O
controle biológico no Brasil
O
controle biológico clássico no Brasil iniciou
em 1921, com a importação de Prospaltella berlesi
(Aphelinidae) dos Estados Unidos para o controle de Pseudaulacaspis
pentagona no pessegueiro. Em 1929, foi introduzido da Uganda
o parasitóide Prorops nasuta para controlar a
broca do café (Hypothenemus hampei), dentro de um programa
que continuou por vários anos, com a criação
e distribuição deste parasitóide
(denominada de vespa da Uganda), por mais de duas mil propriedades
até 1939.
Após
esta data outros inimigos naturais foram introduzidos para o controle desta
broca, como o braconideo Heterospilus coffeicola (Gonçalves, 1990)
e vários outros para o controle de diversas pragas nas culturas
da macieira, café, cana de açúcar, citrus, cacau e
outras. (Berti Filho, 1990). Os sucessos alcançados nos primeiros
programas incentivaram vários pesquisadores e instituições
a investirem no controle biológico sendo publicados mais de 1400
trabalhos nas últimas duas décadas na área de entomopatógenos
(Alves, 1998), com ênfase aos bioinseticidas virais e bacterianos.
Na
área florestal vários projetos com ênfase no controle
biológico podem ser referenciados, tais como:
1.
O uso de Trichogramma sp. (Hymenoptera Trichogrammtidae) no controle de
lagartas desfolhadoras de Eucalyptus spp., coordenado pela Universidade
Federal de Minas Gerais -UFMG (Berti Filho, 1990) que em 1982 liberou 168.000
indivíduos de Trichogramma soaresi na tentativa de controlar
um foco de Blera varana Schaus em Eucalyptus cloeziana F. Muell. em Minas
Gerais (Zanúncio, et al. 1993).
2.
Programa de controle de lagartas desfolhadoras do eucalipto com uso
de predadores, como Podisus nigrolimbatus Spínola (Hemiptera:
Pentatomidae)
e P. connexivus Bergroth, coordenado pela Universidade Federal de Viçosa
-UFV, em convênio com diversas empresas florestais em Minas Gerais,
Bahia, São Paulo e Espirito Santo. (Zanúncio, et al. 1993).
3.
O controle da vespa da Madeira Sirex noctilio Fabricius com a introdução
do nematóide Deladenus siricidicola Bedding seu principal inimigo
natural e posteriormente os parasitóides Megarhyssa nortoni (Cresson)
e Rhyssa persuasoria (L.). O parasitóide Ibalia leucospoides Hochenwald
foi introduzido naturalmente junto com a praga (Iede & Penteado, 2000).
A vespa da madeira foi observada, no Brasil, pela primeira vez em
1988 (Iede & Penteado, 1988) e no ano seguinte iniciou o programa de
controle, coordenado pela Embrapa Florestas, no Paraná, em cooperação
com diversas empresas florestais que plantam Pinus sp. no Rio Grande do
Sul, Santa Catarina e Paraná.
Além
destes, muitos trabalhos individuais ou em grupos têm apresentado
alternativas ao controle de pragas florestais, com a identificação
de inimigos naturais, testes de eficiência para predadores, parasitóides
e microorganismos, principalmente vírus e bactérias. Dentro
do controle biológico de formigas cortadeiras, principal praga florestal
no Brasil, podem ser citados os trabalhos de Alves & Sosa Gomez, 1983;
Anjos, et al. 1993; Della Lucia, et. al., 1993; Silva & Diehl-Fleig,
1995 e Specht, et al., 1994
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