Embrapa Embrapa Uva e Vinho
Sistema de Produção, 9
ISSN 1678-8761 Versão Eletrônica
Dez./2005
Sistema de Produção de Uvas Rústicas para Processamento em Regiões Tropicais do Brasil
Rosemeire de Lellis Naves
Lucas da Ressurreição Garrido
Olavo Roberto Sônego
Gilmar Barcelos Kuhn
Doenças e seu controle

A ocorrência de doenças em regiões tropicais pode ser fator limitante à viticultura, caso medidas adequadas de controle não sejam adotadas. Eficiência e capacidade de manter um custo de produção competitivo no mercado são características essenciais a um bom método de controle. Assim, deve-se aliar o uso de material de propagação sadio, o manejo correto da cultura, adubação equilibrada e controle de pragas e plantas invasoras ao uso de fungicidas.
Os conhecimentos sobre os patógenos importantes para as diferentes cultivares de videira, os estádios de maior suscetibilidade da planta às principais doenças, a influência das condições climáticas sobre os patógenos e as plantas e os fungicidas empregados em cada situação, auxiliarão no estabelecimento de um programa de controle racional de doenças, tornando os tratamentos mais eficientes e reduzindo os custos de produção e os riscos de contaminação do ambiente.
As cultivares de uvas americanas e híbridas em geral são menos susceptíveis às doenças fúngicas que as cultivares de uvas finas, porém em regiões tropicais estão sugeitas a doenças como míldio, antracnose, requeimas, mancha das folhas, ferrugem, além das viroses. Essas doenças podem afetar a produção causando sérios danos, com destaque para o míldio, requeima das folhas e viroses. Eventualmente, a ocorrência de outras doenças como a antracnose e a mancha das folhas, pode ser registrada.

Míldio - Plasmopara viticola

Principal doença fúngica em áreas tropicais, o míldio é também conhecido como mofo ou mufa e pode causar perdas de até 100% na produção. As condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do paseudofungo são temperatura de 20 oC a 25 oC e umidade relativa do ar elevada. A presença de água livre na superfície dos tecidos vegetais, seja proveniente de chuvas, orvalhos ou gutação, é indispensável para que ocorra a infecção.
O patógeno afeta todas as partes verdes da planta. Nas folhas, inicialmente aparecem manchas amareladas, translúcidas contra o sol, denominadas de "mancha de óleo" (Fig. 1A). Em condições de umidade relativa alta, na face inferior da folha, sob a mancha de óleo, observa-se um mofo branco (Fig. 1B) que é a frutificação do paseudofungo. Em seguida, o tecido foliar afetado necrosa e, quando o ataque é muito intenso, ocorre a desfolha precoce da planta. Os cachos são atacados desde antes da floração até a compactação dos cachos. Quando o patógeno atinge as flores ou os frutos até o estádio de chumbinho, observa-se escurecimento do ráquis, o cacho pode ficar recoberto por uma eflorescência branca (Fig. 1C) que é a frutificação do fungo, secar e cair. Nas bagas mais desenvolvidas, o fungo penetra pelos pedicelos e se desenvolve no seu interior, tornando-as escuras, duras, com superfície deprimida, destacando-se facilmente do cacho.
O controle preventivo do míldio deve ser iniciado com a escolha do local adequado para instalação da parreira, evitando-se áreas de baixada ou com face sul. Medidas que melhorem a aeração da copa, como espaçamento adequado, boa disposição espacial dos ramos sobre o aramado e poda verde, devem ser adotadas, objetivando diminuir o tempo de molhamento foliar. Em condições climáticas favoráveis, o controle por meio do uso de fungicidas (Tabela 1) deve ser realizado desde o início da brotação até a compactação dos cachos. Nos períodos favoráveis a doença deve ser programado a aplicação de fungicidas sistêmicos em pré florescimento, deixando se os de contatos ou com ação translaminar para o resto do período até a compactação dos cachos.

