Embrapa Embrapa Uva e Vinho
Sistema de Produção, 9
ISSN 1678-8761 Versão Eletrônica
Dez./2005
Sistema de Produção de Uvas Rústicas para Processamento em Regiões Tropicais do Brasil
Marcos Botton
Saulo de Jesus Soria
Eduardo Rodrigues Hickel
Pragas da videira

Introdução

Várias espécies de insetos podem danificar a cultura da videira dependendo da região de cultivo. No caso das uvas de rústicas para processamento em regiões tropicais, poucas informações encontram-se disponíveis sobre a incidência de insetos danificando estas variedades. Este capítulo relata as principais pragas associadas à parte aérea da cultura, relacionando as medidas de controle que podem ser adotadas pelos viticultores.

Cochonilhas

As cochonilhas são insetos que danificam as plantas através da sucção de seiva, provocam fitotoxicidade devido à injeção de enzimas digestivas, depositam excreções açucaradas nas folhas, resultando no aparecimento da fumagina sendo, às vezes, responsáveis pela transmissão de agentes patogênicos. As principais espécies registradas nos vinhedos do Brasil são descritas a seguir:

Cochonilhas-do-tronco Hemiberlesia lataniae (Signoret, 1869), Duplaspidiotus tesseratus (Charmoy, 1899) e Duplaspidiotus fossor (Newstead, 1914) (Hemiptera: Diaspididae)

Descrição e bioecologia: Estas cochonilhas são semelhantes quanto ao tamanho e a forma da carapaça, dificultando a identificação no campo. Praticamente não existem informações sobre a biologia das espécies na cultura da videira o que dificulta o estabelecimento de medidas de controle.

Sintomas e danos: As cochonilhas infestam de forma agregada os ramos velhos da parreira, localizando-se abaixo do ritidoma (Figura 1). Ao se alimentarem, depauperam as plantas, podendo provocar a seca de ramos.

Controle: Os produtores devem realizar vistorias para identificar os focos de infestação localizados sob o ritidoma no período de entressafra. Quando for observado infestações elevadas do inseto, o controle químico é recomendado (Tabela 1). Entretanto, como a cochonilha normalmente se localiza sob o ritidoma, dificultando o contato com os produtos aplicados, recomenda-se previamente realizar uma limpeza da casca. Esta operação, pode ser feita manualmente com escovas, utilizando calda sulfocálcica a 4º Bé durante o período de dormência e/ou empregando o jato de água (Limpacaule PTO® - Jacto Máquinas Agrícolas) desenvolvido para este fim. No caso do uso da calda sulfocálcica, após a aplicação o ritidoma começa a se desprender, facilitando o contato do inseticida com as cochonilhas. O uso da calda sulfocálcica encontra restrições pelos produtores devido à ação corrosiva sobre os arames do parreiral. Embora este assunto seja bastante controverso, no caso da aplicação no tronco, é possível utilizar uma haste com dupla saída (Figura 2) adaptada ao pulverizador costal, de modo a atingir os dois lados do caule, evitando o contato com o arame. O emprego do pulverizador costal também pode ser utilizado para direcionar o tratamento das cochonilhas apenas nas plantas infestadas. Após o uso da calda sulfocálcica, é importante lavar o equipamento de aplicação com uma solução de vinagre a 10% para retirar os resíduos da calda, evitando a corrosão. Com relação ao uso do jato de água para o controle das cochonilhas, o mesmo deve ser empregado no período de repouso vegetativo e numa intensidade que não danifique o tronco da planta.

Tabela 1. Inseticidas registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o controle das principais pragas da videira. Bento Gonçalves, RS, 2004.
Praga Inseticida Dose Carência Classe toxicológica1
Ingrediente Produto comercial (mL p.c. / 100 L)
Hemiberlesia lataniae, Duplaspidiotus fossor, Duplaspidiotus tesseratus
Paratiometil
Triona
500 a 1000
SR2
IV
Iharol
Bravik 600 CE
100
15
I
Folidol 600
I
Folisuper
I
   
Mosca-das-frutas
Anastrepha fraterculus/ Ceratitis capitata
Fenitrotiom
Sumithion 500
150
14
II
Fenthion
Lebaycid 500
100
21
II
Triclorfom
Dipterex 500
300
7
II
   
