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Cultivado por pequenos e grandes produtores, em diversificados sistemas
de produção e em todas as regiões brasileiras, o feijoeiro comum reveste-se
de grande importância econômica e social. Dependendo da cultivar e da
temperatura ambiente, pode apresentar ciclos variando de 65 a 100 dias,
o que o torna uma cultura apropriada para compor, desde sistemas agrícolas
intensivos irrigados, altamente tecnificados, até aqueles com baixo uso
tecnológico, principalmente de subsistência. As variações observadas na
preferência dos consumidores, orientam a pesquisa tecnológica e direcionam
a produção e comercialização do produto, pois as regiões brasileiras são
bem definidas quanto à preferência do grão de feijoeiro comum consumido.
Algumas características como a cor, o tamanho e o brilho do grão, podem
determinar o seu consumo, enquanto a cor do halo pode também influenciar
na comercialização. Os grãos menores e opacos são mais aceitos que os
maiores e que apresentam brilho. A preferência do consumidor norteia a
seleção e obtenção de novas cultivares, exigindo destas não apenas boas
características agronômicas, mas também valor comercial no varejo.
O feijão preto é mais popular no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, sul
e leste do Paraná, Rio de Janeiro, sudeste de Minas Gerais e sul do Espírito
Santo. No restante do país este tipo de grão tem pouco ou quase nenhum
valor comercial ou aceitação. O feijões de grão tipo carioca são aceitos
em praticamente todo o Brasil, daí que 53% da área cultivada é semeada
com este tipo grão. O feijão mulatinho é mais aceito na Região Nordeste
e os tipos roxo e rosinha são mais populares nos Estados de Minas Gerais
e Goiás. Centenas de cultivares de feijoeiro comum são cultivados no Brasil
e normalmente possuem sementes pequenas, embora possam também ser encontradas,
em algumas regiões, tipos de tamanho médio e grande, como os feijões enxofre
e jalo e mulatinho com estrias vermelhas (Chita Fina e Bagajó), e branco
importado encontrado nos supermercados.
Graças às suas comprovadas propriedades nutritivas e terapêuticas, o feijão
é altamente desejável como componentes em dietas de combate à fome e à
desnutrição. Ademais, ocorre uma interessante complementação protéica
quando o feijão é combinado com cereais, especialmente o arroz, proporcionando,
em conjunto, os oito aminoácidos essenciais ao nosso organismo. Além do
seu conteúdo protéico, o elevado teor de fibra alimentar, com seus reconhecidos
efeitos hipocolesterolêmico e hipoglicêmico, aliado às vitaminas (especialmente
do complexo B) e aos carboidratos, tornam o seu consumo altamente vantajoso
como alimento funcional, representando importante fonte de nutrientes,
de energia e atuando na prevenção de distúrbios cardiovasculares e vários
tipos de câncer. '
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