Embrapa Embrapa Uva e Vinho
Sistema de Produção, 10
ISSN 1678-8761 Versão Eletrônica
Dez./2005
Sistema de Produção de Uva de Mesa no Norte do Paraná
Rosemeire de Lellis Naves
Dauri José Tessmann
Lucas da Ressurreição Garrido
Olavo Roberto Sônego
Doenças e seu controle

A videira quando cultivada em condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento de patógenos durante o período vegetativo, está sujeita a uma série de doenças, que podem ocorrer em todas as partes da planta, como raízes, troncos, ramos, folhas, brotos e cachos. Algumas dessas doenças, de natureza fúngica ou virótica, provocam grandes perdas e, frequentemente, tornam-se fatores limitantes ao cultivo, se medidas de controle adequadas não forem adotadas. Dentre as doenças fúngicas que ocorrem em uvas finas de mesa na região de Pirapora, Minas Gerais, destacam-se míldio (Plasmopara viticola), oídio (Uncinula necator), podridões de cachos (Glomerella cingulata, Botrytis cinérea), antracnose (Elsinoe ampelina) e ferrugem (Phakopsora euvitis). Além das doenças fúngicas, as viroses também podem causar sérios prejuízos aos viticultores.

Míldio - Plasmopara viticola

Principal doença fúngica em áreas tropicais, o míldio é também conhecido como mofo ou mufa e pode causar perdas de até 100% na produção. As condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do paseudofungo são temperatura de 20 ºC a 25 ºC e umidade relativa do ar elevada. A presença de água livre na superfície dos tecidos vegetais, seja proveniente de chuvas, orvalhos ou gutação, é indispensável para que ocorra a infecção.
O patógeno afeta todas as partes verdes da planta. Nas folhas, inicialmente aparecem manchas amareladas, translúcidas contra o sol, denominadas de "mancha de óleo" (Fig. 1). Em condições de alta umidade relativa, na face inferior da folha, sob a mancha de óleo, observa-se um mofo branco que é a frutificação do pseudofungo (Fig. 2). Em seguida, o tecido foliar afetado necrosa (Fig. 3) e, quando o ataque é muito intenso, ocorre a desfolha precoce da planta. Os cachos são atacados desde antes da floração até o início da maturação. Quando o patógeno atinge as flores ou os frutos até o estádio de chumbinho, observa-se escurecimento do ráquis, o cacho pode ficar recoberto por uma massa branca (Fig. 4), secar e cair. A fase de maior susceptibilidade da cultura ao míldio compreende o período entre o início da brotação dos ramos até a fase "grão ervilha". Nas bagas mais desenvolvidas, o fungo penetra pelos pedicelos e se desenvolve no seu interior, tornando-as escuras, duras, com superfície deprimida, destacando-se facilmente do cacho.
O controle preventivo do míldio deve ser iniciado com a escolha do local adequado para instalação da parreira, evitando-se áreas de baixada ou com face sul. Medidas que melhorem a aeração da copa, como espaçamento adequado, boa disposição espacial dos ramos sobre o aramado e poda verde (desbrota, desnetamento, desfolha, desponte, etc.), devem ser adotadas, objetivando diminuir o tempo de molhamento foliar e a disponibilidade de inóculo. Em condições climáticas favoráveis, o controle por meio do uso de fungicidas (Tabela 1) deve ser realizado desde o início da brotação até a compactação dos cachos.

Oídio - Uncinula necator

Conhecido também por cinza ou mufeta, o oídio é uma doença de grande importância quando ocorrem temperaturas entre 20 ºC - 27 ºC e baixa umidade relativa do ar.
O fungo desenvolve-se na superfície dos órgãos verdes das plantas como brotos, folhas (Fig. 5) e bagas (Fig. 6), que ficam recobertos por um crescimento branco pulverulento, formando manchas difusas. Flores e bagas pequenas atacadas secam e caem. Outro sintoma típico, é a rachadura das bagas (Fig. 7) mais desenvolvidas com exposição das sementes. Mesmo não ocorrendo fendilhamento, os cachos ficam depreciados, pois a superfície da baga fica manchada.
O controle químico do oídio deve ser realizado, em condições ambientais favoráveis, do início da brotação até a compactação dos cachos. Os fungicidas recomendados, as respectivas doses e os intervalos de aplicação estão listados na Tabela 1. Os produtos a base de enxofre, apesar de eficientes e relativamente baratos, devem ser utilizados apenas quando a temperatura do ar estiver entre 25 ºC e 30 ºC, pois, sob temperaturas mais elevadas, podem causar severas queimaduras nas plantas e, abaixo de 18 ºC, sua eficácia é comprometida.