Polyphagotarsonemus latus
Enxofre
Kumulus
200 a 400
SR
IV
Thiovit
200 a 400
SR
IV
Abamectin
Vertimec 18 CE
80 a 100
28
III
   
Ácaro rajado Tetranychus urticae
Abamectin
Vertimec 18 CE
80 a 100
28
III
1/I - extremamente tóxico; II - altamente tóxico; III - medianamente tóxico; IV - pouco tóxico.
2/ SR - sem retrições.
Fonte: Embrapa Uva e Vinho

Embora não existam levantamentos de inimigos naturais destas cochonilhas nos parreirais, é comum encontrar as carapaças perfuradas devido à emergência de parasitóides. Por este motivo, é importante que o controle químico seja direcionado somente para as plantas infestadas, visando preservar as espécies benéficas presentes no parreiral.

Cochonilhas Algonodosas - Pseudococcus spp. e Planococcus spp. (Hemiptera: Pseudococcidae)

Descrição e bioecologia: As cochonilhas dos gêneros Pseudococcus e Planococcus são insetos de pequeno tamanho (3 a 5 mm) cujas fêmeas possuem formato ovalado com o corpo coberto de secreções cerosas brancas pulverulentas (Figura 3). As cochonilhas vivem sobre folhas, frutos, ramos, brotos e raízes. Devido ao reduzido tamanho e à sua localização durante a entressafra, junto ao sistema radicular, a presença destas cochonilhas não é facilmente observada nos vinhedos. A incidência das espécies está freqüentemente associada a formigas doceiras, que auxiliam na sua dispersão e as protegem do ataque de inimigos naturais. No Brasil, ainda não foi realizado um inventário das espécies mais freqüentes associadas aos vinhedos.

Sintomas e danos: O ataque das cochonilhas resulta no enfraquecimento das plantas, com conseqüente redução na produção. Durante a colheita, alojam-se entre os cachos, provocando o aparecimento da fumagina, o que deprecia os frutos para comercialização. A maior preocupação com a ocorrência dessas cochonilhas nos vinhedos diz respeito à transmissão de vírus e por serem quarentenárias, limitando a exportação para alguns países.

Monitoramento e Controle: Não existem informações disponíveis sobre formas de monitoramento e medidas de controle validadas para as condições brasileiras. Em outras regiões vitivinícolas, é realizado um tratamento de inverno e pulverizações visando atingir as ninfas nas fases móveis durante o período vegetativo da cultura.

Ácaros na Videira

Os ácaros que atacam a videira são mais prejudiciais em situações onde o clima é seco, favorecendo sua multiplicação. As espécies associadas à cultura e que podem ser consideradas pragas são as seguintes:

Ácaro-branco - Polyphagotarsonemus latus (Banks, 1904) (Acari: Tarsonemidae)

Descrição e bioecologia: O ácaro-branco é uma praga polífaga e cosmopolita, possui tamanho reduzido (machos e fêmeas medem aproximadamente 0,14 e 0,17 mm de comprimento, respectivamente), sendo dificilmente visualizados a olho nu. O macho, mesmo sendo menor que a fêmea, possui o hábito de carregar a "pupa" desta para acasalamento no momento da emergência. Os ovos são depositados isoladamente na face inferior das folhas. O ataque ocorre somente nas folhas novas da videira, não havendo presença de teias.

Sintomas e danos: O ataque do ácaro branco resulta num encurtamento dos ramos da videira como resultado da alimentação contínua das folhas novas (Figura 4). Em situações de elevada infestação, as folhas ficam coriáceas e quebradiças podendo ocorrer a queda das mesmas. O ataque é mais importante em plantas novas atrasando a formação do parreiral e/ou no início do período de desenvolvimento vegetativo das plantas adultas.

Monitoramento e Controle: Realizar, a partir da brotação do parreiral, avaliação da presença da espécie nas folhas apicais. Em plantas adultas, o controle deve ser realizado quando 10% das folhas localizadas na ponta dos ramos estiverem infestados, até 30 dias após o florescimento. Em plantas novas, no período de formação, controlar sempre que este nível seja atingido. O controle deve ser realizado com acaricidas específicos (Tabela 1) sendo que o ácaro-branco também é sensível ao enxofre, devendo-se direcionar o tratamento às brotações novas. Entretanto, o uso do enxofre pode causar fitotoxicidade em cultivares americanas além de poder apresentar relativos efeitos deletérios às espécies de ácaros predadores. Em áreas cultivadas sob cobertura plástica, o enxofre danifica o plástico, reduzindo sua vida útil.

