Embrapa Agrobiologia
Sistemas de Produção, 3
ISSN 1679-6721 Versão Eletrônica
Dez./2005
Plantio de Leguminosas Arbóreas para Produção de Moirões Vivos e Construção de Cercas Ecológicas
Autores

Início

Introdução
Os diferentes modelos de
cercas

Justificativas
Benefícios e vantagens
Limitações
Conhecendo a leguminosa
Gliricidia sepium

Possibilidades para o Brasil
O uso da Gliricidia sepium
como moirão vivo

Construção das cercas
ecológicas

Composição química da
Gliricidia sepium

Outras espécies vegetais
Análise sócio-econômica
Considerações
Agradecimentos
Referências
Anexos
Glossário



Expediente

Os diferentes modelos de cercas utilizados nas propriedades rurais do Brasil

Nos primórdios da civilização, o próprio homem conduzia seu rebanho nos campos naturais, sendo depois auxiliado por cães. O conceito da cerca surgiu a partir da existência natural de barreiras físicas como valas, rios, córregos e marcos de pedra. Com o crescimento populacional e aumento dos rebanhos, houve a necessidade de limitar o espaço por meio da demarcação e apropriação de terras e sua divisão em áreas de cultura e pastagens. Passou-se então, a utilizar de forma mais intensiva, os recursos naturais existentes para a construção de cercas de pedra, aléias de vegetação tombada (coivaras), cercas vivas, cercas de madeira que, posteriormente, com o advento do fio metálico produzido em larga escala, difundiu esta prática por todo o mundo.

As cercas passaram a ser importantes, não só na delimitação de fronteiras, mas também, na divisão de piquetes como alternativa para manejar a pastagem e, consequentemente, aumentar a produtividade animal. A expansão das áreas de pastagens e fronteiras agrícolas contribuiu para o aumento da exploração indiscriminada das reservas florestais para a extração de madeiras e a conseqüente degradação ambiental.

Na maioria das propriedades brasileiras, as cercas são de arame farpado, arame liso e, mais recentemente, eletrificadas. As cercas elétricas podem ser instaladas em vergalhões, postes tradicionais de madeira ou em moirões vivos. A cerca de arame liso ou farpado com balancins (acessório preso aos fios de arame da cerca, na posição vertical, o qual permite firmá-los, mantendo uma maior distância entre moirões), como forma de economizar madeira, é cada vez mais utilizada pelos pecuaristas, por apresentar menor custo. Outro modelo utilizado, é com moirões pré-moldados de concreto, porém, ainda é pouco acessível diante de seu custo elevado (AGUIRRE & GHELFI FILHO, 1991).

O esgotamento das espécies tradicionais para produção de moirões, tendo a braúna e a aroeira entrado para a lista de espécies protegidas, tem levado o agricultor a usar espécies de menor durabilidade. A disponibilidade de madeira de boa qualidade para a construção de cercas tem se restringido cada vez mais, e com isso, o que se nota é a elevação dos preços. Esta situação leva o agricultor a buscar novas opções que contemplem modelos mais econômicos e ambientalmente adequados.

O uso de leguminosas arbóreas em substituição aos moirões tradicionais para construção de cercas, apresenta-se como uma alternativa viável. Os moirões vivos podem substituir estacas de madeira em praticamente todos os tipos de cercas, inclusive na implantação de cercas eletrificadas, além de gerar uma série de benefícios para as propriedades e o meio ambiente, os quais serão abordados nesta publicação.

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