A suscetibilidade às doenças das cultivares de uvas sem sementes BRS Morena, BRS Clara e BRS Linda é semelhante a das uvas finas de mesa, como 'Itália' e suas mutações. Dessa forma, dentre as doenças que podem comprometer a produção dessas cultivares em regiões tropicais, caso medidas adequadas de controle não sejam adotadas, destacam-se míldio, oídio, antracnose, podridões dos cachos e cancro bacteriano. Além disso, a ocorrência de outras doenças fúngicas como a requeima das folhas, a ferrugem e a botriodiplodiose eventualmente pode ser registrada.
Míldio
Antracnose
Oídio
Ferrugem
Requeima das folhas
Podridões do Cacho
Doenças da Madeira, Declínio da Videira ou Botriodiplodiose
Cancro Bacteriano
Uso de fungicidas no controle de doenças em cultivares de uvas de mesa
Míldio - Plasmopara viticola
Principal doença fúngica em áreas tropicais, o míldio é também conhecido como mofo ou mufa e pode causar perdas de até 100% na produção. As condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do pseudofungo são a temperatura de 20ºC a 25ºC e a umidade relativa do ar elevada. A presença de água livre na superfície dos tecidos vegetais, seja proveniente de chuvas, orvalhos ou gutação, é indispensável para que ocorra a infecção.
O patógeno afeta todas as partes verdes da planta. Nas folhas, inicialmente aparecem manchas amareladas, translúcidas contra o sol, denominadas de "mancha de óleo" (Figura 1). Em condições de umidade relativa alta, na face inferior da folha, sob a mancha de óleo, observa-se um mofo branco que é a frutificação do pseudofungo (Figura 2). Em seguida, o tecido foliar afetado necrosa e, quando o ataque é muito intenso, ocorre a desfolha precoce da planta. Os cachos são atacados desde antes da floração até o início da maturação. Quando o patógeno atinge as flores ou os frutos até o estádio de chumbinho, observa-se escurecimento do ráquis, o cacho pode ficar recoberto por uma massa branca, secar e cair. Nas bagas mais desenvolvidas, o fungo penetra pelos pedicelos e se desenvolve no seu interior, tornando-as escuras, duras, com superfície deprimida, destacando-se facilmente do cacho.
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| Figura 1. Mancha óleo (Plasmopara viticola) em folhas da cv. BRS Morena. Foto: Rosemeire de Lellis Naves. |
Figura 2. Frutificação de Plasmopara viticola em folhas da cv. BRS Morena. (Foto: Rosemeire de Lellis Naves) |
O controle preventivo do míldio deve ser iniciado com a escolha do local adequado para instalação da parreira, evitando-se áreas de baixada ou com face sul. Medidas que melhorem a aeração da copa, como espaçamento adequado, boa disposição espacial dos ramos sobre o aramado e poda verde (desbrota, desnetamento, desfolha, desponte, etc.), devem ser adotadas, objetivando diminuir o tempo de molhamento foliar. Em condições climáticas favoráveis, o controle por meio do uso de fungicidas (Tabela 1) deve ser realizado desde o início da brotação até a compactação dos cachos.
Antracnose - Elsinoe ampelina
A antracnose é também conhecida como varola, negrão, carvão e olho-de-passarinho. As condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do fungo são ventos frios e umidade relativa elevada. Temperaturas de 2ºC a 32ºC permitem que o patógeno se desenvolva, sendo 20ºC a temperatura ótima.
O fungo ataca todos os órgãos verdes da planta (folhas, gavinhas, ramos, inflorescências e frutos). Nos brotos, ramos e gavinhas aparecem lesões arredondadas de coloração cinzenta no centro e bordos negros. Nas folhas, formam-se manchas escuras e circulares e, muitas vezes, o tecido necrótico desprende-se da lesão, que se transforma num pequeno furo. Caso as lesões ocorram nas nervuras, causam a deformação da folha. Nas bagas, manchas arredondadas tornam o tecido mumificado e escuro. O ataque do fungo, na fase de floração, causa escurecimento e destruição das flores.
O controle da antracnose deve ser iniciado na época da poda com a destruição de ramos doentes e com tratamento químico, visando eliminar ou diminuir o inóculo inicial. As pulverizações com fungicidas devem ser realizadas desde o estádio de ponta verde (início da brotação) até a compactação dos cachos . Os produtos recomendados para o controle da doença estão listados na Tabela 1.
