Embrapa Florestas
Sistemas de Produção, 4
ISSN 1678-8281 Versão Eletrônica
Ago./2003

Cultivo do Eucalipto

Márcio Pinheiro Ferrari

Início

Importância socioeconômica e ambiental
Indicações de espécies para plantio
Produção de mudas
Sistemas de Plantio
Nutrição, Adubação e calagem
Pragas
Doenças
Manejo de plantações para desdobro
Sistemas Agroflorestais
Coeficientes Técnicos e Custos
Mercado e Comercialização
Referências
Glossário


Expediente
Autores

 

Produção de Mudas
 


Recipientes

A escolha do recipiente determina todo o manejo do viveiro, o tipo de sistema de irrigação a ser utilizado e sua capacidade de produção anual.
Dentre os tipos de recipientes que podem ser utilizados na produção de mudas de pínus, podem-se citar:

a) Sacos plásticos: ainda hoje utilizados, porém seu uso vem diminuindo gradualmente, devido a grande quantidade de substrato ou solo necessário ao seu enchimento, peso final da muda pronta, área ocupada no viveiro, diminuindo a produção/m2, maior necessidade de mão-de-obra em relação à outros tipos de recipientes e, dificuldades de transporte, além de gerar grande quantidade de resíduos no ato do plantio devido ao seu descarte. Tem como vantagem o baixo custo, a possibilidade de utilização de sistemas de irrigação simples, e a possibilidade de obter mudas de maior tamanho, valorizadas para ornamentação, dependendo da espécie semeada.

b) Laminado de pínus: com características semelhantes às dos sacos plásticos, este tipo de embalagem apresenta como vantagem, a possibilidade de utilização de toretes de madeira, refugo de grandes laminadoras, que ainda podem ser desdobrado em lâminas por pequenos tornos, a custo bastante reduzido. As suas desvantagens são as mesmas dos sacos plásticos, e requer mão-de-obra para a sua confecção. Necessita de um bom controle do tempo de formação das mudas, para que não se degrade antes do período de plantio devido ao ataque de fungos decompositores de madeira e, requer cuidados no transporte, visto que, por não ter fundo, pode desagregar e perder o substrato, expondo as raízes e causando o seu ressecamento, o que compromete a sobrevivência das mudas no campo.

c) Tubetes plásticos: utilizados na capacidade de 50 cm3  e acondicionados em bandejas próprias, são as recipientes que melhor aceitação tem no mercado atualmente. Apresenta como vantagens o uso racional da área do viveiro, permitindo o acondicionamento de um número grande de mudas, a possibilidade de automatização do sistema de produção de mudas, desde o enchimento das recipientes, até a semeadura e expedição das bandejas para a área de germinação. Os tubetes também possibilitam a sua reutilização, que pode chegar a 5 anos, dependendo da qualidade do plástico utilizado na sua confecção e do armazenamento adequado à sombra.

O uso de tubetes requer um cronograma rígido de produção e expedição de mudas para o campo. A manutenção das mudas por um período muito além do período de rustificação pode causar problemas de enovelamento de raízes e deficiências nutricionais, o que se traduz em menor sobrevivência das mudas no campo no plantio, ou mortes posteriores, por problemas de má capacidade de absorção de água da planta ou tombamentos pelo vento das árvores devido à má distribuição das raízes no solo em função do enovelamento acontecido na fase de viveiro (fotos 1 e 2).

 

 
 
 

Figura 1. Muda de Eucalyptus saligna com 90 dias produzida em tubete pronta para o plantio.
Foto: Márcio Pinheiro Ferrari


 

Figura 2. Muda com raiz enovelada.
Foto: Márcio Pinheiro Ferrari

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