Embrapa Florestas
Sistemas de Produção, 4
ISSN 1678-8281 Versão Eletrônica
Ago./2003

Cultivo do Eucalipto

Dalva Luiz de Queiróz Santana

Início

Importância socioeconômica e ambiental
Indicações de espécies para plantio
Produção de mudas
Sistemas de Plantio
Nutrição, Adubação e calagem
Pragas
Doenças
Manejo de plantações para desdobro
Sistemas Agroflorestais
Coeficientes Técnicos e Custos
Mercado e Comercialização
Referências
Glossário


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Pragas


O controle biológico no Brasil

O controle biológico clássico no Brasil iniciou em 1921, com a importação de Prospaltella berlesi (Aphelinidae) dos Estados Unidos para o controle de Pseudaulacaspis pentagona no pessegueiro. Em 1929, foi introduzido da Uganda o parasitóide  Prorops nasuta para controlar a broca do café (Hypothenemus hampei), dentro de um programa que continuou por vários anos, com a criação  e distribuição  deste parasitóide (denominada de vespa da Uganda), por mais de duas mil propriedades até 1939.

Após esta data outros inimigos naturais foram introduzidos para o controle desta broca, como o braconideo Heterospilus coffeicola (Gonçalves, 1990) e vários outros para o controle de diversas pragas nas culturas da macieira, café, cana de açúcar, citrus, cacau e outras. (Berti Filho, 1990). Os sucessos alcançados nos primeiros programas  incentivaram vários pesquisadores e instituições a investirem no controle biológico sendo publicados mais de 1400 trabalhos nas últimas duas décadas na área de entomopatógenos (Alves, 1998), com ênfase aos bioinseticidas virais e bacterianos.

Na área florestal vários projetos com ênfase no controle biológico podem ser referenciados, tais como:

1. O uso de Trichogramma sp. (Hymenoptera Trichogrammtidae) no controle de lagartas desfolhadoras de Eucalyptus spp., coordenado pela Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG (Berti Filho, 1990) que em 1982 liberou 168.000 indivíduos  de Trichogramma soaresi  na tentativa de controlar  um foco de Blera varana Schaus em Eucalyptus cloeziana F. Muell. em Minas Gerais (Zanúncio, et al. 1993).

2. Programa de controle de lagartas desfolhadoras do eucalipto com  uso de predadores, como Podisus nigrolimbatus Spínola (Hemiptera: Pentatomidae) e P. connexivus Bergroth, coordenado pela Universidade Federal de Viçosa -UFV, em convênio com diversas empresas florestais em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Espirito Santo. (Zanúncio, et al. 1993).

3. O controle da vespa da Madeira Sirex noctilio Fabricius com a introdução do nematóide Deladenus siricidicola Bedding seu principal inimigo natural e posteriormente os parasitóides Megarhyssa nortoni (Cresson) e Rhyssa persuasoria (L.). O parasitóide Ibalia leucospoides Hochenwald foi introduzido naturalmente junto com a praga (Iede & Penteado, 2000). A vespa da madeira foi observada, no Brasil,  pela primeira vez em 1988 (Iede & Penteado, 1988) e no ano seguinte iniciou o programa de controle, coordenado pela Embrapa Florestas, no Paraná, em cooperação com diversas empresas florestais que plantam Pinus sp. no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Além destes, muitos trabalhos individuais ou em grupos têm apresentado alternativas ao controle de pragas florestais, com a identificação de inimigos naturais, testes de eficiência para predadores, parasitóides e microorganismos, principalmente vírus e bactérias. Dentro do controle biológico de formigas cortadeiras, principal praga florestal no Brasil, podem ser citados os trabalhos de Alves & Sosa Gomez, 1983; Anjos, et al. 1993; Della Lucia, et. al., 1993; Silva & Diehl-Fleig, 1995 e Specht, et al., 1994
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