Embrapa Embrapa Trigo
Sistemas de Produção, 4
ISSN 1809-2985 Versão Eletrônica
Set/2009
Cultivo de trigo
Flávio Martins Santana
Márcia Soares Chaves

Sumário

Apresentação
Introdução
Zoneamento agrícola
Cultivares
Semeadura e rotação de culturas
Manejo e conservação de solo
Adubação e calagem
Doenças e métodos de controle
Pragas e métodos de controle
Plantas daninhas e métodos de controle
Colheita e pós-colheita
Qualidade tecnológica
Referências
Glossário
Autores


Expediente


Doenças e métodos de controle
Doenças do sistema radicular Doenças da parte aérea

Doenças do sistema radicular topo

As principais doenças que afetam o sistema radicular do trigo são a podridão comum, causada por Bipolaris sorokiniana e o mal-do-pé, causado por Gaeumannomyces graminis var. tritici. No passado, o mal-do-pé chegou a ser fator limitante na produção do trigo, especialmente no Rio Grande do Sul. A partir da implantação do sistema de plantio direto essa doença deixou de ser importante, ocorrendo esporadicamente em algumas lavouras. Também de forma esporádica, mas não comprometendo de forma significativa a produção, a podridão comum ocorre em pontos isolados. O controle mais eficaz para essas doenças é a utilização de sementes sadias, pois Bipolaris é transmitido por sementes, e a rotação de culturas, visando a redução do inóculo na palha (Santos et al., 1999).

Doenças da parte aérea topo

As principais doenças da parte aérea no trigo são: ferrugem da folha, giberela, brusone, oídio, mancha amarela, mancha marrom e mancha da gluma, causadas por Puccinia triticina, Gibberella zeae, Pyricularia grisea, Blumeria graminis f.sp. tritici, Drechslera tritici-repentis, Bipolaris sorokiniana e Stagonospora nodorum, respectivamente.

Ferrugem da folha Giberela
Brusone Oídio
Manchas foliares  

Ferrugem da folha volta

A ferrugem da folha pode ser identificada pelas pústulas de coloração amarelo-escuro a marrom ao longo das folhas de cultivar sucetível. Pode ocorrer desde planta jovem até a fase adulta (Fig. 1) dependendo da cultivar e das condições climáticas, sendo favoráveis temperaturas entre 15 oC e 20 oC e elevada umidade relativa. Em temperaturas em torno de 20 oC apenas três horas de molhamento foliar são necessárias para que ocorra infecção, mas em temperaturas inferiores o fungo necessita de um período maior de molhamento para infectar o hospedeiro.

Foto: Flávio Martins Santana.
FF
Fig. 1.Cultivar de trigo ainda na fase de planta jovem, apresentado pústulas bem desenvolvidas de ferrugem da folha, causada por Puccinia triticina.

Controle

O controle dessa doença pode ser obtido basicamente pelo uso de fungicidas indicados pela pesquisa, desde que sejam utilizados no momento correto, ou seja, pouco valor teria um fungicida protetor, quando a doença já estiver instalada e em nível alto de severidade. Mesmo os fungicidas do grupo dos triazóis, que são sistêmicos, devem ser utilizados logo no aparecimento das primeiras pústulas, ou antes, pois algumas pústulas visíveis indicam a presença de outras em período latente que surgirão dias após.

O uso de cultivares resistentes é outra estratégia continuamente buscada no controle de diversas doenças, entre elas a ferrugem. Particularmente para a ferrugem da folha existe um tipo de resisltência bastante eficiente, chamado resistência de planta adulta (RPA). É um tipo de resistência que não é específica a raças, o que levaria a uma relativamente rápida quebra de resistência devido ao grande número de raças de P. triticina. Na RPA por não ser raça específica há um bom nível de resistência generalizada, caracterizado pelo progresso lento da doença. Na maioria dos anos, em cultivares com RPA, o nível de ferrugem é alto apenas na fase de grãos já formados, o que dispensa o uso de fungicidas. Por ser duradoura, essa é uma característica buscada pelo melhoramento visando resistência a ferrugem. São fontes de RPA as cultivares Frontana, BR23 e BR35 (Bacaltchuk et al., 2006).

