Embrapa Acre
Sistemas de Produção, No 1.
ISSN 1679-1134
Cultivo da Pimenta Longa (Piper hispidinervum)
na Amaz˘nia Ocidental
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Pragas e Métodos de Controle


No viveiro, pode ocorrer o ataque das seguintes pragas em plantas de pimenta longa:

a) Grilo (Orthoptera, Gryllidae).
b) Paquinha (Orthoptera, Gryllotalpidae).

Essas pragas cortam as plântulas na região do colo e atacam as raízes, causando amarelecimento, tombamento e morte. Para combatê-las faz-se necessário o acompanhamento diário do viveiro, a fim de que o controle seja feito rapidamente, com a aplicação de iscas preparadas a partir da mistura de farinha de trigo ou farelo de arroz (1.000 g), açúcar (100 g), inseticida à base de trichlorfon, carbaryl ou malathion (100 ml) e água (500 ml), até formar uma massa moldável (Gallo et al., 1988). Recomenda-se distribuir uma isca por copinho, colocando-a em uma distância de 2 cm da plântula. Em caso de bandejas, devem-se distribuir em ziguezague dez iscas distanciadas uniformemente.

Não foi detectada, até o momento, nenhuma espécie de inseto que pudesse constituir-se praga da cultura após plantio. Esporadicamente, detectaram-se alguns desfolhadores como lagartas e besouros da família Chrysomelidae (vaquinhas) danificando folhas da pimenta longa, no entanto, sem necessidade de controle. Entretanto, em plantios maiores, na região de Vila Extrema/RO, muitas plantas foram atacadas por cupins de solo, na época seca, chegando a reduzir o estande. Este tipo de inseto, pertencente à família Rhinotermitidae, possui ninhos subterrâneos, ocorre em reboleira e não é específico de pimenta longa, atacando muitas plantas cultivadas e madeiras mortas (Thomazini, 1999).

Não existem, até o momento, agrotóxicos registrados para controle de pragas em pimenta longa. Desse modo, caso algum inseto venha a se constituir praga da cultura, ocorrendo constantemente e causando dano econômico que necessite de controle, devem-se fazer testes para recomendação de algum produto químico ou outros métodos alternativos.

Muitos insetos benéficos foram encontrados em plantios experimentais de pimenta longa, tais como: crisopídeos ou bicho-lixeiro (família Chrysopidae), cujas larvas são predadoras eficientes de pequenas lagartas, ácaros e ovos de insetos; joaninhas (família Coccinelidae), que se alimentam de pulgões e cochonilhas; e vespas (família Vespidae), cujos adultos predam larvas de outros insetos (Thomazini, 1999).

As inflorescências de pimenta longa são visitadas por abelhas durante o ano todo. Cerca de 20 espécies desses polinizadores potenciais já foram relatadas, das quais Augochlorini sp. (táxon próximo ao gênero Pereirapis), Pereirapis sp., Scaptotrigona sp.1, Dialictus sp., Scaptotrigona tricolorata Camargo e Augochloropsis sp. foram dominantes. Houve clara preferência das abelhas por visitarem as inflorescências de pimenta longa entre 8h e 9h da manhã (Thomazini & Thomazini, 2002).

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