Ferrugem - Phakopsora euvitis

Causada pelo fungo Phakopsora euvitis, que tem grande potencial de disseminação, a doença foi inicialmente detectada na Ásia e na América do Norte, sendo constatada pela primeira vez no Brasil no ano de 2001 em municípios da região norte do Estado do Paraná. Atualmente, no entanto, a ocorrência do patógeno já se estendeu aos parreirais de outras regiões vitícolas do país. Ocorre, principalmente, em áreas tropicais e subtropicais onde a severidade da doença parece ser maior que nas regiões de clima temperado. Registros preliminares têm mostrado que cultivares americanas(Vitis labrusca) e híbridas são mais suscetíveis que as cultivares européias (V.vinifera).
Os sintomas da ferrugem na videira são lesões amareladas a castanhas de várias formas e tamanhos nas folhas. Massas amarelo-alaranjadas de uredosporos são produzidas na face inferior das folhas (Fig. 2), com manchas escuras necróticas na face superior. Ataques severos do fungo causam senescência e queda prematura de folhas, prejudicando os frutos e reduzindo o vigor das plantas no ciclo seguinte.
O controle químico da ferrugem durante o ciclo produtivo é necessário em poucas áreas, uma vez que, apesar de ser elevado o número de pústulas nas folhas, a velocidade de desfolha é relativamente lenta. Após a colheita, no entanto, essa velocidade aumenta sensivelmente, chegando a desfolhar a cultura durante a fase de repouso. O controle preventivo deve ser iniciado após o pegamento dos frutos extendendo se até uma semana após o início da maturação. Após a à colheita é necessário manter a folhagem sadia podendo ser necessário aplicações neste período de repouso. Em ensaios de avaliação da eficiência de fungicidas no controle da ferrugem da videira, obtiveram-se bons resultados quando foram realizadas pulverizações com produtos do grupo dos triazóis (tebuconazole, metconazole e cyproconazole) e um produto do grupo das estrobirulinas (azoxystrobin), já registrados para cultura da videira.

Requeima das folhas

A requeima das folhas da videira foi observada pela primeira vez em uvas americanas (Vitis labrusca L.) e híbridas cultivadas em Jales (SP), no início da maturação dos frutos, no ano de 1998 e, no ano seguinte, o problema passou a ser observado também nas cultivares de uvas finas (Vitis vinifera L.), durante o ciclo de formação. A doença provoca a queda prematura de folhas e prejudica a maturação dos frutos, tornando os cachos inadequados para a comercialização. Além disso, compromete a formação e maturação dos ramos para o ciclo seguinte, devido ao menor acúmulo de reservas de carboidratos.
Os sintomas começam a ser percebidos como manchas bem definidas, de contorno irregular e coloração arroxeada na face superior das folhas que, em seguida, tornam-se necróticas e de coloração cinza-escura, evoluem para os bordos e aumentam rapidamente, cobrindo quase todo o limbo foliar (Fig. 3). Em seguida ocorre a morte e a queda das folhas, permanecendo temporariamente os pecíolos presos nos ramos. A esses sintomas observados nas folhas de videiras, fungos do gênero Alternaria têm sido encontrados em constante associação, embora os testes de patogenicidade ainda não tenham sido concluídos.
Não há resultados de pesquisa que permitam a recomendação de medidas adequadas para o seu controle. No entanto, em observações de campo, verifica-se uma redução na incidência e severidade dos sintomas quando pulverizações semanais com fungicidas a base de mancozeb e quinzenais com fungicidas do grupo do triazóis (tebuconazole e difenoconazole) são iniciadas 30 dias após a poda e se estendem até uma semana após o início do amolecimento das bagas.

Antracnose - Elsinoe ampelina

A antracnose é também conhecida como varola, negrão, carvão e olho-de-passarinho. As condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do fungo são ventos frios e umidade relativa elevada. Temperaturas de 2ºC a 32ºC permitem que o patógeno se desenvolva, sendo 20ºC a temperatura ótima.
O fungo ataca todos os órgãos verdes da planta folhas, gavinhas, ramos (Fig.5), além de inflorescências e frutos. Nos brotos, ramos e gavinhas, aparecem lesões arredondadas de coloração cinzenta no centro e bordos negros. Nas folhas, formam-se manchas escuras e circulares e, muitas vezes, o tecido necrótico desprende-se da lesão, que transforma-se num pequeno furo. Caso as lesões ocorram nas nervuras, causam a deformação da folha. Nas bagas, manchas arredondadas tornam o tecido mumificado e escuro. O ataque do fungo na fase de floração causa escurecimento e destruição das flores.
O controle da antracnose deve ser iniciado na época da poda com a destruição de ramos doentes e com tratamento químico, visando eliminar ou diminuir o inóculo inicial. As pulverizações com fungicidas devem ser realizadas desde o estádio de ponta verde (início da brotação) até a compactação dos cachos. Os produtos recomendados para o controle da doença estão listados na Tabela 1.

