Embrapa Agrobiologia
Sistemas de Produção, 3
ISSN 1679-6721 Versão Eletrônica
Dez./2005
Plantio de Leguminosas Arbóreas para Produção de Moirões Vivos e Construção de Cercas Ecológicas
Autores

Início

Introdução
Os diferentes modelos de
cercas

Justificativas
Benefícios e vantagens
Limitações
Conhecendo a leguminosa
Gliricidia sepium

Possibilidades para o Brasil
O uso da Gliricidia sepium
como moirão vivo

Construção das cercas
ecológicas

Composição química da
Gliricidia sepium

Outras espécies vegetais
Análise sócio-econômica
Considerações
Agradecimentos
Referências
Anexos
Glossário



Expediente

Possibilidades para o Brasil

A G. sepium tem sido cultivada extensivamente em regiões tropicais e subtropicais fora de sua área de distribuição natural, como cercas vivas, produção de madeira, lenha e forragem, e como árvore de sombra em cafezais, cacauais e hortaliças em sistemas agroflorestais (HUGHES, 1987). No Brasil, a primeira descrição da G. sepium foi feita em 1974, com o nome popular de "mata-ratos", quando foi editado o quinto volume do Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas, iniciativa do botânico brasileiro Manuel Pio Corrêa (1874-1934), editado em 1974.

No Nordeste brasileiro, a vários anos, esta espécie é cultivada na região cacaueira da Bahia, para o sombreamento do cacau, tendo sido introduzida recentemente nos estados de Pernambuco e Sergipe. Vários povoamentos artificiais foram implantados no estado do Sergipe, hoje com grande aceitação por parte dos pequenos produtores rurais. Segundo DRUMOND et al. (1999), a gliricídia foi introduzida na região semi-árida do Nordeste brasileiro, em Petrolina-PE, em 1985, através de estacas procedentes da CEPLAC, Itabuna-BA. Estes autores relatam que em 1988, esta espécie foi introduzida em outras localidades do Nordeste, como: Aracaju-SE; na Serra da Ibiapaba, Limoeiro do Norte e Tianguá-CE e Parnaíba-PI. Atualmente, a gliricídia está praticamente em quase todo o Brasil tropical.

No Rio de Janeiro, existem árvores introduzidas há mais de 50 anos. Pesquisas realizadas na Embrapa Agrobiologia (Seropédica-RJ) desde 1984, tem procurado adaptar esta tecnologia para as condições brasileiras, visando a substituição das cercas tradicionais pela utilização de moirões vivos (Figura 1).

Foto: Laudiceio Viana Matos

Figura 1. Povoamento de gliricídia localizado no Campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, município de Seropédica, RJ.

Pela adaptabilidade e suas múltiplas potencialidades de uso, a adoção de G. sepium é uma importante alternativa, principalmente para pequenas propriedades rurais, que têm nessa espécie uma importante fonte de lenha e moirões, sem causar qualquer impacto negativo nas já combalidas reservas florestais dos diferentes biomas brasileiros.

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