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Substratos
A definição
do substrato a ser utilizado num viveiro florestal, depende da análise
de uma série de fatores, dentre eles destacando-se:
a)
Espécie a ser semeada,
b)
Disponibilidade próxima do local do viveiro de matérias-primas
para composição do substrato, caso a decisão
seja a produção própria do produto.
c)
Sistema de irrigação utilizado nas diferentes etapas
da produção da muda (semeadura, crescimento e rustificação)
d)
Tipo de embalagem utilizada
e)
Relação custo/benefício
Atualmente,
o uso do solo puro como substrato para viveiros hoje, não
tem sido muito utilizado por diversas razões, podendo-se
destacar entre elas, o problema ambiental criado com a retirada
do solo, principalmente em grandes quantidades, e a dificuldade
de manuseio do mesmo no viveiro, pois solo é pesado para
manuseio, se for de superfície, pode carregar sementes de
plantas invasoras e esporos de patógenos, e é impróprio
para a utilização em recipientes como os tubetes plásticos.
Existem
vários componentes que podem ser utilizados para a produção
de substratos, classificados como inertes: vermiculita (nome comercial
de produto a base de mica expandida), casca de arroz carbonizada,
moinha de carvão vegetal e, orgânicos: turfa, bagaço
de cana decomposto, fibra de coco, estercos de bovino, aves e suínos,
cascas de pínus ou eucaliptos, compostos derivados de resíduos
orgânicos, etc. Cada
um destes componentes, apresenta suas peculiaridades com relação
a teor de nutrientes (macros e micros) e a disponibilização
dos mesmos às mudas, condutividade elétrica, capacidade
de retenção e disponibilização de água,
compactação sob irrigação, granulometria
e porosidade, etc.
A produção
de substratos normalmente envolve conhecimentos específicos
sobre as características físico-químicas de seus
componentes, a maneira pela qual interagem quando misturados, e suas
implicações na produção das mudas, variam
em função da espécie e tipo de produção
(sementes/estaquia), do sistema de irrigação disponível
no viveiro, e da disponibilidade local dos componentes a serem utilizados.
É
desejável que o substrato possua características como:
Porosidade: é determinada pelo grau de agregação
e estruturação das partículas que compõem
o substrato, devendo apresentar um bom equilíbrio entre os
microporos que retém água, e os macroporos que retém
ar. Esse equilíbrio é que determinará a capacidade
de drenagem do substrato.
Retenção
de umidade: de grande importância para se determinar o regime
de irrigação, a retenção de umidade é
determinada pelo teor e quantidade e qualidade dos componentes do
substrato, principalmente a matéria orgânica e alguns
tipos de material inerte, como a vermiculita. Alguns
materiais como a fibra de coco, retém grande quantidade de
água , o que pode reduzir substancialmente a necessidade
de irrigações ao longo do dia, principalmente no inverno.
Granulometria:
é recomendável que os componentes do substrato apresentem
densidade semelhantes, para evitar fracionamento das partes, principalmente
no momento do enchimento das recipientes, quando se utiliza mesa vibradora.
Componentes muito finos, também podem interferir na capacidade
de drenagem do substrato, o que é prejudicial para a formação
das mudas. pH:
A acidez de um substrato é medida ao final da mistura de
componentes, devendo variar entre 6 a 6,5 (medido em H2O). Valores
abaixo ou acima desta faixa trazem problemas à formação
das mudas devido a indisponibilidade de alguns nutrientes e fitotoxidez.
O ajuste do pH do substrato (acidificação ou calagem)
nem sempre fornece bons resultados, por isso, a escolha de componentes
da mistura que variem o pH dentro da faixa recomendada, e a mistura
resultante mantém-se dentro da faixa de tolerância,
com um bom poder tampão, facilita o manejo deste parâmetro.
Características
químicas desejáveis:
pH em H2O = 6,0 a 6,5
Fósforo = 300 a 600 g/cm3
Potássio (níveis de (K/T x 100) = 5 a 8%
Cálcio + Magnésio (níveis de Ca + Mg/T x 100)
= 85 a 95%
Obs.: T = capacidade de troca catiônica |