Embrapa Embrapa Uva e Vinho
Sistema de Produção, 5
ISSN 1678-8761 Versão Eletrônica
Nov./2003
Cultivo da Videira Niágara Rosada em Regiões Tropicais do Brasil
 
João Dimas Garcia Maia
Início

O Clima em Regiões Tropicais do Brasil
Implantação do Vinhedo
Poda e Quebra de Dormência
Adubação da Videira Niágara Rosada
Manejo de Plantas Daninhas
Doenças e seu Controle
Insetos Pragas e seu Controle
Normas Gerais sobre o Uso de Agrotóxicos
Irrigação em Regiões Tropicais
Colheita, Embalagens e Classificação da Uva
Produção e Mercado
Custos e Rentabilidade
Referências

Expediente
Autores
Colheita, Embalagens e Classificação da Uva

Colheita
Embalagens
Classificação

Colheita

    A uva 'Niágara Rosada' deve ser colhida madura, com teor de sólidos solúveis totais de 14 a 18 ºBrix. Antes da colheita deve-se fazer uma toalete nos cachos ainda no campo, eliminando-se principalmente bagas secas e bagas atacadas por abelhas ou por vespas. Os cachos devem ser colhidos na parte da manhã, nas horas mais frescas do dia, cortando-os pelo pedúnculo na inserção com a vara, onde são segurados, objetivando-se evitar ao máximo o contato das mãos com as bagas, para preservar a pruína, cera que cobre a uva. Para conservar ao máximo a cera da uva os viticultores das principais regiões produtoras de uvas 'Niágara' evitam o transporte da uva em longas distâncias para a embalagem, sendo na maioria dos casos feito no próprio vinhedo ou suas proximidades. Quando a uva for transportada para o galpão de embalagem, os cachos devem ser colhidos e acondicionados em contentores plásticos forrados com espuma de polietileno de 1 cm de espessura, cuidadosamente, sendo dispostos lado a lado, em uma camada. Em seguida, a uva é transportada sem receber movimentos bruscos até o local de embalagens onde será classificada e embalada.

Embalagens

    A uva pode ser embalada em caixas de madeira fechadas de 2,0 kg ou 6,0 k,g descartáveis (Figura 1), forradas com papel manteiga; em caixas plásticas abertas de 8,0 kg, retornáveis, forradas com papel manteiga; ou ainda em caixas de papelão descartáveis, com saquinhos de papel (Figura 2), de plástico ou com 'cumbuca plástica'. As caixas abertas de madeira estão proibidas pelas normas atuais por não possibilitar uma boa desinfeção após o uso.

Figura 1
Fig. 1. Caixa de madeira palitada descartável.
(Foto: J. Dimas G.M.)

Figura 2
Fig. 2. Caixa de papelão com saquinhos descartável. (Foto: J. Dimas G.M.)

Classificação

    A Secretaria de Apoio Rural e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e do Abastecimento baixou a Instrução Normativa (N º 1 de 1 de fevereiro de 2002) que regulamenta a classificação e padronização de uvas rústicas e híbridas de mesa. A norma estabelece três grupos (branca, rosada e preta); dois subgrupos: uniforme (coloração uniforme), e mista (coloração mista); cinco classes em função do peso de cachos (1,2,3,4 e 5), correspondendo as faixas de 50-150 g, 150-250 g, 250-350 g, 350-450 g e maior que 450 g, respectivamente. Em cada classe admite-se até 20% de cachos com peso de outras classes. A norma estabelece ainda, quatro categorias em função do número total de defeitos. Os limites totais em porcentagem por categoria são: Extra (0;0), CAT I (2;5), CAT II (5;15), e CAT III (10;100), de defeitos graves e leves, respectivamente. Os defeitos graves são: uva imatura, uva com podridão, uva com dano profundo, falta de limpeza e cachos com degrana - se apresentarem em mais de 10% dos cachos (Figura 3). Já os defeitos leves são: danos superficiais, ausência de pruína (se em mais de 15% das bagas por cacho), ausência de coloração típica, cachos mal formados (soltos) e cachos queimados pelo sol (Figura 4). Estas normas visam proporcionar maior confiabilidade à comercialização.

Figura 3
Fig. 3. Cachos com defeitos graves.
(Foto: J. Dimas G.M.)

Figura 4
Fig. 4. Cachos com defeitos leves.
(Foto: J. Dimas G.M.)

Figura 5
Fig. 5. Cachos de Niágara Rosada com qualidade. (Foto: J. Dimas G.M.)

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