Ácaro-rajado Tetranychus urticae (Koch, 1836) (Acari: Tetranychidae)

Descrição e bioecologia: O ácaro rajado mede cerca de 0,5 mm de comprimento, possui coloração amarelo-esverdeada com duas manchas escuras no dorso do corpo (Figura 5). Vive principalmente na página inferior das folhas e tece teia. Altas temperaturas e ausência de chuvas favorecem o desenvolvimento da praga.

Sintomas e danos: Os sintomas de ataque iniciam como pequenas áreas cloróticas nas folhas, entre as nervuras principais, posteriormente, o local de ataque fica necrosado. Na página superior das folhas correspondente às lesões, surgem tons avermelhados. Altas infestações podem causar desfolhamento e também ataque aos cachos, causando bronzeamento das bagas.

Monitoramento e Controle: Avaliar semanalmente nas folhas medianas e basais dos ramos a presença da espécie. Controlar quando for encontrado mais de 10% das folhas infestadas até a metade do ciclo da cultura e 20% após este período. A população do ácaro-rajado pode ser reduzida controlando-se as plantas hospedeiras da praga presentes no parreiral antes da brotação da videira. Outra prática que deve ser evitada é o emprego exagerado de adubos nitrogenados, visto que plantas com altos teores de nitrogênio favorecem o desenvolvimento da praga. Evitar o emprego de produtos pouco seletivos aos inimigos naturais, principalmente ácaros predadores. Ao utilizar o controle químico (Tabela 1) as aplicações devem ser direcionadas para a face inferior das folhas.

TRIPES - Frankliniella occidentalis (Pergrande), Heliothrips haemorrhoidalis (Bouché), Retithrips syriacus Mayet, Selenothripes rubrocintus (Giard.) (Thysanoptera: Thripidae)

Descrição e Bioecologia Os tripes (Figura 6) são pequenos insetos, cujos adultos medem de 0,5 mm a 1,5 mm de comprimento. Possuem corpo alongado, asas franjadas e aparelho bucal picador sugador. Quase todos são fitófagos, sugadores de seiva, mas podem atuar como predadores, polinizadores e/ou fungívoros.
A reprodução é geralmente sexuada, podendo ocorrer por partenogênese. Os machos são, via de regra, menores do que as fêmeas. A postura dos tripes fitófagos é endofítica. Dos ovos eclodem ninfas (dois ínstares ativos), que se transformam em dois (Terebrantia) ou três (Tubulifera) ínstares pupais relativamente inativos, de onde emergirão os adultos. Há necessidade de um inventário sistemático das espécies mais freqüentes e abundantes nas diferentes regiões produtoras.

Sintomas e danos: Os tripes são sugadores de seiva, atacando sempre as partes aéreas da planta (folhas, flores, frutos), além de realizar as posturas dentro dos tecidos vegetais. O dano causado pelos tripes é mais importante em uvas de mesa, sendo significativo quando ocorre na fase de floração. Os insetos raspam a epiderme das bagas em formação, acarretando posteriormente cicatrizes do tipo cortiça, que depreciam comercialmente os cachos (Figura 7).

Monitoramento e controle: A amostragem de tripes na inflorescência e/ou cachos da videira é feita batendo-se as inflorescências e/ou cachos sobre uma superfície branca (papel ou bandeja plástica) para avaliação da população. O nível de controle é de 20% de cachos infestados com dois ou mais tripes. Como medidas de controle recomenda-se eliminar plantas hospedeiras no interior do cultivo e empregar o controle químico quando o nível de controle for atingido.