Oídio - Uncinula necator
Conhecido também por cinza ou mufeta, o oídio é uma doença de grande importância quando ocorrem temperaturas entre 20ºC e 27ºC e baixa umidade relativa do ar.
O fungo desenvolve-se na superfície dos órgãos verdes das plantas como brotos, folhas e bagas, que ficam recobertos por um crescimento branco pulverulento, formando manchas difusas. Flores e bagas pequenas atacadas secam e caem. Outro sintoma típico é a rachadura das bagas mais desenvolvidas com exposição das sementes. Mesmo não ocorrendo fendilhamento, os cachos ficam depreciados, pois a superfície da baga fica manchada.
O controle químico do oídio deve ser realizado quando ocorrem condições ambientais favoráveis ao fungo, do início da brotação até a compactação dos cachos. Os fungicidas recomendados, as respectivas doses e os intervalos de aplicação estão listados na Tabela 1. Os produtos a base de enxofre, apesar de eficientes e relativamente baratos, devem ser utilizados apenas quando a temperatura do ar estiver entre 25ºC e 30ºC, pois, sob temperaturas mais elevadas, podem causar severas queimaduras nas plantas e, abaixo de 18ºC, sua eficácia é comprometida.
Dentre as três cultivares, a BRS Linda tem se mostrado mais suscetível a Uncinula necator, merecendo, dessa forma, maior atenção quanto à adoção de medidas adequadas de controle. Assim, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento do patógeno, o intervalo de aplicação dos fungicidas sistêmicos não deve passar de sete dias.
Ferrugem - Phakopsora euvitis
Causada pelo fungo Phakopsora euvitis, que tem grande potencial de disseminação, a doença foi inicialmente detectada na Ásia e na América do Norte, sendo constatada pela primeira vez, no Brasil, no ano de 2001, em municípios da região norte do Estado do Paraná. Atualmente, a ocorrência do patógeno já se estendeu aos parreirais de outras regiões vitícolas do país. Ocorre, principalmente, em áreas tropicais e subtropicais onde a severidade da doença parece ser maior que nas regiões de clima temperado. Registros preliminares têm mostrado que cultivares européias (V. vinifera) são menos suscetíveis que as cultivares americanas e híbridas.
Os sintomas da ferrugem na videira são lesões amareladas a castanhas de várias formas e tamanhos nas folhas. Massas amarelo-alaranjadas de uredosporos são produzidas na face inferior das folhas, com manchas escuras necróticas na face superior. Ataques severos do fungo causam senescência e queda prematura de folhas, prejudicando os frutos e reduzindo o vigor das plantas no ciclo seguinte.
Para o controle químico da ferrugem da videira, normalmente não são necessárias pulverizações específicas, uma vez que os fungicidas do grupo dos triazóis, utilizados para o controle de oídio, também são eficientes no controle de Phakopsora euvitis.
Requeima das folhas
A requeima das folhas da videira foi observada pela primeira vez em uvas americanas (Vitis labrusca L.) e híbridas cultivadas na região de Jales (SP), no início da maturação dos frutos, no ano de 1998 e, no ano seguinte, o problema passou a ser observado também nas cultivares de uvas finas (Vitis vinifera L.) durante o ciclo de formação. A doença provoca a queda prematura de folhas e prejudica a maturação dos frutos, tornando os cachos inadequados para a comercialização. Além disso, compromete a formação e maturação dos ramos para o ciclo seguinte, devido ao menor acúmulo de reservas de carboidratos.
Os sintomas iniciais, em cultivares de Vitis vinifera, são lesões castanho-claras com bordos escuros, podendo apresentar anéis concêntricos e halo amarelado bem visível. Essas lesões, predominantes nos bordos foliares, aumentam rapidamente de tamanho e podem coalescer, cobrindo quase todo o limbo, o que provoca a morte e queda das folhas. Aos sintomas observados em folhas de videiras, fungos do gênero Alternaria têm sido encontrados em constante associação, embora os testes de patogenicidade ainda não tenham sido concluídos.