Antracnose - Elsinoe ampelina

A antracnose é também conhecida como varola, negrão, carvão e olho-de-passarinho. As condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do fungo são ventos frios e umidade relativa elevada. Temperaturas de 2ºC a 32ºC permitem que o patógeno se desenvolva, sendo 20ºC a temperatura ótima.
O fungo ataca todos os órgãos verdes da planta (folhas, gavinhas, ramos, inflorescências e frutos). Nos brotos, ramos (Fig. 8) e gavinhas, aparecem lesões arredondadas de coloração cinzenta no centro e bordos negros. Nas folhas, formam-se manchas escuras e circulares (Fig. 9) e, muitas vezes, o tecido necrótico desprende-se da lesão, que transforma-se num pequeno furo. Caso as lesões ocorram nas nervuras, causam a deformação da folha (Fig. 10). Nas bagas, manchas arredondadas tornam o tecido mumificado e escuro (Fig. 11). O ataque do fungo na fase de floração causa escurecimento e destruição das flores.
O controle da antracnose deve ser iniciado na época da poda com a destruição de ramos doentes e com tratamento químico, visando eliminar ou diminuir o inóculo inicial. A proteção do parreiral com o plantio de quebra-ventos também reduz a ocorrência da doença. As pulverizações com fungicidas devem ser realizadas desde o estádio de ponta verde (início da brotação) até a compactação dos cachos. Podem ser utilizados tiofanato metílico, difenoconazole, chlorothalonil, mancozeb, hidróxido de cobre e oxicloreto de cobre.

Podridões do cacho - Glomerella cingulata, Botrytinia fuckeliana e Podridão Ácida

