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Os grãos de feijão representam uma importante fonte protéica na dieta
humana dos países em desenvolvimento das regiões tropicais e subtropicais,
particularmente nas Américas (47% da produção mundial) e no leste e sul
da África (10% da produção mundial). Seu consumo per capita no Brasil
situou-se, em 2001, em 14,9 kg/hab/ano, e, na década de 70, chegou a alcançar
patamares de 23-24 kg/hab/ano, sendo esta redução atribuída, ao longo
do tempo, a vários fatores. Há grandes variações regionais quanto ao gosto
e preferência por tipos de grãos consumidos.
O feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L.) é a espécie
mais cultivada entre as demais do gênero Phaseolus. Considerando todos
os gêneros e espécies englobados como feijão nas estatísticas da FAO,
este envolve cerca de 107 países produtores em todo o mundo. Considerando
somente o gênero Phaseolus, o Brasil é o maior produtor,
seguido do México. Entretanto, a produção brasileira de feijão tem sido
insuficiente para abastecer o mercado interno, devido à redução na área
plantada, da ordem de 35%, nos últimos 17 anos. Mesmo o aumento de 48%
na produtividade, verificado neste período, ainda resultou numa diminuição
de 4% na produção, portanto, não sendo suficiente para atender a demanda.
O cultivo dessa leguminosa é bastante difundido em todo o território nacional,
no sistema solteiro ou consorciado com outras culturas. É reconhecida
como cultura de subsistência em pequenas propriedades, muito embora tenha
havido, nos últimos 20 anos, crescente interesse de produtores de outras
classes, adotando tecnologias avançadas, incluindo a irrigação e a colheita
mecanizada. O sistema de comercialização é o mais variado possível, com
predomínio de um pequeno grupo de atacadistas que concentra a distribuição
da produção, gerando, muitas vezes, especulações quando ocorrem problemas
na produção. Com a informatização, os produtores terão maior facilidade
de acesso às informações de mercado, criando melhores possibilidades de
comercialização do produto, e, conseqüentemente, gerando maior renda.
A falta de informação para a comercialização do produto é um dos pontos
de estrangulamento da cadeia produtiva desta cultura.
Dependendo da região, o plantio de feijão no Brasil é feito ao longo do
ano, em três épocas, de tal forma que, em qualquer mês, sempre haverá
produção de feijão em algum ponto do país, o que contribui para o abastecimento
interno.
Em todas as safras de feijão cultivadas no Brasil, a condição predominante
de posse da terra dos produtores é de proprietários (1a Safra = 69,9%;
2a Safra = 81,3%; e 3a Safra = 75,4%), vindo a seguir a condição de ocupante.
Considerando todos os gêneros e espécies de feijão englobados nas estatísticas
da FAO (2001), a produção mundial de feijão, situou-se em torno de 16,8
milhões de toneladas, ocupando uma área de 23,2 milhões de hectares. Cerca
de 65,1% da produção foram oriundos de apenas sete países, sendo a Índia
responsável por 15,3% e o Brasil 14,6%. Apesar do pequeno volume de produção
mundial de feijão, cerca de 14% são produzidos para exportação. Em 2000,
cinco países foram responsáveis por 80,2% dessa exportação: Myanmar, 26,9%;
China, 18,5%; Estados Unidos, 14,5%; Argentina, 11,0%; e Canadá, 9,3%,
movimentando-se cerca de 1 bilhão de dólares com a transação deste produto.
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