Embrapa Tabuleiros Costeiros
Sistemas de Produção, 1
ISSN 1678-197X Versão Eletrônica
Nov/2007
A Cultura do Coqueiro
Joana Maria Santos Ferreira
Miguel Michereff Filho

Sumário

Importância econômica da cocoicultura no Brasil
Exigências climáticas do coqueiro
Solos
Adubação do coqueiro
Cultivares de coqueiro Produção e obtenção de mudas
Plantio
Irrigação
Tratos culturais
Manejo de plantas infestantes
Doenças e métodos de controle
Pragas e métodos de controle
Normas gerais para uso de defensivos agrícolas na cultura do coqueiro
Colheita e pós-colheita do coco
Aspectos da comercialização e mercados do coco
Coeficientes técnicos e custos de produção da cocoicultura irrigada no Brasil

Referências
Expediente

Pragas e métodos de controle

O coqueiro é rica fonte de alimento para diversas espécies de insetos e ácaros. Estes organismos uma vez na planta são hospedeiros específicos, seja, da folhagem, das flores, dos frutos, do estipe ou das raízes causando danos que variam de atraso no desenvolvimento, perda ou atraso na produção à morte da planta. Algumas dessas espécies tem preferência pela planta jovem por seus tecidos mais tenros, enquanto outras preferem as mais velhas e em produção. Os surtos de pragas em palmeiras, como o coqueiro, são favorecidos por diversos fatores, dentre os quais: a produção contínua e mensal de folhas e a permanência prolongada dessas estruturas vegetais na planta fazendo com que nessa cultura a planta tenha sempre sua copa formada por folhas jovens, folhas em estágio de maturação (intermediárias) e folhas em senescência (mais velhas); a emissão contínua e mensal de inflorescências que dão origem aos cachos dos frutos, cachos estes presentes na planta em diferentes graus de maturação; e ao não sincronismo das emissões florais dentro da plantação, o que torna o coqueiro bastante suscetível à ação de diversas espécies-praga. Associado a esses fatores, naturais da planta, os surtos são também favorecidos pela ocorrência dos fatores ambientais, pela utilização de tratos culturais inadequados, e pela utilização indiscriminada de um grande número de defensivos agrícolas no combate às pragas.

 

Pragas principais

Broca-do-olho-do-coqueiro ou bicudo Rhynchophorus palmarum Linnaeus, 1764 (Coleoptera: Curculionidae)

Características:

Larva – cabeça castanho-escura, corpo recurvado, sendo mais volumoso no meio e afilado nas extremidades, subdividido em 13 anéis, com coloração branco-creme e sem pernas (ápoda). Desenvolve-se no interior da planta formando galerias nos tecidos tenros da região apical da planta.

Adulto – besouro preto-opaco, com 3,5cm a 6,0cm de comprimento; possui bico recurvado (rostro) e forte, que mede aproximadamente 1,0cm; as asas externas (élitros) são curtas, deixando exposta a parte terminal do abdome e possuem oito estrias longitudinais. Os machos diferem das fêmeas por apresentarem pêlos rígidos em forma de escova na parte superior do rostro. Possui habito gregário e maior atividade durante o dia. Os adultos são atraídos pelo odor de fermentação liberado por palmeiras com ferimentos, doentes ou em senescência.

Injúrias – são causadas tanto pelas larvas, que se alimentam dos tecidos tenros da planta, constroem inúmeras galerias e destroem o broto terminal (palmito), como pelos adultos, que são transmissores do nematóide causador da doença conhecida por anel vermelho. A planta atacada apresenta, inicialmente, a folha central mal formada e esfacelada em decorrência da entrada do adulto, posteriormente, as folhas mais novas mostram sinais de amarelamento, murchamento, e finalmente se curvam, indicando a morte da planta. O coqueiro torna-se suscetível ao ataque desta praga a partir do terceiro ano de plantio.

Táticas de Controle:

Controle cultural

  • Eliminar todas as plantas mortas pela ação da praga ou da doença anel vermelho.
  • Queimar ou enterrar os coqueiros erradicados, visando evitar a atração dos besouros ao local.
  • Evitar ferimentos nas plantas sadias durante os tratos culturais e a colheita.
  • Pincelar os ferimentos da planta com piche ou inseticida.

 

Controle mecânico

  • Coletar e destruir larvas, pupas e adultos encontrados nas plantas mortas. Coletar e eliminar os adultos capturados nas armadilhas atrativas.
    Controle comportamental

 

Controle comportamental

  • Utilizar armadilhas atrativas modelo Pet ou Balde para monitorar a população da praga. Para promover o controle da praga recomenda-se aumentar a quantidade de armadilhas usadas no monitoramento da população, proporcionalmente, ao incremento obtido na captura mensal da praga, a partir de um incremento de 20% da população. Manter uma distância mínima de 100m entre armadilhas.
  • Uso de iscas vegetais impregnadas com inseticidas elimina a mão-de-obra exigida para a destruição manual dos insetos capturados.
    Controle biológico

 

Controle biológico

  • O uso de iscas vegetais contaminadas com esporos do fungo Beauveria bassiana é uma alternativa de controle de R. palmarum que a Embrapa Tabuleiros Costeiros vem testando com sucesso. Esta prática permite aumentar a infecção do agente microbiano sobre a broca-do-olho dentro do coqueiral. Após imersão na suspensão de esporos do fungo, as iscas são acondicionadas em armadilhas de auto-contaminação, que consiste em baldes plásticos contendo o feromônio da praga e com orifícios laterais que permitem a entrada e a saída dos besouros. Estes recipientes são distribuídos em pontos estratégicos fora da plantação e de preferência sob arbustos. Com a distribuição quinzenal de seis armadilhas de auto-contaminação em uma área de 10ha obteve-se uma redução de 72% e 73% na população da praga no 1º e 2º ano de liberação do fungo.

