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Cultivo
da Mandioca para a Região dos Tabuleiros Costeiros | ||
Importância
econômica |
Mudas e Sementes | |||||
Seleção e preparo do material de plantio A seleção e preparo do material de plantio em mandioca é determinante para um ótimo desenvolvimento da cultura, resultando em aumento de produção com pequenos custos. Na seleção do material devem-se observar: 1) aspectos agronômicos – a) a escolha da cultivar deve ser feita de acordo com o objetivo da exploração. É sempre indicado o plantio de uma só cultivar numa mesma área, evitando-se a mistura de cultivares. Necessitando-se usar mais de uma cultivar, o plantio deve ser feito em quadras separadas; b) deve-se escolher manivas maduras, provenientes de plantas com 10 a 14 meses de idade, e utilizar apenas o terço médio, eliminando-se a parte herbácea superior, que possui poucas reservas, e a parte basal, muito lenhosa e com gemas geralmente inviáveis ou “cegas”; c) as manivas-semente devem ter 20 cm de comprimento, com pelo menos 5 a 7 gemas, e diâmetro em torno de 2,5 cm, com a medula ocupando 50% ou menos. É importante verificar o teor de umidade da haste, o que pode ser comprovado se ocorrer o fluxo de látex imediatamente após o corte; d) as manivas podem ser cortadas com auxílio de um facão ou utilizando uma serra circular, de modo a formar um ângulo reto, no qual a distribuição das raízes é mais uniforme do que no corte em bisel (Figura 3); e e) a quantidade de manivas para o plantio de um hectare é de 4 m³ a 6 m³, sendo que um hectare da cultura, com 12 meses de ciclo, produz hastes para o plantio de 4 a 5 hectares. Um metro cúbico de hastes pode fornecer cerca de 2.500 a 3.000 manivas-sementes com 20 cm de comprimento; e 2) aspectos fitossanitários - o material de plantio deve estar livre de pragas e doenças, já que a disseminação de patógenos é maior nas culturas propagadas vegetativamente do que nas espécies propagadas por meio de sementes sexuais.
A poda nem sempre é indicada na cultura da mandioca, pois pode reduzir a produção de raízes e o teor de carboidratos, facilitar a disseminação de pragas e doenças, aumentar a infestação de ervas daninhas e o teor de fibras nas raízes, além de elevar o número de hastes por planta e, conseqüentemente, a competição entre plantas. Ela é recomendada quando se necessitar de material para estabelecer novos plantios, no caso de alta infestação de pragas e doenças, para utilizar as ramas na alimentação animal e como medida de proteção em áreas sujeitas a geadas. Quando necessária, deve ser efetuada no início do período chuvoso, a uma altura de 15 a 20 cm da superfície do solo e em plantas com 10 a 12 meses de idade. Mandiocais que sofreram poda devem aguardar de 4 a 6 meses e vegetação para que sejam colhidos.
A não coincidência entre a colheita da
mandioca e os novos plantios tem sido um dos problemas na preservação
de cultivares, a nível de produtor, resultando
muitas vezes na perda de material de alto valor agronômico. Quando
as manivas não vão ser utilizadas imediatamente após a colheita, devem
ser conservadas por algum tempo. Recomenda-se que a conservação ocorra
o mais próximo possível da área a ser plantada, em local fresco, com
umidade moderada, sombreado, portanto protegidas dos raios solares diretos
e de ventos frios e quentes. O período de conservação deve ser o menor
possível, podendo as hastes, preferivelmente com 0,80 m a 1,20 m de
comprimento, serem dispostas vertical ou horizontalmente. Na posição
vertical as ramas são enterradas cerca de 10 cm, em solo que deve permanecer
fofo e úmido durante o período de armazenamento. Quando armazenadas
na posição horizontal, as manivas devem conservar a cepa ou maniva-mãe.
Como medida de segurança o produtor deve reservar uma área de cerca
de 20% do seu mandiocal, que servirá de campo de multiplicação para
a instalação de novos plantios. |
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