Embrapa Roraima
Sistemas de Produção, 1 - 1ª edição
ISSN 2177-2169 Versão Eletrônica
Set/2009
Cultivo de Soja no Cerrado de Roraima
Autores

Sumário

Apresentação
Introdução
Exigências climáticas
Seleção da área e manejo do solo
Correção e manutenção da fertilidade do solo
Cultivares
Tecnologia de sementes
Tratamento e inoculação de sementes
Instalação da lavoura
Controle de plantas daninhas
Manejo de insetos- praga
Doenças da soja no Estado de Roraima
Colheita
Retenção foliar e haste verde
Coeficientes técnicos
Referências

Expediente

Manejo de insetos- praga
     

A cultura da soja pode ser danificada por diversas pragas, em Roraima, já foram relatadas as seguintes: broca-do-colo Elasmopalpus lignosellus, percevejo-marrom Euschistos heros, lagarta-das-vagens Spodoptera sp. e broca-das-axilas Epinotia aporema (Moreira, 1998); lagarta-da-soja Anticarsia gemmatalis, lagarta-falsa-medideira Pseudoplusia includens e lagarta-enroladeira Omiodes indicata (Pereira et al., 2004a); percevejo-verde Nezara viridula e percevejo-verde-pequeno Piezodorus guildinii (Pereira et al., 2004b); mosca-branca (Lima et al., 2006); as vaquinhas Diabrotica speciosa e Cerotoma arcuata, e o percevejo Edessa meditabunda (Marsaro Júnior, 2008); e os ácaros Mononychellus planki e Tetranychus sp. (Marsaro Júnior et al., 2008).

Apesar dos danos pelo ataque de pragas serem preocupantes, não se recomenda o controle preventivo com produtos químicos, pelo fato destes produtos, quando aplicados desnecessariamente, elevarem o custo da lavoura. Recomenda-se, portanto, para o controle, o Manejo de Pragas, que consiste em permanecer vigilante na lavoura através de inspeções regulares a fim de verificar o nível de ataque, com base na desfolha, no número e tamanho das pragas com inspeções semanais nas lavouras.

No caso específico de lagartas e percevejos, as amostragens devem ser realizadas com um pano-de-batida, o qual deve ser preso por duas varas laterais, com um metro de comprimento, e ser preferencialmente de cor branca, para facilitar a visualização das pragas. Este pano deverá ser colocado cuidadosamente, em uma fileira de soja, de forma a não perturbar os insetos presentes. As plantas devem ser sacudidas vigorosamente sobre a área do pano, realizando-se, em seguida, a contagem das pragas. Este procedimento deverá ser repetido em vários pontos da lavoura, considerando como resultado final, a média de todos os pontos amostrados.

A amostragem normalmente deve ser realizada nos períodos mais frescos do dia, visto que nesses períodos os percevejos se movimentam menos. O levantamento dos percevejos deve ser realizado semanalmente, do início da formação das vagens (R3) até a maturação fisiológica (R7).

A amostragem deve ser realizada de 20 a 30 m da bordadura do campo, semanalmente, e o número de amostras retiradas dependerá do tamanho da área de cultivo (Gallo et al., 2002). Esses autores sugerem os seguintes números de amostras:

- lavouras de 1 a 9 ha.............. 6 pontos de amostragem/ha
- lavouras de 10 a 29 ha.......... 8 pontos de amostragem/ha
- lavouras de 30 a 99 ha.......... 10 pontos de amostragem/ha
- lavouras acima de 100 ha..... dividir a área em talhões menores

O número de amostras vai ser variável conforme o tamanho da área. Como, via de regra, realizam-se em média 5 a 6 amostras em 10 hectares, 7 a 8 amostras a cada 30 hectares e de 10 a 15 amostragens em 100 hectares, quando as áreas ultrapassarem 100ha, divide-se a área em talhões de 100 hectares. A observação visual não serve como ponto de referência para estimar o número de insetos presentes na lavoura.

O controle deve ser realizado somente quando forem atingidos os níveis críticos (Tabela 1), levando em conta as espécies dos insetos, estágio de desenvolvimento da planta, nível de infestação, quais os inseticidas e doses a serem utilizadas. A lista completa e atualizada dos inseticidas, químicos e biológicos, registrados para as pragas da cultura da soja pode ser consultada no AGROFIT, no seguinte endereço: <http://extranet.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons>.

No caso dos percevejos, o controle deve ser iniciado quando for observado um número igual ou superior a dois percevejos adultos ou ninfas com mais de 0,5 cm por metro, quando se tratar de uma lavoura para produção de grãos, e de um percevejo por metro quando se tratar de uma lavoura destinada à produção de sementes. Quanto às lagartas, o controle deve se iniciar quando forem contadas 20 larvas, maiores que 1,5 cm, por metro, em uma fileira de plantas, ou com menor número se a desfolha atingir 30%, antes da floração, e 15% assim que iniciar o florescimento das plantas. Para a broca-das-axilas, Crocidosema aporema, o nível de crítico está em torno de 25% a 30% das plantas com ponteiros.