 

Broca-do-estipe, broca-do-tronco ou rhina Rhinostomus barbirostris Fabricius, 1775 (Coleoptera:Curculionidae)

Características:


Larva – ápoda e com o corpo cilíndrico pouco recurvado e os últimos quatro segmentos abdominais atrofiados; desenvolve-se dentro do estipe e pode chegar a 5,0cm de comprimento.

Adulto – besouro preto de 1,5cm a 5,0cm de comprimento; o macho possui rostro mais longo do que a fêmea e coberto por pêlos avermelhados. Possui hábito noturno, permanecendo abrigado nas axilas das folhas mais baixas durante o dia.


Injúrias – a praga ataca principalmente coqueiro adulto. A infestação é constatada pela presença de serragem ou de pequenas formações de resina endurecida no orifício de entrada da larva e pelo aparecimento de manchas longitudinais enegrecidas no estipe, provocadas por escorrimento da seiva. A larvas formam inúmeras galerias no interior do estipe que reduzem ou interrompem o fluxo de seiva, causando redução na produção de frutos (70 a 100%), amarelecimento das folhas, enfraquecimento da planta e sua predisposição à queda pelo vento. Ataque severo no estipe, na região próxima à copa da planta, provoca a quebra de folhas ainda verdes, que ficam penduradas ao redor do estipe e a queda da copa e conseqüente morte da planta.

 

Táticas de Controle:

Controle cultural

  • Erradicar plantas quebradas pela ação do vento (o estipe que restou em pé e a coroa foliar caída ao solo) ou plantas severamente infestadas pela praga.
  • Queimar ou enterrar os coqueiros erradicados (partes infestadas), visando reduzir os focos de multiplicação da praga.
    Controle mecânico
  • Detectar os locais de posturas e destruí-las mediante raspagem com facão.
  • Coletar e destruir as larvas, pupas e insetos adultos encontrados nas plantas mortas.

 

Controle químico

  • Injetar solução concentrada de inseticida de contato nos orifícios de entrada das larvas ou de saída dos adultos.
  • Para minimizar a ação dos insetos adultos recomenda-se a pulverização da copa do coqueiro infestado com inseticida de contato na proporção de 3 a 5 litros de solução/planta, dirigindo o jato da calda para a região dos cachos e das axilas foliares.

 

Broca-do-pedúnculo-floral-do-coqueiro Homalinotus coriaceus Gyllenhal, 1836 (Coleoptera:Curculionidae)


Características:

Larva – ápoda, 4,0cm a 5,0cm de comprimento, cabeça castanho-escura, corpo recurvado, delgado e branco. Após a eclosão, a larva penetra no pedúnculo floral e forma uma galeria lateral dirigindo-se à base do cacho, entre o estipe e a face interna da bainha. Nesta região a larva retira tecido fibroso para construir o seu casulo, deixando sulcos superficiais no estipe, os quais denunciam a presença da praga.

Adulto – besouro de hábito noturno, medindo 2,5cm a 3,0cm de comprimento, coloração preta e com o corpo recoberto por pequenas escamas pardacentas, élitros estriados longitudinalmente e granulados. O adulto passa o dia abrigado nas axilas foliares das folhas intermediárias da planta.

Injúrias – a galeria aberta pela larva no pedúnculo floral impede o fluxo de seiva, provocando abortamento das flores femininas, queda dos frutos imaturos e até perda total do cacho. Os adultos ao se alimentarem de flores femininas e frutos novos, também provocam a queda destas estruturas. O coqueiro torna-se suscetível a esta praga com a emissão de suas primeiras inflorescências.

 

Táticas de Controle:

Controle cultural

  • Realizar a limpeza da copa do coqueiro por ocasião da colheita, procedendo-se a remoção e queima das folhas e dos cachos secos, dos pedúnculos dos cachos colhidos, das espatas florais velhas e do ingaço.
    Controle mecânico
  • Coletar e destruir as larvas, pupas e insetos adultos encontrados nos resíduos orgânicos retirados da planta.
  • Quando possível, realizar a coleta manual e a eliminação dos besouros normalmente encontrados nas axilas das folhas intermediárias da planta (entre as de nos 8 e 12), e principalmente na folha da inflorescência aberta.
    Controle químico
  • Recomenda-se efetuar pulverizações trimestrais com inseticidas de contato e ingestão nas plantas atacadas (3 a 5 litros de solução/planta) dirigindo-se o jato para a região das inflorescências abertas, dos cachos e das axilas foliares.

 

Broca-do-pecíolo ou broca-da-ráquis foliar Amerrhinus ynca Sahlberg, 1823 (Coleoptera:Curculionidae)

Características:

Larva – desenvolve-se dentro da ráquis foliar, chegando a atingir 2,7cm de comprimento.

