Embrapa Arroz e Feijão
Sistemas de Produção, No.5
ISSN 1679-8869 Versão eletrônica
Dezembro/2005
Cultivo do Feijão Irrigado na Região Noroeste de Minas Gerais
Tarcísio Cobucci

Introdução e Importância Econômica
Clima
Solos
Adubação
Cultivares
Produção de Sementes
Plantio e Tratos Culturais
Irrigação
Manejo de Plantas Daninhas
Doenças e Métodos de Controle
Pragas e Métodos de Controle
Normas Gerais para o Uso de Agrotóxicos
Colheita
Pós-Colheita
Mercado e Comercialização
Coeficientes Técnicos, Custos, Rendimentos e Rentabilidade
Referências
Glossário
Autores

Expediente

Manejo de Plantas Daninhas

Por ser uma cultura de ciclo relativamente curto, o feijoeiro é bastante sensível à competição de plantas daninhas, sobretudo nas fases iniciais de desenvolvimento. Além disso, as invasoras podem prejudicar a colheita, tornando-a mais onerosa, e diminuir a qualidade do produto colhido.
O período em que as plantas daninhas causam maiores danos ao feijoeiro é entre o estádio de desenvolvimento V2 (dois e três trifólios) a V4 (quatro e cinco trifólios), período que, na região noroeste de Minas Gerais, geralmente, compreende os primeiros 30 dias após a emergência (DAE), podendo se estender até aos 40 DAE para as cultivares de ciclo mais tardio.
Na estratégia de controle das plantas daninhas, devem estar associados o melhor método e o momento oportuno, antes do período crítico de competição (PCC). A escolha do método deve estar relacionada às condições locais de mão-de-obra e de implementos agrícolas, sempre considerando a análise de custos. Deve-se utilizar, sempre que possível, a associação dos métodos de controle cultural, mecânico e químico.
Em áreas comerciais não é possível controlar as plantas daninhas apenas com métodos mecânicos; assim, é utilizada a integração do método cultural, como espaçamento e densidade de semeadura, e do método químico, pelo uso de herbicida. Veja mais informações neste endereço: http://www.cnpaf.embrapa.br/publicacao/circulartecnica/circ_35.pdf

Principais espécies de plantas daninhas
Herbicidas recomendados
Herbicidas de dessecação
Herbicidas em pré e pós-emergência
Herbicidas de dessecação de colheita
Fatores que influenciam a eficiência dos herbicidas
Tipo de solo
Umidade do solo
Umidade relativa do ar
Temperatura
Ventos
Tecnologia de aplicação
Outros cuidados no momento da aplicação

Principais espécies de plantas daninhas
As principais plantas daninhas que ocorrem na cultura do feijoeiro na região noroeste de Minas Gerais são relacionadas na Tabela 1, as espécies de folhas estreitas, e na Tabela 2, as espécies de folhas largas.

Herbicidas recomendados

Herbicidas de dessecação
Na Tabela 3 são apresentados os principais herbicidas de dessecação recomendados para o manejo de área em sistema plantio direto para a cultura do feijoeiro.

Herbicidas em pré e pós-emergência
Os principais herbicidas pré-emergentes e pós-emergentes indicados para o feijoeiro são listados no Tabela 4.
O fomesafen, em condições de altas pressões de leiteiro e/ou de baixa umidade relativa do ar no momento da aplicação, é recomendado em aplicações seqüenciais, ou seja, aplica-se metade da dose quando as plantas daninhas apresentarem duas folhas desenvolvidas, e a outra metade, de sete a dez dias depois.
Para o controle da trapoeraba e joá-de-capote, em estádios mais avançados (mais de seis folhas), e guaxuma, recomenda-se a mistura de fomesafen com bentazon. Misturas de bentazon com graminicidas não anulam a eficácia de controle sobre as plantas daninhas.
No controle de leiteiro e apaga-fogo é recomendável misturar bentazon com fomesafen ou imazamox. Cabe ressaltar que as misturas com graminicidas diminuem a eficácia de controle das plantas daninhas de folha estreita, mas não das de folha larga. No controle do desmódio, a mistura de bentazon com paraquat, em dose baixa, apresenta ação sinérgica às plantas daninhas e antagônica em relação à fitotoxicidade na cultura. Para o leiteiro, essa mistura tem baixa eficiência, sendo recomendável a mistura com imazamox.
A mistura de imazamox com bentazon e/ou aplicação seqüencial com o fomesafen, na primeira aplicação, tem propiciado bons resultados de controle.
É oportuno esclarecer que os herbicidas setoxydim, fluazifop-p-butil, fenoxaprop-p-ethyl e clethodin são graminicidas, assim, para maior eficiência de sua absorção e translocação, requerem boa umidade do solo e nas plantas.