Para o controle químico da requeima das folhas nas cultivares de uvas sem sementes, não são necessárias pulverizações específicas, uma vez que os fungicidas do grupo dos triazóis, utilizados para o controle de oídio, também são eficientes no controle de Alternaria sp.
Podridões do Cacho - Melanconium fuligineum e Glomerella cingulata
As principais podridões do cacho, em regiões tropicais, são a podridão amarga (Melanconium fuligineum) e a podridão da uva madura (Glomerella cingulata) que provocam perdas tanto na qualidade como na quantidade da uva produzida. Alta umidade e temperaturas em torno de 25ºC a 30ºC favorecem o desenvolvimento e a esporulação dos fungos, que se disseminam pela ação do vento, da chuva e de insetos. Ferimentos nos frutos favorecem o estabelecimento dos patógenos e adubação nitrogenada em excesso favorece o desenvolvimento da doença, pois proporciona alto vigor à planta. Essas doenças podem ocorrer simultaneamente no mesmo cacho e, normalmente, provocam murcha e mumificação de parte ou de todas as bagas.
A podridão amarga inicia-se com uma lesão aquosa, marrom que aumenta em forma de anéis concêntricos até envolver toda a baga. Em condições favoráveis, aparecem pústulas escuras, irregulares e de tamanho variável que são as estruturas do fungo. Quando os frutos úmidos são manipulados, liberam esporos em forma de resíduos escuros. Os frutos atacados podem enrugar e mumificar. Na podridão da uva madura, surgem sobre as bagas atacadas manchas circulares marrom-avermelhadas que, posteriormente, atingem todo o fruto, escurecendo-o. Em condições de alta umidade, aparecem as estruturas reprodutivas do fungo na forma de pontuações cinza-escuras, concêntricas, das quais exsuda uma massa rósea ou salmão que serve para diferenciá-la da podridão amarga.
O controle das podridões do cacho deve ser feito por meio de um programa integrado de manejo: adoção de medidas que melhorem a aeração da copa, como espaçamento adequado, boa disposição espacial dos ramos sobre o aramado e poda verde (desbrota, desnetamento, desfolha, desponte, etc.); adubação equilibrada sem excesso de nitrogênio; colheita de todos os cachos para que não mumifiquem na planta; controle de doenças como o míldio e de pragas da parte aérea; pulverizações com fungicidas específicos no final da floração (Tabela 1).
Doenças da Madeira, Declínio da Videira ou Botriodiplodiose - Eutypa lata, Botryosphaeria spp.
Declínio ou morte descendente é um termo genérico que, num conceito mais amplo, designa a morte lenta e gradual de plantas ou partes da planta provocada por agente(s) biótico(s) ou abiótico(s). Os principais agentes de declínio da videira identificados no Brasil são Eutypa lata (forma conidial Libertella blepharis) e Botryosphaeria spp. (forma conidial Botryodiplodia theobromae e Dothiorella sp).
Os fungos penetram pelos ferimentos das podas ou outras injúrias produzidas sobre as plantas, se desenvolvem numa ampla faixa de temperatura e são favorecidos pela alta umidade. O estresse hídrico e desequilíbrios nutricionais agravam a doença.
Os sintomas, bastante genéricos, são retardamento da brotação após a poda; encurtamento dos internódios; folhas pequenas e mal formadas com pequenas necroses nas margens, redução drástica de vigor, superbrotamento, frutificação irregular e menor número de bagas, seca de ramos e morte da planta. Cancros, formados nos ramos velhos e frutificações do fungo, são importantes para o diagnóstico do agente causal. Um corte transversal do ramo na área afetada mostra um escurecimento em forma de "V", contrastando com a parte ainda viva da madeira.
Para o controle do declínio da videira, recomenda-se a utilização de material de plantio sadio; retirada e destruição de ramos podados e partes afetadas da planta, protegendo-se os ferimentos com pasta bordalesa, tebuconazole ou tiofanato metílico; desinfestação das ferramentas de poda com água sanitária. As plantas parcialmente afetadas podem ter suas copas renovadas, fazendo-se uma poda drástica logo acima do enxerto. A redução da ação dos fatores que provocam estresse nas plantas poderá diminuir os efeitos do declínio e, às vezes, até controlá-lo.