As principais podridões do cacho que ocorrem na região norte do estado do Paraná são a podridão da uva madura, a podridão cinzenta ou mofo cinzento e podridão ácida, que provocam perdas tanto na qualidade como na quantidade da uva produzida. Ferimentos nos frutos favorecem o estabelecimento dos patógenos e adubação nitrogenada em excesso favorece o desenvolvimento das podridões, pois proporciona alto vigor à planta. Essas doenças podem ocorrer simultaneamente no mesmo cacho e, normalmente, provocam murcha e mumificação de parte ou de todas as bagas. Alta umidade favorece o desenvolvimento e a esporulação dos fungos, que se disseminam pela ação do vento, da chuva e de insetos.
A podridão da uva madura é causada pelo fungo Glomerella cingulata, forma conidial Colletotrichum gloeosporioides. Os principais sintomas, observados nos cachos no período da maturação ou em uvas colhidas, surgem como manchas circulares marrom-avermelhadas sobre a película das bagas atacadas que, posteriormente, atingem todo o fruto, escurecendo-o (Fig. 12). Em condições de alta umidade, aparecem as frutificações do fungo na forma de pontuações cinza-escuras, concêntricas, das quais exsuda uma massa rósea ou salmão que são os conídios fúngicos (Fig. 13). Embora os sintomas tornem-se visíveis na uva madura, o fungo pode penetrar em todos os estádios de desenvolvimento do fruto, permanecendo latente até a fase de maturação. Além de alta umidade, temperaturas entre 25 ºC a 30 ºC são condições favoráveis à ocorrência da doença.
A podridão cinzenta, podridão de botritis ou mofo cinzento é causada por Botryotinia fuckeliana, forma conidial Botrytis cinerea, fungo que ataca diversas culturas e pode sobreviver na matéria orgânica em decomposição. É uma doença que ocorre com maior freqüência em cultivares de uvas finas, de cachos compactos e bagas com película fina. No Norte e Noroeste do Paraná o mofo cinzento ocorre esporadicamente nos meses de novembro e dezembro, normalmente associado à podridão ácida. Essa doença também pode causar manchas necróticas marrom-escuras, geralmente nas bordas da folha, e podridão em bagas ainda verdes durante o período de frutificação. Água livre ou umidade relativa acima de 90% e temperatura próxima a 25°C são condições ideais ao desenvolvimento do fungo.
O patógeno pode infectar folhas, flores, ramos, pedúnculo e ráquis. Os botões florais, secam e caem. Se durante a floração ocorrer infecção do estilete floral, o fungo permanecerá em estado latente e o sintoma só aparecerá no início da maturação da uva, quando ocorre o aumento do teor de açúcar e redução do teor de ácidos. Nas bagas de uvas brancas, os sintomas iniciais são manchas circulares de coloração lilás que, posteriormente, tornam-se pardas (Fig. 14). Nas uvas tintas, os sintomas são mais difíceis de serem observados. Em condições favoráveis de umidade, o fungo se desenvolve na polpa, consumindo os açúcares e emitindo órgãos de frutificação que podem recobrir toda a baga, formando um mofo cinzento (Fig. 15). Em estacas armazenadas em câmara de crescimento na produção de mudas por enxertia de mesa, o fungo provoca a doença conhecida como "teia de aranha".
A podridão ácida é causada por um complexo de microorganismos que inclui fungos, bactérias e leveduras presentes na superfície das plantas e sobre material em decomposição. Na região norte do Estado do Paraná, ocorre geralmente nos meses de novembro e dezembro, período quente e chuvoso no qual as uvas estão na fase de maturação, com teor de açúcar acima de 8%.
As bagas afetadas pela podridão ácida inicialmente adquirem coloração marrom-clara e posteriormente escurecem. A polpa se decompõe, o suco começa escorrer pelo ferimento (Fig. 16) no qual se iniciou a podridão e contamina as bagas vizinhas. Após o escorrimento do suco, as bagas secam e escurecem, permanecendo aderidas ao pedúnculo. Nos cachos doentes, se observa a presença da mosca Drosophila, responsável pela disseminação dos microorganismos. Uma das características da podridão ácida é o odor de vinagre proveniente do ácido acético produzido pelas bactérias.
O controle das podridões do cacho deve ser feito por meio de um programa integrado de manejo: adoção de medidas que melhorem a aeração da copa, como espaçamento adequado, boa disposição espacial dos ramos sobre o aramado e poda verde (desbrota, desnetamento, desfolha, desponte, etc.); adubação equilibrada sem excesso de nitrogênio; colheita de todos os cachos para que não mumifiquem na planta; prevenção de ferimentos por meio do controle de doenças como o míldio e de pragas da parte aérea; proteção dos cachos com "chapéu chinês", evitando que as bagas fiquem molhadas em períodos chuvosos na fase de maturação; e pulverizações com fungicidas específicos no final da floração, antes da compactação dos cachos e mudança de cor da uva. Podem ser utilizados fungicidas chlorothalonil, captan, mancozeb e tiofanato metílico. Para a podridão da uva madura ainda podem ser usados tebuconazole, hidróxido de cobre e oxicloreto de cobre, enquanto que para o mofo cinzento podem ser utilizados iprodione e pyramethanil.

Ferrugem - Phakopsora euvitis

Causada pelo fungo Phakopsora euvitis, que tem grande potencial de disseminação, a doença foi inicialmente detectada na Ásia e na América do Norte, sendo constatada pela primeira vez no Brasil no ano de 2001 em municípios da região norte do Estado do Paraná. Atualmente, no entanto, a ocorrência do patógeno já se estendeu aos parreirais de outras regiões vitícolas do país. Ocorre, principalmente, em áreas tropicais e subtropicais onde a severidade da doença parece ser maior que nas regiões de clima temperado. Registros preliminares têm mostrado que cultivares européias (Vvinifera) que cultivares européias (V.vinifera) sofrem menos danos que as cultivares americanas e híbridas.
Os sintomas da ferrugem na videira são lesões amareladas a castanhas de várias formas e tamanhos nas folhas. Massas amarelo-alaranjadas de uredosporos são produzidas na face inferior das folhas (Fig. 17), com manchas escuras necróticas na face superior. Ataques severos do fungo causam senescência e queda prematura de folhas, prejudicando a maturação dos frutos e reduzindo o vigor das plantas no ciclo seguinte.
Para o controle químico da ferrugem da videira, normalmente não são necessárias pulverizações específicas, uma vez que os fungicidas do grupo dos triazóis, utilizados para o controle de oídio, também são eficientes no controle de Phakopsora euvitis. Da mesma forma, estrobilurinas, como azoxystrobin e pyraclostrobin, e diversos fungicidas que contém ditiocarbamatos e chlorothalonil, os quais são utilizados para o controle de míldio e outras doenças, também controlam a ferrugem.