MOSCAS-DAS-FRUTAS Anastrepha fraterculus (Wied.) (Diptera: Tephritidae) e Ceratitis capitata (Wied. 1824)
MOSCAS-DAS-FRUTAS-SULAMERICANA Anastrepha fraterculus (Wied.,) e MOSCA-DO-MEDITERRÂNEO Ceratitis capitata (Wied.) (Diptera: Tephritidae)

Descrição e Bioecologia: A mosca-das-frutas-sulamericana A. fraterculus (Figura 8) apresenta coloração amarela e cerca de 8 mm de comprimento. Os adultos possuem duas manchas marrons nas asas, uma em forma de S que vai da base à extremidade da asa, e outra na forma de V invertido, no bordo posterior. A fêmea apresenta, no extremo do abdômen a terebra, que funciona como aparelho perfurador e ovipositor. Antes de iniciar a reprodução, as fêmeas necessitam amadurecer os ovários. Para isso, alimentam-se de substâncias à base de proteínas e açúcares, encontrados em frutos de goiaba, pêssego, ameixa, uva, pêra, nectarina e outros cultivados ou nativos. O número médio de ovos colocados por fêmea é de 400, sendo depositados aproximadamente 30 ovos por dia num período de até 65 dias. Após a oviposição, as larvas eclodem em 3 a 4 dias e alimentam-se das bagas da uva. As larvas passam por três ínstares até atingir a fase de pupa que ocorre no solo e dura de 10 a 15 dias no verão, e 30 a 45 dias no inverno. O período larval, a 25ºC é de aproximadamente duas semanas, podendo se prolongar por até 77 dias dependendo das condições ambientais. A cópula é realizada no quarto ou quinto dia após a emergência do adulto. Após o acasalamento e o amadurecimento dos ovários, a fêmea fecundada procura o fruto da planta hospedeira, na qual faz postura, continuando seu ciclo. O ciclo completo (ovo-adulto) a 25ºC é de cerca de 30 dias, podendo se prolongar por até três meses ou mais com temperaturas inferiores. O ciclo biológico depende do hospedeiro e do período do ano.
Os adultos da mosca-do-mediterrâneo C. capitata (Figura 9) medem de 4 a 5 mm de comprimento, 10 a 12 mm de envergadura, apresentando coloração predominante amarela, tórax preto na face superior, com desenhos simétricos e olhos castanhos-violáceos. O abdome é amarelo, com duas listras transversais acinzentadas. As asas são suavemente rosadas, transparentes, com listras amarelas. O ovo é alongado, possui coloração branca, mede aproximadamente, 1 mm de comprimento, assemelhando-se a uma banana. A postura é feita nos frutos em estágio de maturação mais avançado ("de vez"), podendo uma fêmea depositar 10 ovos por oviposição e 300 a 1000 ovos durante toda a sua vida. A larva é ápoda e, quando desenvolvida, mede aproximadamente 8 mm de comprimento; possui coloração branco-amarelada, com a extremidade anterior afilada e a posterior truncada e arredondada. Quando perturbada, tem a característica de saltar. Desenvolve-se dentro dos frutos e quando prestes a empupar deixa-se cair no solo. A pupa tem coloração marrom-avermelhada, mede em torno de 5 mm de comprimento e tem a forma de um pequeno barril.

Sintomas e danos: As moscas-das-frutas são consideradas as principais pragas da fruticultura brasileira, contudo, no caso de vinhedos cultivados com uvas rusticas, as espécies normalmente não são consideradas pragas. Nos casos de elevada infestação, o ataque do inseto pode resultar na queda prematura de bagas. Quando o ataque ocorre próximo a colheita, o desenvolvimento das larvas acarreta o apodrecimento das bagas, resultando em um produto final de menor qualidade

Monitoramento e Controle: O monitoramento dos adultos de A. fraterculus e C. capitata é realizado com armadilhas McPhail (Figura 10) contendo como atrativo alimentar proteína hidrolisada a 5%. As inspeções e a substituição do atrativo devem ser semanais. Como essa praga normalmente vem de fora do parreiral, recomenda-se instalar as armadilhas na periferia do vinhedo, em número de quatro por ha. Outro atrativo que pode ser empregado é a levedura torula, utilizando-se quatro pastilhas por litro de água.
Para o monitoramento só de C. capitata utilizam-se armadilhas do tipo Jackson e como atrativo o paraferomônio trimedlure. As inspeções são quinzenais e a substituição do trimedlure a cada 45 dias.
Para o controle das moscas-das-frutas, utiliza-se como nível de controle ou de ação, o índice MAD=M/(AxD) onde M = Número de moscas capturadas, A = Número de armadilhas e D = Número de dias da exposição das armadilhas.
A partir da constatação do valor 0,5 para o MAD, deve-se fazer aplicação de isca tóxica em 25% da área do parreiral e repeti-la, semanalmente, ou logo após uma chuva. A isca tóxica é formulada com proteína hidrolisada a 5% ou melaço a 7%, adicionando-se um inseticida fosforado na dose comercial. Quando a população atingir o MAD = 1, realizar pulverizações com inseticidas em cobertura total.
Além do controle químico, são usadas outras medidas culturais, como: podas de raleio ou aeração, eliminação de hospedeiros alternativos, colheita e eliminação dos frutos maduros, principalmente os temporões, catação e enterrio dos frutos caídos no solo; medidas legislativas adotando-se o certificado fitossanitário de origem (CFO), barreiras fitossanitárias e tratamento a frio em pós-colheita.

