Moscas-das-frutas
Ácaros
Tripes
Cochonilhas
Microlepidópteros
da inflorescência – Pleuroprucha asthenaria (Lepidóptera: Geometridae)
e Cryptoblabes gnidiella (Lepdoptera: Pyralidae)
A mangueira (Mangifera indica L.) é uma importante fruteira
de valor comercial para muitas regiões do mundo, principalmente
as tropicais. Seu cultivo passou a ser uma alternativa frutícola
para os perímetros irrigados do Semiárido brasileiro, onde plantios
empresariais têm sido implantados. Por causa de diversos problemas,
dentre os quais destacam-se os relacionados aos de ordem fitossanitária,
a cultura da mangueira deve ter o merecido destaque baseado nas
necessidades urgentes de métodos eficazes de detecção e controle
dos artrópodes indesejáveis, sempre sustentados por requisitos
de ordem econômica, ecológica e social.
As moscas-das-frutas fazem parte de um grupo de pragas responsáveis
por grandes prejuízos econômicos na cultura da mangueira, não só pelos
danos diretos que causam à produção, como também, pelas barreiras
quarentenárias impostas pelos países importadores. A presença de C.
capitata (espécie de mosca-das-frutas de importância quarentenária
para países que importam fruta in natura) e de Anastrepha fraterculus e Anastrepha obliqua são
as mais frequentes no País.
Ceratitis capitata
O adulto de C. capitata mede de 4 mm a 5 mm de comprimento
e de 10 mm a 12 mm de envergadura; tem coloração predominantemente
amarela escuro, olhos castanhos-violáceos, tórax preto na face
superior, com desenhos simétricos brancos; abdomen amarelo escuro
com duas listras transversais acinzentadas amarelas. A fêmea coloca
de 1 a 10 ovos por fruto já amarelado, introduzindo seu ovipositor
dentro da casca. As fêmeas podem viver até 10 meses e colocar até 800
ovos. A larva de C. capitata tem o hábito de dobrar o
corpo e saltar para deixar o seu meio. A pupa é marrom, na forma
de barril. O ciclo total médio é de 31 dias. Normalmente, os frutos
atacados pelas larvas de moscas-das-frutas amadurecem e caem das
plantas antes do tempo.
Anastrepha spp.
Os adultos de Anastrepha obliqua e A. fraterculus medem
cerca de 6,5 mm de comprimento, possuem coloração amarela, tórax
marrom e asas com faixa sombreada em forma de S que vai desde a
base até a extremidade da asa e outra em forma de V invertido na
borda posterior da asa.
A biologia é muito semelhante a da C. capitata, porém,
as fêmeas possuem ovipositores maiores e podem colocar de 1 a 3
ovos em frutos “de vez” ou verdes. A fêmea inicia a oviposição
de 7 a 30 dias de idade, prolongando-se por 46 a 62 dias, colocando
em média 408 ovos durante sua vida reprodutiva. O ciclo total é em
média de 30 dias.
Plantas
hospedeiras
As moscas-das-frutas infestam a maioria das frutas que possuem
polpa carnosa. Destacam-se como as mais preferidas, as seguintes
frutíferas: manga, cajá, cajá-mirim, siriguela, goiaba, guabiroba,
jaboticaba, jambo, pitanga, carambola, laranja, tangerina, abiu
e sapoti.
C. Capitata possui mais de 200 hospedeiros, sendo considerada
como uma espécie polífaga, caracterizada por utilizar como alimento
várias famílias de plantas. As espécies de Anastrepha possui
número de hospedeiros que varia de acordo com a espécie, sendo
mais ou menos específicas.
Danos
As larvas se alimentam da polpa dos frutos hospedeiros, danificando-os
além de facilitar a entrada de pragas secundárias e de patógenos,
reduzindo a produtividade e a qualidade dos frutos, deixando-os
impróprios tanto para o consumo in natura e industrialização.