Mancha das folhas - Pseudocercospora vitis

Também conhecida como isariopsis, a mancha das folhas, causada por Pseudocercospora vitis = Isariopsis clavispora, tem grande importância em cultivares americanas principalmente em regiões mais quentes, onde a doença evolui rapidamente. A desfolha precoce é o principal dano, acarretando o enfraquecimento da planta e deficiência na maturação dos ramos e, consequentemente, má brotação no ciclo seguinte. A doença se desenvolve em condições de temperatura e umidade altas.
Os sintomas, cujo aparecimento geralmente ocorre no início da maturação da uva, são manchas necróticas de contorno irregular, inicialmente castanho-avermelhadas e, posteriormente, pardo-escuras e pretas, apresentando um halo amarelo-esverdeado bem visível. Não há perfurações nem deformações da folha, mas aquelas com muitas manchas caem prematuramente. As folhas basais normalmente são as mais afetadas.
Para o controle químico da mancha das folhas, as pulverizações devem ser iniciadas tão logo apareçam os primeiros sintomas. Podem ser utilizados produtos a base de mancozeb, tiofanato metílico, difenoconzole, tebuconazole e dithianon (Tabela 1). Os tratamentos químicos pós-colheita dão uma melhor proteção às folhas, mantendo-as por mais tempo na planta.

Uso de fungicidas no controle de doenças

As pulverizações com fungicidas nas cultivares de uvas para processamento devem iniciar logo após a brotação, quando as plantas entram na fase de maior suscetibilidade às principais doenças fúngicas (Fig. 1), utilizando-se, de forma racional, produtos registrados para a cultura (Tabela 2). Além da escolha do local adequado para implantação da parreira e a adoção de práticas de manejo que melhorem a aeração da copa, a calibração dos pulverizadores é um fator muito importante para o sucesso do tratamento fitossanitário, podendo contribuir para a redução do uso de fungicidas na cultura.
Na escolha do fungicida a ser utilizado, é necessário levar em consideração o custo, a disponibilidade, o período de carência e o espectro de ação do produto. Preferência deve ser dada a fungicidas que atuem sobre mais de um patógeno de importância econômica para a cultura, reduzindo o número de pulverizações e, consequentemente, o custo de produção. Embora sejam mais eficazes que os fungicidas de contato, os fungicidas sistêmicos, por apresentarem sítios de ação mais específicos, podem induzir o aparecimento de raças resistentes na população dos patógenos. Dessa forma, produtos que possuam ação sistêmica e pertençam ao mesmo grupo químico, não devem ser utilizados em mais de duas ou três aplicações por ciclo vegetativo.
Para o controle do míldio da videira o produtor tem a sua disposição os fosfitos, produtos derivados do ácido fosforoso, que são menos tóxicos. Estes produtos possuem ação estimulante das defesas naturais da planta, induzindo a produção de fitoalexinas. Os fosfitos mostraram alta eficácia no controle do míldio tanto em aplicações isoladas como em misturas com outros fungicidas. Embora diversas marcas comerciais estejam disponíveis no mercado, pode-se utilizar uma dosagem de 200 a 300 mL/100 litros de calda. Além de eficazes, estes produtos não mancham as uvas.