Herbicidas de dessecação de colheita
A utilização de dessecantes em pré-colheita para a produção de grãos é uma prática ainda recente, e tem por objetivos principais a antecipação e o planejamento da colheita, o funcionamento eficiente das colhedoras, a redução da interferência das plantas daninhas na colheita, a garantia de alta qualidade do produto colhido, principalmente pelo aumento da uniformidade dos grãos, e o controle de plantas daninhas, visando à próxima safra.
Em áreas destinadas à produção de sementes, para não prejudicar a qualidade das mesmas, alguns aspectos devem ser considerados na implantação dessa prática, tais como: os reflexos do produto na qualidade da semente; a eventual ocorrência de resíduos tóxicos no produto colhido; e a época de aplicação dos produtos. A dessecação deve ser realizada por ocasião da maturidade fisiológica, e os herbicidas mais utilizados são carfentrazone-ethyl, de 10 g a 30 g ha-1, paraquat, 200 g L-1, diquat, 200 g L-1, e glufosinato, 200 g L-1.
As características visuais da semente em ponto de maturação fisiológica (MF) coincide com o início da perda da cor verde das vagens. Inicia-se uma acentuada perda de água dos grãos, sugerindo o fim da translocação de nutrientes para os mesmos, com conseqüente diminuição do seu tamanho. Estabelece-se, dessa forma, que a definição de cor do tegumento da semente é um indicador prático e seguro de que a MF do feijão já foi atingida. Para o feijoeiro com grãos tipo carioca, o aspecto do grão guando atinge a MF é típico da cultivar mas, de modo geral, todas apresentam grãos ainda intumescidos, com estrias bem delineadas e de coloração marrom-clara. Já os grãos dos feijões pretos apresentam-se com aspecto típico da cultivar, mas ainda intumescidos e com tegumento de coloração preta uniforme, com aparência de azul-escuro.

Fatores que influenciam a eficiência dos herbicidas
A eficiência dos herbicidas pode ser comprometida por influência de vários fatores externos relacionados ao solo, ao clima, à técnica de aplicação, entre outros.

Tipo de solo
As condições do solo representam um fator de grande importância para a eficiência dos herbicidas utilizados em pré-emergência. Assim, conhecer previamente a textura do solo e o teor de matéria orgânica é fundamental, já que as argilas e húmus tendem a adsorver os herbicidas, tornando-os menos disponíveis para absorção pelas plantas, reduzindo, ainda, sua mobilidade no solo.
Cabe esclarecer que esses aspectos são relevantes na determinação da dose a ser aplicada, pois quanto mais altos os teores de matéria orgânica e de argila, principalmente as de maior atividade, com maior capacidade de troca de cátions, maiores dosagens são requeridas.

Umidade do solo
O teor de umidade no solo interfere na eficiência de praticamente todos os herbicidas pré-emergentes. Quando aplicados em solo seco, a maioria deles mostram-se pouco eficientes. Contudo, para os herbicidas que necessitam de incorporação superficial, devido à maior pressão de vapor e sensibilidade à luz, a exemplo da trifuralina, no momento da aplicação, o solo deve estar seco ou ligeiramente úmido, pois, em presença de alta umidade, o produto poderá ser menos absorvido pelo solo e, como conseqüência, movimentar-se para a superfície, provocando perda por volatilização.
No caso dos herbicidas pré-emergentes, que necessitam de boa umidade para a distribuição na superfície do solo, a aplicação em solo seco e o retardo de chuvas ou irrigações reduzem a eficiência do produto. Com esses herbicidas pode-se alcançar maior eficiência quando as plantas apresentam elevada atividade metabólica, portanto, sem estresse hídrico.