Monitoramento
Armadilha McPhail - É o tipo de armadilha mais
utilizada em escala comercial, podendo ser de plástico ou de vidro.
Modelos alternativos de armadilhas podem ser confeccionados com
embalagens plásticas descartáveis, do tipo frasco de soro, garrafas
de água mineral e outros recipientes. Entretanto, o modelo padrão
deve ser utilizado em pomares destinados à exportação de frutos
frescos.
Como atrativo alimentar, utiliza-se hidrolisado de proteína enzimático
a 5%, estabilizado com bórax (pH entre 8,5 e 9), o que evita a
decomposição do atrativo. Em cada armadilha são colocados 520 mL
de solução (20 mL de hidrolizado de proteína e 500 mL de água).
As inspeções devem ocorrer em intervalos semanais. Na revisão,
deve-se retirar a armadilha, esvaziando o seu conteúdo em um coletor
(peneira fina), onde as moscas ficarão retidas. Os insetos coletados
nas armadilhas são lavados com água e levados ao laboratório para
a triagem das moscas-das-frutas, de acordo com o gênero. A solução
velha, que é retirada da armadilha, não deve ser jogada no solo,
pois poderá exercer atratividade às moscas, prejudicando a eficiência
da armadilha McPhail presente no local.
Armadilha Jackson - Utilizada para a coleta de
adultos de C. capitata. É confeccionada em papelão parafinado
de cor branca, com a base plana contendo adesivo na parte interna
e inferior da armadilha, para a captura das moscas. Para atrair
machos de C. capitata, utiliza-se o paraferomônio Trimedlure. É recomendado
que o atrativo seja substituído a cada 3 ou 4 semanas e o cartão
adesivo a cada 15 dias, pois como o Trimedilure é volátil, se esgota
com o tempo, perdendo o poder de atração e as cartelas se tornam
inúteis com a poeira que vai grudando em sua superfície.
As inspeções devem ser realizadas a cada duas semanas, quando
os cartões adesivos são substituídos e levados ao laboratório para
a contagem de machos de C. capitata.
Localização
e densidade das armadilhas
Para os dois tipos de armadilhas, McPhail e Jackson, se utiliza
a densidade de 1 armadilha/5ha. A armadilha deverá ser colocada
na planta, em local protegido do sol e do vento, a uma altura entre
1,80 m e 2 m acima do nível do solo ou no terço médio da altura
da planta.
Nível
de Ação
Após a identificação e a quantificação das moscas-das-frutas,
efetua-se o cálculo do número de moscas capturadas por armadilha/dia,
pela fórmula:
Onde: M= quantidade de moscas capturadas; A= número de armadilhas
do pomar, e D= número de dias de exposição da armadilha. O MAD
máximo exigido para exportação de mangas aos EUA é 1, e o nível
de controle 0,5.
Controle
O controle químico é feito com isca tóxica (1 L de hidrolisado
de proteína + inseticida + 100 L de água). Deve-se aspergir a isca
num volume de 100 mL a 200 mL da calda/metro quadrado de copa da árvore,
em ruas alternadas, repetindo-se a aplicação a cada 15 dias, até 30
dias antes da colheita. Todos os produtos químicos
devem ser prescritos por um responsável técnico habilitado e a
compra do produto deve ser efetuada mediante receituário agronômico.
Recomenda-se sempre consultar a lista de produtos registrados e
recomendados para cultura da mangueira (http://agrofit.agricultura.gov.br/primeira_pagina/extranet/AGROFIT.htm).
Este mesmo procedimento deve ser adotado para as demais pragas.
Colher os frutos maduros remanescentes nas árvores e coletar
os que estão caídos no chão, os quais deverão ser colocados em
uma vala de 50 cm a 70 cm de profundidade e cobertos com terra,
ou então, picados ou triturados e usados na alimentação animal. É de
importância fundamental o controle das moscas-das-frutas em plantas
hospedeiras, cultivadas ou nativas, próximas aos plantios comerciais
de mangueira, a fim de não serem focos de infestação da cultura
comercial.
