Embrapa Clima Temperado
Sistemas de Produção, 5
ISSN 1806-9207 Versão Eletrônica
Nov./2005

Sistema de Produção do Morango

Luis Eduardo Corrêa Antunes
Jaime Duarte Filho

Sumário
Início
 
Produção de mudas
Características básicas das principais cultivares de morango plantadas no Brasil
Implantação da cultura
Práticas culturais
Nutrição, calagem e adubação
Doenças do morangueiro
Pragas do morangueiro
Nematóides fitoparasistas do morangueiro
Cultivo protegido
Irrigação e fertirrigação
Meio ambiente e segurança alimentar
Colheita e pós-colheita
Seleção e classificação
Conservação de morango para a elaboração de produtos industrializados 
Coeficientes técnicos para a
cultura do morangueiro
Referências
Autores
 
Expediente 
Produção de mudas

A campo

Para obtenção de frutas de qualidade, um dos pré-requisitos essenciais é a utilização de mudas de alta qualidade genética e sanitária, em local de baixo potencialidade de inóculo de fungos e bactérias que sejam agressivos ao morangueiro. Na produção de mudas de morangueiro, há necessidade de aquisição de plantas matrizes, oriundas de cultura de tecidos vegetais, das variedades que interessa produzir.

Antes do plantio das matrizes, deve-se escolher o local mais apropriado. O solo deve ser corrigido e adubado, de acordo com a análise, incorporando-se o corretivo e melhorando as condições físicas do solo para um maior enraizamento e multiplicação dos estolhos. O plantio deve ser realizado de setembro a novembro, para que as mudas estejam disponíveis de abril a maio, dependendo da região produtora.

De preferência, deve-se plantar as matrizes em terrenos que não foram cultivados com morangueiro e solanáceas.

O espaçamento mais utilizado para plantio das matrizes é o de 2 m x 1m ou 2m x 2m, sendo usadas de 2.500 a 5.000 matrizes por hectare, com potencial de produção de 1.000.000 de mudas. Para cada muda plantada, deve-se adicionar cerca de 3 kg de esterco bovino curtido e 100 gramas de superfosfato simples, por coveta.

Adquiridas as matrizes, deve-se plantá-las em dias frescos. Após o término da operação, é recomendado uma irrigação abundante. De acordo com a necessidade, faz-se a manutenção da umidade do solo com irrigações periódicas.

O controle de plantas invasoras é fundamental durante a produção de estolhos e multiplicação das mudas, evitando-se a concorrência por nutrientes e dificuldades na retirada posterior das mudas.

Quando as mudas forem arrancadas, deve ser efetuada uma limpeza (toillete), aparando as folhas e reduzindo um pouco o sistema radicular, se for o caso. As mudas devem ser padronizadas quanto ao diâmetro da coroa, uma vez que a operação de plantio será facilitada, melhorará o estande e uniformizará a colheita.

Sem solo

Outro meio de multiplicação de matrizes é a utilização de canteiros suspensos em estufas, com a utilização de substrato inerte (casca de arroz carbonizada) e/ou substrato esterelizado (solarizado). As matrizes em vasos são colocadas ao lado ou sobre o canteiro. A partir da emissão dos estolhos, estes são direcionados ao substrato que servirá de suporte para o enraizamento e desenvolvimento da muda. A fertilização é realizada através da fertirrigação. A mudas assim produzidas apresentam melhor sistema radicular, com redução substancial de doenças provocadas por fungos de solo.
Fonte: Jaime Duarte Filho
Fig. 1.1. Tipos de mudas de morangueiro.

Fonte: Jaime Duarte Filho
Fig. 1.2. Tipos de mudas de morangueiro.

 

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