Umidade relativa do ar
A questão da umidade relativa do ar é fundamental para a eficiência dos herbicidas pós-emergentes, e, quando inferior a 60%, pode comprometer seriamente a eficiência da maioria dos herbicidas. A baixa umidade relativa do ar, durante ou logo após a aplicação do herbicida, promove a desidratação da cutícula, podendo causar redução da penetração dos produtos solúveis em água, principalmente quando cristalizados na superfície foliar.
A incidência de alta luminosidade, aliada à baixa umidade relativa do ar e à baixa umidade do solo, induz à síntese de cutícula, havendo aumento da camada lipofílica e dificultando a penetração dos herbicidas.

Temperatura
A temperatura exerce grande influência agronômica sobre os herbicidas usados em pré e pós-emergência. No caso dos pós-emergentes, temperaturas altas aumentam a espessura da cutícula e afetam a atividade metabólica das plantas, além de favorecer a evaporação das gotículas de água e a volatilização, prejudicando a absorção dos herbicidas. Temperaturas altas ou baixas podem causar estresse nas plantas daninhas, interferindo na absorção.

Ventos
Além da deriva, o vento aumenta as perdas dos herbicidas voláteis, o que pode representar menor eficiência do produto e causar danos consideráveis em culturas vizinhas. Para evitar isso, deve-se proceder à aplicação quando a velocidade do vento for inferior a 8 km h-1.


Tecnologia de aplicação
A tecnologia de aplicação é um dos fatores mais importantes na determinação da eficiência dos herbicidas. Existem casos em que apenas 0,1% do defensivo agrícola utilizado na agricultura atinge o alvo. No caso dos herbicidas, como há um alvo fixo, a eficiência deve ser superior. Contudo, é no manejo da aplicação que tanto se pode aumentar a eficiência dos herbicidas como melhorar a relação benefício/custo.
O mecanismo de aplicação dos herbicidas com pulverizadores terrestres e aéreos apresenta limites bem definidos: o pulverizador; as pontas de pulverização responsáveis pela distribuição do produto (bicos); e o alvo sobre o qual o produto deve atuar. Esses aspectos, somados às condições climáticas, irão determinar as características necessárias para que o herbicida atinja o alvo sem excessos e sem agressão ao meio ambiente e ao operador.

Outros cuidados no momento da aplicação

  • Evitar aplicações quando houver risco de chuva antes do mínimo de tempo necessário para a absorção do herbicida (pós-emergentes).
  • Evitar aplicações quando as plantas daninhas estiverem com crescimento vegetativo paralisado (pós-emergente), ou quando o solo não estiver bem preparado ou com a umidade ideal (pré-plantio incorporado e pré-emergentes).
  • Evitar aplicações em situações de vento com intensidade superior a 8 km h-1.
  • Evitar o uso de água barrenta, com grande quantidade de argila em suspensão, para não causar prejuízos à ação dos herbicidas.

 