Entre os agentes de controle biológico (predadores, patógenos,
nematoides, bactérias e parasitoides) de moscas-das-frutas, os
parasitoides da família Braconidae ocupam lugar de destaque e são
os mais utilizados em programas de controle biológico aplicado
em várias partes do mundo. A espécie exótica Diachasmimorpha
longicaudata (Hymenoptera: Braconidae) apresenta facilidade
na criação massal, podendo ser criado tanto sobre C. capitata como
em vários gêneros de Anastrepha ssp.
Outro método de controle é a técnica do inseto estéril (TIE)
que consiste no uso de machos estéreis para copular com as fêmeas
selvagens, da mesma espécie, presentes no campo. As fêmeas colocam
ovos inviáveis que não se tornam larvas. Como a liberação é semanal,
a população da mosca diminui a cada geração.
Microácaro da mangueira – Aceria mangiferae (Acari:
Eriophyidae)
Os ácaros, principalmente os eriofídeos, acham-se mundialmente disseminados
nos pomares de mangueira. O microácaro Aceria mangiferae é a
espécie mais prejudicial; habita as gemas florais e vegetativas e, no
Vale do São Francisco, está presente de forma generalizada nos pomares
de mangueira. Ocorre principalmente em época quente e seca e são ácaros
pequenos, invisíveis a olho nu. O adulto mede cerca de 0,15 mm de comprimento,
apresenta aspecto vermiforme e coloração branca. Em temperatura de 25 °C
a 27 °C, seu ciclo de vida é completado em 15 dias.
Danos
Esse ácaro localiza-se nas brotações, causando a morte das gemas
terminais e laterais e superbrotamento (Figura 1), dificultando
o desenvolvimento das plantas novas que ficam raquíticas e de copa
mal formada. Sua maior importância na mangueira é por ser vetor
do fungo Fusarium spp., agente etiológico da
malformação, uma séria doença da mangueira, que provoca drástica
redução na produção.
O sintoma mais característico da malformação é a redução no comprimento
do eixo primário e ramificações secundárias da panícula, dando à inflorescência
a aparência de um cacho compacto. Frequentemente, a gema floral é transformada
em gema vegetativa, aparecendo um grande número de pequenas folhas
e ramos, caracterizados por redução nos internódios e por se apresentarem
de forma compacta, dá à inflorescência o aspecto de “vassoura de
bruxa”. Inflorescências malformadas, geralmente, não produzem frutos,
e aquelas que o fazem, os perdem precocemente.
| Foto: Castro,
M. T. de. |
 |
| Fig. 1. Superbrotamento
vegetativo. |
Monitoramento
Tendo em vista a dificuldade de visualização do ácaro a olho
nu, a amostragem deve ser feita com base nos sintomas da presença
do ácaro. Deve-se observar a presença da praga, em oito brotações,
sendo duas em cada quadrante da planta.
Nível
de ação
Ao se constatar, em média, 5% ou mais de ramos com superbrotamento
vegetativo, o controle deverá ser iniciado.
Controle
O controle do microácaro pode ser feito com calda sulfocálcica
(1 L de calda para 80 L de água). Devem ser realizadas duas aplicações,
a primeira na pré-florada e a segunda, 15 dias após. Outras medidas
de controle são: poda e queima de ramos e/ou inflorescências com
sintomas de malformação; utilização, pelos viveiristas, de ramos
sadios para formação de mudas por meio de enxertia; destruição
de mudas com superbrotamento nos viveiros.