Viroses

As doenças causadas por vírus nem sempre despertam a preocupação dos viticultores, talvez por desconhecimento da sintomatologia ou mesmo por seus efeitos mais graves aparecerem a médio ou longo prazo, embora alguns vírus possam causar a morte de mudas com idade entre um a três anos. A propagação vegetativa da videira, por estacas (pé-franco) ou pela enxertia (muda enxertada), facilita a disseminação das viroses. A produção da muda pelo viticultor, utilizando material vegetativo do seu próprio vinhedo ou de vinhedos vizinhos, sem o conhecimento do estado sanitário (presença ou não de vírus), tem favorecido a disseminação dessas doenças e, com muita frequência, o acúmulo de mais de um tipo de virose na mesma planta.
As uvas americanas cultivadas em regiões tropicais para processamento podem ser afetadas por inúmeros vírus, embora a maioria de forma latente, não apresentando os sintomas característicos da doença ou apresentando somente em determinadas fases do ciclo da planta, o que dificulta a sua observação. Entretanto, algumas viroses podem causar prejuízos consideráveis a estas variedades, entre as quais, o "Enrolamento da Folha" e o "Complexo Rugoso da Videira".
O "Enrolamento da Folha da Videira" (Grapevine leafroll-associated virus, GLRaV), é uma doença complexa, onde estão associados nove vírus diferentes. Destes, os três de maior importância econômica já foram identificados no Brasil. Os sintomas dessa doença, em plantas de 'Isabel' não são muito pronunciados, sendo a redução no crescimento o sintoma mais evidente. É importante salientar que as cultivares de porta-enxerto, em geral, não mostram sintomas dessa virose, impossibilitando distinguir uma planta doente de uma sadia, o que facilita a utilização de material contaminado.
Ao "Complexo Rugoso da Videira" estão associadas quatro viroses que afetam o lenho das plantas, especialmente o tronco, sendo: Acanaladura do lenho de Kober (Grapevine virus A, GVA); Caneluras do tronco de Rupestris (Rupestris stem pitting-associated virus, RSPaV); Acanaladura do lenho de LN33 e Intumescimento dos ramos (Grapevine virus B, GVB). Estas viroses, com exceção da última, são conhecidas na prática por caneluras do tronco ou lenho rugoso por causarem sintomas muito semelhantes nos troncos das plantas.
Intumescimento dos Ramos - cultivares americanas afetadas por esta virose mostram engrossamento em um ou mais entrenós do ramo do ano (Fig. 4), com fendilhamento longitudinal da região afetada. Eventualmente estes sintomas podem ser observados, também, no pecíolo das folhas próximas à região afetada do ramo. As plantas doentes definham gradativamente com eventual morte de ramos e a brotação é fraca e atrasada.
Caneluras do Tronco ou Lenho Rugoso - As plantas de cultivares americanas afetadas por estas viroses apresentam caneluras no tronco, sob a casca, inclusive no porta-enxerto. As caneluras são ranhuras longitudinais que correspondem ao local onde a casca penetra no lenho do tronco (Fig. ), trazendo como conseqüência a má formação dos vasos condutores da seiva. As plantas doentes, em geral, diminuem o vigor e as gemas brotam mais tardiamente. A casca do tronco é mais grossa e de aspecto corticento e escamada. Também pode ocorrer na região da enxertia uma diferença de diâmetro entre o enxerto e o porta-enxerto. A morte de plantas pode ocorrer a partir de 6 e 8 anos de idade e até mais cedo, quando o porta-enxerto é muito sensível.
Todas estas viroses são transmitidas pelo material de propagação da videira. Até o momento não foi constatada a transmissão dos vírus por ferramentas, como tesoura de poda, canivete para enxertia, etc. Na Europa, já está comprovado que espécies de cochonilhas transmitem alguns vírus do Enrolamento da folha e do Complexo Rugoso. No Brasil, estudos estão sendo conduzidos e ainda não se tem resultados conclusivos se as espécies que ocorrem nos nossos vinhedos são ou não vetoras de vírus. Recomenda-se, portanto, que se faça um controle rigoroso das cochonilhas, não só pelos sérios danos físicos que causam à cultura mas, também, pela possibilidade de transmitirem vírus. A substituição de variedades copa, devido a problemas de mercado ou de produtividade, mantendo-se os porta-enxertos originais é uma prática comum adotada pelos viticultores em algumas regiões do Brasil. Essa prática, embora permita a substituição rápida da variedade copa sem interrupção de um ano de produção, oferece grandes riscos, pois se o porta-enxerto estiver infectado, a nova copa também será contaminada. Dessa forma, quando não se tem a garantia da sanidade do material original, é recomendável o arranquio das plantas e o plantio de novos porta-enxertos sadios para serem enxertados com garfos sadios.
Os principais prejuízos causados pelas viroses estão relacionados à queda acentuada da produção, diminuição do teor de açúcar da uva, maturação irregular e deficiente, diminuição da longevidade e morte de plantas.

