Embrapa Acre
Sistemas de Produção, No 2.
ISSN 1679-1134
Manejo Florestal em Áreas de Reserva Legal para
Pequenas Propriedades Rurais
Autores

Início

Apresentação
Importância Econômica
Área de Estudo
Sistema Silvicultural

Atividades de Manejo

Mercado e Comercialização
Avaliação Econômica

Índices Técnicos
Custos de Produção

Dinâmica da Floresta

Referências Bibliográficas

Expediente

Sistema Silvicultural

O corte das árvores é executado em ciclos mínimos de 10 anos e intensidade não superior a
10 m³/ha. O ciclo de corte curto substitui o grande impacto causado pelas intervenções pesadas do manejo convencional.

O arraste das peças de madeira é feito de forma não mecanizada por meio de tração animal. O uso desse tipo de tração, em vez de tratores florestais (Skidder), impossibilita o arraste das toras inteiras muito pesadas para os animais. Assim, alternativamente, as toras são processadas (desdobradas) em peças, dentro da floresta, por motosserra ou serraria portátil.

O uso de tração animal tem a vantagem de produzir menos danos às árvores remanescentes e à regeneração natural, bem como uma menor compactação dos solos do que os equipamentos de arraste convencionais (Dykstra & Heinrich, 1992).

Os métodos de exploração florestal convencional criam um grande número de clareiras, ao mesmo tempo em que atrasam a recuperação da floresta, impondo ciclos longos. O sistema proposto preconiza que a regeneração natural de espécies desejáveis pode ser promovida pela distribuição dos impactos ao longo do tempo, reduzindo a competição com espécies pioneiras, com menos danos ao ecossistema como um todo e sem perda de produtividade (D'Oliveira, 2000). A repetição das intervenções feitas na floresta, em menor escala do que nos projetos de manejo florestal tradicionais e em períodos curtos, junto com a aplicação de tratamentos silviculturais, cria um mosaico de clareiras, com diferentes idades, que permite o crescimento e regeneração da floresta conservando sua estrutura e biodiversidade (D'Oliveira et al., 1998).

A seqüência de operações obedece à seguinte ordem (D'Oliveira et al., 1999; D'Oliveira, 2000):

  • Inventário florestal diagnóstico feito 1 a 2 anos antes do corte.
  • Primeira seleção de espécies para manejo de acordo com o valor comercial e distribuição espacial e diamétrica, de forma a evitar que espécies tenham um grande decréscimo em suas populações em função do manejo aplicado.
  • Inventário florestal prospectivo a 100% de todas as árvores do compartimento a ser explorado, com DAP acima de 50 cm e corte de cipós das árvores das espécies comerciais; marcação e mapeamento das árvores.
  • Plano de operação anual (POA).
  • Estabelecimento e medição das parcela permanentes.
  • Corte das árvores marcadas observando práticas de queda direcionada e intensidade de corte entre 5 e 10 m³/ha e DAP mínimo de corte de 50 cm.
  • Processamento das toras com motosserra ou serraria portátil.
  • Arraste das peças com tração animal. · Empilhamento, cubagem, carregamento e transporte das peças.
  • Estabelecimento de regeneração artificial de espécies nobres, quando necessário, nas clareiras de exploração. O plantio deve ser feito no início da primeira estação chuvosa, imediatamente após o arraste das peças.
  • Medição das parcelas permanentes (PP) 1 ano após o corte, para avaliação de danos e do estoque remanescente.
  • Medição das parcelas permanentes 3 anos após o corte e a cada 5 anos depois desta medição para acompanhar o crescimento, mortalidade e ingresso de novas plantas na floresta residual (floresta remanescente do corte).
  • Corte de refinamento e limpeza para conduzir a regeneração natural, beneficiando o crescimento e estabelecimento de espécies comerciais quando necessário, 2 anos após o corte.

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