Ácaro branco - Poliphagotarsonemus latus (Acari:
Tarsonemidae)
O ácaro branco P. latus ataca mudas de mangueira em viveiros
e no campo. Possui uma série de hospedeiros como as culturas do algodoeiro,
feijoeiro, videira, mamoeiro, goiabeira, batatinha, citros, aboboreira,
pimentão, pecã, pereira, chapéu-de praia, seringueira, mamoneira. As
formas adultas não são visíveis a olho nu. A forma do corpo é elíptica
na fêmea e mais ou menos hexagonal no macho. Os ovos são oblongos e pouco
achatados, com pontuações brancas. As fêmeas fazem posturas isoladas,
depositando, em média, de 25 a 30 ovos na superfície das folhas. Dependendo
das condições climáticas, o ciclo pode se completar em 3 a 5 dias, sendo
constituído das fases de ovo, larva, “pupa” e adulto.
Danos
São ácaros típicos de ponteiros, ocorrendo geralmente em mudas
nas condições de viveiro. Atacam somente as partes novas da planta,
infestando as folhas em formação, as quais tornam-se mais estreitas,
com os bordos ligeiramente arqueados para baixo, havendo enrijecimento
e queda de folhas novas e morte dos ponteiros.
Controle
Não há produto registrado para o seu controle.
Mosquinha da manga, mosca-da-panícula – Erosomyia
mangiferae
Os adultos de E. mangiferae são muito pequenos, amarelados e
com abdome acinzentado. As asas são largas e as pernas longas, arqueadas
e denteadas. Os ovos são minúsculos, depositados nas flores mais novas
e brotações, de coloração amarelo-claro, envoltos em material gelatinoso.
A fase larval apresenta quatro estágios de desenvolvimento ou ínstares,
diferenciados principalmente pelo tamanho. Inicialmente, a larva apresenta
coloração creme-claro, chegando, nos últimos ínstares, a um amarelo intenso.
A fase de pupa ocorre no solo.
Danos
Essa mosquinha ataca os tecidos tenros da planta, como brotações
e folhas novas (Figura 2), panículas florais e frutos no estádio
de “chumbinho”. Nas folhas novas, ocorrem inúmeras pontuações,
contendo as larvas em seu interior. Essas pontuações tornam-se
escuras e necrosadas, após a saída das larvas, podendo ser confundidas
com manchas fúngicas. Nas brotações e no eixo da inflorescência,
observam-se pequenos orifícios, através dos quais há formação de
galerias que se tornam necrosadas, apresentando, posteriormente,
uma exsudação, principalmente nas brotações. Em consequência do
seu ataque ao eixo da inflorescência, pode haver perda total da
panícula floral, podendo ainda danificar botões florais e provocar
a queda de frutos na fase de “chumbinho”. A presença dessa praga
no campo é de fácil visualização na planta, pois a panícula floral
apresenta uma curvatura.
| Fotos:
Sade, C. |
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 |
| Fig. 2.
Danos de Erosomyia mangiferae. a) em brotação e, b)
em folhas. |
Monitoramento
Brotações: observar a presença ou ausência da
praga ou seus danos, em oito brotações, sendo duas em cada quadrante
da planta.
Folhas novas: observar a presença da praga ou
sintomas em folhas novas de oito ramos por planta, sendo duas em
cada quadrante.
Ramos: observar a presença ou ausência da praga
na haste de oito ramos por planta, sendo dois ramos por quadrante.
Inflorescências: observar a presença ou ausência
da praga em quatro panículas por planta, sendo uma em cada quadrante.
Frutos: observar, até a fase de chumbinho, a
presença da praga em um fruto por quadrante.
Nível
de ação
Quando se constatar 5% ou mais de ramos infestados (na haste e/ou
brotações e/ou folhas novas) e 2% de inflorescências e/ou frutos.
Controle
Remoção e destruição de panículas atacadas.