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Tabela 1. Recomendação de adubação fosfatada corretiva a lanço, e adubação fosfatada corretiva gradual, no sulco de semeadura, de acordo com a classe de disponibilidade de P e teor de argila.
Praga Época de ataque Controlar ao encontrar
Lagartas antes da floração 30% de desfolha ou 20 lagartas/ m*
da floração até antes da maturação fisiológica 15% de desfolha ou 20 lagartas/ m*
Broca das axilas até antes da maturação fisiológica 25 a 30% das plantas com ponteiros atacados
Percevejos
- lavoura para semente   1 percevejo/m**
da formação das vagens até antes da maturação fisiológica  
- lavoura para consumo   2 percevejos/m**

* Maiores que 1,5 cm e considerando a batida de apenas uma fileira de soja sobre o pano.
** Maiores que 0,5 cm e considerando a batida de apenas uma fileira de soja sobre o pano.
Fonte: Adaptado de Embrapa Soja (2008).

Para o controle da lagarta-da-soja, deve-se dar preferência ao uso do vírus entomopatogênico, Baculovírus, 20 g/ha, no caso da formulação em pó molhável. Neste caso, deve-se considerar como limites máximos 20 lagartas pequenas (no fio) ou 15 lagartas pequenas e 5 grandes por 1 metro. Quando a população de lagartas grandes tiver ultrapassado o limite para a aplicação do Baculovírus puro (mais do que 5 lagartas grandes/m) e for inferior ao nível preconizado para o controle químico (20 lagartas grandes por metro), o Baculovírus poderá ser utilizado em mistura com o inseticida Profenofós ou com Endossulfam, na dose de 30 g i.a./ha e 35 g i.a./ha, respectivamente (EMBRAPA, 2008).

O controle biológico das pragas, realizado pelos predadores, parasitóides e micro-organismos entomopatogênicos, conforme relatado por Marsaro Júnior (2008), é sempre preferencial ao controle químico. Sempre que for possível, o produtor deve optar por inseticidas seletivos, ou seja, inseticidas que controlam as pragas, mas não afetam a população de inimigos naturais. A preservação, multiplicação ou introdução destes organismos nas lavouras podem contribuir sensivelmente para a redução do uso de inseticidas químicos.

O controle químico é utilizado com o objetivo de diminuir a população das pragas que causam danos para a cultura (Tabelas 2, 3 e 4). Diversos fatores podem influenciar na eficiência dos produtos no controle das pragas, destacando-se: a correta identificação da praga, uso correto da dosagem recomendada pelo fabricante, escolha e manutenção adequada dos equipamentos utilizados nas pulverizações, condições atmosféricas no momento da aplicação e populações de insetos resistentes aos inseticidas.

Uma alternativa econômica para o controle dos percevejos consiste na utilização de sal de cozinha com a metade da dose de qualquer um dos inseticidas indicados na tabela 2. Nesse caso, utilizam-se apenas 50% da dose indicada do inseticida, misturada a uma solução de sal a 0,5%, ou seja, 500 gramas de sal de cozinha para cada 100 litros de água, colocados no tanque do pulverizador, em aplicação terrestre. Primeiramente, deve-se fazer uma salmoura separada e, depois, misturá-la à água do pulverizador que, por último, vai receber o inseticida (EMBRAPA, 2008).

Como o controle das pragas é um procedimento muito importante para o sucesso da lavoura, o manejo e controle de pragas devem ser acompanhados rigorosamente por técnico especializado.

