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Embrapa
Uva e Vinho Sistema de Produção, 5 ISSN 1678-8761 Versão Eletrônica Nov./2003 |
| Cultivo da Videira Niágara Rosada em Regiões Tropicais do Brasil |
| Início O Clima em Regiões Tropicais do Brasil Implantação do Vinhedo Poda e Quebra de Dormência Adubação da Videira Niágara Rosada Manejo de Plantas Daninhas Doenças e seu Controle Insetos Pragas e seu Controle Normas Gerais sobre o Uso de Agrotóxicos Irrigação em Regiões Tropicais Colheita, Embalagens e Classificação da Uva Produção e Mercado Custos e Rentabilidade Referências Expediente Autores |
IntroduçãoAs plantas daninhas não são, em sua totalidade, prejudiciais a videira. Há espécies menos competitivas que podem ser admitidas nas áreas, podendo ajudar na reciclagem de nutrientes, promovendo a cobertura do solo, diminuindo a erosão, além de servir como abrigo de inimigos naturais. Algumas espécies são extremamente competitivas e disseminam muito rápido como é o caso da grama seda (Cynodon dactylon L.) Pers., tiririca (Cyperus rotundus L.), capim colonião (Panicum maximum Jacq.), braquiarias (Braquiaria spp.), corda de viola (Ipomoeia sp), as quais necessitam ser erradicadas da área. Outras espécies menos competitivas podem até conviver com a cultura nas entrelinhas, no período chuvoso, porém necessitam ser roçadas a cada 20 a 30 dias. O controle de plantas daninhas é realizado objetivando-se diminuir a competição com a videira por água, luz, e nutrientes ou visando a eliminação das espécies mais competitivas.
Controle cultural Controle culturalConsiste em evitar a introdução de espécies competitivas na área do vinhedo. Essa introdução pode ocorrer via plantio de mudas infestadas; estercos com sementes, estolhos ou tubérculos; ou através de implementos usados em áreas infestadas. Neste último caso o implemento deve ser lavado antes de iniciar o trabalho na nova área. A eliminação de plantas daninhas nas margens de carreadores e em áreas ociosas adjacentes ajudam a diminuir as fontes de infestação. Controle físicoUsar cobertura morta, como restos de palhas secas de cana ou de napier, casquinha de algodão, bagaço de cana, e palhas de braquiária. Estes materiais, além de diminuir a incidência de plantas daninhas, proporcionam aumento no teor de matéria orgânica no solo, aumentam a conservação da umidade no solo, e diminui os riscos de erosão. Outra possibilidade para a cobertura do solo é o plantio de leguminosas nas entrelinhas, fazendo a cobertura verde. Neste caso a leguminosa deve ser roçada antes que suas sementes estejam maduras fisiologicamente. A espécie para este fim deve ter hábito de crescimento determinado, e ter ciclo anual. A mucuna anã pode ser usada para este fim. Esta espécie chega a incorporar cerca de 50 kg/ha/ano de nitrogênio, 4 a 5 t/ha de matéria seca, além de ter efeitos alelopáticos contra nematóide e tiririca. Controle quimico
O uso de herbicidas deve ser feito preferencialmente no final do
ciclo. Deve-se evitar o uso de herbicidas durante os dois primeiros anos
de cultivo, porque os riscos de fitotoxidez são maiores. O controle químico
pode ser feito com produtos registrados para a cultura listados na Tabela
1, sendo os mais utilizados glifosato e paraquat. Paraquat - É um herbicida pós-emergente, não seletivo que controla a maioria das plantas daninhas anuais, principalmente com altura entre 15 cm a 20 cm, na dosagem de 2,0 kg de i.a./ha-1. Este produto requer cuidado especial quanto a deriva, para tanto deve ser aplicado nas horas sem vento. Herbicidas não registrados para a videiraA aplicação de produtos não registrados para a videira pode causar sérios danos à planta como a base de halosulfuron (Figura 2), e de 2,4, D (Figura 3). Os herbicidas registrados para a cultura da videira estão apresentados na Tabela 1.
Em termos gerais, o controle, e, ou, manejo de plantas daninhas no vinhedo pode ser feito de várias maneiras:
Tabela 1. Herbicidas registrados para a cultura da videira (2003).
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