Selenothrips rubrocinctus
Trata-se de praga com ampla disseminação nas regiões tropicais
e subtropicais do mundo. Como é um inseto polífago, além da mangueira,
ataca abacateiro, cacaueiro, cajueiro, araçazeiro, cajazeira, caramboleira,
jambeiro, videira, goiabeira, maracujá, coqueiro, algodoeiro, amendoeira-da-praia,
cafeeiro, feijões, croton e roseira. O adulto mede cerca de 1,4
mm de comprimento, coloração geral preta e asas franjadas. Seu
nome deriva do aspecto das formas jovens, que possuem coloração
amarelada, com uma cinta ou faixa vermelha, ocupando, principalmente,
o segundo e terceiro segmentos abdominais. As ninfas são ativas,
mantendo-se agrupadas, e carregam, entre os pelos terminais do
abdome, uma pequena bola de excremento líquido. O ciclo evolutivo
completo é de cerca de 30 dias.
As formas jovem e adulta atacam folhas, inflorescências e frutos
da mangueira. Nas folhas, o ataque ocorre principalmente na superfície
inferior, próximo à nervura central, causando necrose e, posteriormente,
queda. Em grandes infestações, os frutos são danificados (Figura
3). As partes danificadas apresentam, inicialmente, coloração prateada
que pode evoluir para coloração ferruginosa, com pontos escuros,
que são os excrementos secos, os quais indicam a presença dos tripes.
Frankliniella sp.
São insetos pequenos de 1,5 mm de comprimento, de coloração variável
de amarelo a marrom escuro e asas franjadas. Tem reprodução sexuada
e os ovos são colocados no parênquima das folhas, flores ou frutos.
As ninfas se distinguem dos adultos por possuírem coloração mais
clara e não apresentarem asas. Seu ciclo é de aproximadamente 15
dias. Alimentam-se principalmente de pétalas de flores e pólen.
Ataques intensos podem provocar estragos na casca do fruto, caracterizado
por manchas escuras e rachaduras decorrentes da perda de elasticidade.
| Foto: Souza,
E. A. de. |
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| Fig. 3. Danos
de tripes em fruto. |
Monitoramento
A amostragem dos ramos deve ser feita do início da brotação até o
início da floração, efetuando-se cinco vezes a batedura (em bandeja
plástica branca) de oito ramos (brotações e/ou folhas novas) por
planta, sendo dois em cada quadrante, para observar a presença
de tripes; no caso das inflorescências e frutos, deve-se amostrar
a partir do início da floração até a fase de “chumbinho”, efetuando-se
cinco vezes a batedura de quatro panículas novas por planta (uma
por quadrante), para contagem dos tripes. Da fase de “chumbinho” até 25
dias antes da colheita, observar a presença de tripes em quatro
cachos por planta (um por quadrante).
Nível
de ação
Ramos: 40 % ou mais de ramos infestados por tripes.
Inflorescências: 10% ou mais de inflorescência
com 10 ou mais tripes.
Frutos: 10% de frutos infestados por tripes.
Controle
O controle biológico natural dos tripes é realizado por larvas
de crisopídeos, coccinelídeos e pelos seguintes tripes: Scolothrips
sexmaculatus, Scolothrips sp. e Franklinothrips
vespiformis.
Várias espécies de cochonilhas são descritas atacando a parte
aérea da mangueira. Dessas, a mais comum é a cochonilha branca
(Aulacaspis tubercularis). Outras espécies, como Pseudaonidia
trilobitiformis, Saissetia coffeae, Pinnaspis sp.
e Pseudococus adonidum, infestam a mangueira.
Aulacaspis turbercularis
A fêmea de A. turbercularis caracteriza-se por possuir
uma escama protetora de formato quase circular, um pouco convexa,
de coloração branco-acinzentada opaca, medindo em torno de 2 mm
de diâmetro. O macho possui escama branca, alongada, com as margens
laterais quase paralelas, tem asas e consegue voar.
Pseudaonidia trilobitiformis
A fêmea da espécie P. trilobitiformis é recoberta por
uma carapaça de coloração acinzentada e mede de 3 mm a 4 mm de
diâmetro. A escama do macho é alongada, menor e mais achatada que
a da fêmea.