Giberela topo

A giberela do trigo é causada pelo fungo Gibberella zeae (Schwabe), que é a forma perfeita de Fusarium graminearum (Schwabe). O principal inóculo desse fungo são os ascosporos, que são produzidos em peritécios sobre os restos culturais que permanecem entre uma estação de cultivo e outra. Esses esporos são transportados pelo vento a longas distâncias e depositados sobre anteras causando infecção. Não apenas o trigo é hospedeiro, mas todos os cereais de inverno.

De importância mundial, a giberela é uma doença que ataca as espigas, causando despigmentação das espiguetas afetadas. Dependendo das condições climáticas e da cultivar, pode ser observado um micélio branco a rosado sobre as espiguetas (Fig. 2) .

Os grãos aí produzidos são chochos, enrugados e de coloração branco a rosada.

Foto: Flávio Martins Santana.
Giberela
Fig. 2 . Espiga de trigo com sintomas de giberela, causada por Gibberella zeae. Pode-se observar sobre as espiguetas afetadas crescimento micelial de coloração branco a rosada.

É uma doença que pode comprometer toda a produção quando a floração ocorre em épocas com temperaturas superiores 20 oC e a duração do molhamento das espigas é superior a 72h. É possível sugerir que a giberela seja uma doença favorecida pelo sistema conservacionista de manejo de solo. Os grãos afetados precocemente são mais leves, permanecendo grande parte no campo junto com a palha, na superfície do solo, no processo de trilha. A manutenção de restos culturais na superfície do solo facilita a produção e a disseminação de ascosporos do fungo (Lima, 2004; Panisson et. al., 2002).

Controle

A giberela é uma doença de difícil controle, sendo quase sempre devastadora quando as condições climáticas são favoráveis ao patógeno no período de antese das espigas. Para essa doença a rotação de culturas como medida de controle é pouco eficaz, devido ao grande número de plantas hospedeiras, à característica dos ascosporos serem disseminados a longas distâncias e capacidade de sobrevivência em restos culturais sobre o solo. O uso de cultivares resistentes também é pouco eficiente, pois a maioria dos cultivares disponíveis ainda apresentam grande suscetibilidade à doença. Os fungicidas indicados atingem um controle mediano (Tabela 1) mas desde que sejam aplicados no momento certo e não haja um excesso de chuvas no momento da floração. Sendo assim uma alternativa que pode ser agregada no manejo dessa doença é o escape, por meio de escalonamento de semeadura e uso de cultivares com ciclos reprodutivos diferentes, visando ao escape da doença de pelo menos parte da lavoura, pois assim não haveria coincidência de condições favoráveis e fase reprodutiva das plantas (Lima, et. al., 2002).

Tabela 1. Exemplo de fungicidas indicados para o controle das princiapais doenças do trigo.
Nome comum
Dose g i.a./ha
Persistência (dias)
Mg
Ma e Mm
Fe
Oídio
Giberela
Brusone
Ciproconazole
100
20-25
***
***
***
***
NI
SI
Epoxiconazole
94/125
20-25
***
***
***
***
**
SI
Tebuconazole
150
20-25
***
***
***
***
**
*
Triadimenol
125
20-25
***
**
***
***
NI
NI
Fonte: Adaptado de REUNIÃO DA COMISSÃO BRASILEIRA DE PESQUISA DE TRIGO E TRITICALE, 2., 2008, Passo Fundo. Informações técnicas para a safra 2009: trigo e triticale. Passo Fundo: Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale: Embrapa Trigo: Embrapa Transferência de Tecnologia, 2008. 172 p.
Mg = mancha da gluma; Ma = mancha amarela; Mm = mancha marrom; Fe = ferrugem da folha.
** = Controle médio, de 50 % a 70 %; *** Controle bom, > 70 %.
NI = não indicado.
SI = sem informação.