Adulto – besouro de hábito diurno, com 2cm de comprimento, coloração amarelada, com matiz acinzentado e inúmeros pontos pretos brilhantes e salientes, principalmente sobre as asas e no pronoto.

Injúrias – a larva penetra na ráquis foliar e forma galerias longitudinais que provocam amarelecimento, enfraquecimento e quebra das folhas atacadas, resultando em atraso no desenvolvimento da planta e redução na produção.

 

Táticas de Controle:

Controle cultural e mecânico

  • Poda das folhas atacadas, seguida de queima. No caso de plantas com muitas folhas broqueadas, recomenda-se que a poda seja gradativa, ou seja, proporcional a emissão de folhas novas.

 

Controle químico

  • Para controle de adultos deve-se efetuar duas pulverizações na copa da planta, com produtos de contato e ingestão a intervalos de 20 dias e dirigidas para a região onde se encontra o besouro (normalmente inflorescências e base da ráquis foliar).
  • Para controle das larvas, em plantas de baixo porte, deve-se fazer um à aplicação do produto químico diretamente nos orifícios construídos pelas larvas, adotando-se os seguintes procedimentos: a) com o auxílio de um ferro de ponta fina fazer um furo na ráquis da folha, acima do local de oviposição, até encontrar o canal da larva; b) encontrando o canal, injetar um inseticida misturado com água, que tenha a propriedade de agir por contato e liberação de gases; e (c) em seguida fechar o orifício com sabão.

 

Broca-da-coroa-foliar; broca-do-dendezeiro Eupalamides daedalus Cramer, 1775 (Lepidoptera:Castniidae)

Características:

Larva – possui coloração branco-leitosa e cabeça castanho-brilhante, fortemente esclerificada, mede no final de seu desenvolvimento de 11cm a 13cm de comprimento, e tem hábito “minador”, ou seja, penetra no estipe na região da coroa foliar da planta, abrindo galerias para o interior da planta no sentido ascendente e em diagonal.

Adulto – mariposa grande, com asas de coloração marrom-escura e reflexos violeta, tendo faixa transversal e pontuações brancas nas asas anteriores e envergadura variando de 17,0cm a 20,5cm nas fêmeas e de 17,0cm a 18,5cm nos machos. Tem hábito diurno e crepuscular (voa no início da manhã e no final da tarde).

Injúrias – larvas formam galerias dentro da coroa foliar, resultando em perda de folhas, cicatrizes no estipe e morte da planta e provocam quebra de folhas intermediárias que ficam penduradas na planta.

 

Táticas de Controle:

Controle Mecânico

  • É realizado pela captura dos adultos, usando redes entomológicas e coleta de larvas e pupas encontradas nas axilas foliares durante a colheita.
    Controle químico
  • Recomenda-se pulverizar a coroa da planta com inseticidas de contato ou sistêmico dirigindo o jato da solução para a região dos cachos e das axilas foliares, utilizando-se, em média, 7L da solução por planta com copa foliar acima de 10m de altura.

Controle Biológico

  • Pouco se conhece sobre agentes naturais que tenham ação efetiva de controle sobre a população de E. daedalus, no Brasil. Existe evidências de uma formiga e de um microhimenóptero predando ovos e dos fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae parasitando ninfas.

 

Lagarta-das-folhas, Brassolis sophorae (Linnaeus, 1758) (Lepidoptera: Nymphalidae)

Características:

Larva – cabeça castanho-avermelhada, corpo com listras longitudinais marrom-escuras e claras, recoberto por fina pilosidade, podendo atingir de 6,0cm a 8,0cm de comprimento. As lagartas vivem em grupo na copa do coqueiro, dentro de um ninho (saco) construído pela união de vários folíolos, onde permanecem abrigadas durante o dia. As lagartas são facilmente detectadas pelo desfolhamento da planta, presença de ninhos e de excrementos no chão.

Pupa – crisálida de coloração verde-clara ou marrom, medindo 2,0cm a 3,0cm de comprimento e fixada pelo abdome nas axilas foliares, tronco e restos de cultura deixados no solo sob o coqueiro.

Adulto – borboleta grande, de 6,0cm a 10,0cm de envergadura; suas asas anteriores e posteriores são marrons, atravessadas por uma faixa laranja, que na fêmea se apresenta mais larga na asa anterior e em forma de Y; na face inferior das asas posteriores encontram-se três ocelos circundados de preto e marrom.
Injúrias – desfolhamento causado pelas lagartas, podendo restar apenas as nervuras centrais dos folíolos e a ráquis de cada folha. As plantas atacadas sofrem atraso no crescimento pela redução da área fotossintética, refletindo-se na queda prematura de frutos e atraso na produção.

 

Táticas de Controle:

Controle mecânico

  • Enquanto a altura da planta assim o permitir, recomenda-se a coleta dos ninhos e a destruição das lagartas abrigadas no seu interior.

  • Controle biológico
  • Deixar no campo os ninhos que tiverem lagartas parasitadas pelo fungo Beauveria.
  • Pulverizar somente a copa dos coqueiros infestados com lagartas, utilizando-se formulação comercial de Bacillus thuringiensis ou suspensão de esporos do fungo Beauveria spp.

