Embrapa Clima Temperado
Sistemas de Produção, 5
ISSN 1806-9207 Versão Eletrônica
Nov./2005

Sistema de Produção do Morango

Luis Eduardo Corrêa Antunes
Jaime Duarte Filho

Sumário
Início
 
Produção de mudas
Características básicas das principais cultivares de morango plantadas no Brasil
Implantação da cultura
Práticas culturais
Nutrição, calagem e adubação
Doenças do morangueiro
Pragas do morangueiro
Nematóides fitoparasistas do morangueiro
Cultivo protegido
Irrigação e fertirrigação
Meio ambiente e segurança alimentar
Colheita e pós-colheita
Seleção e classificação
Conservação de morango para a elaboração de produtos industrializados 
Coeficientes técnicos para a cultura do morangueiro
Referências
Autores
 
Expediente 
Importância

O início do cultivo do morangueiro no Brasil, segundo Camargo & Passos (1993), não é bem conhecido. Entretanto, a cultura começou à expandir-se de 1960, com o lançamento da cultivar Campinas, de expressão ainda hoje (Passos, 1997).

Desde então, não mais parou de se desenvolver, e também em área do Estado do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, e regiões de diferentes solos e climas, como Goiás, Santa Catarina, Espírito Santo e Distrito Federal.

No Rio Grande do Sul, o Vale do Rio Caí é o principal produtor de morangos de mesa, seguido de Caxias do Sul e Farropilha, enquanto Pelotas, e municípios vizinhos, se destacam na produção de morango-indústria.

No Estado de Minas Gerais, o morangueiro foi introduzido no município de Cambuí, no Vale do Peixe, por volta de 1958. Hoje, ocorre na maioria dos municípios do extremo Sul do estado, na região da Mantiqueira, sendo Pouso Alegre e Estiva os maiores produtores, e nos Campos das Vertentes, em Barbacena e municípios vizinhos.

Em São Paulo, a produção está concentrada em Campinas, Jundiaí e Atibaia, sendo que esta última representa 60% da área cultivada, e em municípios próximos. A cultura é praticada por pequenos produtores rurais que utilizam a mão-de-obra familiar, durante todo o ciclo da cultura, sendo a maior parte da produção destinada ao mercado "in natura". A produtividade média por Estado, em t/ha, é de 32,7 no Rio Grande do Sul; 21,3 no Paraná; 25,2 em Minas Gerais; 34 no Espirito Santo e 34 em São Paulo.

Na última década, verificou-se um interesse crescente pela implantação da cultura, justificado, segundo Ronque (1998), pela grande rentabilidade (224%), quando comparada a outros cultivos, como por exemplo o milho (72%).

 
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