Brusone topo

A brusone do trigo é causada por Magnaporthe grisea, anamorfo Pyricularia grisea. Assim como a giberela, é uma doença que ataca as espigas, afetando portanto a produção diretamente. No entanto, já nas folhas pode-se observar sintomas de manchas, elípticas ou arredondadas, caracteristicamente de borda marrom escuro com centro acinzentado. Nas espigas verifica-se uma descoloração acima do ponto de infecção, que pode ser visto por um escurecimento no ráquis. Neste ponto do ráquis e na base da espigueta, dependendo das condições de microclima, pode-se observar também um crescimento micelial, de coloração cinza (Fig. 3).

Foto: Flávio Martins Santana.
Brusone
Fig. 3 . Espiga de trigo infectada com brusone, causada por Pyricularia grisea. Além do sintoma de morte das espiguetas acima do ponto de infecção, pode-se observar sinais do patógeno que é um desenvolvimento micelial de coloração cinza no ponto de infecção a partir do raquis.

As condições climáticas mais favoráveis ao desenvolvimento da doença são períodos de molhamento superiores a 10 horas com temperaturas acima de 25 oC.

Assim como giberela, é uma doença de difícil controle, sendo o mais eficaz, quando possível, o escape, realizando semeadura mais tardiamente além de utilização de cultivares tolerantes à doença. Não há disponível até o momento, cultivares com nível satisfatório de resistência à brusone do trigo.

O controle químico pode ser realizado preventivamente, quando as condições estiverem favoráveis, com aplicação de fungicidas na parte aérea das plantas, antes do espigamento. Alternativamente, pode-se consultar no endereço http://sisalert.com.br, onde, por meio de uma rede de estações automáticas, é possível simular o risco de ocorrência de doenças, tanto para brusone, quanto para giberela, fornecendo para o programa a data de espigamento da lavoura. Para proteger as espigas, recomenda-se uma aplicação no florescimento e, se o clima for favorável, justifica-se outra aplicação 12 dias após. De acordo com alguns laudos, apresentados na Reunião de Pesquisa de Trigo em 2009, a eficiência de fungicida formulado pela mistura de triazol com estrobilurina pode chegar ao controle em torno de 90%, entretanto, no dia a dia no campo o controle não tem passado de 50%, independente do fungicida utilizado.

Oídio topo

O oídio é reconhecido pela presença de micélio branco acinzentado (Fig. 4) nas folhas, bainhas, colmos e espigas. Devido à colonização do patógeno a fotossíntese e a respiração da planta ficam comprometidas. As condições favoráveis ao desenvolvimento da doença são termperaturas entre 15 a 22 oC e pouca umidade relativa, diferente dos demais fungos que em geral são favorecidos por umidade relativa alta.

Foto: Flávio Martins Santana.
Brusone
Fig. 4. Folha de trigo coberta de micélio e esporos de oídio, causado por Blumeria graminis f. sp. tritici.

Controle

Para o controle dessa doença recomenda-se o uso de cultivares resistentes, como BRS 194, BRS 209, BRS 249, BRS Camboatá, BRS Pardela, BRS Tangará, BRS Tarumã, entre outros. Em cultivares suscetíveis, recomenda-se o controle químico via tratamento de sementes com triadimenol, que protege as plantas por um período em torno de 45 a 60 dias após a emergência. Na necessidade de aplicação foliar, recomenda-se o uso de fungicidas quando a incidência foliar estiver entre 20 a 25% a partir do estádio de alongamento (Bacaltchuck et. al., 2006).