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Tabela 2. Inseticidas indicados* para o controle da lagarta da soja Anticarsia gemmatalis, para a safra 2008/09. Comissão de Entomologia da XXX Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil, realizada em Rio Verde, GO. Embrapa Soja. Londrina, PR. 2008.
Nome
técnico
Dose
(g i.a./ha)
Nome comercial Formulação2 Concentra- ção (g i.a./ kg ou l) Dose produto comercial (kg ou l/ha) Classe toxicoló- gica3
Baculovirus anticarsia1 50   LE      
Bacillus thuringiensis   Dipel PM PM 16 x 109 U.I. 0,500 IV
    Thuricide PM 16 x 109 U.I. 0,500 IV
Betaciflutrina 2,5 Buldock 125 SC SC 125 0,060 II
Betacipermetrina 6 Akito CE 100 0,060 I
Carbaril 192 Sevin 480 SC SC 480 0,400 III
  192 Carbaryl Fersol 480 SC SC 480 0,400 III
Clorfuazuron 5 Atabron 50 CE CE 50 0,100 I
Clorpirifós 120 Lorsban 480 BR CE 480 0,250 II
Diflubenzuron 7,5 Dimilin PM 250 0,030 IV
Etofenprox 12 Trebon 300 CE CE 300 0,040 III
Endossulfam4 87,5 Dissulfan CE CE 350 0,250 I
    Thiodan CE CE 350 0,250 II
Lufenuron 7,5 Match CE CE 50 0,150 IV
Metoxifenozide 21,6 Intrepid 240 SC SC 240 0,090 IV
  21,6 Valient SC 240 0,090 IV
Novalurom 5 Rimon 100 CE CE 100 0,050 IV
Permetrina SC 12,5 Tifon 250 SC SC 250 0,160 III
Profenofós5 80,0 Curacron 500 CE 500 0,160 II
Tebufenozide 30,0 Mimic 240 SC SC 240 0,125 IV
Teflubenzuron 7,5 Nomolt 150 SC SC 150 0,050 IV
Tiodicarbe 56,0 Larvin 800 WG WG 800 0,070 II
Triclorfom 400,0 Dipterex 500 CS 500 0,800 II
  400,0 Triclorfon 500 Defensa CS 500 0,800 II
Triflumuron 15,0 Alsystin 250 PM PM 250 0,060 IV
  14,4 Alsystin 480 SC SC 480 0,030 IV
  14,4 Certero SC 480 0,030 IV
  14,4 Libre SC 480 0,030 IV
1Produto preferencial. Para maiores esclarecimentos sobre seu uso, consultar o Folder n° 02/2001, da Embrapa Soja.
2 CE = Concentrado emulsionável, LE = Lagartas-equivalentes (igual a 50 lagartas mortas por Baculovirus), CS = Concentrado solúvel, SC = Suspensão concentrada, WG = Granulado dispersível, PM = Pó molhável.
3 I = extremamente tóxico (DL50 oral = até 50); II = altamente tóxico (DL50 oral = 50-500); III = medianamente tóxico (DL50 oral = 500-5000); IV = pouco tóxico (DL50 oral = > 5000 mg/kg).
4 Este produto pode ser utilizado em dose reduzida (35 g i.a./ha) misturado com Baculovirus, quando a população de lagartas grandes for superior a 10 e inferior a 40 lagartas/pano de batida.
5 Este produto pode ser utilizado em dose reduzida (30 g i.a./ha) misturado com Baculovirus, quando a população de lagartas grandes for superior a 10 e inferior a 40 lagartas/pano de batida.
*Antes de emitir indicação e/ou receituário agronômico, consultar a relação completa e atualizada dos defensivos registrados no MAPA e cadastrados na Secretaria da Agricultura do Estado.

Tabela 3. Inseticidas indicados* para o controle dos percevejos (Nezara viridula, Piezodorus guildinii e Euschistos heros)** para a safra 2006/07. Comissão de Entomologia da XXVIII Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil, realizada em Uberaba, MG. Embrapa Soja. Londrina, PR. 2006.
Nome técnico Dose
(g i.a./ha)
Nome comercial Formulação6 Concentra- ção (g i.a./ kg ou l) Dose produto comercial (kg ou l/ha) Classe toxicoló- gica7
Acefato 225 Orthene 750 BR PS 750 0,300 IV
Carbaryl1 800 Carbaryl Fersol 480 SC SC 480 1,666 III
  800 Sevin 480 SC SC 480 1,666 II
Endossulfam2 437,5 Dissulfan CE CE 350 1,250 I
  437,5 Thiodan CE CE 350 1,250 II
Endossulfam SC 500 Endozol SC 500 1,000 II
Endossulfam3 350 Dissulfan CE CE 350 1,000 I
  350 Thiodan CE CE 350 1,000 II
Fenitrotiom4 500 Sumithiom 500 CE CE 500 1,000 III
Fenitrotiona + esfenvarelato3 280 + 14 Pirephos CE CE 800 + 40 0,350 II
Imidacloprido + beta-ciflutrina5 75 + 9,375 Connect SC 100 + 12,5 0,750 II
Metamidofós 300 Tamaron BR CS 600 0,500 II
  300 Hamidop 600 CS 600 0,500 I
  300 Metafós CS 600 0,500 II
  300 Faro CS 600 0,500 II
Monocrotofós 150 Azodrin 400 CS 400 0,375 I
Paratiom metílico5 480 Folidol 600 CE 600 0,800 I
Triclorfom 800 Dipterex 500 CS 500 1,600 II
  800 Triclorfom 500 Defensa CS 500 1,600 II
1 Produto indicado somente para o controle de Piezodorus guildinii.
2 Produto e dose indicados para o controle de Nezara viridula e Piezodorus guildinii.
3 Produto e dose indicados para o controle de Euchistos heros.
4 Produto indicado somente para o controle de Nezara viridula.
5 Produto e dose indicados para o controle de Nezara viridula e Euchistos heros.
6 CE = Concentrado emulsionável, CS = Concentrado solúvel, PS = Pó solúvel, SC = Suspensão concentrada.
7 I = extremamente tóxico (DL50 oral = até 50); II = altamente tóxico (DL50 oral = 50-500); III = medianamente  tóxico (DL50 oral = 500-5000); IV = pouco tóxico (DL50 oral = > 5000 mg/kg).
* Antes de emitir indicação e/ou receituário agronômico, consultar a relação completa e atualizada dos defensivos registrados no MAPA e cadastrados na Secretaria da Agricultura do Estado.
** Para o controle dos percevejos que atacam a soja poderão ser utilizados os inseticidas indicados em doses reduzidas pela metade e misturadas com 0,5% de sal de cozinha refinado (500 g de sal/100 l de água) em aplicação terrestre. Recomenda-se lavar bem o equipamento com detergente comum ou óleo mineral, após o uso, para diminuir o problema da corrosão pelo sal.

