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A
combinação de árvores com pastagens (sistemas
silvipastoris), com pastagens e a
inclusão de culturas agrícolas durante a fase inicial de
desenvolvimento das espécies arbóreas (sistemas
agrossilvipastoris) e mesmo a associação
de árvores com culturas agrícolas (sistemas
silviagrícolas) são
de grande aplicabilidade.
A
atividade florestal exige rotações mais longas que as demais
atividades agropecuárias, principalmente para que se obtenha um
produto final para serraria. O corte do eucalipto para industrialização
ocorre normalmente aos 7 anos de idade, num regime que permite até
3 rotações sucessivas e econômicas, com ciclo final
de até 21 anos.
Os
reflorestamentos tradicionais de eucalipto são representados por
densos maciços florestais, plantados em espaçamentos regulares
e normalmente com uma única espécie. Entretanto, nas propriedades
rurais, além dessa possibilidade de plantio, as árvores também
podem ser plantadas de forma integrada com as atividades agrícola
e pecuária ou, ainda, como prestadoras de serviços como quebra-ventos,
cercas vivas, proteção de animais, sem no entanto esquecer
o seu potencial para gerar produtos econômicos. Para que se tenha
sucesso nesse empreendimento, precisa-se considerar o espaçamento
da espécie florestal. Nesses sistemas normalmente são usadas
menores densidades de plantio e diferentes arranjos espaciais das espécies
florestais em campo.
Plantios
mais adensados resultam na produção de um elevado número
de árvores com pequenos diâmetros, as quais normalmente são
utilizadas para fins menos nobres como lenha, carvão, celulose,
engradados e estacas para cercas. Espaçamentos amplos resultam em
um número menor de plantas por unidade de área, tornando
mais fácil o acesso de máquinas para o plantio e tratos culturais.
Facilitam também a retirada da madeira e empregam menos mão-de-obra,
além de permitirem a produção de madeira de melhor
valor comercial (postes, vigas, esteios e serraria). Como desvantagens
há maior necessidade de tratos culturais e menor derrama natural.
Na
produção de madeira de alta qualidade, para serraria, é
necessário que os espaços entre as plantas sejam superiores
ao normal. Assim, o manejo florestal deve ser baseado em podas freqüentes
e rigorosas, de forma a alcançar um mercado com maiores preços
mediante uma mercadoria de maior valor agregado. Dessa forma, a implantação
de povoamentos, assim manejados, é naturalmente uma excelente alternativa
para se integrar as atividades agrícola, florestal e pecuária
em um sistema de produção misto.
Práticas
de manejo em eucalipto, caracterizadas por espaçamentos iniciais
largos, desbastes precoces e pesados e podas altas, revelam-se superiores
aos tradicionais, com a produção de madeira de boa qualidade,
com bons resultados econômicos. Além disso, permitem a penetração
de altos níveis de radiação no sub-bosque, o que,
por sua vez, favorece o desenvolvimento satisfatório de outras espécies,
também com valor econômico, associadas.
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