Tabela 1. Suscetibilidade das principais plantas daninhas de folhas estreitas a alguns herbicidas registrados para a cultura do feijão.
Nome científico Nome comum
Herbicida* e Suscetibilidade**
1
2
3
4
5
6
7
8
9
I t I t I T I t I t
Brachiaria decumbens Braquiária
T
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S
M
-
A
S
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A
A
S
A
Brachiaria plantaginea Capim-marmelada
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A
A
M
A
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T
S
A
A
S
A
Cenchrus echinatus Capim-carrapicho
T
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A
A
S
A
A
P
T
A
S
A
A
A
Cynodon dactylon Grama-seda
P
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S
M
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-
P
T
P
P
M
M
P
Cyperus rotundus Tiririca
P
P
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P
S
P
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T
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Digitaria horizontalis Capim-colchão
T
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A
A
S
A
A
P
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A
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A
S
A
Echinochloa crusgali Capim-arroz
T
T
A
A
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-
T
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A
S
A
A
A
Eleusine indica Capim-pé-de-galinha
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A
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A
A
A
A
A
Lolium multiflorum Azevém
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A
A
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A
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Panicum maximum Capim-colonião
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A
A
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S
Pennisetum setosum Capim-oferecido
T
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A
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-
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M
S
A
A
S
Setaria geniculata Capim-rabo-de-raposa
T
T
A
A
-
-
-
T
T
S
A
A
S
A
Sorghum halepense Capim-massambará
T
T
A
A
-
-
-
T
T
S
S
S
M
S
* 1 = bentazon; 2 = clethodim; 3 = imazamox; 4 = fluazifop-p-butil; 5 = fomesafen; 6 = metolachlor; 7 = pendimethalin; 8 = sethoxidin; 9 = trifluralin.
** A = altamente suscetível, acima de 95% de controle; S = suscetível, de 85% a 95% de controle; M = medianamente suscetível, de 50% a 85% de controle; P = pouco suscetível, menos de 50% de controle; T = tolerante, 0% de controle; - =sem informação; I = pós-emergência inicial até o perfilhamento para gramíneas; t = pós-emergência tardia, um a quatro perfilhos para gramíneas.
Fonte: Lorenzi (1994).

Tabela 2. Suscetibilidade das principais plantas daninhas de folhas largas a alguns herbicidas registrados para a cultura do feijão.
Nome científico Nome comum
Herbicida* e Suscetibilidade**
1
2
3
4
5
6 7
8
I t I t i T I t I T
Acanthospermum australe
Carrapicho rasteiro
S
M
T
T
S
T
T
S
M
S
P
T
T
Acanthospermum hispidum Carrapicho carneiro
S
M
T
T
A
T
T
A
S
M
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T
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Ageratum conyzoides Mentrasto
A
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T
-
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T
A
M
M
P
T
T
Alternanthera tenella Apaga fogo
P
P
P
P
A
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T
A
M
S
S
P
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Amaranthus deflexus Caruru
S
M
T
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S
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T
A
S
S
A
T
T
Amaranthus spinosus Caruru-de-espinho
S
M
-
-
A
T
T
A
S
M
A
T
T
Amaranthus viridis Caruru-de-mancha
S
M
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T
A
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T
A
S
M
A
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T
Bidens pilosa Picão preto
S
M
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S
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T
S
M
P
P
T
T
Senna obtusifolia Fedegoso
P
P
T
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-
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T
S
M
P
P
T
T
Senna occidentalis Fedegoso
P
P
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-
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M
P
P
P
T
T
Chenopodium album Ançarinha branca
S
S
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S
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T
Chenopodium ambrosiodes Erva de Santa Maria
S
S
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-
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A
S
S
M
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T
Commelina benghalensis Trapoeraba
S
M
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T
S
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S
M
S
P
T
T
Emilia sonchifolia Falsa serralha
M
M
T
T
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A
S
S
S
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T
Galinsoga parviflora Botão de ouro
S
M
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T
-
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T
A
S
S
M
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T
Euphorbia heterophylla Leiteiro
P
P
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A
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M
P
P
T
T
Hyptis lophanta Catirina
M
M
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T
-
T
T
A
S
M
M
T
T
Hyptis suaveolens Bamburral
M
P
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T
A
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T
A
S
M
M
T
T
Ipomoea acuminata Corda de viola
A
S
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M
M
P
P
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Ipomoea grandifolia Corda de viola
S
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S
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Ipomoea hederifolia Corda de viola
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Ipomoea purpurea
Corda de viola
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Lepidium virginicum Mastruço
A
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Oxalis latifolia Trevo
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T
Portulaca oleracea Beldroega
S
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A
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S
S
S
A
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Raphanus raphanistrum Nabiça
S
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A
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T
A
S
M
S
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T
Richardia brasiliensis Poaia branca
M
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S
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T
A
S
S
M
T
T
Sida cordifolia Guanxuma
S
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T
M
M
M
P
T
T
Sida rhombifolia Guanxuma
A
S
T
T
S
T
T
M
M
M
P
T
T
Sida santaremnensis Guanxuma
S
M
T
T
-
T
T
-
-
S
P
T
T
Sida spinosa Guanxuma
A
S
T
T
-
T
T
-
-
M
P
T
T
Sinapsis arvensis Mostarda
S
S
T
T
-
T
T
S
M
-
M
T
T
Solanum sisymbrifolium Joá
P
P
T
T
-
T
T
M
P
P
P
T
T
Sonchus oleraceus Serralha
S
M
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T
T
T
T
S
M
P
S
T
T
Waltheria americana Malva veludo
S
M
T
T
-
T
T
-
-
P
P
T
T
* 1 = bentazon; 2 = clethodim; 3 = imazamox; 4 = fluazifop-p-butil; 5 = fomesafen; 6 = metolachlor; 7 = pendimethalin; 8 = sethoxidin.
** A = altamente suscetível, acima de 95% de controle; S = suscetível, de 85% a 95% de controle; M = medianamente suscetível, de 50% a 85% de controle; P = pouco suscetível, menos de 50% de controle; T = tolerante, 0% de controle; - =sem informação; I = pós-emergência inicial até o perfilhamento para gramíneas; t = pós-emergência tardia, um a quatro perfilhos para gramíneas.
Fonte: Lorenzi (1994).