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Tabela 4. Inseticidas indicados* para o controle de outras pragas da soja, para a safra 2006/2007.
Inseto- praga Nome técnico Nome comercial Formula- ção1 Concentra- ção (g i.a./kg ou l) Dose produto
Comercial (kg ou l/ha)
Classe toxicoló- gica2
Epinotia aporema Metamidofós Dinafos CS 600 g/l 0,5 l/ha II
(broca das axilas)   Faro CS 600 g/l 0,5 l/ha II
    Hamidop 600 CS 600 g/l 0,5 l/ha II
    Metafós CS 600 g/l 0,5 l/ha I
    Metasip CS 600 g/l 0,5 l/ha I
    Stron CS 600 g/l 0,5 l/ha I
    Tamaron BR CS 600 g/l 0,5 l/ha II
  Paratiom metílico Bravik 600 CE CE 600 g/l 0,8 a 0,9 l/ha I
    Folidol 600 CE 600 g/l 0,8 l/ha II
    Mentox 600 CE CE 600 g/l 0,8 a 1 l/ha II
Elasmopalpus lignosellus Carbaryl Sevin 480 SC SC 480 g/l 1,9 a 2,25 l/ha II
(broca do colo) Thiamethoxam Cruiser 700 WS WS 700 g/kg 100 g/100 kg de semente III
Pseudoplusia includens Carbaril Carbaryl Fersol 480 SC SC 480 2 a 2,3 l/ha II
(lagarta falsa medideira) Ciflutrina Baytroid CE CE 50 0,15 III
  Endosulfan Dissulfan CE CE 350 0,6 a 1,2 I
  Metamidofós Metafós CS 600 0,75 I
1CE = Concentrado emulsionável, SC = Suspensão concentrada, CS = Concentrado solúvel, WS = Pó dispersível para tratamento de sementes.
2 I = extremamente tóxico (DL50 oral = até 50); II = altamente tóxico (DL50 oral = 50-500); III = medianamente tóxico (DL50 oral = 500-5000); IV = pouco tóxico (DL50 oral = > 5000 mg/kg).
*Antes de emitir indicação e/ou receituário agronômico, consultar a relação completa e atualizada dos defensivos registrados no MAPA e cadastrados na Secretaria da Agricultura do Estado.

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Manuseio de inseticidas e descarte de embalagens

. Utilizar inseticidas devidamente registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para uso na cultura da soja e para a praga-alvo que deseja controlar.

. Usar equipamento de proteção individual (EPI) apropriado, em todas as etapas de manuseio de agrotóxicos a fim de evitar possíveis intoxicações.

. Evitar aplicações em dias ou em horários com ventos fortes, visando reduzir a deriva dos jatos, tornando mais eficiente a aplicação.

. Não fazer mistura em tanque de dois inseticidas ou de inseticida(s) com outro(s) agrotóxico(s), procedimento proibido por lei (Instrução Normativa do MAPA nº 46, de julho de 2002).

. Observar o período de carência do produto (período compreendido entre a data da aplicação e a colheita da soja), principalmente no controle de pragas de final de ciclo (percevejos, por exemplo).

. Ler com atenção o rótulo e a bula do produto e seguir todas as orientações e os cuidados com o descarte das embalagens.

. Devolver as embalagens vazias (após a tríplice lavagem das embalagens de produtos líquidos), no prazo de um ano após a compra do produto, ao posto de recebimento indicado na nota fiscal de compra, conforme legislação do MAPA (Lei 9.974, de 06/06/2000 e Decreto 4.074, de 04/01/2002).

 

Todos os direitos reservados, conforme Lei n° 9.610.
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