 

Controle químico

Considerando a alta eficiência de controle conferida pelos entomopatógenos mencionados acima, recomenda-se que os inseticidas químicos sejam utilizados somente em casos de elevada infestação, dando-se preferência para produtos seletivos aos inimigos naturais da praga.

 

Barata-do-coqueiro ou falsa-barata-do-coqueiro Coraliomela brunnea Thumberg, 1821 (Coleoptera: Chrysomelidae) e Mecistomela marginata Thumberg, 1821 (Coleoptera: Chrysomelidae)

Características:

C. brunnea – besouro de 2,5cm de comprimento, avermelhado com listra preta no meio do pronoto, élitros rugosos, com antenas pretas e patas pretas e vermelhas.

M. marginata – besouro de 3,4cm de comprimento, de coloração preto-esverdeada, com as bordas dos élitros e o pronoto amarelo-castanho e as demais partes pretas.

Larva – chata e convexa no dorso, tem coloração parda, três pares de patas curtas e o corpo formado por 11 segmentos, dos quais o primeiro e o último são os mais desenvolvidos. As larvas são encontradas entre os folíolos fechados da folha flecha, enquanto os adultos, de hábito diurno, ficam nas folhas abertas, onde se acasalam. Nos horários mais quentes do dia, os adultos se abrigam nas axilas das folhas.

Injúrias – praga importante do coqueiral jovem. As larvas alimentam-se do tecido tenro da folha central fazendo perfurações nos folíolos, que resultam no atraso do desenvolvimento e da entrada do coqueiro em produção. Infestações severas podem destruir completamente as folhas centrais da planta jovem e causar sua morte.

 

Táticas de controle:

Controle mecânico

  • Em baixa infestação recomenda-se a catação manual e destruição de larvas, pupas e adultos encontrados na folha central (flecha) da planta.

 

Controle biológico

  • Pulverizar a copa das plantas e a flecha com uma suspensão de esporos do fungo Beauveria bassiana, visando o controle de insetos adultos e larvas.
    Controle químico
  • Pulverizar somente as plantas infestadas, utilizando-se inseticidas de contato mediante jato dirigido para a folha central da planta.

 

Traça das flores e frutos novos, Hyalospila ptychis Dyar, 1919 (Lepidoptera: Phycitidae)

Características:

Larva – lagarta branca, com listras longitudinais pardacentas ou rosadas, além de pontos pretos alinhados transversalmente; tem cabeça amarela e no primeiro segmento do tórax uma placa dorsal semicircular amarela, subdividida ao meio.


Injúrias – As lagartas desenvolvem-se nas inflorescências recém-abertas do coqueiro, danificando as flores femininas, perfurando as brácteas dos frutos novos e penetrando neles. Alimentam-se dos tecidos do mesocarpo, fazendo galerias que interrompem o fluxo de seiva. Grande parte dos frutos atacados não completa o amadurecimento, caindo ainda bem pequenos. Frutos que atingem a maturação se deformam, perdem peso e o valor comercial. A infestação é notada pelo acúmulo de dejeções com fios de seda na superfície da flor ou do fruto pequeno.

 

Táticas de Controle:

 

Controle cultural

  • Proceder a limpeza da copa das plantas e o coroamento do solo ao redor da planta.

Controle Mecânico

  • Semanalmente coletar e destruir, por queima ou enterrio, todos os frutos imaturos caídos no chão e aqueles que secam e ficam presos nas inflorescências.

Controle químico

  • Efetuado somente em caso de alta infestação e quando atingido o nível de controle comprovado pela presença da praga.
  • Pulverizar somente as plantas infestadas, utilizando-se inseticidas de contato e ingestão .
  • Dirigir o jato do pulverizador para as inflorescências recém-abertas e os cachos novos (referentes às folhas no 10 a 16), molhando-se bem as regiões dos cachos e axilas das folhas.

 

Gorgulho-das-flores-e-dos-cocos-novos Parisoschoenus obesulus Casey 1922 (Coleoptera: Curculionidae)

Características:

Larva - tem coloração branco-leitosa, com cabeça castanho-escura; desenvolve-se embaixo das brácteas dos frutos e flores e, em alguns casos, nas bainhas foliares e pedúnculos florais.

Adulto – besouro pequeno, coloração variando de castanho-claro-avermelhado a preto, com densa pilosidade dourada sobre o corpo, com estrias longitudinais sobre os élitros e desenho em forma de T no dorso.
Injúrias – as larvas alimentam-se dos tecidos mesocárpicos dos frutos pequenos, fazendo galerias sob as brácteas e provocando a queda prematura dos frutos.

Táticas de Controle:

  • Utilizar as mesmas medidas de controle recomendadas para o controle da traça-das-flores-e-frutos-novos.

 

Ácaro-da-necrose-do-coqueiro Aceria guerreronis Keifer, 1965 (sin. Eriophyes) (Acari: Eriophyidae) e Ácaro da mancha-anelar do coqueiro Amrineus cocofolius, Flechtmann, 1994 (Acari: Eriophyidae)

Na Tabela 1 são apresentadas as principais características dessas duas espécies de ácaros; aspecto morfológico; parte da planta atacada; local de maior atividade da colônia; período de ocorrência; bem como as injúrias capazes de provocar a depreciação do valor comercial dos frutos e/ou perdas.