Tabela 3. Alternativas para manejo de plantas daninhas em pré-semeadura da cultura do feijoeiro, em sistema plantio direto.
Nome técnico Nome comercial Concent.
Dose
Observação
kg i.a.ha-1 L p.c.ha-1
Paraquat* Gramoxone 200
200
0,2 - 0,4
1,0 - 2,0
Controle de monocotiledôneas anuais.
2,4-D amina Diversos
-
0,7 - 1,1
-
Controle de dicotiledôneas anuais.
Paraquat + Diuron* Gramocil
200 + 100
0,4 - 0,6 + 0,2 - 0,3
2,0 - 3,0
Controle de mono e dicotiledôneas anuais, sem a presença de guanxumas, leiteiro, buva, poaia-do-campo e maria-mole.
Sulfosate Zapp
480
0,48 - 0,96
1,0 - 2,0
Controle de mono e dicotiledôneas anuais, sem a presença de trapoeraba e poaia do campo.
Glifosate Roundup e OM**
480
0,48 - 0,96
1,0 - 2,0
Controle de mono e dicotiledôneas anuais, sem a presença de trapoeraba e poaia do campo.
Paraquat + Diuron* com 2,4-D amina Gramocil
200 + 100
0,4 - 0,6 + 0,2 - 0,3
2,0 - 3,0
Controle de mono e dicotiledôneas anuais.
Diversos
-
0,7 - 1,1
-
Sulfosate com 2,4-D amina Zapp
480
0,48 - 2,4
1,0 - 5,0
Controle de mono e dicotiledôneas anuais e perenes.
Diversos
-
0,7 - 1,1
-
Glifosate com 2,4-D amina Roundup
480
0,48 - 2,4
1,0 - 5,0
Controle de mono e dicotiledôneas anuais e perenes.
Diversos
-
0,7 - 1,1
-

* Acrescentar 0,1% de surfactante não amônico.
** OM = outras marcas.

