Embrapa Rondônia
Sistemas de Produção, 4
ISSN 1807-1805 Versão Eletrônica
Dez./2005
Cultivo da Pimenta-do-reino em Rondônia
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Colheita

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Referências

Anexo

Expediente

Formação de Mudas
Método de propagação

Não se recomenda propagar a pimenta-do-reino por sementes, pois apresenta desenvolvimento muito vagaroso, frutificação irregular e tardia e rendimento muito baixo. A multiplicação por estacas, apresenta uniformidade no campo, precocidade na produção e produtividade regular, sendo o único método recomendado.

Escolha das matrizes

As estacas devem ser retirar de ramo de crescimento (Fig. 1), de plantas com bom desenvolvimento vegetativo e produtivas, livres de pragas e doenças, escolhendo-se preferencialmente, plantas com até quatro anos de idade. Os ramos de produção não devem ser utilizados para produzir mudas.

Tipos

Podem ser utilizados dois tipos de estacas (Fig. 2): Lenhosas, que são retiradas a 1,0m de altura do solo, com 3 a 5 nós, casca verde ou ligeiramente lignificada (dura), diâmetro médio de 1,0cm a 1,5cm ou herbáceas que são retiradas de qualquer altura de planta em estádio herbáceo e deverão ter de um a três nós, mantendo-se a folha superior.

Tratamento das estacas

Recomenda-se uma solução a 0,1% de fungicida a base de benomyl (20 g do produto em 20 litros de água), durante 10 minutos. Esta solução é suficiente para o tratamento de aproximadamente 1.000 estacas.

Enraizamente e transplante

Estacas lenhosas: Após o tratamento fitossanitário, as estacas lenhosas são colocadas diretamente nas sacolinhas, com dimensões de 17 cm x 27 cm, em viveiro com aproximadamente 60 % de sombra. As mudas estarão pronta para o plantio entre 60 a 180 dias.

Estacas herbáceas: Com este tipo de estaca, pode-se utilizar dois processos de enraizamento, que necessitam de 60 a 120 dias para produzir as mudas.

  • Câmara úmida (câmara de pré-enraizamento): Consiste em um canteiro de areia com 20 cm de altura, um metro de largura e com o comprimento necessário à quantidade de mudas a preparar, tratada com brometo de metila, na dosagem de 80 cm3 /m3 de areia, durante 48 horas. Após tratar, deixar em repouso por 5 a 8 dias.  Após o enviveiramento das estacas o canteiro deve ser coberto com plástico transparente. A câmara deve ser coberta com palha, com 60 % de sombra. Entre 20 a 30 dias as estacas estarão enraizadas e serão transplantadas, também, para as sacolinhas, com as seguintes dimensões 15 cm x 20 cm e levadas ao viveiro com 50 a 60 % de sombra. Após dois a três meses as mudas estarão prontas para o plantio no campo.
  • Utilização de fitohormônio: A estaca herbácea deve ser tratada durante 1 a 2 minutos com ácido indolbutírico na concentração de 0,1 % ( 1 g de AIB em 200 ml de álcool, completando-se o volume com água para 1 litro). Após o tratamento levar as estacas para as sacolas (15 cm x 20 cm), no viveiro com 50 a 60 % de sombra.

Substrato das sacolinhas

O substrato deve ser composto por três partes de terra preta, uma de areia e uma de esterco. Para cada metro cúbico da mistura acrescentar 1 kg de calcário, 2,5 kg de superfosfato triplo e 0,5 kg de cloreto de potássio.

Viveiro

Poderá ser provisório, onde se enfileira as sacolas em uma largura de 1 m e comprimento variável e se faz uma cobertura de 1 m de altura. Se necessitar de um mais duradouro, este deve ter uma altura de 2 m, com estacas de boa qualidade, espaçadas de 4 m. Neste caso, é necessário ruas entre os canteiros de no mínimo 50 cm. Em ambos canteiros a sombra deverá ser de 50% a 60%, feita com palha de palmeira ou sombrite.

Condução do viveiro e seleção de mudas

Aplicar, quinzenalmente, fungicidas cúpricos à base de cobre na concentração de 3 a 5 g do produto comercial por litro de água. Aclimatar as mudas, retirando gradativamente a cobertura do viveiro até que na última semana antes do plantio as mudas estejam a pleno sol. As mudas devem apresentar altura uniforme, aspecto vigoroso, cor e folhagem harmônicas, ter aproximadamente 20 cm de altura, sistema radicular normal, isentas de pragas e doenças (Fig. 3).

 

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