Manchas foliares topo

A cultura do trigo é afetada por um grupo de fungos que causam manchas foliares. A distinção dos agentes etiológicos em alguns casos é difícil pois os sintomas produzidos são semelhantes. Os patógenos responsáveis por manchas foliares de importância econômica no Brasil são: a) Pyrenophora tritici-repentis (Died.) Drechs, cujo anamorfo é Drechslera tritici-repentis (Died.) Shoemaker; b) Cochliobolus sativus (Ito & Kurib) Dreschler ex Dastur, anamorfo Bipolaris sorokiniana (Sacc.) Shoemaker [Anamorfo] e c) Phaeosphaeria nodorum (E. Müll.) Hedjar, anamorfo Stagonospora nodorum (Berk.) E. Castell. & Germano. Estes três fungos causam cada um, respectivamente, a mancha amarela, a mancha marrom e a mancha da gluma. Devido às condições climáticas mais adequadas à cada patógeno supra citado, a mancha de B. sorokiniana é mais importante no Paraná e Centro Oeste, em relação às demais manchas, que ocorrem mais no Rio Grande do Sul. As perdas são variáveis, dependendo da suscetibilidade da cultivar, do manejo cultural e do ano de ocorrência. Para o complexo envolvendo a mancha de D. tritici-repentis e B. sorokiniana há relatos de perdas variando entre 20 a 30%, e em anos chuvosos, especialmente na fase de enchimento de grãos, perda total tem sido observada (Duveiller at al., 2005).

Mancha amarela

A mancha amarela, causada por D. tritici-repentis, é a mancha predominante no Rio Grande do Sul, sendo favorecida pelo sistema de plantio direto, que propicia a sobrevivência e multiplicação do patógeno em sua forma perfeita, P. tritici-repentis, e pelas condições climáticas da região, ideais para a multiplicação do patógeno.

As condições climáticas ideais para o desenvolvimento do patógeno são temperatura entre 18o e 28oC e um período de molhamento foliar superior a 30 horas. É um fungo necrotrófico, portanto com capacidade de sobreviver em restos culturais, formando estruturas de reprodução sexuada, que são os pseudotécios. No sistema de plantio direto, os pseudotécios liberam ascosporos que são responsáveis pela infecção primária. Durante o desenvolvimento da cultura, sob condições favoráveis e sem adoção do controle químico, conidióforos e conídios são formados sobre as lesões e iniciam o ciclo secundário da doença (Bacaltchuck et al., 2006).

O sintoma mais característico é o que dá nome à doença: mancha amarela. As lesões são elípticas ou em forma de diamante, geralmente com uma borda amarela e o centro marrom escuro (Fig. 5). Dependendo da cultivar, pode-se obervar maior ou menor clorose e necrose, devido a ação de toxinas específicas do patógeno, como PtrToxA, que causa necrose e PtrToxB ou PtrToxC, que causam clorose (Manning & Ciuffetti, 2005) e dependendo do manejo dado à cultura os sintomas podem ser visualizados logo no início do ciclo da cultura, ainda no afilhamento (Fig. 6).

Foto: Flávio Martins Santana.
Mancha amarela
Fig. 5 . Folha de trigo com sintomas de mancha amarela, causada por Drechslera tritici-repentis. Observa-se região necrosada circundada por halo amarelo que é resultado de toxinas produzidas pelo patógeno.

Foto: Flávio Martins Santana.Mancha amarela
Fig. 6 . Planta de trigo ainda jovem apresentando sintomas de mancha amarela, causada por Drechslera tritici-repentis. Infecção precoce geralmente associada a não utilização de rotação de culturas no sistema.