Requeima das folhas

A requeima das folhas da videira foi observada pela primeira vez em uvas americanas (Vitis labrusca L.) e híbridas cultivadas na região de Jales (SP), no início da maturação dos frutos, no ano de 1998 e, no ano seguinte, o problema passou a ser observado também nas cultivares de uvas finas (Vitis vinifera L.), durante o ciclo de formação. A doença provoca a queda prematura de folhas e prejudica a maturação dos frutos, tornando os cachos inadequados para a comercialização. Além disso, compromete a formação e maturação dos ramos para o ciclo seguinte, devido ao menor acúmulo de reservas de carboidratos. No Paraná, essa doença foi constatada a partir de 2004, onde ainda não há, no entanto, constatação de perdas causadas por ela.
Os sintomas iniciais, em cultivares de uvas finas, são lesões castanho-claras com bordos escuros, podendo apresentar anéis concêntricos e halo amarelado bem visível (Fig. 18). Essas lesões, predominantes nos bordos foliares, aumentam rapidamente de tamanho e podem coalescer, cobrindo quase todo o limbo, o que provoca a morte e queda das folhas. A esses sintomas observados nas folhas de videiras, fungos do gênero Alternaria têm sido encontrados em constante associação, embora os testes de patogenicidade ainda não tenham sido concluídos.
Para o controle químico da requeima das folhas, não são necessárias pulverizações específicas, uma vez que os fungicidas do grupo dos triazóis, utilizados para o controle de oídio, também são eficientes no controle de Alternaria sp.

Doenças da madeira ou declínio da videira ou botriodiplodiose - Eutypa lata, Botryosphaeria spp.

Declínio ou morte descendente é um termo genérico que, num conceito mais amplo, designa a morte lenta e gradual de plantas ou partes da planta provocada por agente(s) bióticos ou abióticos. Os principais agentes de declínio da videira identificados no Brasil são Eutypa lata (forma conidial Libertella blepharis) e Botryosphaeria spp. (forma conidial Botryodiplodia theobromae e Dothiorella sp).
Os fungos penetram pelos ferimentos das podas ou outras injúrias produzidas sobre as plantas, se desenvolvem numa ampla faixa de temperatura e são favorecidos por alta umidade. O estresse hídrico e desequilíbrios nutricionais agravam a doença.
Os sintomas, bastante genéricos, são retardamento da brotação após a poda; encurtamento dos internódios; folhas pequenas e mal formadas com pequenas necroses nas margens, redução drástica de vigor, superbrotamento, frutificação irregular e menor número de bagas, seca de ramos e morte da planta. Cancros formados nos ramos velhos e frutificações do fungo, são importantes para o diagnóstico do agente causal. Um corte transversal do ramo na área afetada mostra um escurecimento em forma de "V", contrastando com a parte ainda viva da madeira (Fig. 19).
Para o controle do declínio da videira recomenda-se a utilização de material de plantio sadio; retirada e destruição de ramos podados e partes afetadas da planta, protegendo-se os ferimentos com pasta bordalesa, tebuconazole ou tiofanato metílico; desinfestação das ferramentas de poda com água sanitária. As plantas parcialmente afetadas podem ter suas copas renovadas, fazendo-se uma poda drástica logo acima do enxerto. A redução da ação dos fatores que provocam estresse nas plantas poderá diminuir os efeitos do declínio e, às vezes, até controlá-lo.

