O
início do cultivo do morangueiro no Brasil, segundo Camargo
& Passos (1993), não é bem conhecido. Entretanto,
a cultura começou à expandir-se de 1960, com o
lançamento da cultivar Campinas, de expressão
ainda hoje (Passos, 1997).
Desde então, não mais parou de se desenvolver,
e também em área do Estado do Rio Grande do Sul,
São Paulo e Minas Gerais, e regiões de diferentes
solos e climas, como Goiás, Santa Catarina, Espírito
Santo e Distrito Federal.
No Rio Grande do Sul, o Vale do Rio Caí é o principal
produtor de morangos de mesa, seguido de Caxias do Sul e Farropilha,
enquanto Pelotas, e municípios vizinhos, se destacam
na produção de morango-indústria.
No Estado de Minas Gerais, o morangueiro foi introduzido no
município de Cambuí, no Vale do Peixe, por volta
de 1958. Hoje, ocorre na maioria dos municípios do extremo
Sul do estado, na região da Mantiqueira, sendo Pouso
Alegre e Estiva os maiores produtores, e nos Campos das Vertentes,
em Barbacena e municípios vizinhos.
Em São Paulo, a produção está concentrada
em Campinas, Jundiaí e Atibaia, sendo que esta última
representa 60% da área cultivada, e em municípios
próximos. A cultura é praticada por pequenos produtores
rurais que utilizam a mão-de-obra familiar, durante todo
o ciclo da cultura, sendo a maior parte da produção
destinada ao mercado "in natura". A produtividade
média por Estado, em t/ha, é de 32,7 no Rio Grande
do Sul; 21,3 no Paraná; 25,2 em Minas Gerais; 34 no Espirito
Santo e 34 em São Paulo.
Na última década, verificou-se um interesse crescente
pela implantação da cultura, justificado, segundo
Ronque (1998), pela grande rentabilidade (224%), quando comparada
a outros cultivos, como por exemplo o milho (72%).
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