Controle

Devido à importância dos restos culturais na sobrevivência do fungo, uma das mais importantes medidas de controle para esta doença está no manejo, com o objetivo de eliminar estruturas do patógeno. Sendo assim, a primeira medida a ser tomada é a rotação de culturas. Recomenda-se dois anos seguidos sem trigo, a fim se obter redução satisfatória do patógeno na palha do trigo. Entretanto, este fungo pode sobreviver em restos culturais de cevada, devendo-se evitar este cereal como alternativa na rotação com o trigo. Em regiões onde não se prática o plantio direto, o enterrio de restos também funciona como medida de controle. Em situações de grande potencial de inóculo, se empregada uma cultivar altamente suscetível, o uso de fungicidas é indispensável. Nos Estados Unidos, o uso de fungicidas é recomendado, devido a relação custo benefício, apenas quando o potencial de produção da lavoura é de ao menos 3.300 kg/ha, os sintomas ainda não atingiram a folha bandeira e o clima é favorável ao desenvolvimento da doença (Young, 1998). No Brasil, recomenda-se a aplicação de fungicidas, para o complexo de manchas foliares, quando a incidência foliar atingir 70%. No caso de mancha amarela, por ser mais agressiva, indica-se o uso do controle químico no aparecimento dos sintomas (REUNIÃO DA COMISSÃO BRASILEIRA DE PESQUISA DE TRIGO E TRITICALE, 2., 2008, Passo Fundo. Informações técnicas para a safra 2009: trigo e triticale. Passo Fundo: Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale: Embrapa Trigo: Embrapa Transferência de Tecnologia, 2008. 172 p.). Alguns fungicidas indicados para o controle de manchas estão representados na tabela 1.

Mancha da gluma

A mancha da gluma é causada por S. nodorum. Semelhante aos demais fungos do complexo de manchas, este é também necrotrófico, pois sobrevive em tecido morto do hospedeiro. Os sintomas podem ser confundidos com as demais manchas, embora o patógeno seja bem distinto, pois seus conídios são formados em picnídios.

A faixa de temperatura ideal para o desenvolvimento do patógeno no hospedeiro está entre 20 a 25oC, com período de molhamento foliar entre 48 e 72 horas (Bacaltchuck et al., 2006).

Embora denominada mancha da gluma, a doença manifesta-se em outros órgãos da planta como folhas, colmos e espiga, formando o sintoma típico nas glumas. Os sintomas são manchas irregulares de coloração marrom claro, com halo violáceo, os quais podem inicialmente ser confundidos com os sintomas causados por de B. sorokiniana (mancha marrom). Tais sintomas evoluem para castanho com centro claro e pontuações de cor marrom, que são os picnídios do patógeno. As glumas apresentam manchas irregulares de cor marrom (Fernandes & Piccinini, 1999).

Mancha marrom

A mancha marrom, causada por B. sorokiniana, é mais importante em regiões mais quentes e de alta umidade relativa dos trópicos e subtrópicos. Dependendo do ataque da doença, perdas totais podem ocorrer.

O fungo é de ocorrência frequente em sementes, sendo portanto uma importante forma de dispersão do patógeno a longas distâncias. Semelhante aos demais patógenos do complexo de manchas foliares, B. Sorokiniana também tem a capacidade de sobreviver em restos de cultura, tornado estes uma fonte de inóculo primário, quando a doença já está instalada na área.

A faixa de temperatura ideal está entre 20 e 28oC, com pelo menos 15 horas de molhamento foliar (Bacaltchuk et al., 2006).

Os sintomas da mancha marrom iniciam com pequenas manchas ovais (Figura 5), de coloração marrom-escuro a negra, em folhas, bainhas e colmos. Com o progresso da doença as lesões se tornam elípticas e sobre estas há abundante esporulação do fungo de coloração castanho escuro, o que dá uma aparência negra às lesões (Prates & Fernandes, 2001). Pontuações pretas nas sementes e necrose em plântulas podem ocorrer (Duveiller & Altamirano, 2000).

Controle

A estratégia de controle mais adequada é o uso de cultivares resistentes. Entretanto, níveis satisfatórios de resistência normalmente não são encontrados por diversos motivos, sendo um deles o caráter quantitativo da resistência, que torna difícil a incorporação dos genes de resistência, além de ser limitado o número de fontes de resistência. Na falta de controle, a doença pode compromenter até 40% da produção, tornando-se em alguns casos um fator limitante da cultura (Duveiller & Altamirano, 2000).

O tratamento de sementes é recomendado, mas apenas em lotes que apresentem infecção abaixo de 40%, pois os fungicidas recomendados não têm a capacidade de eliminar o patógeno em casos intensos de infecção. Acima desse nível, não é viável e o lote deve ser descartado (Fernandes & Piccinini, 1999).

 
 
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