VESPAS E ABELHAS Synoeca cyanea (Fabricius) , Polistes spp., Polybia spp. (Hymenoptera: Vespidae), Apis mellifera L., e Trigona spinipes (Fabricius) (Hymenoptera: Apidae)

Vespas e abelhas são insetos benéficos ao homem, porém, devido à escassez de alimentos durante o verão, acabam indo buscá-lo nos cachos de uva em maturação.

Sintomas e danos: As vespas ou marimbondos (Figura 11) possuem mandíbulas bem desenvolvidas e rompem a película das bagas para sugar o suco que, ao extravasar, atrai grande quantidade de abelhas (Figura 12). As abelhas acabam afugentando as vespas da baga rompida, levando-as a romper outra baga em seguida, até secar todo o cacho. O ataque de vespas e abelhas aos cachos de uva deve-se à falta de alimento (floradas) no período de maturação da uva. Estes insetos preferem néctar a qualquer exudato adocicado, sendo as flores a primeira fonte de alimento e não os frutos. A falta de floradas está associada à ausência de matas nativas próximo aos parreirais, que forneceriam flores durante o período de frutificação da cultura. Outra situação comum é a falta de planejamento dos apicultores, que muitas vezes, superpovoam as áreas próximas aos vinhedos, potencializando o problema relativo a estes insetos.

Monitoramento e Controle: O ataque de vespas e abelhas deve ser permanentemente monitorado em áreas com histórico de ocorrência, devendo-se adotar medidas na maioria das vezes preventivas. O plantio escalonado de áreas marginais aos vinhedos com espécies que floresçam no mesmo período de maturação da videira é uma medida recomendada. Esta prática irá suprir as abelhas de alimento no período crítico de ataque.
As matas próximas aos parreirais devem ser reflorestadas com espécies como eucalipto, angico, canela lageana e sassafrás, louro, pau marfim, cambuim, maricá, fedegoso, palmeiras e butiás, ampliando a fonte de alimento para estas espécies. Também pode ser fornecido alimento artificial às abelhas em comedouros coletivos.
Quando possível, ensacar os cachos de uva próximos à colheita. O emprego de repelentes para evitar o ataque de vespas e abelhas na uva tem se constituído numa nova opção de manejo. O extrato pirolenhoso aplicado a cada cinco ou sete dias nos cachos, têm proporcionado uma redução significativa do número de bagas danificadas por vespas e abelhas.
A destruição dos ninhos de vespas e abelhas deve ser feita com muito critério, pois as mesmas são valiosas auxiliares na predação de pragas e polinização de culturas.

Fig. 1. Cochonilhas do tronco sob a casca da videira
Foto: Marcos Botton

Fig. 2. Haste de dupla saída adaptada para aplicação no tronco da videira
Foto: Marcos Botton

Fig. 3. Cochonilha algodonosa da videira.
Foto: E. Prado

Fig. 4. Encurtamento dos ramos de plantas de videira devido ao ataque do ácaro branco.
Foto: Marcos Botton

Fig. 5. Ácaro rajado com as manchas características no dorso do corpo.
Foto: P.R. Reis

Fig. 6. Adulto de tripes
Foto: E. Hickel

Fig. 7. Danos de tripes em bagas de uva.
Foto: S. de J. Soria

Fig. 8. Adultos de Anastrepha fraterculus.
Foto: E. Hickel

Fig. 9. Adulto de Ceratitis capitata.
Foto: E. Hickel

Fig. 10. Armadilha McPhail para monitoramento das moscas-das-frutas.
Foto: L.G. Ribeiro

Fig. 11. Vespas atacando videira.
Foto: Marcos Botton

Fig. 12. Cachos danificados por vespas e abelhas.
Foto: E. Hickel

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