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Recipientes
A
escolha do recipiente determina todo o manejo do viveiro,
o tipo de sistema de irrigação a ser utilizado
e sua capacidade de produção anual.
Dentre os tipos de recipientes que podem ser utilizados na
produção de mudas de pínus, podem-se
citar:
a)
Sacos plásticos: ainda hoje utilizados, porém
seu uso vem diminuindo gradualmente, devido a grande quantidade
de substrato ou solo necessário ao seu enchimento,
peso final da muda pronta, área ocupada no viveiro,
diminuindo a produção/m2, maior necessidade
de mão-de-obra em relação à outros
tipos de recipientes e, dificuldades de transporte, além
de gerar grande quantidade de resíduos no ato do plantio
devido ao seu descarte. Tem como vantagem o baixo custo, a
possibilidade de utilização de sistemas de irrigação
simples, e a possibilidade de obter mudas de maior tamanho,
valorizadas para ornamentação, dependendo da
espécie semeada.
b)
Laminado de pínus: com características semelhantes
às dos sacos plásticos, este tipo de embalagem
apresenta como vantagem, a possibilidade de utilização
de toretes de madeira, refugo de grandes laminadoras, que ainda
podem ser desdobrado em lâminas por pequenos tornos, a
custo bastante reduzido. As suas desvantagens são as
mesmas dos sacos plásticos, e requer mão-de-obra
para a sua confecção. Necessita de um bom controle
do tempo de formação das mudas, para que não
se degrade antes do período de plantio devido ao ataque
de fungos decompositores de madeira e, requer cuidados no transporte,
visto que, por não ter fundo, pode desagregar e perder
o substrato, expondo as raízes e causando o seu ressecamento,
o que compromete a sobrevivência das mudas no campo.
c)
Tubetes plásticos: utilizados na capacidade de 50 cm3
e acondicionados em bandejas próprias, são as
recipientes que melhor aceitação tem no mercado
atualmente. Apresenta como vantagens o uso racional da área
do viveiro, permitindo o acondicionamento de um número
grande de mudas, a possibilidade de automatização
do sistema de produção de mudas, desde o enchimento
das recipientes, até a semeadura e expedição
das bandejas para a área de germinação.
Os tubetes também possibilitam a sua reutilização,
que pode chegar a 5 anos, dependendo da qualidade do plástico
utilizado na sua confecção e do armazenamento
adequado à sombra.
O
uso de tubetes requer um cronograma rígido de produção
e expedição de mudas para o campo. A manutenção
das mudas por um período muito além do período
de rustificação pode causar problemas de enovelamento
de raízes e deficiências nutricionais, o que se
traduz em menor sobrevivência das mudas no campo no plantio,
ou mortes posteriores, por problemas de má capacidade
de absorção de água da planta ou tombamentos
pelo vento das árvores devido à má distribuição
das raízes no solo em função do enovelamento
acontecido na fase de viveiro (fotos 1 e 2). |