Cancro Bacteriano - Xanthomonas campestris pv. viticola
A ocorrência do cancro bacteriano da videira estava restrita à Índia até o ano de 1998, quando o patógeno foi identificado pela primeira vez no Brasil infectando plantas de 'Red Globe', cultivadas no município de Petrolina (PE). Apesar de serem poucas as informações disponíveis a respeito dessa doença, tem-se verificado que cultivares sem sementes de V. vinifera, principalmente as coloridas, são altamente suscetíveis a Xanthomonas campestris pv. viticola. No ano de 2004, sob condições de alta pluviosidade, plantas de 'Superior Seedless', principal cultivar sem semente na região de Petrolina, apresentaram altas incidência e severidade do cancro bacteriano, enquanto que plantas de 'BRS Clara' não apresentaram sintomas da doença.
O patógeno afeta folhas, ramos e cachos da videira. Nas folhas, aparecem manchas angulares escuras envoltas por um halo amarelado. Áreas necróticas marrom-claras desenvolvem-se ao longo das nervuras que, coalescendo, atingem grande parte do limbo foliar e, posteriormente, secam, escurecendo o tecido. Nos ramos verdes, aparecem cancros ovalados de coloração marrom, com bordos escuros, centro deprimido e fendilhamento do tecido. Pedúnculo, ráquis, ramificações laterais e pedicelos dos cachos, quando atacados, apresentam uma podridão mole de coloração marrom-escura. No ráquis observa-se pequenas caneluras longitudinais, causadas pela desintegração dos tecidos. As bagas murcham, podendo ou não ficar presas ao pedicelo.
Em regiões livres da doença, o uso de material de propagação sadio e originário de regiões onde a doença não ocorra é a principal medida de controle a ser adotada. Em áreas já contaminadas, deve-se realizar a poda e queima de ramos infectados; eliminação da planta, quando a infecção for generalizada e em grande extensão dos ramos e proteção, durante todo o ciclo, com produtos cúpricos.
Uso de fungicidas no controle de doenças em cultivares de uvas de mesa
As pulverizações com fungicidas nas cultivares de uvas sem sementes devem iniciar logo após a brotação, quando as plantas entram na fase de maior suscetibilidade às principais doenças fúngicas (Figura 3), utilizando-se, de forma racional, produtos registrados para a cultura (Tabela 2). Além da escolha do local adequado para implantação da parreira e a adoção de práticas de manejo que melhorem a aeração da copa, a calibração dos pulverizadores é um fator muito importante para o sucesso do tratamento fitossanitário, podendo contribuir para a redução do uso de fungicidas na cultura.
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01- gemas dormentes
02- inchamento de gemas
03- algodão
05- ponta verde
07- 1a folhas separada
09- 2 ou 3 folhas separadas
12- 5 ou 6 folhas separadas: inflorescência visível
15- alongamento da inflorescência: flores agrupadas
17- inflorescência desenvolvida: folhas separadas
19- início do florescimento: 1as flores abertas
21- 25% das flores abertas |
23- 50% das flores abertas (pleno florescimento)
25- 80% das flores abertas
27 frutificação (limpeza de cacho)
29- grão tamanho "chumbinho"
31- grão tamanho "ervilha"
33- início da compactação do cacho
35- início da maturação
38- maturação plena
41- maturação dos sarmentos
43- início da queda das folhas
47- final da queda da folha |
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| Figura 3. Estádios fenológicos da videira de acordo com Eichorn & Lorenz (1977) e fases de maior suscetibilidade das cultivares sem sementes às doenças fúngicas. |
No tratamento químico de doenças em uvas para mesa, deve-se cuidar para que as bagas não sejam manchadas, depreciando o valor comercial do cacho. Para aplicação de fungicidas formulados na forma de pó molhável, após a floração, recomenda-se a utilização de bicos de baixa vazão e a adequação da velocidade de deslocamento do trator, evitando-se o escorrimento do produto.
Embora sejam mais eficazes que os fungicidas de contato, os fungicidas sistêmicos, por apresentarem sítios de ação mais específicos, podem induzir o aparecimento de raças resistentes na população dos patógenos. Dessa forma, produtos que possuam ação sistêmica e pertençam ao mesmo grupo químico não devem ser utilizados em mais de duas ou três aplicações por ciclo vegetativo.
