Embrapa Rondônia
Sistemas de Produção, 9
ISSN 1807-1805 Versão Eletrônica
Dez./2005
Cultivo do Cupuaçu em Rondônia
Autores

Inicio 

SISTEMA DE PRODUÇÃO I

Apresentação

Caracterização do sistema

Produção de mudas

Implantação da cultura

Tratos culturais

Colheita e comercialização

Coeficientes técnicos

 

SISTEMA DE PRODUÇÃO II

Caracterização do sistema

Produção de mudas

Implantação da cultura

Tratos culturais

Colheita e comercialização

Coeficientes técnicos

 

Anexo I

Anexo II

Anexo III


Referências

Expediente

Importância econômica

O cultivo de fruteiras nativas tem sido caracterizado como atividade de grande importância na exploração econômica da rica diversidade vegetal da Amazônia, onde as espécies para fins industriais têm apresentado maior potencial em função da abrangência de vários segmentos da cadeia produtiva.

Neste contexto, o cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum (Willd. ex Spreng.) Schum.), pelas características de seus frutos, que tem polpa com interessantes teores de acidez, grau brix e pectina, aroma ativo e agradável sabor, alem das sementes conterem elevados teores de gordura e de teobromina, propícias para o fabrico de cosméticos e cupulate, se constitui em interessante alternativa de exploração agrícola na Amazônia. A polpa, que mantém praticamente inalteradas suas características por até um ano quando conservada em condições adequadas (temperaturas menores que –12° C), é excelente matéria prima para a industrialização, sendo utilizada na produção de néctares, sucos, sorvetes, doces, compotas, geléias, pudins, cremes, mousses, tortas, bolos, pães, biscoitos, pizzas, salames, licores, iogurtes e sobremesas em geral.

Em Rondônia o cupuaçuzeiro era cultivado em pequenos pomares rurais ou quintais urbanos, nas localidades ao longo da calha do rio Madeira e seus principais afluentes. Entretanto na última década do século XX, com a valorização dos produtos da Amazônia, houve grande incremento no plantio desta espécie em toda a Amazônia brasileira, alcançando 25 mil hectares da cultura na região. Nesta época Rondônia chegou a alcançar área plantada em torno de seis mil hectares, mas, problemas de desorganização da produção, que resultam em sérias dificuldades na comercialização, e falta de incentivos à produção, impuseram uma retração na atividade de exploração econômica da espécie, com a substituição por outras culturas menos exigentes em infraestrutura de beneficiamento. Porém, ainda existem significativas áreas cultivadas com o cupuaçu no estado, como os Projetos RECA e PREPAM, localizados nos distritos de Nova Califórnia e Extrema, respectivamente, em Porto Velho, onde existem cerca de 1000 hectares de Sistemas Agroflorestais (SAF’s), que consorciam cupuaçu, pupunha e castanha-do-Brasil.

Algumas iniciativas de agroindustrialização estão em desenvolvimento e poderão consolidar um complexo de interesse ligados à fruticultura, onde o cupuaçu ocupa lugar de destaque. A concretização das oportunidades de comercialização que a agroindústria permite viabilizar será o caminho para se estabelecer em bases sólidas o agronegócio da fruticultura em Rondônia.

 

 

 

 

 

 

 

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