Tabela 1. Características morfológicas e do comportamento dos ácaros do coqueiro Aceria guerreronis e Amrineus cocofolius

Características

Ácaro da necrose

Ácaro da mancha anelar

Aspecto

*microscópico, forma alongada e vermiforme, coloração branco-leitosa a amarelada, com apenas quatro patas na parte anterior e garras plumosas.

*microscópico, com a região anterior do corpo mais larga e a posterior mais afilada, coloração amarelada.

 

Parte da planta atacada

*folhas centrais de mudas no viveiro e de plantas com até dois anos de plantio.
*frutos novos e em desenvolvimento.

*folhas mais velhas de mudas em viveiro, e
*frutos.

Local de maior atividade da colônia na planta

*sob as brácteas dos cachos
das folhas no 9 a no 14.

*na superfície do fruto dos cachos das folhas no 13 a 16 que ficam opacos com aspecto de poeira esbranquiçada.

Período de ocorrência

*todo o ano, com maiores infestações na época seca.

*na época seca.

 

 

 

 

Injúrias

*ocasionadas pela escarificação das células epidérmicas e sucção de seiva.
*nas folhas centrais da muda provoca clorose, lesões castanho- escuras no sentido longitudinal das nervuras e necrose do broto ou gema Terminal, causando deformação das folhas, atraso no desenvolvimento e/ou morte da planta jovem.
*nos frutos surgem cloroses triangulares a partir das brácteas, que evoluem para necroses castanho-escuras, rachaduras superficiais longitudinais ou estrias, com exsudação de goma e aspecto áspero.
*ataque severo nos frutos causa queda prematura ou então, redução de tamanho, perda de peso e redução no volume de água, além de deformações que depreciam o produto no mercado de coco verde.

*ocasionadas pela escarificação das células epidérmicas e sucção de seiva.
*os frutos atacados perdem o brilho, se tornam opacos e acinzentados, em seguida surgem pequenas pontuações marrons, que evoluem para necroses que circundam o fruto no seu diâmetro equatorial, formando uma cinta ou anel.
*as necroses dão má aparência ao fruto, reduzindo seu valor comercial
*em áreas com alta infestação, a necrose chega a cobrir totalmente a superfície do fruto.

Fonte: FERREIRA (2002).

Táticas de Controle:

Ácaro-da-necrose:


Controle cultural e mecânico

  • Identificar as plantas em produção severamente infestadas e nelas retirar todos os cachos com frutos danificados e/ou deformados, as palhas e panículas secas, procedendo-se em seguida a queima ou enterrio destes materiais.
  • Retirar da área e destruir todos os frutos caídos que apresentarem sinais de ataque do ácaro.
  • Efetuar adubação conforme análise de solo ou foliar, evitando-se excesso de nitrogênio (Alencar, et al. 2000).

 

Controle biológico

A Embrapa Tabuleiros Costeiros vem testando, no Estado do Sergipe, o uso do fungo Hirsutella thompsonii em formula ções oleosas e em meio líquido para controle do ácaro da necrose mediante pulverizações em plantas infestadas, com jato direcionado para os cachos das folhas no 10 a 16.

Controle químico

  • Para plantas de viveiro e plantas jovens no campo recomenda-se pulverizar todas os coqueiros com acaricida quando forem detectados os primeiros sinais de ataque, dirigindo-se o jato para as folhas centrais da planta.
  • Para coqueiros em produção, não há necessidade de pulverizar toda a planta. Recomendam-se três pulverizações a intervalos de 15 dias e com alternância de produtos (acaricida de contato ou sistêmico), dirigindo-se o jato da pistola para as inflorescências e cachos de frutos mais novos (referentes às folhas no 10 a 16). A nova seqüência de pulverizações deve-se iniciar somente após três meses do último tratamento e quando forem detectados novos sinais de ataque da praga. Utilizar 3 litros de solução por planta.
  • No uso de acaricidas sistêmicos, a colheita dos frutos para consumo in natura deve ser realizada no mínimo 30 dias após a última aplicação do produto.

 

Ácaro da mancha anelar

Controle cultural

  • Realizar a coleta e a destruição de frutos muito danificados.
  • Efetuar adubação conforme análise de solo e foliar, evitando-se excesso de nitrogênio.

 

Controle biológico

  • O emprego do fungo Hirsutella thompsonii para controle desta esp écie também está sendo pesquisado pela Embrapa Tabuleiros Costeiros.
    Controle químico
  • Recomendam-se duas pulverizações quinzenais com alternância de produtos (acaricida de contato ou sistêmico), dirigindo-se o jato da pistola para os cachos de frutos das folhas nos 10 a 16.

 

Pragas secundárias

 

Cochonilha transparente, Aspidiotus destructor Signoret, 1869 (Homoptera: Diaspididae)

Características:

Adulto – inseto sugador; de corpo pequeno e arredondado e com a coloração amarelo-alaranjada; a fêmea põe seus ovos e os distribuem em volta de seu corpo e os recobre com uma escama cerosa semi-transparente; abriga-se na face inferior dos folíolos, iniciando o ataque pela extremidade das folhas mais velhas; macho alado.