Uso de fungicidas no controle de doenças em cultivares de uvas de mesa

As pulverizações com fungicidas nas cultivares de uvas finas de mesa devem iniciar logo após a brotação, quando as plantas entram na fase de maior suscetibilidade às principais doenças fúngicas (Fig. 20), utilizando-se, de forma racional, produtos registrados para a cultura (Tabela 2). Além da escolha do local adequado para implantação da parreira e a adoção de práticas de manejo que melhorem a aeração da copa, a calibração dos pulverizadores é um fator muito importante para o sucesso do tratamento fitossanitário, podendo contribuir para a redução do uso de fungicidas na cultura.
No tratamento químico de doenças em uvas para mesa, deve-se cuidar para que as bagas não sejam manchadas, depreciando o valor comercial do cacho. Para aplicação de fungicidas formulados na forma de pó molhável, após a floração, recomenda-se a utilização de bicos de baixa vazão e a adequação da velocidade de deslocamento do trator, evitando-se o escorrimento do produto.
Embora sejam mais eficazes que os fungicidas de contato, os fungicidas sistêmicos e mesostêmicos, por apresentarem sítios de ação mais específicos, podem induzir o aparecimento de raças resistentes na população dos patógenos. Dessa forma, produtos que possuam ação sistêmica e pertençam ao mesmo grupo químico, não devem ser utilizados em mais de duas ou três aplicações por ciclo vegetativo.
Para o controle do míldio da videira o produtor tem a sua disposição os fosfitos, produtos derivados do ácido fosforoso, que são menos tóxicos. Estes produtos possuem ação estimulante das defesas naturais da planta, induzindo a produção de fitoalexinas. Os fosfitos mostraram alta eficácia no controle do míldio tanto em aplicações isoladas como em misturas com outros fungicidas. Embora diversas marcas comerciais estejam disponíveis no mercado, pode-se utilizar uma dosagem de 200 a 300 mL/100 litros de calda. Além de eficazes, estes produtos não mancham as uvas.

Tabela 1. Recomendações para o controle químico das principais doenças fúngicas das cultivares de uvas finas de mesa na região de Pirapora -Minas Gerais.
Doença/ Patógeno Época de aplicação Princípio ativo, concentração (%) Dosagem (i.a.)* (g/100L) Intervalo de Aplicação (dias)**
Antracnose
(Elsinoe ampelina)
Umidade e temperatura favoráveis: do início da brotação até compactação dos cachos captan
folpet
dithianon
difenoconazole
chlorothalonil
tiofanato metílico
imibenconazole
125
67,5-90,0
93,75
2-3
200
50
15
7
7
7
12-14
7
12
12
Míldio
(Plamopara viticola)
Presença de água livre: do início da brotação até compactação dos cachos dithianon
mancozeb
folpet
metalaxyl + mancozeb
cymoxanil + famoxadone
cymoxanil + maneb
iprovalicarb +propineb
azoxystrobin
fosetyl-Al
benalaxyl + mancozeb
captan
propineb
hidróxido de cobre
93,75
240
67,5 - 90,0
24+192
31,5
20+160
135
12
200
146
120
210
54
2
2
2
7
3
3
7
7
3
7
2
2
2
Oídio
(Uncinula necator)
Umidade e temperatura favoráveis: do início da brotação até compactação dos cachos enxofre
fenarimol
triadimenol
tebuconazole
difenoconazole
tetraconazole
240-320
2,4
15,5-18,7
25
2-3
5-7,5
7
7
7
7
7
7
Podridões do cacho
(Melanconium fuligineum, Glomerella cingulata)
Iniciar os tratamentos na floração tebuconazole
captan
mancozeb
folpet
25
125
200-280
65
10
7
7
7
*i.a.= ingrediente ativo;
** Baseado em informações do fabricante ou observações de campo
Fonte: Agrofit 2005

