitando medidas de controle. Entretanto, pulverizações com produtos à base de enxofre e benomil podem controlar o fungo.

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Resinose (Lasiodiplodia theobromae (Pat.) Griffon & Maubl)


Fig. 8. Sintomas de resinose.


Sintomas:
em plantas adultas, caracterizam-se pelo escurecimento, intumescimento e rachadura da casca, formando cancros no tronco e ramos, seguidos de intensa exsudação de goma. Abaixo da casca, observa-se um escurecimento dos tecidos o qual se prolonga até a parte interna do lenho. Ocorrem também amarelecimento e queda foliares.

Prevenção: evitar ferimentos na planta; desinfetar os instrumentos de corte, remover e destruir plantas ou tecidos infectados.

Controle: proceder a uma cirurgia de limpeza por meio de um canivete ou faca bem afiada. Retirado todo o tecido atacado, aplicar uma porção de pasta bordalesa ou de um fungicida comercial à base de cobre na área lesionada. A pasta bordalesa deve ser preparada no dia anterior, misturando-se uma solução feita com 2 kg de sulfato de cobre em 5 L de água com outra solução feita com 3 kg de cal virgem em 5 L de água.

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Queima-das-mudas (Phytophthora heveae Thompson e P. nicotiana Tucker)

Fig. 9. Sintomas de queima-das-mudas.


Sintomas:
Inicialmente surgem manchas foliares arredondadas, com aspecto encharcado, de coloração marrom-clara. As folhas necrosam rapidamente e podem cair. Em mudas enxertadas ocorre morte das brotações novas. A infecção pode se iniciar também pelas raízes, provocando murcha, seca e morte das mudinhas.

Controle: Pulverizações semanais com metalaxyl (1 g/ L de água). Eliminar as mudas mortas ou com sintomas avançados da doença.

 

Informações Relacionadas

Tabela 5 Produtos sugeridos para o controle químico das doenças do cajueiro.

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