Injúrias – na planta jovem a cochonilha causa clorose seguida de secamento, parcial ou total, dos folíolos das folhas, a partir das mais velhas, provocando a redução da área foliar, e, em conseqüência, atraso no desenvolvimento da planta e retardo no início da produção do coqueiral, afetando o rendimento da plantação. No coqueiro adulto, além das folhas causa clorose também nas inflorescências e nos frutos, provocando abortamento de flores femininas, queda prematura e depreciação do valor dos frutos no mercado de coco verde.

 

Táticas de Controle:

Controle cultural e mecânico

  • Realizar a limpeza da copa das plantas, procedendo-se a remoção e queima das folhas atacadas, dos pedúnculos dos cachos colhidos, das espatas florais velhas e do ingaço.

 

Controle biológico

  • Várias espécies de joaninhas e vespas parasitóides contribuem para o controle natural da praga, sendo necessário adotar medidas que favoreçam a multiplicação e permanência destes agentes na plantação como, a manutenção da cobertura no solo com plantas que forneçam flores em abundância.


Controle químico

  • Quando atingir o nível de controle determinado, utilizar produtos químicos (Tabela 3) com baixa toxicidade aos inimigos naturais da cochonilha.
  • Para mudas no viveiro recomenda-se o uso de inseticidas granulados, que devem ser incorporado ao solo e distribuído ao redor da planta numa distância de pelo menos 5cm.
  • Para alta infestação em plantas no campo deve-se recorrer à pulverização localizada dos coqueiros infestados, mediante aplicações quinzenais nas folhas ou nos frutos infestados até se constatar a morte da cochonilha.

 

Pulgão-preto-do-coqueiro - Cerataphis lataniae Boisduval, 1867 (Homoptera: Aphididae)


Características:

Adulto - É um afídeo de forma circular, com diâmetro variando entre 1,5mm e 2,0mm, preto, esférico e circundado por uma franja de cera branca. De locomoção lenta, fixa-se em determinado ponto da planta para sugar a seiva. Há ocorrência de forma alada que propicia a propagação da praga na plantação. Excreta substâncias doces que atraem vespas, moscas e formigas. As maiores populações são registradas na estação seca.

Injúrias - Em coqueiros jovens, provoca atraso no desenvolvimento da planta, e conseqüentemente, retardo do início de produção. Em coqueiros safreiros, provoca abortamento de flores femininas, queda de frutos pequenos e/ou frutos em desenvolvimento. Em ambos os casos, observa-se a ocorrência de fumagina na planta atacada. Os maiores danos do pulgão são decorrentes do ataque à inflorescência em formação, retardando seu desabrochamento. Esse tipo de ataque estimula a exploração das flores por pequenos curculionídeos e microlepidópteros. Em coqueiro-anão o ataque desse pulgão manifesta-se com mais severidade do que nas demais variedades.

 

Táticas de Controle:

Controle Químico

  • Em casos de alta incidência da praga pulverizar as plantas infestadas com produtos sistêmicos. As pulverizações deverão ser dirigidas para as folhas, incluindo as mais novas ou para as inflorescências recém-abertas e cachos atacados.

 

Raspador-do-folíolo, Delocrania cossyphoides Guérin, 1844 (Coleoptera: Chrysomelidae)


Características:

Larva – esbranquiçada, semitransparente e achatada, com expansões laterais semelhantes a espinhos em cada segmento abdominal.

Adulto – besouro pequeno, de coloração vermelho-clara, corpo achatado ventralmente, com bordos laterais prolongados cobrindo as patas.

Injúrias – larvas e adultos alimentam-se raspando a epiderme da face inferior dos folíolos das folhas mais novas, as quais secam e adquirem coloração marrom-prateada. Ataques dessa praga são mais comuns em coqueiros jovens, muito embora, danos severos possam também ocorrer em plantas adultas. O secamento causado nos folíolos das folhas novas de uma planta jovem provoca redução da área foliar, e, em conseqüência, atraso no desenvolvimento da planta e retardo no início da produção do coqueiral. Na planta adulta, reduz a produção chegando a anula-la completamente, ao tempo que predispõe a planta a outros fatores que culminam em sua morte.


Táticas de Controle:


Controle químico

  • Quando atingir o nível de controle determinado, utilizar produtos de contato ou sistêmicos dirigindo-se o jato da solução para a face inferior dos folíolos das folhas danificadas. No caso de uso de produtos sistêmicos, a colheita dos frutos para consumo in natura deve ser realizada no mínimo 30 dias após a última aplicação do produto. Realizar aplicação localizada somente para as plantas ou áreas altamente infestadas.
  • Em coqueirais safreiros, localizados em áreas povoadas e de turismo, o uso de produtos sistêmicos deve ser feito com muita cautela, sendo mais indicado o tratamento, via “injeção caulinar” ou “raiz”, devendo a colheita dos frutos para consumo in natura ser realizada somente 90 dias após tratamento das plantas.

 

Broca-do-bulbo, Strategus aloeus (Linnaeus, 1758) (Coleoptera: Scarabaeidae)


Características:


Larva
– esbranquiçada, mede 5,0 a 6,0cm de comprimento, tem o abdômen abaulado e transparente na região posterior e três pares de patas na região anterior. Desenvolve-se em madeiras em processo de decomposição.