Saissetia coffeae
A fêmea de S. coffeae possui corpo mais ou menos esférico,
sendo as margens do corpo estreitas e achatadas. Mede cerca de
3,5 mm de comprimento por 2,7 mm de largura e 2 mm de altura. Sua
coloração varia do pardo claro ao escuro. O dorso é liso, luzidio
e de consistência dura. Sua reprodução é por partenogênese, ou
seja, sem a participação do macho (Figura 4).
| Fotos: Sade,
C. |
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| Fig. 4. Saissetia
oleae em fruto de mangueira. |
Pinnaspis sp.
Também conhecida por escama farinha, Pinnaspis sp. vive,
geralmente, no tronco, hastes e folhas. É fácil a sua destruição,
porque os machos formam aglomerações cujo aspecto é como se as
partes atacadas da planta estivessem pintadas de branco. A escama
da fêmea adulta é marrom-amarelada, quase transparente e mede cerca
de 2 mm de comprimento.
Pseudococus adonidum
A fêmea apresenta o corpo recoberto por uma secreção branca,
pulverulenta, formando apêndices laterais em número de 17 de cada
lado e dois posteriores maiores; medem cerca de 5 mm de comprimento.
Danos
Os danos das cochonilhas não se restringem à sucção da seiva
da planta, mas, também, à toxicidade da saliva. Provocam queda
de folhas, secamento de ramos e aparecimento de fumagina. Pelo
fato de atacar o fruto, provocando manchas e deformações, desqualificando-o
para fins comerciais, A. tubercularis é considerada a
espécie mais importante nos pomares destinados à exportação.
Monitoramento
Observar a presença ou ausência de cochonilhas vivas em cada
quadrante da planta, em folhas de dois ramos das partes mediana
e inferior da planta. Da fase de “chumbinho” até 25 dias antes
da colheita, observar, ao acaso, a presença ou ausência de cochonilhas
vivas em um fruto por planta, em cada quadrante.
Nível
de ação
A. tubercularis: 10%
ou mais de folhas infestadas e/ou presença de cochonilhas nos frutos. P.
trilobitiformis: 50% ou mais de folhas infestadas. P.
adonicum: presença de cochonilhas vivas nos frutos.
| Microlepidópteros
da inflorescência – Pleuroprucha asthenaria (Lepidóptera:
Geometridae) e Cryptoblabes gnidiella (Lepdoptera:
Pyralidae) |
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Pleuroprucha asthenaria
Os adultos de P. asthenaria medem cerca de 20 mm de
envergadura, possuem coloração geral bege e asas com três linhas
oblíquas de cor marrom. Os ovos são brancos, colocados na inflorescência,
numa média de 352,7 ovos por fêmea, com período de incubação de
2,4 dias. As lagartas são do tipo 'mede palmo', apresentam coloração
variando de verde-claro a marrom-escuro, podendo apresentar estrias
transversais escuras. O período ovo-adulto médio é de 17,5 dias.
Cryptoblabes gnidiella
É uma mariposa de coloração cinza e suas lagartas, de coloração
marrom, atingem até 10 mm de comprimento. Não há dados de sua biologia
em mangueira. Em videira, a duração do ciclo ovo-adulto é de 36
dias. Nas inflorescências atacadas por C. gnidiella observa-se
o aparecimento de teias e excrementos. Sua presença é maior nas
inflorescências compactadas pelo uso do paclobutrazol ou infectada
pelo fungo Fusarium spp.
Monitoramento
Efetuar ao acaso, a batedura (em bandeja plástica branca), de
quatro panículas por planta (uma em cada quadrante), para observar
a presença ou ausência de lagartas. As panículas compactas devem
ser abertas para o monitoramento.
Nível
de ação
Quando forem encontradas, em média, 10% ou mais de inflorescências
com presença de lagartas.
Controle
Poda e queima das inflorescências com sintomas de malformação.
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