Embrapa Hortaliças
Sistemas de Produção, 1 - 2ª Edição
ISSN xxxx-xxxx Versão Eletrônica
Dez./2006
Cultivo de Tomate para Industrialização
Autores

Sumário


Apresentação

Importância econômica
Composição nutricional
Clima
Solos
Adubação
Deficiências nutricionais
Cultivares
Produção de mudas
Plantio
Irrigação
Plantas daninhas
Doenças
Pragas
Colheita e pós-colheita
Processamento
Produção de sementes
Coeficientes técnicos
Referências
Glossário


Autores
Expediente

Processamento

O sistema agroindustrial de tomate no País é caracterizado por uma cadeia agroalimentar. A industrialização propriamente dita compreende a indústria de transformação primária e a indústria de transformação secundária, as quais se integram e se complementam (Figura 1).

Transformação primária, estrutura e organização

O segmento de transformação primária, que consiste na obtenção de produtos intermediários destinados ao posterior processamento e/ou à fabricação de produtos formulados, não é padronizado, e o modelo adotado encontra-se em fase de evolução. Como parte dessas transformações, observa-se a relocação das indústrias processadoras tradicionais e a implementação de novas companhias junto às atuais fronteiras agrícolas que estão sendo abertas na Região do Cerrado, englobando Minas Gerais e Goiás.

A presença de pequenas empresas independentes ainda não é dominante no setor, mas as atualmente existentes têm se equipado com tecnologia moderna, visando otimizar o processo industrial, com o propósito de atender às demandas do mercado nacional e internacional.

A pouca qualidade da matéria-prima, a baixa produtividade agrícola e a má localização de algumas plantas industriais são os principais entraves para a melhoria do nível de desempenho do setor.

O Brasil apresenta algumas vantagens em relação à maioria dos países do Mercosul em termos de fatores edafoclimáticos e de estrutura de produção. Nos últimos dez anos, tem ocorrido grande evolução do segmento produtivo brasileiro – o qual vem abandonando um modelo com forte verticalização da produção em detrimento de modelos em que ocorre a formação de complexos agroindustriais fornecedores de produtos semi-industrializados para as indústrias de alimentos formulados. Entretanto, o País apresenta ainda algumas desvantagens quando comparado com países como o Chile, principalmente com relação ao custo da produção.

Em termos de Mercosul, as atenções voltam-se para a possibilidade de parcerias com o Chile, pois o Uruguai e o Paraguai não têm condições de operar, no presente momento, no segmento da cadeia produtiva do tomate. Na Argentina, o cultivo do tomate industrial não conseguiu, até hoje, atingir níveis de competitividade.

No segmento de transformação secundária (produtos acabados), vem ocorrendo grande diversificação de derivados do tomate, procurando-se adequar as linhas de produtos às reais necessidades do público consumidor. Desse modo, a fabricação de produtos mais concentrados vem sendo gradativamente substituída pela de produtos menos concentrados e mais sofisticados em termos de ingredientes e de sabor, tais como sucos temperados e molhos condimentados, contendo tomate cubeteado ou triturado. Esses tipos de produtos visam atender a mercados com público mais exigente e com gosto mais diversificado.

O segmento de produtos acabados é complexo, pois além de atuar em área de grande competitividade em qualidade e preço, depende diretamente do desempenho do setor agrícola. E o setor agrícola, por sua vez, não tem condições de atender, em curto prazo, a grandes demandas em termos de qualidade e de produtividade.

Fonte: MV Data Bank
Fig. 1 - Fluxograma do processo de produção de polpa concentrada

Voltar

 

 

Embrapa. Todos os direitos reservados, conforme Lei n° 9.610.

Topo da página