Adulto – besouro castanho-escuro, com 6,0cm de comprimento; possui hábito noturno e é atraído por fontes luminosas; cava um buraco de aproximadamente 50cm de profundidade na área do coroamento da planta, onde se abriga durante o dia. O macho possui na cabeça três chifres recurvados para trás. A fêmea faz sua postura em madeiras em decomposição.

Injúrias – o adulto perfura o coleto de plantas jovens, formando uma galeria ascendente em direção aos tecidos tenros da região do meristema apical, que ao ser destruído provoca murchamento das folhas novas e a morte da planta. Infestações severas ocorrem em áreas recém-desmatadas ou próximo à elas e no início do período chuvoso.

 

Táticas de Controle:

Controle cultural

  • Remover e destruir todos os restos de madeira em processo de decomposição dentro ou próximo da plantação.
  • Para restos de madeira enleirados dentro do coqueiral recomenda-se o plantio localizado de leguminosas para ocultá-los.
  • Arrancar e destruir rapidamente as plantas danificadas pela praga.
    Controle mecânico
  • Retirar os insetos adultos do interior dos orifícios feitos na planta ou no solo, com auxílio de arame grosso e de ponta afiada e, em seguida eliminá-los manualmente.

 

Controle químico

  • Pulverizar ou polvilhar inseticida de contato dentro dos orifícios feitos pelo inseto no solo ou no coleto da planta.

 

Outras pragas do coqueiro

Na Tabela 2, registra-se a ocorrência de outras pragas que são encontradas na plantação causando menores prejuízos à cultura do coqueiro, muito embora, também possam ocorrer, em algumas regiões de cultivo, em surtos capazes de causar prejuízos econômicos.

Tabela 2. Outras pragas associadas ao coqueiro.

Praga

Características

Injúrias/sinais

Lagarta urticante
Automeris cinctistriga

mariposa marrom-clara, com duas máculas negras nas asas posteriores; lagartas verdes

lagartas causam desfolhamento e
atraso no desenvolvimento da planta

Lagarta desfolhadora
Opsiphanes invirae

borboleta marrom-avermelhada, com faixas alaranjadas nas asas; lagarta com cabeça rosada e final do abdome em forma de cauda bífida

lagartas causam desfolhamento e
atraso no desenvolvimento da planta
jovem

Lagarta verde do coqueiro
Synale hylaspes

borboleta preta, com manchas brancas nas asas;
lagarta verde coberta com pó branco e que fecha o folíolo para se proteger

lagartas causam desfolhamento nas
plantas jovens

Inseto rodilha
Hemisphaerota tristis

besouro pequeno, esférico, azulado; larva se cobre com espiral avermelhada de dejeções

adultos e larvas danificam as folhas intermediárias e mais velhas

Minador do folíolo
Taphrocerus cocois

besouro pequeno, preto e com pontuações prateadas nas asas; larva se desenvolve entre as duas faces do folíolo

Larvas danificam folhas mais velhas e intermediárias

Vaquinha do fruto
Himatidium neivai

Besouro pequeno, vermelho brilhante, corpo achatado; larva branca, com pernas escondidas

adulto e larva raspam a superfície de frutos grandes, que fica amarronzada

Cupins
Heterotermes sp.
Nasutitermes sp.

Insetos amarelados que vivem em colônias e se alimentam de madeira viva ou seca; formam ninhos no solo e depois no coqueiro broqueado

atacam mudas no viveiro e plantas jovens; penetram no coleto e causam secamento das folhas e da flecha

Formigas saúvas
Atta cephalotes
A. laevigatta
A. sexdens sexdens

Formigas avermelhadas, com três pares de espinhos no dorso; cortam plantas e carregam folhas para ninho para o cultivo do fungo que lhe serve de alimento; ninho com terra solta

provocam desfolhamento parcial ou total das plantas jovens, ocasionando atraso no seu desenvolvimento

Gafanhoto do coqueiro Eutropidacris cristata

Mede 11cm de comprimento, asas anteriores verde-pardacentas e asas posteriores azuladas

causa desfolhamento do coqueiro

Esperança

Cinza-amarronzada, com antenas muito longas, fêmeas com grande ovipositor, hábito noturno

perfuram as flores femininas e os frutos geralmente nas lesões causadas pelo ácaro da necrose

Tripes

Inseto muito pequeno, alongado, preto, com faixa longitudinal prateada no dorso

raspam a superfície dos frutos que adquirem uma coloração prateada

Ácaro vermelho Tetranychus mexicanus

Não visível a olho nu, vive em colônias sob teias de seda na epiderme inferior do folíolo

causa descoloração e bronzeamento nas folhas mais velhas do coqueiro

Ácaro da folha Retracrus johnstoni

Microscópico, região anterior do corpo mais larga e a posterior mais afilada, cor amarelada e com excrescências brancas; vive no folíolo

provoca manchas cloróticas visíveis em ambos lados do folíolo, evoluindo para manchas ferruginosas

Fonte: FERREIRA (2002).