Controle: Como no campo não é possível fazer o controle químico das viroses, o único modo seguro de se implantar um vinhedo sadio é adquirindo o material de propagação (porta-enxerto e copa) livre de vírus. Para isso deve-se obter o material propagativo (mudas, estacas, garfos) de viveiristas que multipliquem material sadio sob fiscalização dos órgãos oficiais. A idoneidade da origem do material propagativo é de fundamental importância pois, no momento da aquisição, dificilmente se poderá visualizar qualquer sintomas no caso do material estar infectado. Somente com o desenvolvimento das plantas no vinhedo é que o produtor vai se dar conta que adquiriu material contaminado.

Tabela 1. Recomendações para o controle químico das principais doenças fúngicas das cultivares de uvas para processamento Isabel, Isabel Precoce e BRS Cora, cultivadas em regiões tropicais.
Doença/Patógeno Época de aplicação Princípio ativo Dosagem (i.a.)* (g/100L) Intervalo de Aplicação (dias)** Período de Carência (dias)
Antracnose
(Elsinoe ampelina)
Umidade e temperatura favoráveis: do início da brotação até compactação dos cachos captan
125
7
1
folpet
67,5-90,0
7
1
dithianon
93,75
7
21
difenoconazole
2/mar
dez/14
21
chlorothalonil
200
7
7
tiofanato metílico
50
12
14
imibenconazole
15
12
14
Míldio
(Plamopara viticola)
Presença de água livre: do início da brotação até compactação dos cachos dithianon 75 ©
93,75
5/jul
21
mancozeb 80 ©
240
5
7
folpet
67,5-90,0
5/jul
1
metalaxyl + mancozeb
24+192
7
21
cymoxanil + famoxadone
31,5
5/jul
7
cymoxanil + maneb
20+160
5/jul
7
iprovalicarb +propineb
135
7
10
azoxystrobin
12
5/jul
7
fosetyl-Al
200
7
7
benalaxyl + mancozeb
146
7
21
captan
120
4
1
propineb
210
7
7
hidróxido de cobre
54
7
7
Requeima das folhas 30 dias após a poda até uma semana após o início do amolecimento das bagas mancozeb
240
3/abr
21
tebuconazole
10
15
14
 
Ferrugem (Phakopsora euvitis) Próximo à colheita até a fase inicial do repouso tebuconazole
20
7
14
metconazole
9
7
7
cyproconazole
10
7
14
azoxystrobin
12
7
7
Manchas das folhas (Pseudocercopora vitis) Iniciar os tratamentos no aparecimento dos primeiros sintomas mancozeb
200- 280
7/out
21
tiofanato metílico difenoconazole
49
10/dez
14
Dithianon
2 a 3
dez/14
21
tebuconazole
93,75
7/out
21
*i.a.= ingrediente ativo; ** Baseado em informações do fabricante ou observações de campo.
Fonte: Embrapa Uva e Vinho

01- gemas dormentes
02- inchamento de gemas
03- algodão
05- ponta verde
07- 1a folhas separada
09- 2 ou 3 folhas separadas
12- 5 ou 6 folhas separadas: inflorescência visível
15- alongamento da inflorescência: flores agrupadas
17- inflorescência desenvolvida: folhas separadas
19- início do florescimento: 1as flores abertas
21- 25% das flores abertas

23- 50% das flores abertas (pleno florescimento)
25- 80% das flores abertas
27 frutificação (limpeza de cacho)
29- grão tamanho "chumbinho"
31- grão tamanho "ervilha"
33- início da compactação do cacho
35- início da maturação
38- maturação plena
41- maturação dos sarmentos
43- início da queda das folhas
47- final da queda da folha
Fig. 1. Estádios fenológicos da videira de acordo com Eichorn & Lorenz (1977) e fases de maior suscetibilidade das cultivares sem sementes às doenças fúngicas.
Fonte: Eichorn & Lorenz (1977)

