Capacitação
Organização de produtores e assistência técnica
Recursos Naturais
Solos e Nutrição
Plantio
Polinização
Tratos Culturais
Poda
Controle da produção da fruta
Quebra de dormência
Manejo da cobertura vegetal
Manejo integrado de pragas e doenças
Colheita e Pós-colheita
Mercado e Comercialização
Referências Glossário
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O cultivo da macieira é uma atividade relativamente recente no Brasil. No
início da década de 70, a produção anual de maçãs era de cerca de
1.000 toneladas. Com incentivos fiscais e apoio à pesquisa e extensão
rural, o Sul do Brasil aumentou a produção de maçãs em quantidade e
em qualidade, fazendo com que o país passasse de importador a auto
suficiente e com potencial de exportação. Em levantamentos feitos pela
Associação Brasileira de Produtores de Maçãs (ABPM), verificou-se que na
safra de 2001, aproximadamente 2700 produtores estiveram envolvidos na
cultura e a área plantada foi de cerca de 30.000 ha, com
produção estimada de 800.000 t. A maçã brasileira já conquistou os
consumidores de outros países, especialmente os europeus, e entre 10 a 20 % da
fruta são exportados para diversos mercados, principalmente para a Europa. O setor da maçã é
reconhecido pelo governo, pela sociedade e por todos os segmentos da
fruticultura nacional, sendo freqüentemente apontado como exemplo pelo
sucesso alcançado.
Há uma
crescente consciência mundial a respeito da importância da qualidade de
vida, expressa na preocupação com a preservação, uso adequado dos
recursos naturais e com a qualidade dos alimentos e, especialmente, da
fruta.
Os reflexos
desta tomada de consciência são percebidos em todas as regiões através
do redimensionamento dos sistemas produtivos incluindo os componentes ambientais e de qualidade de vida (alimentação
saudável, etc.) através de uma
mudança conceitual relativamente à ocupação do espaço rural e à
escolha da tecnologia.
Para os
países exportadores de maçãs (reais ou em potencial), a implementação
de normas e critérios de qualidade mais rigorosos se constituem em
barreiras alfandegárias, que podem ser transpostas pela adoção de um sistema de
produção que racionalize a utilização dos agroquímicos e que
estes sejam menos prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana.
Neste
contexto de profundas mudanças no perfil do mercado nacional e
internacional da maçã, via mudanças dos hábitos, gostos e preferências dos
consumidores, a definição de um sistema de Produção Integrada de
Maçãs (PIM) no Brasil, viável técnica e economicamente, significa
habilitar este setor para enfrentar os desafios que este novo cenário
impõe.
Para a
adoção deste sistema de produção, o fruticultor deve contar com
assistência técnica habilitada para conduzir as práticas de manejo do
pomar atendendo aos princípios e às Normas Técnicas da PIM, inscrever-se
no MAPA como aderente ao sistema
visando conduzir sua área durante um ano prévio à certificação e, a
seguir, estabelecer contato com uma empresa que irá fazer a Avaliação da Conformidade,
a qual poderá emitir o selo de
PIM para a fruta no fim do ciclo.
As
características gerais dos procedimentos utilizados na PIM diferem das
recomendações disponíveis para a cultura porque estabelecem
limites para as práticas que podem ter influência definitiva na qualidade,
produtividade e na demanda de uso de agroquímicos nos pomares.
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