Para o controle do míldio da videira, o produtor tem a sua disposição os fosfitos, produtos derivados do ácido fosforoso que são menos tóxicos. Esses produtos possuem ação estimulante das defesas naturais da planta, induzindo a produção de fitoalexinas. Os fosfitos mostraram alta eficácia no controle do míldio tanto em aplicações isoladas como em misturas com outros fungicidas. Embora diversas marcas comerciais estejam disponíveis no mercado, pode-se utilizar uma dosagem de 200 a 300 mL/100 litros de calda. Além de eficazes, esses produtos não mancham as uvas.
Tabela 1. Recomendações para o controle químico das principais doenças fúngicas das cultivares de uvas sem sementes BRS Morena, BRS Clara e BRS Linda.
| Doença/ Patógeno |
Época de aplicação |
Princípio ativo |
Dosagem (i.a.)* (g/100L) |
Intervalo de Aplicação (dias)** |
Período de Carência (dias) |
Antracnose (Elsinoe ampelina) |
Umidade e temperatura favoráveis: do início da brotação até compactação dos cachos. |
captan folpet dithianon difenoconazole chlorothalonil tiofanato metílico imibenconazole |
125 67,5-90,0 93,75 2-3 200 50 15 |
7 7 7 12-14 7 12 12 |
1 1 21 21 7 14 14 |
Míldio (Plamopara viticola) |
Presença de água livre: do início da brotação até compactação dos cachos. |
dithianon mancozeb folpet metalaxyl + mancozeb cymoxanil + famoxadone cymoxanil + maneb iprovalicarb +propineb azoxystrobin fosetyl-Al benalaxyl + mancozeb captan propineb hidróxido de cobre |
93,75 240 67,5-90,0 24+192 31,5 20+160 135 12 200 146 120 210 54 |
2 2 2 7 3 3 7 7 3 7 2 2 2 |
21 7 1 21 7 7 10 7 7 21 1 7 7 |
| Oídio (Uncinula necator) |
Umidade e temperatura favoráveis: do início da brotação até compactação dos cachos. |
enxofre fenarimol triadimenol tebuconazole difenoconazole tetraconazole |
240-320 2,4 15,5-18,7 25 2-3 5-7,5 |
7 7 7 7 7 7 |
7 15 30 14 21 7 |
| Podridões do cacho (Melanconium fuligineum, Glomerella cingulata) |
Iniciar os tratamentos na floração. |
Tebuconazole captan mancozeb folpet |
25 125 200-280 65 |
10 7 7 7 |
14 1 7 1 |
Tabela 2. Fungicidas registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para controle das doenças fúngicas da videira (Fonte: Agrofit 2002).
| Ingrediente ativo |
Produto comercia (P.C.)l |
Formulação |
Classe Toxicológica |
Dose (g ou L/100L) de P.C. |
Modo de ação |
| azoxystrobin |
Amistar |
GrDa |
IV |
24 |
S |
| benalaxyl + mancozeb |
Galben-M |
PM |
III |
200 a
250 |
S |
| captan |
Captan
500 PM |
PM |
III |
240 |
C |
| Captan SC |
SC |
III |
400 |
C |
| Orthocide 500 |
PM |
III |
240 |
C |
| carbendazim |
Derosal 500 SC |
SC |
III |
100 |
S |
| chlorothalonil |
Bravonil
500 |
SC |
I |
400 |
C |
| Bravonil 750 PM |
PM |
II |
200 |
C |
| Bravonil Ultrex |
GrDa |
I |
150 |
C |
| Isatalonil |
PM |
II |
200 |
C |
| Daconil BR |
PM |
II |
200 |
C |
| Daconil 500 |
SC |
I |
300 |
C |
| Dacostar 500 |
SC |
I |
400 |
C |
| Vanox 500 SC |
SC |
I |
400 |
C |
| Vanox 750 PM |
PM |