Tabela 4. Principais herbicidas recomendados para a cultura do feijão.
Nome técnico Nome comercial Formulação
Fabricante
Época de aplicação* Planta daninha controlada Dose**
(L ou g ha-1
Observação
Bentazon Basagran
AS 480 g L-1
Basf
Pós Folhas largas
1,5 a 2,0
Aplicar quando os feijoeiros estiverem no estágio da 1ª e 3ª folhas trifo-lioladas, com o solo úmido e a umidade relativa do ar entre 70% e 90%. Usar adjuvante recomendado pelo fabricante.
Clethodim Select 340 CE
CE 240 g L-1
Hokko
Pós Gramíneas 0,4 a 0,6 L Idem, com as gramíneas no início do desenvolvimento (até três perfilhos).
Imazamox Sweeper
DG 700 g kg-1
Basf
Pós Folhas largas
35 g
Aplicar quando os feijoeiros estiverem no estágio da 1ª e 3ª folhas trifolioladas, com o solo úmido e a umidade relativa do ar entre 70% e 90%. Usar adjuvante recomendado pelo fabricante. Não tóxico para o milho em plantio seqüencial.
Fuazilop-p-butil Fusilade
CE 125 g L-1
Syngenta
Pós Gramíneas 1,5 a 2,0 L Aplicar quando a cultura tiver até quatro folhas, e as gramíneas infestantes estiverem no início do desenvolvimento (até três perfilhos).
Fluazilop-p-butil + fomesafen Robust
200 + 250 g L-1
Syngenta
Pós Gramíneas e folhas largas 0,8 a 1,0 L Aplicar quando os feijoeiros estiverem no estágio da 1ª e 3ª folhas trifolioladas, com o solo úmido e a umidade relativa do ar entre 70% e 90%. Usar adjuvante recomendado pelo fabricante. Pode ser tóxico para o milho e sorgo em plantio seqüencial.
Fomesafen Flex
SA 250 g L-1
Syngenta
Pós Folhas largas 0,9 a 1,0 L Aplicar quando os feijoeiros estiverem no estágio da 1ª e 3ª folhas trifolioladas, com o solo úmido e a umidade relativa do ar entre 70% e 90%. Usar adjuvante recomendado pelo fabricante. Pode ser tóxico para o milho e sorgo em plantio seqüencial
Metolachlor Dual 960 CE CE 960 g kg-1
Novartis
Pré Gramíneas e algumas folhas largas 2,0 a 3,0 L Aplicar logo após o plantio em solo úmido, ou irrigar logo após. Não usar em solo muito arenoso.
Pendimethalin Herbadox 500 CE CE 500 g kg-1 Cyanamid PPI ou Pré Gramíneas e folhas largas 1,5 a 3,0 L Incorporar à superfície do solo, mecanicamente ou via irrigação, em solo de pouca umidade.
Sethoxydim Poast CE 184 g L-1 Basf Pós Gramíneas 1,25 L Aplicar quando os feijoeiros estiverem no estágio da 1ª e 3ª folhas trifoliadas, com o solo úmido e a umidade relativa do ar entre 70% e 90%. Usar adjuvante recomendado pelo fabricante.
Trifluralin Herbiflan, Trifluralin, Defensa, Treflan,Tritac CE 445 g L-1
Diversos: Milenia PPI Gramíneas e algumas folhas largas 1,2 a 2,4 L Aplicar em solo bem preparado, seco ou pouco úmido. Incorporar ao solo até 8 h após aplicação.
CE 480 g L-1 1,5 a 2,0 L
Trifluralin Premerlin CE 600 g L-1 Milenia Pré Gramíneas e algumas folhas largas 3,0 a 4,0 L Aplicar em solo úmido, ou irrigar logo após a aplicação.
Paraquat + Bentazon Pramato AS 30+48 g L-1 Ihara Pós Gramíneas e folhas largas 1,5 a 2,5 L Aplicar quando os feijoeiros estiverem no estágio da 1ª e 3ª folhas trifolioladas, com o solo úmido e a umi-dade relativa do ar entre 70% e 90%. Usar adjuvante recomendado pelo fabricante.
Imazamox+bentazon Amplo CS 28+600 g L-1 Basf Pós Folhas Largas 40 a 60 g Aplicar quando os feijoeiros estiverem no estágio da 1ª e 3ª folhas trifo-lioladas, com o solo úmido e a umidade relativa do ar entre 70% e 90%. Usar adjuvante recomendado pelo fabricante. Não tóxico para o milho em plantio seqüencial.
Tpraloxydin Aramo CE 200 g L-1 Basf Pós Gramíneas 0,375 a 0,5 L

* Pré = pré-emergência da cultura e das plantas daninhas; Pós = pós-emergência da cultura e das plantas daninhas; PPI = pré-plantio incorporado.
** Refere-se à dose do produto comercial.

Fonte: Lorenzi (1994).

 

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