Embrapa


Embrapa Uva e Vinho
Sistema de Produção, 1
ISSN 1678-8761 Versão Eletrônica
Jan/2003

Produção Integrada de Maçãs no Brasil

Frederico Denardi
João Bernardi

Início

Capacitação
Organização de produtores e assistência técnica

Recursos naturais
Solos e nutrição
Plantio
Polinização
Tratos Culturais
Poda
Controle da produção da fruta
Quebra de dormência
Manejo da cobertura vegetal
Manejo integrado de pragas e doenças
Colheita e pós-colheita
Mercado e Comercialização
Referências
Glossário


Expediente
Autores
Plantio

Escolha das mudas em viveiro

     Na Produção Integrada de Maçãs, somente poderão ser utilizadas mudas fiscalizadas ou com registro de procedência e certificadas, oriundas de viveiristas idôneos e com atendimento às Normas e Padrões da Comissão Estadual de Sementes e Mudas.


Seleção varietal

Porta-enxerto - O porta-enxerto deve ser bem adaptado à região de cultivo, com excelente afinidade com a cultivar copa, capaz de proporcionar plantas de vigor e ancoramento compatíveis com a densidade estabelecida para o pomar e de bom desempenho em produtividade e qualidade das frutas. Preferencialmente, deve ser resistente a doenças de solo. A definição incorreta do porta-enxerto pode causar problemas de alternância de produção e declínio precoce das plantas, bem como dificultar o manejo criterioso de pragas e doenças, o controle de invasoras, a adubação, a condução e o raleio das frutas. É permitida a utilização de mudas com interenxertos visando conciliar características favoráveis de dois porta-enxertos, especialmente resistência a doenças e vigor conferido à copa.

Replantio - Em função do risco da ocorrência de inóculo de agentes causadores de podridões de raízes, recomenda-se a utilização, para replantio, de porta-enxertos resistentes à podridão do colo e/ou à podridão branca das raízes.

Cultivares copa - As cultivares básicas são a 'Gala' e 'Fuji' e suas mutações. As novas cultivares como 'Daiane', 'Baronesa' e 'Catarina', são opções, sendo as duas primeiras para regiões de 800 m ou mais, e a última, que é resistente à sarna, para regiões acima de 1200 m. Cultivares precoces como Duquesa e Eva, de baixo requerimento em frio, podem ser plantadas em regiões com menos de 800 m de altitude.
      
Deve-se ter a identificação varietal comprovada, mesmo quando se utilizam as mutações.
      Além da cultivar produtora, devem ser plantadas cultivares polinizadoras, as quais, preferentemente, deverão produzir frutas com características comerciais e não apresentar suscetibilidade elevada a doenças e pragas. Alternativamente, podem ser utilizadas variedades floríferas.


Tabela 1.
Densidade de plantio de acordo com o porta-enxerto e a cultivar.

Porta-enxerto Cultivar vigorosa a Cultivar standard b
Distância entre filas e plantas (m) N o plantas/ha Distância entre filas e plantas (m) N o plantas/ha
Anões M-9, M-26 3,75 X 1,00 2667 3,75 X 0,80 3333
3,75 X 1,25 2133 3,75 X 1,00 2667
4,00 X 1,50 1667 4,00 X 1,25 2000
Semi-anões M-7, MM-106 4,00 X 1,50 1667 4,00 X 1,00 2500
5,00 X 1,50 1333 4,50 X 2,00 1111
5,00 X 2,00 1000 5,00 X 2,00 1000
Semi-vigorosos MM-111 5,00 X 2,50 800 5,00 X 2,50 800
6,00 X 3,00 556 5,50 X 2,50 727
Vigorosos Marubakaido 5,50 X 3,00 606 5,00 X 3,00 606
6,00 X 3,50 476 6,00 X 3,00 556

a = Fuji ou similares;b = Gala e similares

seta    

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