Tabela 2. Fungicidas registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para controle das doenças fúngicas da videira (Fonte: Agrofit 2005).
Ingrediente ativo Produto comercial Formulação2 Classe Toxicológica Dosagem do p.c.3 Modo de ação4
g ou ml/100 L g ou ml/Ha
azoxystrobin Amistar WG IV 24 S
benalaxyl + mancozeb Galben-M WP III 200 a 250 S
captan Captan 500 PM WP III 240 C
Captan SC SC III 400 C
Orthocide 500 WP III 240 C
chlorotalonil Bravonil 750 PM WP II 200 C
Bravonil Ultrex WG I 150 C
Isatalonil WP II 200 C
Daconil BR WP II 200 C
Daconil 500 SC I 300 C
Dacostar 500 SC III 300 C
Dacostar 750 WP II 200 C
Vanox 500 SC SC I 400 C
Vanox 750 PM WP II 250 C
chlorothalonil + tiofanato metilico Cerconil PM WP II 200 C+S
cymoxanil + famoxadone Equation WG III 60 P+C
cymoxanil + mancozeb Academic WP II 250 a 300 P+C
Curthane WP III 250 a 350 P+C
Curzate BR WP III 250 P+C
Curzate M Zinco WP III 200-250 P+C
cymoxanil + zoxamida Harpon WG WG III 30-35 P+S
cyproconazole Alto 100 SL III 20 S
difenoconazole Score EC I 12 S
enxofre Kumulus DF WG IV 160 a 320 C
famoxadone + mancozeb Midas WG II 120 P
fenamidone Censor SC III 30 P
fenarimol Rubigan 120 EC EC II 15 a 20 S
fosetyl-Al Aliette WP IV 250 S
hidróxido de cobre Garant WP IV 200 C
Kocide WDG WG III 180 C
iprodione Rovral WP IV 200 C
Rovral SC   SC IV 150 a 200 C
iprovalicarb + propineb Positron Duo WP III 200 a 250 S+C
mancozeb Dithane NT WP III 350 C
Manzate 800 WP III 250 C
Mancozeb Sanachem 800 PM WP II 350 C
Persist SC SC III 640 C
mancozeb + metalaxyl-M Ridomil Gold MZ WP III 250 S+C
mancozeb + oxicloreto de cobre Cuprozeb WP III 350 C
mancozeb+ tiofanato metil Dithiobin 780 PM WP II 250 C+S
oxicloreto de cobre Agrinose WP IV 300 a 350 C
Cupra 500 WP IV 300 a 500 C
Cupravit Azul BR WP IV 300 C
Cupravit Verde WP IV 275 C
pyraclostrobin Comet EC II 40 S
pyraclostrobin + metiram Cabrio Top WG III 200 S
pyrimethanil Mythos SC III 200 S
quinometionato Morestan BR WP III 40 C
tebuconzole Folicur 200 EC EC III 100 S
Constant EC III 100 S
Triade EC III 100 S
tetraconazole Domark 100 EC II 50 a 75 S
tiofanato metilico Metiltiofan WP IV 90 S
Cercobin  700 PM WP IV 70 S
triadimefon Bayleton BR WP III 200 S
1 Lista de produtos sujeita a alterações. Consultar lista atualizada na SEAB-PR ou http://celepar7.pr.gov.br/agrotoxicos;
2 WG = granulado dispersível; SC = suspensão concentrada; EC = concentrado emulsionável; WP = pós molhável; SL = concentrado solúvel.
3 Volume de calda de 1000 L/ha.
4 S = sistêmico; P = profundidade; C = contato;
Fonte: Embrapa Uva e Vinho
Fig. 1. "Mancha óleo" causada por
Plasmopara viticola
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 2. Esporulação de Plasmopara viticola
na superfície inferior da folha.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 3. Necrose do tecido foliar
causada por Plasmopara viticola.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 4. Míldio no cacho.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 5. Oídio na folha.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 6. Oídio no cacho.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 7. Bagas rachadas devido
ao ataque de oídio.
Foto: Olavo R. Sônego

Fig. 8. Antracnose no ramo.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 9. Antracnose na folha.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 10. Folha deformada devido ao ataque
de antracnose nas nervuras.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 11. Antracnose no cacho.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 12. Podridão da uva madura..
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 13. Podridão da uva madura -
massa rósea de conídios fúngicos.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 14. Mofo cinzento.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 15. Mofo cinzento.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 16. Podridão ácida.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig. 17. Ferrugem na folha.
Foto: Olavo R. Sônego

Fig. 18. Requeima das folhas.
Foto: Lucas da R. Garrido

Fig 19. Morte descendente - lesão em "V".
Foto: Lucas da R. Garrido

01- gemas dormentes
02- inchamento de gemas
03- algodão
05- ponta verde
07- 1a folhas separada
09- 2 ou 3 folhas separadas
12- 5 ou 6 folhas separadas: inflorescência visível
15- alongamento da inflorescência: flores agrupadas
17- inflorescência desenvolvida: folhas separadas
19- início do florescimento: 1ª flores abertas
21- 25% das flores abertas
23- 50% das flores abertas (pleno florescimento)
25- 80% das flores abertas
27 frutificação (limpeza de cacho)
29- grão tamanho "chumbinho"
31- grão tamanho "ervilha"
33- início da compactação do cacho
35- início da maturação
38- maturação plena
41- maturação dos sarmentos
43- início da queda das folhas
47- final da queda da folha
Fig. 20. Estádios fenológicos da videira de acordo com Eichorn & Lorenz e fases de maior suscetibilidade das cultivares sem sementes às doenças fúngicas.
Fonte: Eichorn & Loren


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