II |
250 |
C |
| Dacostar 750 |
PM |
II |
200 |
C |
| chlorothalonil + tiofanato metilico |
Cerconil PM |
PM |
II |
200 |
C+S |
| Cerconil SC |
SC |
III |
200 |
C+S |
| cymoxanil + famoxadone |
Equation |
GrDa |
III |
60 |
S |
| cymoxanil + mancozeb |
Curzate BR |
PM |
III |
250 |
P |
| cyproconazole |
Alto 100 |
SC |
III |
20 |
S+C |
| difenoconazole |
Score |
CE |
I |
8 a 12 |
S |
| dithianon |
Delan |
PM |
II |
125 |
C |
| enxofre |
Cover
DF |
WG |
IV |
200 a 400 |
C |
| Kolossus |
PM |
IV |
400 |
C |
| Kumulus DF |
WG |
IV |
200 a 400 |
C |
| Microsol |
SC |
IV |
150 |
C |
| Sulficamp |
PM |
IV |
500 |
C |
| fenamidone |
Censor |
SC |
III |
30 |
P |
| fenarimol |
Rubigan 120 |
CE |
II |
1520 |
S |
| folpet |
Folpan Agricur 500 PM |
PM |
IV |
135 a 180 |
C |
| fosetyl-Al |
Aliette |
PM |
IV |
250 |
S |
| hidróxido de cobre |
Contact |
PM |
IV |
150 a 200 |
C |
| Garant |
PM |
IV |
200 |
C |
| Garant BR |
PM |
III |
200 |
C |
| Kocide WDG |
GrDa |
III |
180 |
C |
| imibenconazole |
Manage 150 |
PM |
III |
100 |
S |
| iprodione |
Rovral |
PM |
IV |
200 |
C |
| Rovral |
SC |
IV |
150 a
200 |
C |
| iprovalicarb + propineb |
Positron Duo |
PM |
III |
200 a 250 |
S+C |
| mancozeb |
Dithane PM |
PM |
III |
250 a 350 |
C |
| Mancozeb 800 PM |
PM |
II |
350 |
C |
| Manzate
800 |
PM |
III |
250 |
C |
| Manzate
GrDa |
GrDa |
III |
250 |
C |
| Persist SC |
SC |
III |
630 |
C |
| mancozeb + metalaxyl-M |
Ridomil Gold MZ |
PM |
III |
300 |
S |
| mancozeb + oxicloreto
de cobre |
Cuprozeb |
PM |
III |
350 |
C |
| mancozeb+ tiofanato
metil |
Dithiobin 780 PM |
PM |
III |
250 |
C+S |
| metconazole |
Caramba 90 |
SC |
III |
50 a
100 |
S |
| myclobutanil |
Systhane |
PM |
III |
20 |
S |
| oxicloreto de cobre |
Agrinose |
PM |
IV |
300 a 350 |
C |
| Cupravit
Azul BR |
PM |
IV |
300 |
C |
| Fungitol Azul |
PM |
IV |
275 |
C |
| Fungitol Verde |
PM |
IV |
220 |
C |
| Hokko Cupra 500 |
PM |
IV |
250 a 300 |
C |
| Propose |
PM |
IV |
300 |
C |
| Ramexane
850 PM |
PM |
IV |
250 |
C |
| Reconil |
PM |
IV |
300 |
C |
| procymidone |
Sialex 500 |
PM |
III |
150 a
200 |
S |
| propineb |
Antracol 700 PM |
PM |
II |
300 |
C |
| pyraclostrobin |
Comet |
CE |
II |
40 |
S |
| pyrazophos |
Afugan |
CE |
II |
60 |
S |
| pyrimethanil |
Mythos |
SC |
III |
200 |
S |
| tebuconazole |
Elite |
CE |
III |
100 |
S |
| Folicur
200 CE |
CE |
III |
100 |
S |
| Folicur PM |
PM |
III |
100 |
S |
| Constant |
CE |
III |
100 |
S |
| Triade |
CE |
III |
100 |
S |
| tetraconazole |
Domark 100 |
CE |
II |
50 a 75 |
S |
| tiofanato metilico |
Metiltiofan |
PM |
IV |
100 |
S |
| tiofanato metilico |
Cercobin 700 PM |
PM |
IV |
70 |
S |
| tiofanato metilico |
Tiofanato 500 SC |
SC |
IV |
100 |
S |
| triadimenol |
Shavit Agricur 250 CE |
CE |
I |
50 a
100 |
S |
* PM: pó molhável; CE: concentrado emulsionável; SC: suspensão concentrada; GrDa ou WG: grânulos dispersíveis em água;
** S: sistêmico; C: contato; P: profundidade
|