seta


Embrapa Uva e Vinho
Sistema de Produção, 1
ISSN 1678-8761 Versão Eletrônica
Jan/2003

Produção Integrada de Maçãs no Brasil

Rosa Maria Valdebenito-Sanhueza

Capacitação
Organização de produtores e assistência técnica

Recursos Naturais
Solos e Nutrição
Plantio
Polinização

Tratos Culturais
Poda

Controle da produção da fruta
Quebra de dormência
Manejo da cobertura vegetal
Manejo integrado de pragas e doenças
Colheita e Pós-colheita
Mercado e Comercialização
Referências
Glossário


Expediente
Autores

Importância da cultura

     O cultivo da macieira é uma atividade relativamente recente no Brasil. No início da década de 70, a produção anual de maçãs era de cerca de 1.000 toneladas. Com incentivos fiscais e apoio à pesquisa e extensão rural, o Sul do Brasil aumentou a produção de maçãs em quantidade e em qualidade, fazendo com que o país passasse de importador a auto suficiente e com potencial de exportação. Em levantamentos feitos pela Associação Brasileira de Produtores de Maçãs (ABPM), verificou-se que na safra de 2001, aproximadamente 2700 produtores estiveram envolvidos na cultura e a área plantada foi de cerca de 30.000 ha, com produção estimada de 800.000 t. A maçã brasileira já conquistou os consumidores de outros países, especialmente os europeus, e entre 10 a 20 % da fruta são exportados para diversos mercados, principalmente para a Europa. O setor da maçã é reconhecido pelo governo, pela sociedade e por todos os segmentos da fruticultura nacional, sendo freqüentemente apontado como exemplo pelo sucesso alcançado.
     Há uma crescente consciência mundial a respeito da importância da qualidade de vida, expressa na preocupação com a preservação, uso adequado dos recursos naturais e com a qualidade dos alimentos e, especialmente, da fruta.
     Os reflexos desta tomada de consciência são percebidos em todas as regiões através do redimensionamento dos sistemas produtivos incluindo os componentes ambientais e de qualidade de vida (alimentação saudável, etc.) através de uma mudança conceitual relativamente à ocupação do espaço rural e à escolha da tecnologia.
     Para os países exportadores de maçãs (reais ou em potencial), a implementação de normas e critérios de qualidade mais rigorosos se constituem em barreiras alfandegárias, que podem ser transpostas pela adoção de um sistema de produção que racionalize a utilização dos agroquímicos e que estes sejam menos prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana.
      Neste contexto de profundas mudanças no perfil do mercado nacional e internacional da maçã, via mudanças dos hábitos, gostos e preferências dos consumidores, a definição de um sistema de Produção Integrada de Maçãs (PIM) no Brasil, viável técnica e economicamente, significa habilitar este setor para enfrentar os desafios que este novo cenário impõe.
      Para a adoção deste sistema de produção, o fruticultor deve contar com assistência técnica habilitada para conduzir as práticas de manejo do pomar atendendo aos princípios e às Normas Técnicas da PIM, inscrever-se no MAPA como aderente ao sistema visando conduzir sua área durante um ano prévio à certificação e, a seguir, estabelecer contato com uma empresa que irá fazer a Avaliação da Conformidade, a qual poderá emitir o selo de PIM para a fruta no fim do ciclo.
      As características gerais dos procedimentos utilizados na PIM diferem das recomendações disponíveis para a cultura porque estabelecem limites para as práticas que podem ter influência definitiva na qualidade, produtividade e na demanda de uso de agroquímicos nos pomares.
      

seta    

Copyright © 2003, Embrapa