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Processamento do Palmito de Pupunheira em Agroindústria Artesanal - Uma atividade rentável e ecológica
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Introdução |
Introdução | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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A pupunheira (Bactris gasipaes Kunth) é uma palmeira de clima tropical em que todas as partes podem ser aproveitadas, embora sejam mais importantes economicamente os frutos e o palmito (Clement e Mora Urpí, 1987). A importância dessa palmeira cresceu consideravelmente no Brasil, por ser uma excelente alternativa para cultivo sustentável do palmito em agricultura de pequeno porte. A pupunheira apresenta uma série de vantagens para produção de palmito em relação às outras palmeiras nativas como o açaí (Euterpe oleraceae Martius) e a juçara (Euterpe edulis Martius), que são exploradas de forma extrativista e por isso apresentam restrições legais e risco de extinção. Segundo Moro (1996), as principais vantagens para a exploração comercial de palmito da pupunheira são: a) precocidade, com o primeiro corte a partir de 18 meses após plantio; b) perfilhamento da planta mãe, o que permite repetir os cortes nos anos subseqüentes, sem necessidade de replantio da área; c) qualidade do palmito, geralmente o palmito tem comprimento de 40 cm e diâmetro entre 1,5 - 4 cm, sendo muito macio e saboroso; d) lucratividade, quando plantado e conduzido adequadamente, um hectare produz de 5.000 a 12.000 palmitos por ano; e) segurança para o produtor, pois o palmito pode ser deixado no pé ou quando cortado pode ser processado, envasado e guardado para ser comercializado quando o mercado se encontrar mais propício; f) facilidade nos tratos culturais e corte, uma vez que plantas selecionadas não apresentam espinhos (Yuyama, 1996) e g) vantagens ecológicas, podendo a cultura ser conduzida a pleno sol, em áreas agrícolas tradicionais, sem nenhum dano às matas nativas, fato este de grande apelo comercial, principalmente para a exploração do palmito visando o mercado externo (Nishikawa, et al., 1998). Além disto, os frutos da pupunheira também podem ser aproveitados para a preparação de sucos (Figura 1), sorvetes e consumidos cozidos em água e sal, tendo sabor semelhante ao milho verde.
O palmito é retirado da parte superior do caule (estipe) da palmeira a partir da gema apical, correspondendo a parte central do estipe composta de tecido meristemático, bainhas e folíolos em formação (Araújo, 1993). Tem sabor agradável, macio, nutritivo e baixo teor calórico (Tabela 1). Além disso, é rico em fibras e minerais, como potássio, cálcio e fósforo, vitaminas e aminoácidos importantes, podendo fazer parte das dietas com restrições calóricas (Yuyama et al., 1999). O palmito de pupunheira pode ser consumido ao natural, cozido em água com sal e limão, assado ao forno ou em churrasqueiras e, mais tradicionalmente, na forma de conserva (Kerr et al., 1997).
O processamento do palmito em uma agroindústria artesanal, embora simples, requer como qualquer alimento processado, condições sanitárias adequadas de manuseio que garantam a qualidade final do produto. Práticas de higiene pessoal, dos equipamentos e do local de processamento são fundamentais para obtenção de conservas de palmitos seguras e de boa qualidade para o consumidor. É, portanto, de suma importância a higiene pessoal, o treinamento e a orientação de todo pessoal envolvido no sistema. É também imprescindível o conhecimento dos requisitos, regulamentos e legislação pertinentes para implementação de um programa de higiene e sanitização adequado, desde a produção da matéria-prima até a comercialização do produto final. O presente Sistema de Produção visa apresentar passo a passo recomendações tecnológicas do processamento do palmito de pupunheira em uma agroindústria artesanal funcional e viável. |
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