O volume de madeira, em um determinado sítio em determinado
espaço de tempo, aumenta com o aumento do número
de árvores por hectare. No entanto, o diâmetro
das árvores tende a diminuir com o aumento do número
de árvores, e os custos das mudas e da implantação
do povoamento a aumentar.
Portanto,
para decisão final em relação a espaçamento
inicial e condução do povoamento mais ou menos adensado,
é necessário estimar os custos financeiros e compará-los
com a receita esperada. Evidentemente, o produto final desejado e suas
dimensões devem igualmente ser levadas em consideração,
bem como a qualidade da madeira que varia em função da idade
e do manejo adotado.
Embora,
fixando-se o período de tempo, para que maiores
volumes sejam obtidos em plantios com espaçamentos mais
estreitos, existe tendência de desenvolvimento de árvores
mal formadas se o povoamento for mantido excessivamente adensado
por período muito longo. Igualmente há aumento
do número de árvores suprimidas e mortas. Isto
ocorre devido ao fato de cada sítio comportar um máximo
de área basal, levando o crescimento das árvores
remanescentes a ocorrer apenas devido à supressão
das árvores menos desenvolvidas e morte das árvores
dominadas. Naturalmente, este é um processo lento
que pode ser antecipado pela prática do desbaste. O desbaste
tem ainda a vantagem de permitir o aproveitamento da madeira
das árvores suprimidas.
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