Tabela 2. Fungicidas registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para controle das doenças fúngicas da videira.
Ingrediente ativo Produto comercial Formulação Classe Toxicológica Dose
(g ou L/100L)
P.C.
Modo de ação
azoxystrobin Amistar
GrDa
IV
24
S
benalaxyl + mancozeb Galben-M
PM
III
200 a 250
S
captan Captan 500 PM
PM
III
240
C
Captan SC
SC
III
400
C
Orthocide 500
PM
III
240
C
carbendazim Derosal 500 SC
SC
III
100
S
chlorothalonil Bravonil 500
SC
I
400
C
Bravonil 750 PM
PM
II
200
C
Bravonil Ultrex
GrDa
I
150
C
Isatalonil
PM
II
200
C
Daconil BR
PM
II
200
C
Daconil 500
SC
I
300
C
Dacostar 500
SC
I
400
C
Vanox 500 SC
SC
I
400
C
Vanox 750 PM
PM
II
250
C
Dacostar 750
PM
II
200
C
chlorothalonil + tiofanato metilico Cerconil PM
PM
II
200
C+S
Cerconil SC
SC
III
200
C+S
cymoxanil + famoxadone Equation
GrDa
III
60
S
cymoxanil + mancozeb Curzate BR
PM
III
250
P
cyproconazole Alto 100
SC
III
20
S+C
difenoconazole Score
CE
I
8 a 12
S
dithianon Delan
PM
II
125
C
enxofre Cover DF
WG
IV
200 a 400
C
Kolossus
PM
IV
400
C
Kumulus DF
WG
IV
200 a 400
C
Microsol
SC
IV
150
C
Sulficamp
PM
IV
500
C
fenamidone Censor
SC
III
30
P
fenarimol Rubigan 120
CE
II
15a20
S
folpet Folpan Agricur 500 PM
PM
IV
135 a 180
C
fosetyl-Al Aliette
PM
IV
250
S
hidróxido de cobre Contact
PM
IV
150 a 200
C
Garant
PM
IV
200
C
Garant BR
PM
III
200
C
Kocide WDG
GrDa
III
180
C
imibenconazole Manage 150
PM
III
100
S
iprodione Rovral
PM
IV
200
C
Rovral
SC
IV
150 a 200
C
iprovalicarb + propineb Positron Duo
PM
III
200 a 250
S+C
mancozeb Dithane PM
PM
III
250 a 350
C
Mancozeb 800 PM
PM
II
350
C
Manzate 800
PM
III
250
C
Manzate GrDa
GrDa
III
250
C
Persist SC
SC
III
630
C
mancozeb + metalaxyl-M Ridomil Gold MZ
PM
III
300
S
mancozeb + oxicloreto de cobre Cuprozeb
PM
III
350
C
mancozeb+ tiofanato metil Dithiobin 780 PM
PM
III
250
C+S
metconazole Caramba 90
SC
III
50 a 100
S
myclobutanil Systhane
PM
III
20
S
oxicloreto de cobre Agrinose
PM
IV
300 a 350
C
Cupravit Azul BR
PM
IV
300
C
Fungitol Azul
PM
IV
275
C
Fungitol Verde
PM
IV
220
C
Hokko Cupra 500
PM
IV
250 a 300
C
Propose
PM
IV
300
C
Ramexane 850 PM
PM
IV
250
C
Reconil
PM
IV
300
C
procymidone Sialex 500
PM
III
150 a 200
S
propineb Antracol 700 PM
PM
II
300
C
pyraclostrobin Comet
CE
II
40
S
pyrazophos Afugan
CE
II
60
S
pyrimethanil Mythos
SC
III
200
S
tebuconazole Elite
CE
III
100
S
Folicur 200 CE
CE
III
100
S
Folicur PM
PM
III
100
S
Constant
CE
III
100
S
Triade
CE
III
100
S
tetraconazole Domark 100
CE
II
50 a 75
S
tiofanato metilico Metiltiofan
PM
IV
100
S
tiofanato metilico Cercobin 700 PM
PM
IV
70
S
tiofanato metilico Tiofanato 500 SC
SC
IV
100
S
triadimenol Shavit Agricur 250 CE
CE
I
50 a 100
S
Fonte: Agrofit 2002


Fig. 2. Míldio nas faces superior- 'mancha óleo' (A) e inferior da folha (B); míldio no cacho (C)
Foto: João Dimas Garcia Maia

Fig. 3. Ferrugem na face inferior
da folha
Foto: João Dimas Garcia Maia

Fig. 4. Requeima das folhas
Foto: João Dimas Garcia Maia

Fig. 5. Intumescimento dos Ramos
Foto: Gilmar B. Kuhn

Fig. 6. Necrose em ramos da cv. Isabel
Foto: João Dimas Garcia Maia

Topo
Todos os direitos reservados, conforme Lei n° 9.610