Embrapa Rondônia
Sistemas de Produção, 6
ISSN 1807-1805 Versão Eletrônica
Dez./2005
Cultivo do Coqueiro em Rondônia
Autores

Inicio 

 

Apresentação
Aspectos Climáticos
Aspectos Edáficos
Clima e Solo

Cultivares

Instalação do coqueiral
Produção de Mudas
Plantio

Adubação de cobertura

Adubações subsequentes

Deficiência Nutricional

Tratos Culturais

Controle de Pragas e Doenças

Colheita Pós colheita
Coeficientes técnicos

 

Referências

Expediente

Controle de pragas e doenças
Tabela 1 - Principais pragas de importância econômica e seu controle.

Nome Vulgar

Nome Científico

Danos

Controle

Ácaro

Eriophyes guerreronis

Atacam folhas novas de plantas no viveiro, causando seca total das folhas e morte do broto da planta. A flecha, após secar, não se destaca da planta. Causam necroses na superfície dos frutos, os quais podem ficar imprestáveis para a comercialização.

Em plantas jovens deve-se eliminar e queimar as plantas atacadas, aplicar acaricida em todo o viveiro/coqueiral.

Usar: Vamidothion (Kilval 300) ou

Aldicarb (Temik 100 ou Temik 150)

Barata do coqueiro

Coraliomela brunnea

A larva se aloja na flecha das plantas, alimentando-se dos folíolos ainda fechados, causando redução foliar, prejudicando o desenvolvimento do coqueiro.

Eliminação de adultos através da catação manual. Pulverização com produtos químicos, dirigida às folhas centrais nos primeiros sintomas.

Usar: Carbaryl (Sevin 480 SC ou Agrivin 850 PM) ou Triclorfon (Dipterex 500 ou Triclorfon 500 Defensa).

Broca do estipe do coqueiro, broca do tronco do coqueiro, rhina

 

Rhinostomus barbirostris

No interior da planta, a larva forma inúmeras galerias, que podem causar quebra de folhas e morte da planta. O dano também pode causar enfraquecimento da planta, que pode tombar pela ação de ventos.

Catação e eliminação das posturas e das larvas. Eliminação e destruição das plantas muito atacadas. Injeção de produtos nos orifícios recém - abertos pelas larvas. Usar Malation (Malatol 1000 CE) ou Triclorfon (Dipterex 500 ou Triclorfon 500 Defensa).

Broca do olho do coqueiro

Rhynchophorus palmarum

É vetor da doença Anel Vermelho do Coqueiro. O inseto faz a oviposição no broto da planta. As larvas se alimentam da parte interna do estipe e fazem galerias em todas as direções, culminando com a morte da planta. O sintoma externo é a má formação de folhas novas.

Deve-se cortar e queimar as plantas atacadas. Para os insetos adultos confeccionar armadilhas com iscas atrativas. Não cortar as folhas ainda verdes; Evitar o consórcio com mamão, abacaxi e banana, que também atraem o inseto.

Broca do pedúnculo floral

Homalinotus coriaceus

Sulcos superficiais no estipe. O inseto adulto provoca a queda de flores e frutos novos.

Limpeza da copa (folhas e cachos secos). Pulverizações com Malation(Malatol 1000 CE)

Cochonilha transparente do coqueiro

Aspidiotus destructor

Os folíolos vão ficando amarelos pela ação sugadora do inseto, secando em seguida.

Realizar o controle quando verificar-se 5 a 10% das plantas com 3 folhas muito atacadas, Usar Dimethoato ou

Aldicarb (Temik 100 ou Temik 150).

Lagarta das folhas

Brassolis sophorae

Pode causar desfolhamento total da planta

Localização e destruição das lagartas

Pulgão preto do coqueiro

 

Cerataphis lataniae

Em coqueiros jovens, causa retardo do início de produção. Em coqueiros adultos, provoca abortamento de flores femininas, queda de frutos pequenos e/ou frutos em desenvolvimento.

Pulverização das plantas infestadas com produtos sistêmicos. Carbosulfan – (Marshal 200 SC).

 

 

Tabela 2 - Principais doenças de importância econômica e seu controle.

Nome vulgar

Nome cientifico

Danos

Controle

Anel vermelho

Rhadinaphelenchus cocophilus

É uma doença letal ao coqueiro. A planta fica com aspecto de guarda-chuva fechado. O sintoma característico da doença é interno. Ao se cortar a estipe, observa-se um anel, de coloração vermelha.

 

Helmintosporiose

Drechslera incurvata

Manchas marrons e ovaladas nas folhas, que podem coalescer, formando lesões maiores

AduNão fazer sementeiras em locais de plantas doentes. Não usar sementes de áreas contaminadas. Erradicação e queima das plantas doentes e controle do inseto vetor (Rhincoporus) através de armadilhas.bação nitrogenada equilibrada, controle de ervas daninhas, plantio no viveiro que permita uma boa aeração. Pulverizações com fungicidas. Usar: Captan (Captan 500 PM ou Captafol). Mancozeb (Dithane PM, Manzate BR ou Fungineb 80), Tebuconazole (Folicur PM)

Murcha de Fitomonas

Protozoário Phitomonas sp.

 

Queda parcial ou total de frutos imaturos, queda de flores, empardecimentos e ressecamento das espiguetas na inflorescência, inflorescência não aberta fica com coloração cinza amarronzado, nas folhas basais os folíolos terminais ficam amarelos seguidos de empardecimento rápido, quebra da ráquis e apodrecimento do meristema central

Controle: Erradicação e queima de plantas afetadas, coroamento, corte das folhas que tocam o chão, controle do percevejo.

Produtos Momocrotofos, Deltametrine

Queima das folhas

. Botryosphaeria cocogena

Lesão marrom-avermelhada em "V". Esta lesão evolui e pode causar a morte prematura das folhas, provocando a diminuição da área foliar e, como as folhas servem de apoio para os cachos, também podem causar a queda dos frutos.

 

Realizar o manejo cultural e as adubações adequadas. Eliminar e queimar folhas mortas. Amarrar ou escorar, quando possível, os cachos. Em ataques mais severos, pulverizar com fungicidas

Usar: Benomyl 0,1% (benlate 500) + Carbendazin (Derosal)

Lixa

Sphaerodothis acrocomiae – Lixa grande

Phyllachora torrendiella – Lixa pequena

Lixa grande – pontos marrons ásperos, nas folhas mais velhas que se destacam facilmente. A doença não causa necrose das folhas.

Lixa pequena – pequenos pontos negros e ásperos que não se destacam facilmente. A doença provoca seca prematura das folhas.

Difenoconazole (6x de 15 em 15 dias)

 

 

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