Inseticidas e acaricidas usados para controle das pragas do coqueiro

A crescente demanda pela proteção ambiental tem sinalizado para a adoção de métodos alternativos de controle de pragas no que se refere a proteção das colheitas, sem contudo, excluir a utilização dos produtos químicos, desde que, utilizados de forma racional e de preferência, orientado por técnicos do setor. Inseticidas e acaricidas, mais comumente, usados para controlar a ação das pragas na cultura do coqueiro são apresentados na tabela 3, onde estão indicados os grupo químicos, as classes toxicológica e ambiental ao qual pertencem, a praga-alvo a que se destinam e a situação referente ao registro de cada um deles para uso. Vale observar que poucos são os produtos oficialmente registrados no Brasil para uso em coqueiro, muito embora, inúmeros trabalhos de pesquisa tenham demonstrado, ao longo dos anos, a eficiência de várias moléculas no controle de ácaros, brocas, raspadores, sugadores, entre outros. Importante advertência se faz ao uso de produtos clorados ou com moléculas de cloro, a despeito dos resultados satisfatórios alcançados pela pesquisa. Convém alertar que produtos dessa natureza estão proibidos em quase todo o mundo, inclusive no Brasil, pelo Ministério de Agricultura e do Abastecimento, em publicação no Diário Oficial da União, de 20 de fevereiro de 1987, por se tratar de produtos extremamente perigosos para o homem e para o meio ambiente.

 

Tabela 3. Inseticidas e acaricidas usados para controle de pragas da cultura do coqueiro.

Nome técnico

Grupo químico

Modo de ação

Quantida-
de I.a./10 l
água

Praga-alvo

Classes toxicológi-
ca e ambi- ental 1

Situação de
Registro

Abamectin

Avermectina

de contato e ingestão

-

ácaro da necrose
ácaro da mancha anelar

III / I

não

Carbofuran

Carbamato

Sistêmico

-

broca do olho

I / II

não

Carbosulfan

Carbamato

Sistêmico

2 g

broca da coroa foliar

II/II

sim

Carbosulfan

Carbamato

Sistêmico

 

-

ácaro da necrose
ácaro da mancha anelar
traça dos frutos novos
gorgulho das flores e frutos
raspador do folíolo

II / II

não

Azocyclotin

Organoestânico

de contato

-

ácaro da mancha anelar

I / I

não

Bacillus thuringiensis

Inseticida biológico

de ingestão

0,32 g

lagarta das folhas e outras

IV / I

sim

Bifenthrin

Piretróide

de contato e ingestão

-

ácaro da mancha anelar

III / III

não

Carbaryl

Carbamato

de contato e ingestão

 

-

lagarta das folhas e outras
raspador do folíolo
broca do bulbo
broca da coroa foliar

III / II

não

Chlorfenapyr

Análogo de pirazol

de contato e ingestão

-

ácaro da mancha anelar

III / II

não

Cyhexatin

Organoestânico

de contato

-

ácaro da mancha anelar

III / II

não

Diafentiuron

Feniltiouréia

de contato e ingestão

-

ácaro da mancha anelar

I / II

não

Dimetoato

Organofosforado

Sistêmico

-

cochonilha transparente

I/II

 

Enxofre

Inorgânico

de contato

-

ácaro da necrose
ácaro da mancha anelar

IV / IV

não

Fenpropathrin

Piretróide

de contato e ingestão

-

ácaro da mancha anelar

I / II

não

Fenpyroximate

Pirazol

de contato

-

ácaro da necrose
ácaro da mancha anelar

II / I

solicitado

Hexythiazox

Triazolidinacarbo

xamida

de contato e ingestão

-

ácaro da necrose

III / ?

não

Lufenuron

Benzoiluréia

Ingestão

-

ácaro da mancha anelar

IV / II

não

Malathion

Organofosforado

de contato e ingestão

7,5 g*

cochonilha transparente

III / ?

sim

Malathion

Organofosforado

de contato e ingestão

 

-

broca do estipe
broca do pedúnculo floral
broca do bulbo
raspador do folíolo

III / ?

não

Metil paration

Organofosforado

de contato e ingestão

 

-

barata do coqueiro
raspador do folíolo
broca do bulbo
broca do estipe

II/II

não

Monocrotofós

Organofosforado

sistêmico,
de contato
e ingestão

 

-

ácaro da necrose
ácaro da mancha anelar
broca da coroa foliar

II/I

não

Pyridaben

Piridazinona

de contato

-

ácaro da mancha anelar

I / I

não

óleo vegetal

Ésteres de ácidos graxos

de contato

100 mL

cochonilha transparente
pulgão

IV / IV

sem restrição

óleo mineral

Hidrocarbonetos alifáticos

de contato

100 mL

cochonilha transparente
pulgão

IV / III

sem restrição

Tetradifon

Organofosforado

de contato

-

ácaro da necrose
ácaro da mancha anelar

III / ?

solicitado

Trichlorfon

Organofosforado

de contato e ingestão

20,8 g

lagarta das folhas

II/?

sim

Trichlorfon

Organofosforado

de contato e ingestão

 

-

falsa barata
raspador do folíolo
traça dos frutos

II / ?

não

Fonte: FERREIRA (2002).

1Classe toxicológica: I – extremamente tóxico, faixa vermelha; II – altamente tóxico, faixa amarela; III – medianamente tóxico, faixa azul; IV – pouco tóxico, faixa verde.
 Classe ambiental: I – produto altamente perigoso; II – muito perigoso; III – produto perigoso; IV – produto pouco perigoso. Fonte: Agrofit (2002).
i.a. – ingrediente ativo.

adicionar 100mL de óleo mineral na calda.

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